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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Exemplar mais antigo da Bíblia é colocado na internet

Cerca de 800 páginas do exemplar mais antigo da Bíblia foram restauradas e estão disponíveis para consulta na internet.
Os visitantes poderão ver imagens de mais de metade do manuscrito Codex Sinaiticus, escrito em grego em folhas de pergaminho no século 4.
O projeto envolveu especialistas da Grã-Bretanha, Alemanha, Egito e Rússia, e, segundo eles, apresenta muitas possibilidades de pesquisa no futuro.
"O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo", afirmou Scot McKendrick, diretor de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, em Londres.

Ar do deserto

"Este manuscrito de 1,6 mil anos é uma janela para se entender o desenvolvimento do início do Cristianismo, e se trata de uma evidência em primeira mão de como o texto da Bíblia foi transmitido de geração a geração", disse McKendrick.
"A disponibilidade do manuscrito virtual para estudiosos de todo o mundo cria oportunidades para trabalhos de pesquisa conjuntos que não seriam possíveis até o momento."
Segundo o especialista, a versão original do Codex Sinaiticus continha cerca de 1.460 páginas - cada uma medindo 40 cm por 35 cm
Por 1,5 mil anos, o manuscrito ficou preservado em um mosteiro na Península do Sinai, no Egito. Em 1844, ele foi encontrado e dividido entre Egito, Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha.
Acredita-se que o documento resistiu ao tempo porque o ar do deserto é ideal para a conservação do pergaminho, e porque o mosteiro permaneceu intocado por todos esses anos.
Para marcar o lançamento do site www.codexsinaiticus.org, a Biblioteca Britânica está realizando uma exposição em sua sede, em Londres, que incluiu vários artefatos históricos ligados ao manuscrito.

Fonte: G1

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

INRI O FALSO CRISTO



Por: Prof. João Flávio Martinez

Certa vez estava vendo tv, quando apareceu uma figura muito hilária. Um certo homem que afirma ser Jesus Cristo. Seu nome é Inri Cristo.
Isso me deixou até surpreso. Aliás, não deveria, pois tudo que o VERDADEIRO CRISTO afirmou está acontecendo. E esse “Inri Cristo” é uma dessas coisas. Veja:

“Pois virão muitos em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o messias’. E ENGANARÃO MUITA GENTE.”

“POR QUE VÃO APARECER FALSOS PROFETAS E FALSOS MESTRES, que farão grandes prodígios e sinais, A PONTO DE ENGANAR ATÉ OS ELEITOS, se fosse possível” (Mt 24.5 e 24)


AS INCOERÊNCIAS DO FALSO CRISTO

Curioso sobre o assunto, fui até o site oficial deste tal “Inri Cristo”. E encontrei muitas coisas que PROVAM DEFINITIVAMENTE que ele é um falso profeta. Textos bíblicos mal-interpretados, mentiras históricas, contradições aberrantes entre ele e o Cristo verdadeiro, que estarei mostrando para vocês. Os falsos argumentos do falso cristo estão em verde, e as respostas apologetica estão em amarelo:

Assim falou INRI CRISTO:

"A reencarnação é uma realidade insofismável porque DEUS é perfeito. Entre todas as virtudes que integram a perfeição está a justiça. DEUS perfeito é justo. Injusto não seria perfeito e então não seria DEUS. Em conseqüência, se a reencarnação não existisse, como se poderia razoavelmente crer em DEUS uma vez que todas as pessoas nascem diferentes, num leque variável, indo de rico e de boa saúde até pobre e aleijado? Qual justiça seria esta se (assim como ensinam os falsos religiosos cada um tivesse direito a uma única existência terrena? Segundo quais critérios seriam distribuídas saúde, riqueza, pobreza, doença...? Só a reencarnação põe lógica em tudo isto.”


RESPOSTA:

Eis o principal motivo para negar este tal de Inri Cristo. Como pode o Cristo de Deus afirmar que existe reencarnação? Se na bíblia, que tantas vezes ele cita (ou fora de contexto ou mal interpretado) condena a reencarnação? Veja só:

"Para os homens está estabelecido MORREREM UMA SÓ VEZ e logo em seguida virá o juízo." (Hb 9.27)

Como pode esse Cristo (falso) afirmar categoricamente, que há reencarnação? Como pode ser ele a reencarnação de Jesus Cristo, se Cristo ressucitou de carne e osso e essa carne e esse osso subiram aos céus (cf Jo 20:27)? Ora, não se pode tocar o espírito, no entanto Tomé toca no corpo RESSUCITADO de Cristo, que sobe aos céus (cf Atos 1.9-10)

Ainda disse...

“No destino do homem, o processo é o mesmo, todavia muitas vezes uma única existência seria insuficiente para pagar a dívida, e é precisamente aqui que se cristalizam a bondade e a perfeição de DEUS











RESPOSTA:

Para pagar esse dívida, a dívida da humanidade, foi que o verdadeiro Cristo morreu por nós. E para pagarmos a nossa dívida, não precisamos reencarnar de novo. Isso é um absurdo! (Jo 3.16).

Continua o embusteiro...

“A realidade da reencarnação está bem explícita na Bíblia... e é no mínimo estranho que os embustólogos que se dizem "teólogos" não tenham percebido! Por exemplo: quando o anjo, falando do nascimento de João Batista (Lucas c.1 v.13 a 17), anuncia que o mesmo viria com "o espírito e a fortaleza de Elias", ele está dizendo claramente que João Batista era a reencarnação de Elias”

RESPOSTA:

Quem quiser estudar a Bíblia terá que seguir uma regra básica de interpretação que é: “A Bíblia interpreta a própria Bíblia”. Portanto, somos impedidos de laçar mão de interpretações subjetivas para consubstanciar as nossas próprias idéias. É preciso analisar o texto e o seu contexto, de Gênesis a Apocalipse e depois concluir o que realmente diz a Bíblia

Sobre João Batista, diz Lucas 1.17: "E irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado". Isto não quer dizer, de forma nenhuma, que João fosse Elias, mas que no seu ministério profético, haveria peculiaridades do ministério de Elias. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens tão parecidos como João Batista e Elias. Lembra o refrão popular: Tal pai, tal filho. Isto não quer dizer que o filho seja absolutamente igual ao pai, ou que seja a reencarnação do outro, mas sim, que existe hábitos comuns a ambos.
Dentre as muitas razões porque cremos que João Batista não era Elias, queremos citar apenas alguns pontos:

1) – Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lucas 9.7,8).

2) – Se a reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que não morreu. Fica claro assim que João não era Elias já que este não morreu, tendo sido arrebatado vivo para Deus (II Crônicas 2.11).

3) – João Batista disse abertamente, sobre essa questão, quando lhe perguntaram: “És tu Elias?”, ele respondeu desembaraçadamente: “Não sou” (João 1.21). Parece que, se a reencarnação existe, Jõao Batista foi um dos que nunca creu nela.


4) Se João Batista fosse Elias, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João (que já era morto também) e não Moisés e Elias (Mateus 17.1-8).

Fica mostrado, portanto, que a Bíblia não apóia a absurda teoria espiritista da reencarnação. Até mesmo os chamados “fatos comprovados” de reencarnação apresentada pelos defensores dessa doutrina, não provam coisa alguma.
Continua arvorando o falso cristo...

“Por outro lado, quando me chamava Jesus, fui definido no Evangelho como sendo o Unigênito de DEUS (João c.1 v.14 e 18, c.3 v.16, etc...). Então, a menos que DEUS tivesse dois Unigênitos, quando me chamava Jesus eu era a reencarnação de Adão. Aliás, só assim faz sentido a crucificação. Senão, vejamos pois: os homens pecam e DEUS criaria um filho puro e inocente que iria pagar pelos pecados que outros cometeram! Onde estaria a lógica? Onde estaria a justiça? Onde estaria a lei perfeita de DEUS? Não haveria coerência se eu não fosse a reencarnação de Adão.”

RESPOSTA:
O Verdadeiro Cristo existiu antes de tudo que se foi criado (Jo 1.1-5), de modo nenhum Cristo é a reencarnação de Adão. Isso é loucura. Ele diz que a crucificação de Jesus não teria sentido se ele não fosse a reencarnação de Adão. Cristo definitivamente NÃO NECESSITA SER A REENCARNAÇÃO DE ADÃO para a crucificação ter sentido. Cristo pagou a Deus pelo pecado do homem, não seu próprio pecado, porque Cristo NÃO PODE PECAR. E se Cristo NÃO PODE PECAR DEFINITIVAMENTE ELE NÃO É A REENCARNAÇÃO DE ADÃO, PORQUE ADÃO PECOU. Cristo se ofereceu à Deus, para limpar o pecado do mundo. Ele não se reencarnou, ele se ENCARNOU, pois Ele era Deus e desceu na sua forma humana, no seio da Virgem Maria, com a finalidade de retirar o nosso pecado. Logo concluímos que Jesus não é reencarnação de Adão, e nem pode ser.

Em delírio ele ainda fala que...

“Não haveria coerência se eu não fosse a reencarnação de Adão. Como eu sou, tudo fica esclarecido: quando Jesus, paguei a dívida contraída no tempo em que me chamava Adão, quando pequei e ensinei aos homens o caminho do pecado. Então, após várias reencarnações, entre as quais Noé, Abraão, Moisés, David, etc... paguei com meu sangue, quando me chamava Jesus, o pecado cometido no tempo em que era Adão, assim como a conseqüência deste que foi o pecado da minha prole: é neste sentido que resgatei o pecado da humanidade. “

RESPOSTA:

Agora ele pensa que foi a reencarnação de Noé, Abraão, Moisés, Davi, e ainda diz “etc”. É evidente que este homem não tem uma mente equilibrada. Ele diz que pagou o pecado que cometeu quando era Adão, mas CRISTO NUNCA PECOU E NUNCA FOI ADÃO. ISSO É HERESIA ANTI-BÍBLICA E ANTI-CRISTIANISMO.

INRI se acha o caminho...

“Pois, assim como disse no tempo em que me chamava Jesus e, reencarnado como INRI, continuo afirmando: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao PAI senão por mim"

RESPOSTA:

Jesus é o único caminho, a verdade e a vida (cf jo 14:6),E ESSE INRI CRISTO NÃO É NADA, a não ser um falso messias. De pessoas assim diz o verdadeiro Jesus Cristo em Mateus 24, versículo 5 - "Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão".

INRI e sua descida à Terra...

“ ...não desci do céu voando como uma ave e sim, conforme as sagradas leis de DEUS, reencarnei recolhendo meu corpo das entranhas duma mulher. Pois convém desmascarar as mentiras vergonhosas destes falsos religiosos, que não conhecem a lei de DEUS e interpretam a Bíblia em função de seus desonestos interesses.”

RESPOSTA:

Ele afirma que não desceu do céu. Puxa vida, então por que será que os anjos afirmam “Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu virá do MESMO MODO com que vocês viram partir para o céu”?

INRI afirma que Jesus Cristo não subiu de carne e osso...


Eu, CRISTO, não vim de carne e osso do céu porque nunca subi ao céu de carne e osso”
RESPOSTA:

Equivoca-se ele, pois Jesus ressucitou de carne e osso (cf Jo 20.11-18) e assim subiu ao céu(cf Atos 1.9-11)

Continua INRI errando ao dizer...

“E como teriam se efetuado a viagem [de Jesus ter subido aos céus de carne e osso] sobrevivência sendo que no espaço sideral não há comida para nutrir um corpo físico tão pouco ar para respirar e a temperatura confina zero absoluto, ou seja, 273ºC negativos? ” Logo, DEUS não enviaria seu Unigênito em carne e osso ao céu - a fim de submetê-lo ao congelamento -, onde, além de não ter ar para respirar, a temperatura confina 273 graus negativos, contrariando a lei só para agradar os insanos que, delirando, baseiam suas vidas no engodo da fantasia e da mentira.”

RESPOSTA:

Jesus não iria subir até chegar ao espaço, mas iria ao paraíso, onde está o Senhor Deus (II Co 12.1-4).
Seu erro chega a ser infantil, veja essa frase dele...

Em verdade, em verdade vos digo: Antes de Abraão, eu sou" (João cap.8 vers.58 - Aí está explícito que CRISTO estava afirmando ser o Unigênito Adão).”

RESPOSTA:

Na verdade, aí está explicito que CRISTO É DEUS e NÃO ADÃO.

E também há mentiras históricas, como essa...
“A SUBSTITUIÇÃO DO SÁBADO, SANTIFICADO PELO SENHOR (ÊXODO C.20 V.10), PELO DOMINGO, IMPOSTO POR CONSTANTINO, EXTINTO IMPERADOR ROMANO, EM 321 D.C.”

RESPOSTA:

Os cristãos observam o dia de Domingo (Domingo vem do latim "Dominus, "Senhor"), o Dia do Senhor, e não o sábado dos judeus (é claro, sem rituialismo ou obrigatoriedade). Este dia é observado porque foi nele que Cristo ressuscitou, nele que Cristo recriou o mundo após haver passado o sábado libertando os justos presos no Inferno (Mt 28,1; Mc 16,2; 16,9; Lc 24,1; Jo 20,1). Cristo é o Senhor do Sábado, maior que o sábado e com poder de modificá-lo à vontade (Mc 2,28). O sábado era usado não para a reunião dos cristãos, mas sim para ir procurar os judeus e evangelizá-los, levando-os a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo (At 13,14; At 13,42; At 13,44; At 17.2). Além disso, o testemunho histórico é claro: os cristãos sofreram inúmeras perseguições por parte dos imperadores pagãos de Roma por se recusarem a desistir do domingo, Dia do Senhor. Muitíssimos são os testemunhos neste sentido também fora da Bíblia. Dentre eles citaremos a Epístola de Barnabé, escrita antes do Livro do Apocalipse (esta Epístola foi escrita no ano 74 d.C., menos de 40 anos após a Ressurreição, enquanto o Apocalipse foi escrito dezesseis anos depois): "Guardamos o oitavo dia (domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos" (Barnabé 15,6-8). Este testemunho não é único: centenas de textos escritos por cristãos, como Barnabé, e não cristãos (como Plínio, governador de Bitínia, que no ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 96 escreveu a Trajano manifestando a sua surpresa com os cristãos, que se reuniam no domingo), mostram que, como escreveu Santo Inácio, Bispo de Antioquia, aos Magnésios em 107, disse: "Se aqueles que viveram segundo os velhos usos chegassem à novidade da esperança, não deveriam de modo algum guardar o sábado, mas sim observar o domingo, em que também nossa vida teve sua origem por Cristo e por Sua morte."

Concluindo:

Enfim, se cumpre a profecia de que apareceria falsos messias. Além de deturpar a Palavra de Deus, apóia a falsa doutrina da reencarnação e se auto –proclama a reencarnação de Cristo, Davi, Adão, Moisés, Abraão, Noé etc... Logo, concluímos que a chegada do VERDADEIRO CRISTO ESTÁ POR VIR.




















Domingo, 22 de Março de 2009

Ministério Internacional Creciendo en Gracias




Um outro evangelho!

“Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.

O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos, como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos...”.Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).

Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.

Origem do movimento

Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.

A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente.1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.

Um movimento excêntrico

Problemas com a hermenêutica

Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos, fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo. São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente...”. O MCG usa e abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.


Problemas com a semântica

Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem, contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão: “... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas, sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a edificação do Corpo de Cristo”.

Semelhanças do MCG com as demais seitas

Unicismo

Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também chamado de sabelianismo). Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.

Aniquilacionismo

De forma idêntica às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.

Reencarnacionismo


Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.

Preexistência dos espíritos


Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos. Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.

Adão como Satanás

Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.

Deificação do homem


Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES...”.

Peculiaridades doutrinárias do MCG



Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão), pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da incircuncisão), pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;

Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.

Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João. Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.

Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.

Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.

Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram para trás.

Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno século XXI.

Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã, elaborou uma depuração dos escritos neotestamentários. Rejeitou os evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso, Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus, por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.

Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.

É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).

Adão e Satanás são a mesma pessoa?

Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.

Resposta apologética


Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.

Pedro foi inimigo de Paulo?


“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.

Resposta apologética



Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho.

Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6), parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12), mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.

Não ao batismo e ao arrependimento?

“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).

Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.

Resposta apologética



Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.

O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor.

Não existe mais pecado?

Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).

Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices, práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma, afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.

Resposta apologética





O apóstolo Paulo constantemente incentivava os crentes ao arrependimento (2Co 7.6-10). Além disso, a palavra aniquilar, athetesis, no texto grego em pauta, não quer dizer destruição. Ela vem de atheteo, que significa “pôr de lado”, “desprezar”, “negligenciar”, “opor-se à eficácia de alguma coisa”, “anular”, “tornar sem efeito”, “frustrar”, “rejeitar”, “recusar”, “fazer pouco caso”. De fato, Jesus anulou os nossos pecados na cruz, mas isto não quer dizer que o homem não peca mais e, por isso, não precisa de arrependimento. Isso não é verdade. O próprio Paulo reconhecia que era pecador (1Tm 1.15).



Considerações finais




Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo. Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).



O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14), especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas apresenta.



Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e qualquer tentativa de distorção da graça divina.



Fontes de referência:http://www.brazil.creciendoengracia.com Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.

http://www.cacp.org.br/pseudocrista/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=397&menu=11&submenu=1







INRI É CRISTO?


Ao ser indagado de como veio a terra, Iuri Thais, mais conhecido como Inri Cristo, relata que reencarnou em uma pequenina aldeia do interior do Estado de Santa Catarina chamada Indaial em 22 DE MARÇO DE 1948 e que uma parteira chamada Bema o entregou a um casal de alemães, Magdalena e Wilhen Thais, ambos ignorando a sua origem, criaram o pequeno como se fosse filho.


Para afirmar sua santidade, ele diz que a terra em que ele nasceu era chamada de Catarina, mas a palavra Santa veio à frente porque era a terra em que ele nasceria – “Santa Criatividade!”. Inri não entra nos detalhes do seu nascimento, não diz quem são os seus pais biológicos e quando indagado, prefere não levar o assunto adiante.


Quando fala de sua infância, afirma que desde menino a sua vida foi diferente das demais crianças, tinha visões terríveis e não tinha discernimento o porquê aquilo acontecia, diz que o seu "Pai” (Deus – ele diz que é Jesus encarnado) não autorizava que as premonições fossem contadas para ninguém, nem mesmo aos seus pais terrenos que o adotou. As visões vinham acompanhadas com febres, por várias vezes eram de pessoas sofrendo, gemendo e arrastando as suas pernas. Um Jesus perturbado com sua própria imaginação.


Aos treze anos, ele diz ter escutado uma voz que pediu a ele que saísse de casa, uma voz imperativa forte e que ele mesmo diz que é a voz que sempre obedeceu desde criança e não foi diferente, fugiu de casa.


Será que Deus esqueceu o mandamento – Honra teu pai e tua mãe para que prolongue seus dias na Terra?


Entendo que a loucura deste homem o leva a dizer absurdos teológicos que não são compatíveis com a verdadeira historia e modo de viver do verdadeiro Jesus.

Para que o verdadeiro Jesus omitiria as informações de seu nascimento?


Jesus nunca omitiria o seu nascimento, as Escrituras Sagradas nos dá detalhes importantes de como Jesus viria a Terra. Então, porque esconder o que deveria ser dito para que a sua identidade messiânica fosse comprovada pelas profecias?


Deus, conhecedor de que um nascimento duvidoso de seu Filho poderia trazer o ceticismo, tomou as devidas precauções. Após prometer o resgate para a humanidade, declara como Jesus nasceria de uma mulher (Gen.3v. 15).


Jesus nasceu como qualquer criança, de uma mulher, o que de fato realça a o seu nascimento é que não houve a relação sexual de um homem com uma mulher, mas o Espírito Santo a envolveu gerando Jesus em seu ventre.


Inri nega esta que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, ele nega a fecundação divina dizendo que José manteve relação sexual com Maria em estado de sonolência.

Mas o que a Bíblia diz?

A bíblia diz que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, o escritor do Evangelho de Lucas deixa claro que Maria também ficou assustada em saber que geraria um menino se não conhecia homem algum, ou seja, não teve nenhum relacionamento sexual com nenhum homem.


Lucas 1 v. 34-35 - Então Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, uma vez que não conheço varão? Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.

Não existe nenhuma duvida que Inri tenta comparar o seu nascimento com o de Jesus, mas ele falha.


A Bíblia também diz que José não conheceu (não teve relação sexual) com Maria até que Jesus nascesse.


Mateus escreveu da seguinte forma em seu evangelho no Capitulo 1v. 25 "Mas não a conheceu até que ela deu a luz um Filho. E ele lhes pôs o nome de Jesus.” Jesus dependia do Espírito Santo."

Mateus escreveu da seguinte forma em seu evangelho no Capitulo 1v. 25 "Mas não a conheceu até que ela deu a luz um Filho. E ele lhes pôs o nome de Jesus.” Jesus dependia do Espírito Santo."


Lc 2v. 40 “Crescia o menino e se fortalecia enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.”


Lc 2v. 40 “Crescia o menino e se fortalecia enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.”

UM CRISTO REENCARNADO E QUE APOIA A DOUTRINA ESPIRITA


INRI diz: "Reencarnação é o renascimento físico, retornar à carne; faz parte da lei perfeita e eterna de DEUS".


Um Cristo que diz ter reencarnado já merece a duvida de qualquer pessoa e pode ser considerado um Jesus PIRATA!


A doutrina da Reencarnação nunca foi ensinada por Jesus, mas o verdadeiro mestre ensinou sobre a ressurreição.

IDÉIAS SOBRE A REENCARNAÇÃO




Muitos acreditam que ela veio com os Vedas, Hindus, ela está contida na filosofia budista, jainistas e sique, outros já dizem que algumas formas ocidentais podem ter surgido da filosofia grega sem influência diretamente do hindu, iniciando com pitagoristas.Alguns Filósofos antigos acreditavam que a alma vive de formas diferentes e que ela é eterna e não pode ser destruída.O espiritismo também acredita na reencarnação, o próprio Kardec admite ser um dogma do Espiritismo. O sentido etimológico da palavra é tornar a tomar corpo.A Bíblia nos garante que depois da morte segue-se o juízo.Hebreus 9 v.27 "E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo".Umas das situações que é impossível para Jesus é voltar atrás ou contrariar a palavra do próprio Pai, sendo ela, divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, redargüir, corrigir e para instruir em justiça para que o homem seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra. (II Tm 3 v. 14-17).

Porque Cristo haveria de reencarnar?

No Livro dos Espíritos Allan Kardec faz uma pergunta sobre a reencarnação para os espíritos, capitulo IV, PLURALIDADE DAS EXISTÊCIAS, Pág. 114: “167- Qual é a finalidade da reencarnação?".Resposta do Espírito: Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde estaria a justiça?168-O numero das existências corpóreas é limitado, ou o Espírito se reencarna perpetuamente?Resposta dos espíritos: A cada nova existência, o Espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despoja de todas as suas impurezas, não precisa mais das provas vidas corpórea."


Evidente que Inri Cristo não conhece nem o que acredita, dentro da concepção espírita, o espírito que já progrediu deixando suas impurezas não precisa mais de provas corpóreas!


Os espíritos consultados por Kardec, ainda dizem:

"Todos os Espíritos tendem á perfeição, e Deus proporciona os meios de consegui-las com as provas de vida corpórea. Mas, na sua justiça, permite-lhes realizar, em novas existências, aquilo que não puderam fazer ou acabar numa primeira prova." (Livro dos Médiuns, Allan Kardec, Cap. Pluralidade das existências, Tópico II - Justiça da reencarnação, pág. 115, Perg. 171).


Inri declara que ele é a maior prova da reencarnação: "Minha presença é a mais veemente e incontestável prova da existência de DEUS e da reencarnação. Se a reencarnação não existisse seria muito difícil crer na existência de DEUS, porque só ela põe lógica e justiça nas disparidades do mundo. Se a reencarnação não existisse, DEUS seria um tirano cruel que criaria seres imperfeitos e maus para depois condená-los eternamente, sem qualquer chance de regeneração. Mas como DEUS é perfeito, a reencarnação existe em demonstração da bondade e perfeição divinas Jesus antes de encarnar estava com Deus e era Deus. (Jo 1.1). Como a Bíblia nos demonstra várias passagens que prove que Jesus era Deus, quero citar uma do Apostolo João no cap. 17 Vers.5: "E agora glorifica-me tu ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”


Jesus nunca reencarnou e porque não ensinou ou nunca disse que reencarnaria, isto já é importante para desmistificar o personagem Inri Cristo.


O conceito da reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em outro corpo.A reencarnação está diretamente ligada à purificação do espírito, sendo assim, como Jesus reencarnaria sendo uma pessoa sem pecado algum? Será que Jesus precisaria reencarnar para purificar-se?


Qual seria a evolução de Deus?


Jesus nunca cometeu pecados e erros, pois Ele é a luz do mundo


Jo 8 v.12: "Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida - ",


Durante a sua vida fez tudo o que o Pai pediu que fosse feito Jô 8v.29 :"E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” Ainda respondendo as indagações dos Judeus disse "Quem dentre vós convence do pecado?”


joão 8 v.46-47: "Quem dentre vós me convence de pecado? E se vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus.”


Foi tentado e não se achou um único erro, no final de sua vida encontramos uma frase de Cristo "eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço. (Jo 15v.10)".Não existe erros na pessoa de Jesus, já em Inri muitos erros e contradições.

Deus nos levaria a pecar?


Jesus orou pedindo ao Pai para que nos livre das tentações (Mat 6v.13),outro pedido é para que possamos vigiar e orar para não entrarmos em tentação (Mat 26v.41), em sua jornada de jejum e oração no deserto venceu toda sorte de tentações levadas pelo diabo (Mt 4v.13).


Deus não permite que ninguém seja tentado a ponto que não possamos suportar, pois juntamente com a tentação, o Pai nos dá o livramento:I Co 10v.13: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar."


Tiago nos traz em sua epistola uma afirmação que desbanca a todo o ensino INRIANO: "Ninguém, ao ser tentado diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta.”


Pilatos, mesmo disse : 'Eu não acho nele crime algum.".(Jô 18v.38).


Nos livros posteriores a sua vida terrena, encontramos os adjetivos "Santo", "Justo", o Apóstolo Paulo escreve a II carta aos Coríntios dizendo "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecador por nós, para que nele, fossemos feito justiça de Deus.”



O autor aos Hebreus escreve no cap. 4v. 15 que Jesus foi tentado em todas as coisas, mas não houve o pecado. Pedro quando se refere a Jesus diz que Ele era o cordeiro sem macula.


I Pe 1v.19-20: Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;


I Pedro 2v.21- Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.

Jesus foi o justo pelos injustos para nos levar a Deus I Pe 3v.18.: Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;


Já o suposto salvador, Inri – o Jesus Pirata - assume a sua vida pecaminosa e ainda da um depoimento impossível até para o próprio Deus realizar.


Ele diz que foi levado pelo próprio Deus para experimentar o pecado.


Palavras de INRI : "Dos treze aos trinta anos, sem livre-arbítrio, fui levado por meu PAI, SENHOR e DEUS a experimentar os pecados do mundo a fim de vencer o mundo (“ Haveis de ter aflições no mundo, mas tende confiança: eu venci o mundo" - João c.16 v.33)".


É impressionante as respostas do "suposto Filho de Deus dos tempos modernos", para justificar seus pecados, a criatura diz que foi Deus o culpado.

A própria Bíblia nos diz que todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis (Rom 3v.12), até Inri se não aceitar o verdadeiro Jesus Cristo como o seu único e suficiente salvador de sua vida irá perecer no inferno.Deus nunca levou ninguém a pecar e também nunca retirou o livre arbítrio do homem, mas levar a culpa do pecado já é hilário.


UM CRISTO QUE NÃO ACREDITA NA RESSURREIÇÃO


INRI CRISTO: "O mito da minha ressurreição física ao céu é um engodo dogmático, a pedra de tropeço da humanidade.”



Inri declara que ele nunca ressuscitou (se dizendo Jesus) e que a ressurreição é um equivoco teológico e cientifico, a explicação para este fato vem da seguinte forma por Inri: "Meu corpo estaria fadado ao congelamento, pois no espaço sideral não existe ar para respirar e a temperatura confina zero absoluto, ou seja, 273ºC negativos. Além disso, estaria nu, posto que os soldados romanos sortearam minhas vestes entre si (João c.19 v.23 e 24). Na verdade, meu corpo físico foi devolvido à mãe terra, conforme determinou o SENHOR:” Tu és pó, do pó tu foste tomado e ao pó retornarás" (Gênesis c.3 v.19). Durante a tempestade propiciada pelo SENHOR, ocasião em que os soldados romanos foram procurar abrigo, Ele mandou servos fiéis a recolher meu corpo, cobri-lo com novos lençóis e enterrá-lo numa sepultura anônima, dando fim aos escárnios e deboches que perduravam mesmo após a crucificação e conseqüente desencarnação ("...Salva-te a ti mesmo; se és o Filho de DEUS, desce da cruz... Ele salvou os outros, a si mesmo não se pode salvar; se é Rei de Israel, desce agora da cruz e creremos nele... Confiou em DEUS; se DEUS o ama, que o livre agora" Mateus c.27 v.39 a 44)".


Estas declarações é mais forte que a polêmica causada pelo filme "Paixão de Cristo", de Mel Gibson, pois nem com toda a criatividade do diretor ele chegou a tal ponto de imaginação.


Existem outras declarações de Inri: “A ressurreição é o reaparecimento espiritual de alguém que desencarnou, provando a imortalidade da alma. Eu ressurgi espiritualmente e assim apareci aos discípulos, por isso entrava nas casas estando as portas fechadas (João c.20 v.19 e 26).Quando a Bíblia relata que ceei com os discípulos, na verdade meu espírito estava usando um corpo alheio.” - (SITE Inri Cristo).


PROVAS SOBRE A RESSURREIÇÃO


A morte de Cristo tem uma grande importância para os cristãos porque para ressuscitar é necessário morrer.


Se Cristo não ressuscitasse o Evangelho seria um engodo e a nossa salvação uma grande farsa. O Apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos declara "Se com tua boca confessares a Jesus Cristo como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo".A posição de Inri que o corpo que usou é um corpo alheio não sobrevive pelas provas e testemunhos neo testamentário.


Jesus, após a ressurreição, passou quarenta dias no mesmo corpo físico e com as marcas dos pregos e da lança que o transpassou o lado, a diferença é que este corpo agora se tornou imortal.


Quem nos dá este testemunho detalhado é o próprio Jesus quando visita os discípulos.


Lucas 24v. 39 “Vedes as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Apalpai-me e vede; um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.” Tomé também duvidou e Jesus apareceu a ele e disse: "Põe aqui o teu dedo; vê as minhas mãos. Chega a tua mão e põe-na no meu lado. Não sejas incrédulo, mas crente". (Jo 20 v.28).


A prova de que Jesus estava com o seu próprio corpo é inegável, pois apresentou as marcas que recebeu antes de morrer, colocou-se a prova de qualquer toque humano em suas feridas, o seu corpo era de carne e osso, se alimentou, foi reconhecido pelos seus discípulos quando apareceu.


A ressurreição é a prova da divindade de Cristo, do triunfo sobre o pecado, a morte e Satanás.Jesus também nos prometeu um corpo glorificado e ressurreto, uma das mais convictas provas disto foi o relato de Mateus após a ressurreição de Cristo: "Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. (Mt 27v. 52-53)".


Inri declara que seus discípulos roubaram o seu corpo: “Durante a tempestade propiciada pelo SENHOR, ocasião em que os soldados romanos foram procurar abrigo, Ele mandou servos fiéis a recolher meu corpo, cobri-lo com novos lençóis e enterrá-lo numa sepultura anônima, dando fim aos escárnios e deboches que perduravam mesmo após a crucificação e conseqüente desencarnação ("... Salva-te a ti mesmo; se és o Filho de DEUS, desce da cruz... Ele salvou os outros, a si mesmo não se pode salvar; se é Rei de Israel, desce agora da cruz e creremos nele... Confiou em DEUS; se DEUS o ama, que o livre agora" - Mateus c.27 v.39 a 44)".


Fato que não passa pela prova bíblica. Mateus escreveu que os soldados Romanos chegando a cidade anunciaram aos principais sacerdotes o que tinha acontecido, os mesmos que fizeram de tudo para crucificar Jesus.


Mais uma vez os sacerdotes compraram as suas testemunhas com uma boa quantidade de dinheiro para declarar o que o corpo foi roubado: "Dizei que vieram de noite os seus discípulos e, enquanto domeis, o furtaram. Caso chegue aos ouvidos do governador, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. Eles receberam o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E espalhou-se esta história entre os judeus, até os dias de hoje".(Mt28v. 11-15).Se Jesus vivo já era um problema para os religiosos da época, imagine um Jesus ressurreto?

Agora, ele não poderia ser morto, o véu do templo já tinha sido rasgado de alto a abaixo, a comunhão entre o homem e Deus não precisava mais dos holocaustos feitos pelos próprios sacerdotes, os judeus precisavam inventar alguma história convincente para que o povo acreditasse, pois estavam prestes a perder as suas posições eclesiásticas.


Além disso, os guardas teriam que pagar com as suas próprias vidas se acontecesse alguma coisa, aceitar a segurança dos sacerdotes era viável, além de terem recebido propina para acobertar o caso, Pilatos já tinha demonstrado no julgamento de Jesus que ele estava nas mãos dos religiosos.


Pilatos era o governante das Regiões de Samaria e Judéia, ele não era popular entre os judeus, se a história chegasse a César poderia trazer problemas. No julgamento os judeus ameaçaram queixar-se a César a respeito de Pilatos (Jô 19v.12-13).


O governo Romano não poderia estar enviando tropas as regiões para controlar qualquer tipo de rebelião ou movimento contrario que ameaçava a paz.


Se César tivesse que mobilizar destacamentos para este fim,Pilatos teria grandes problemas, ainda mais se o ápice deste problema ainda estava na pessoa de Jesus, acusado pelos próprios judeus de rebelde e uma ameaça a Roma.Pilatos preferiu mais uma vez estar debaixo de uma história mentirosa do que confirmar a verdade em "favor da paz".


Algo que deve ser levado em conta é o que Jesus disse sobre a sua ressurreição. Ela aconteceria em 3 dias e como existia esta preocupação dos sacerdotes e de Pilatos, a guarda Romana foi colocada no túmulo para comprovar que nada aconteceria.


Se os guardas ficassem ali por alguns dias e nada tivesse acontecido, tudo estava na devida ordem que os religiosos e o governo romano queria. Esta seria a maior prova de que a ressurreição de Cristo não passava de uma fraude, o testemunho dos guardas seriam valiosos para desmistificar este fato.


Imagina se Cristo continuasse da mesma forma que foi colocado dentro da sepultura? Os soldados seriam a maior testemunha que o corpo de Cristo estava inerte.Por muitas vezes, corpos foram roubados de seus túmulos, mas a guarda romana não estava de prontidão.Outro detalhe é que corpos roubados não voltam para visitar os amigos, seria provável se ninguém nunca mais visse o corpo de Cristo.O caso de Jesus é diferente, esta teoria é totalmente improvável. Jesus foi visto morto e depois visto vivo mais de uma vez!A teoria de Inri de que o corpo foi roubado pelos discípulos já foi questionada no século XVIII pelos críticos do cristianismo e foi rechaçada. Ninguém daria a sua própria vida por um conto da carochinha!Se os cristãos não tivessem a certeza da ressurreição de Jesus, ninguém arriscaria a sua vida.


Os discípulos tiveram atitudes bem diferentes antes e depois da ressurreição.O medo de serem mortos antes da ressurreição de Cristo era enorme, eles não apareceram na crucificação de Cristo, Pedro negou Jesus quando perguntaram a ele se era um dos que andavam com Cristo. O próprio Tomé reconheceu a divindade de Jesus após a sua aparição, quando teve a possibilidade te poder ver e tocar as feridas de Cristo, mas não o fez. Só uma prova real de que Jesus teria ressurgido dentre os mortos poderia dar a certeza da vitória após a morte aos que antes foram omissos. A veracidade do fato ficou impregnada na alma dos seguidores de Cristo a ponto de dar as suas vidas após a certeza da ressurreição.Estevão foi apedrejado, Tiago irmão de João, o primeiro mártir apostólico morreu a fio da espada, Filipe foi crucificado, Mateus foi assassinado com uma alabarda, Tiago o menor foi espancado pelos judeus aos 99 anos, André foi crucificado, Pedro também foi crucificado de cabeça par baixo e até o incrédulo Tomé também morreu pelo nome do Senhor, foi atravessado com uma lança.Seria um conto de fadas a ressurreição de Jesus?


Agora, dentro destas questões, pergunto: INRI é CRISTO?


Não existe possibilidade de que ele seja Cristo.Este é mais um Jesus pirata que quer ganhar apenas aparecer.


REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA :


Site Oficial Inri Cristo - http://www.inricristo.org.br/index25.html- Bíblia Apologética- ICP- Enciclopédia de Apologética- Norman Gleisler, Editora Vida- Teologia Sistemática - Wayne Gruden. Editora Vida Nova- Em defesa de Cristo- Lee Strobel-Editora, Editora Vida. - O livro dos Mártires - Junho Fox - CPAD- O novo Testamento interpretado versículo por versículo, R.N.Chaplin, Ph.D , Editora Hagnos. - Bíblia de estudos Aplicação Pessoal, Cpad.






















Segunda-feira, 16 de Março de 2009

A Existência de Deus e o Início do Universo

DEUS EXISTE?


Neste artigo, o filósofo cristão Dr. William Lane Craig apresenta uma versão do argumento cosmológico em favor da existência de Deus. Com base em dois argumentos filosóficos e duas confirmações científicas ele demonstra que é plausível que o universo teve um começo. Como tudo o que começa a existir tem uma causa, deve haver uma causa transcendente para o universo.


“A primeira questão que certamente deve ser perguntada”, escreveu G.W.F. Leibiniz, é “Por que existe algo em vez de nada?” 1. Esta questão parece ter uma força existencial profunda, que tem sido percebida por alguns dos maiores pensadores da humanidade. De acordo com Aristóteles, a filosofia começa com um senso de assombro sobre o mundo, e a mais profunda questão que um homem pode fazer relaciona-se com a origem do universo2. Em sua biografia de Ludwig Wittgenstein, Norman Malcolm relata que Wittgenstein disse que algumas vezes ele teve certa experiência que poderia ser mais bem descrita dizendo-se que “quando a tenho, eu fico assombrado com a existência do mundo. Então sou inclinado a usar frases como ‘Quão extraordinário é que algo deva existir’” 3 Similarmente, um filósofo contemporâneo observa, “… Minha mente muitas vezes revira-se diante do imenso significado que esta questão tem para mim. Que algo exista de alguma forma parece-me um assunto para o mais profundo temor.” 4
PARTE 1





PARTE 2





Por que existe algo em vez de nada? Leibiniz respondeu esta questão argumentando que algo existe em vez de nada porque existe um ser necessário que carrega consigo sua razão para a existência e é a razão suficiente para a existência de todo ser contingente5.

Embora Leibiniz (seguido por certos filósofos contemporâneos) tenha considerado a inexistência de um ser necessário como logicamente impossível, uma explicação mais modesta da necessidade da existência chamada de “necessidade factual” foi fornecida por John Hick: um ser necessário é um ser eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível6. Leibiniz, é claro, identificou o ser necessário como Deus. Seus críticos, entretanto, contestaram esta identificação, sustentando que o universo material poderia ele mesmo receber o status de um ser necessário. “Por que”, perguntou Hume, “não poderia o universo material ser o Ente necessário, de acordo com esta pretensa explicação de necessidade?”7. Tipicamente, esta tem sido precisamente a posição do ateu. Os ateus não se sentiram compelidos a abraçar a visão de que o universo veio a existir do nada sem nenhuma razão; ao invés disso, eles consideraram o universo mesmo como um tipo de ser factualmente necessário: o universo é eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível. Como Russel claramente colocou, “…O universo está aí, e isto é tudo”8

Será que o argumento de Leibniz nos deixa, portanto, em um impasse racional ou será que não existem mais recursos disponíveis para desvendar o mistério da existência do mundo? Parece-me que existem. É lembrado que uma propriedade essencial de um ser necessário é a eternidade. Se, então, puder se demonstrar plausível que o universo começou a existir e, portanto, não é eterno, até este ponto poder-se-ia demonstrar a superioridade do teísmo como uma cosmovisão racional.

Assim, há uma forma do argumento cosmológico muito negligenciada hoje, mas de grande importância histórica, que objetiva precisamente demonstrar que o universo teve um início no tempo9. Originada dos esforços dos teólogos cristãos para refutar a doutrina Grega da eternidade da matéria, este argumento desenvolveu-se em formulações sofisticadas através de teólogos Judeus e Islâmicos, que, em seguida, transmitiram-no de volta ao Ocidente Latino. O argumento, portanto, tem um vasto apelo inter-sectário, tendo sido defendido por Muçulmanos, Judeus e Cristãos, tanto Católicos como Protestantes.

O argumento, que denominei como argumento cosmológico de kalam, pode ser demonstrado como se segue:

1. Tudo que começa a existir tem uma causa para sua existência.

2. O universo começou a existir.

2.1 Argumento baseado na impossibilidade de um infinito real.

2.11 Um infinito real não pode existir.

2.12 Um regresso temporal infinito de eventos é um infinito real.

2.13 Portanto, um regresso temporal infinito de eventos não pode existir.

2.2 Argumento baseado na impossibilidade da formação de um infinito real pela adição sucessiva.

2.21 Uma coleção formada por sucessivas adições não pode ser realmente infinita.

2.22 A série temporal de eventos passados é uma coleção formada por sucessivas
adições.

2.23 Portanto, uma série temporal de eventos passados não pode ser realmente infinita.

3.Portanto, o universo tem uma causa para a sua existência.

Vamos examinar este argumento mais de perto.

Defesa do Argumento Cosmológico de Kalam



Segunda Premissa

Claramente, a premissa crucial neste argumento é (2), e dois argumentos independentes são oferecidos em suporte dele. Vamos, então, passar a examinar os argumentos que o amparam.

Primeiro Argumento de Suporte


Para se entender (2.1), precisamos entender a diferença entre um infinito potencial e um infinito real. Grosso modo, um infinito potencial é uma coleção que cresce em direção ao infinito como limite, mas nunca chega lá. Tal coleção é realmente indefinida, não infinita. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado em cálculo é . Um infinito real é uma coleção em que o número de membros realmente é infinito. A coleção não está crescendo em direção ao infinito, ela é infinita, ela é “completa”. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado na teoria dos conjuntos para designar conjuntos que possuem um número infinito de membros, tais como {1,2,3,…}, é . Ora, (2.11) sustenta, não que um número infinito potencial não possa existir, mas que um número infinito real de coisas não pode existir. Pois se um número real de coisas pode existir, então isto geraria todo tipo de absurdos.

Talvez a melhor maneira de trazer à tona a verdade de (2.11) é através de uma ilustração. Deixe-me usar uma de minhas favoritas, o Hotel de Hilbert, um produto da mente do grande matemático alemão, David Hilbert. Vamos imaginar um hotel com um número finito de quartos. Suponha, além disso, que todos os quartos estão ocupados. Quando um novo hóspede chega pedindo por um quarto, o proprietário se desculpa, “Sinto muito, todos os quartos estão ocupados”. Mas vamos imaginar um hotel com um número infinito de quartos e suponha mais uma vez que todos os quartos estão ocupados. Não há um simples quarto vago em todo o hotel infinito. Deste modo, suponha que um novo hóspede apareça pedindo por um quarto. “Mas é claro!” diz o proprietário, e ele imediatamente transfere a pessoa do quarto número 1 para o quarto número 2, a pessoa do quarto número 2 para o quarto número 3, a pessoa do quarto número 3 para o número 4, e assim por diante até o infinito. Como resultado desta mudança de quartos, o quarto número 1 agora se tornou vago e o novo hóspede faz o check-in com gratidão. Mas lembre-se, antes de ele ter chegado, todos os quartos estavam ocupados! Igualmente curioso, de acordo com os matemáticos, não há agora mais pessoas no hotel do que havia antes: o número é simplesmente infinito. Mas como isso pode acontecer? O proprietário acabou de adicionar o nome do novo hóspede no registro e deu-lhe suas chaves - como pode não haver mais uma pessoa no hotel do que antes? Mas a situação se torna ainda mais estranha. Suponha que um número infinito de novos hóspedes apareça no balcão pedindo por quartos. “É claro, é claro!” diz o proprietário, e ele prossegue em mudar a pessoa do quarto 1 para o quarto 2, a pessoa do quarto 2 para o quarto 4, a pessoa do quarto 3 para o quarto 6, e assim por diante infinitamente, sempre colocando cada ocupante original em um quarto cujo número seja o dobro do seu próprio. Como resultado, todos os quartos de número ímpar se tornarão vagos, e o número infinito de novos hóspedes é facilmente acomodado. Ainda assim, antes de eles chegarem, todos os quartos estavam ocupados! E novamente, de modo bastante estranho, o número de hóspedes no hotel é o mesmo depois do número infinito de novos hóspedes terem feito check-in, ainda que tenha havido tantos novos hóspedes quanto hóspedes antigos. De fato, o proprietário poderia repetir este processo infinitas vezes e ainda assim nunca haveria um único hóspede a mais no hotel do que antes.

Mas o Hotel de Hilbert é ainda mais estranho do que o matemático alemão demonstrou ser. Suponha que alguns dos hóspedes comecem a sair. Suponha que o hóspede no quarto 1 parta. Existe agora uma pessoa a menos no hotel? Não de acordo com os matemáticos - mas simplesmente pergunte para a mulher que arruma as camas! Suponha que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partam. Neste caso, um número infinito de pessoas deixou o hotel, mas de acordo com os matemáticos, não há menos pessoas no hotel - mas não converse com a mulher da lavanderia! Na verdade, poderíamos fazer com que cada hóspede saísse do hotel e repetir este processo infinitamente muitas vezes, e ainda não haveria menos pessoas no hotel. Mas, em vez disso, suponha que as pessoas dos quartos 4,5, 6,… partam. Em uma simples tirada o hotel se tornaria virtualmente vazio, o registro de hóspedes reduzido a três nomes, e o infinito convertido em finitude. E mesmo assim continuaria sendo verdadeiro que o mesmo número de hóspedes partiu desta vez como da vez em que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partiram. Alguém pode acreditar sinceramente que tal hotel possa existir realmente? Estes tipos de absurdos ilustram a impossibilidade da existência de um número infinito real de coisas.

Isto nos leva a (2.12). A verdade desta premissa parece claramente óbvia. Se o universo nunca começou a existir, então antes de agora houve um número infinito de eventos prévios. Portanto, uma série de eventos sem começo no tempo implica a existência de um número infinito real de coisas, ou seja, eventos passados.


Neste ponto pode ser proveitoso considerar algumas objeções que podem ser levantadas contra o argumento. Primeiro, vamos considerar as objeções a (2.11). Wallace Matson objeta que a premissa deve significar que um número infinito real de coisas é logicamente impossível; mas que é fácil mostrar que tal coleção é logicamente possível. Por exemplo, a série de números negativos {…-3,-2,-1} é uma coleção infinita real sem um primeiro membro10. O erro de Matson está em pensar que (2.11) significa afirmar a impossibilidade lógica de um número infinito real de coisas. O que a premissa expressa é a impossibilidade real ou factual de um infinito real. Para ilustrar a diferença entre a possibilidade lógica e a real: não há impossibilidade lógica de alguma coisa vir a existir sem uma causa, mas tal circunstância pode muito bem ser impossível de modo real ou metafísico. Da mesma forma, (2.11) declara que os absurdos conseqüentes na existência real de um infinito real mostram que tal existência é metafisicamente impossível. Portanto, alguém pode conceder que na esfera conceitual da matemática seja possível, dadas certas convenções e axiomas, falar consistentemente sobre séries infinitas de números, mas isto de maneira alguma implica que um número infinito real de coisas seja realmente possível. Pode-se notar também que a escola matemática de intuicionismo nega até mesmo que a série de números seja realmente infinita (eles consideram-na potencialmente infinita apenas), então apelar às séries de números como exemplos de infinitos reais é um procedimento controverso.

O falecido J.L. Mackie também objetou contra (2.11), declarando que os absurdos são resolvidos ao notar que para conjuntos infinitos o axioma “o todo é maior que suas partes” não é válido, como o é para conjuntos finitos11. Similarmente, Quentin Smith comenta que uma vez que entendemos que um conjunto infinito tem um subconjunto próprio com o mesmo número de membros quanto o próprio conjunto, as situações pretensamente absurdas tornam-se “perfeitamente críveis”12. Mas penso que é precisamente esta característica da teoria dos conjuntos infinitos que, quando interpretada para a esfera do real, produz resultados que são perfeitamente inacreditáveis, como por exemplo, o Hotel de Hilbert. Além disso, nem todos os absurdos derivam da negação pela teoria dos conjuntos infinitos do axioma de Euclides: os absurdos ilustrados pela saída dos hóspedes do hotel derivam dos resultados auto-contraditórios quando as operações inversas de subtração ou divisão são realizadas utilizando-se números transfinitos. Aqui o problema contra uma coleção infinita real de coisas torna-se decisiva.

Finalmente pode-se apontar a objeção de Sorabji, que sustenta que as ilustrações como as do Hotel de Hilbert não envolvem absurdos. Com o fim de se entender o que está errado com o argumento de kalam, ele pede-nos para imaginar duas colunas paralelas começando no mesmo ponto e expandindo-se na distância infinita, uma coluna de anos passados e a outra coluna de dias passados. A razão por que a coluna de dias passados não é maior do que a coluna de anos passados, diz Sorajbi, é que a coluna de dias não irá “expandir-se” além do distante fim da outra coluna, já que nenhuma das duas colunas possui um fim distante. No caso do Hotel de Hilbert há a tentação de se pensar que algum residente infortunado no fim distante irá cair no espaço. Mas não há fim distante: a linha de residentes não irá se expandir além do fim distante da linha de quartos. Uma vez que isto é compreendido, o produto é simplesmente uma verdade explicável -até mesmo surpreendente e regozijante - sobre o infinito13. Ora, Sorajbi certamente está correto, como vimos, em que o Hotel de Hilbert ilustra uma verdade explicável sobre a natureza do infinito real. Se um número realmente infinito de coisas pudesse existir, o Hotel de Hilbert seria possível. Mas Sorajbi parece falhar em entender o ponto principal do paradoxo: eu, por exemplo, não vejo tentação em pensar em pessoas caindo no fim distante do hotel, pois não há nenhum, mas tenho dificuldades em acreditar que um hotel em que todos os quartos estão ocupados possa acomodar mais hóspedes. É claro que a linha de hóspedes não irá se expandir além da linha de quartos, mas se todos esses quartos infinitos já possuem hóspedes neles, então será que mudar tais hóspedes de lugar pode realmente criar quartos vagos? A própria ilustração de Sorajbi das colunas de anos passados e de dias passados não é menos inquietante para mim: se dividirmos as colunas em segmentos do tamanho de um pé e marcarmos uma coluna como os anos e a outra como os dias, então uma coluna é tão longa como a outra e mesmo assim para cada segmento do tamanho de um pé na coluna de anos, são encontrados 365 segmentos de tamanho igual na coluna de dias! Estes resultados paradoxais podem ser evitados somente se as coleções de infinitos reais puderem existir apenas na imaginação, e não na realidade. De qualquer forma, a ilustração do Hotel de Hilbert não é exaurida por lidar apenas com a adição de novos hóspedes, pois a subtração de hóspedes resulta em absurdos até mesmo mais intratáveis. A análise de Sorajbi não faz nada para resolvê-las. Portanto, parece-me que as objeções à premissa (2.11) são menos plausíveis do que a premissa em si.


Com relação à (2.12), a objeção mais freqüente é que o passado deve ser considerado como um infinito potencial apenas, não como um infinito real. Esta foi a posição de Aquino contra Bonaventure, e o filósofo contemporâneo Charles Hartshorne parece se alinhar com Tomás neste ponto14. Tal posição, entretanto, é insustentável. O futuro é potencialmente infinito, já que ele não existe; mas o passado é real de um modo que o futuro não é, como evidenciado no fato de que possuímos traços do passado no presente, mas não traços do futuro. Portanto, se a série de eventos passados nunca começou a existir, então deve ter havido um número infinito real de eventos passados.

As objeções contra ambas as premissas, portanto, parecem ser menos convincentes do que as premissas em si. Juntas, elas implicam que o universo começou a existir. Portanto, eu concluo que este argumento fornece bons fundamentos para aceitar a verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.

Segundo Argumento de Suporte


O segundo argumento (2.2) para o início do universo é baseado na impossibilidade de se formar um infinito real por adições sucessivas. Este argumento é distinto do primeiro no que ele não nega a possibilidade da existência de um infinito real, mas a possibilidade de este ser formado por adição sucessiva.

A premissa (2.21) é o passo crucial no argumento. Não se pode formar uma coleção infinita real de coisas por se adicionar sucessivamente um membro depois do outro. Desde que é possível sempre adicionar mais um antes de se chegar ao infinito, é impossível alcançar o infinito real. Algumas vezes isto é chamado de impossibilidade de “contar ao infinito” ou “atravessar o infinito”. É importante entender que esta impossibilidade não tem nada a ver com a quantidade de tempo disponível: faz parte da natureza do infinito que ele não pode ser assim formado.

Alguém pode dizer que enquanto uma coleção infinita não pode ser formada ao começar por um ponto e depois adicionar membros, todavia uma coleção infinita poderia ser formada sem nenhum início, mas terminando em um ponto, ou seja, terminando em um ponto após um membro após outro ter sido adicionado pela eternidade. Mas este método parece até mais inacreditável do que o primeiro método. Se não é possível contar até o infinito, então como é possível contar regressivamente do infinito? Se não é possível atravessar o infinito pelo mover em uma direção, como seria possível atravessá-lo pelo simples mover na direção oposta?

De fato, a idéia de uma série sem começo terminando no presente parece absurda. Para dar apenas uma ilustração: suponha que encontremos um homem que afirma ter contado através da eternidade e agora está terminando: …, -3, -2, -1,0. Poderíamos perguntar por que ele não terminou de contar ontem ou anteontem ou no ano passado? Até lá um tempo infinito já teria se passado, então ele já deveria ter terminado naquele tempo. Portanto, em nenhum ponto no passado infinito poderíamos encontrar o homem terminando sua contagem, porque em tal ponto ele já deveria ter terminado! De fato, não importa quão longe voltemos ao passado, nós nunca poderemos encontrar o homem terminando a contagem, pois em qualquer ponto que o alcançarmos ele já terá terminado. Mas se em nenhum ponto do passado podemos encontrar ele contando [até o fim], isto contradiz a hipótese de que ele esteve contando pela eternidade. Isto ilustra o fato de que a formação de um infinito real por adição consecutiva é igualmente impossível se alguém o faz até ou do infinito.

A premissa (2.22) pressupõe uma visão dinâmica do tempo no qual os eventos são realizados de modo serial, um depois do outro. A série de eventos não é um tipo de linha do mundo eternamente subsistente que aparece sucessivamente na consciência. Ao invés disso, tornar-se é real e essencial ao processo temporal. Esta visão do tempo não é livre de desafios, mas considerar suas objeções nos levaria muito longe15. No momento, é preciso satisfazer-se com o fato de que estamos argumentando no fundamento comum com nossas intuições ordinárias da transformação temporal e em concordância com um bom número de filósofos contemporâneos do tempo e do espaço.


Dadas as verdades de (2.21) e (2.22), a conclusão (2.23) segue logicamente. Se o universo não começou a existir em um tempo finito atrás, então o presente momento nunca poderia ter chegado. Mas obviamente, ele chegou. Então, sabemos que o universo é finito no passado e começou a existir

Novamente, será proveitoso considerar várias objeções que têm sido oferecidas contra este raciocínio. Contra (2.21), Mackie objeta que o argumento assume indevidamente um ponto inicial infinitamente distante no passado e então declara impossível viajar daquele ponto até hoje. Mas não haveria um ponto inicial no passado infinito, nem mesmo um infinitamente distante. Mesmo assim, de qualquer ponto no passado infinito, há apenas uma distância finita até o presente16. Ora, parece-me que a alegação de Mackie de que o argumento pressupõe um ponto inicial infinitamente distante é inteiramente sem fundamento. A característica das séries não possuírem início serve apenas para acentuar a dificuldade de serem formadas pela adição cumulativa. O fato de não haver nenhum início, nem mesmo um infinitamente distante, torna o problema mais, não menos, perturbador. E o ponto que em qualquer momento do passado infinito possui apenas uma distância temporal finita até o presente pode ser descartado como irrelevante. A questão não é como qualquer porção finita das séries temporais pode ser formada, mas como toda série infinita pode ser formada. Se Mackie pensa que porque cada segmento das séries pode ser formado por adição cumulativa então toda a série inteira pode ser formada, então ele está simplesmente cometendo a falácia da composição.

Sorajbi similarmente objeta que a razão porque é impossível contar regressivamente do infinito é porque contar envolve por natureza pegar um número inicial, o que está faltando neste caso. Mas completar um lapso infinito de anos não envolve nenhum ano inicial e, portanto, é possível17. Entretanto, esta resposta é claramente inadequada, pois, como vimos, os anos de um passado infinito poderiam ser enumerados por números negativos, que no caso de um número infinito completo de anos implica, realmente, em uma contagem regressiva do infinito. Sorajbi, entretanto, antecipa esta objeção e afirma que tal contagem regressiva é possível em princípio e, portanto, nenhuma barreira lógica foi mostrada para o transcorrer de um número infinito de anos passados. Entretanto, novamente, a questão que estou colocando não é se existe uma contradição lógica em tal pensamento, mas se tal contagem não é metafisicamente absurda. Pois vimos que tal contagem não poderia em nenhum ponto ter sido completada. Mas Sorajbi novamente tem uma resposta pronta: dizer que a contagem não deve ter terminado em nenhum ponto confunde a contagem de um número infinito de anos com a contagem de todos os números. Em qualquer ponto do passado, o contador eterno já terá contado um número infinito de números, mas isto não implica que ele terá contado todos os números negativos. Eu não penso que o argumento faz esta alegação equivocada, e isto pode ser tornado claro examinando-se a razão porque nosso contador eterno é supostamente capaz de completar a contagem dos números negativos terminando em zero. De forma a justificar a possibilidade deste feito intuitivamente impossível, o argumento do oponente apela ao chamado Princípio da Correspondência usada na teoria dos conjuntos para determinar se dois conjuntos são equivalentes (ou seja, possuem o mesmo número de membros) ao comparar os membros de um conjunto com os membros do outro conjunto e vice versa. Com base neste princípio, o opositor argumenta que desde que o contador viveu, digamos, um número infinito de anos e desde que o conjunto de anos passados pode ser colocado em uma correspondência de um-a-um com o conjunto de números negativos, segue que ao contar um número por ano, um contador eterno iria completar a contagem de números negativos até o ano presente. Se perguntássemos por que o contador não poderia terminar no ano que vem ou em uma centena de anos, o opositor responderia que antes do presente ano, um número infinito de anos já teria passado, então, pelo princípio da correspondência, todos os números já devem ter sido contados agora. Mas este raciocínio volta-se contra o opositor: pois, como vimos, nesta explicação o contador já deveria ter terminado de contar todos os números em qualquer ponto do passado, já que existe uma correspondência um-a-um entre os anos do passado e os números negativos. Portanto, não há equívoco entre contar um número infinito e contar todos os números. Entretanto, neste ponto um absurdo mais profundo aparece à vista: suponha que haja outro contador que faça a contagem no ritmo de um número negativo por dia. De acordo com o Princípio da Correspondência, que fundamenta a teoria dos conjuntos infinitos e a aritmética transfinita, ambos os contadores eternos terminarão suas contagens no mesmo momento, mesmo que um esteja contando em um ritmo 365 vezes mais rápido que o outro! Será que alguém pode acreditar que estes cenários podem, de fato, serem obtidos na realidade, ao invés de representarem o produto de um jogo imaginário jogado em uma esfera puramente conceitual de acordo com convenções lógicas adotadas e axiomas?


No que diz respeito à premissa (2.22), muitos pensadores objetaram que não precisamos considerar o passado como uma série infinita sem começo e com um fim no presente. Popper, por exemplo, admite que o conjunto de todos os eventos passados seja realmente infinito, mas que as séries de eventos passados são potencialmente infinitas. Isto pode ser visto começando-se no presente e numerando os eventos regressivamente, formando assim um infinito potencial. Portanto, o problema de um infinito real ser formado por adição sucessiva não aparece18. De maneira similar, Swinburne pensa que é duvidoso que uma série completa infinita sem início, mas com um fim faça sentido, mas ele propõe resolver o problema ao começar no presente e regressar ao passado, então a série de eventos passados não teria um fim e seria, portanto, um infinito completo19. Esta objeção, entretanto, confunde claramente a contagem regressiva mental com o progresso real das séries temporais dos eventos em si. Numerar as séries regressivamente a partir do presente mostra apenas que se há um número infinito de eventos passados, então podemos numerar um número infinito de eventos passados. Mas o problema é: como esta coleção infinita de eventos veio a ser formada por adição sucessiva? Como concebemos mentalmente as séries não afetam de maneira alguma o caráter ontológico das séries em si como uma série sem início, mas com um fim, ou, em outras palavras, como um infinito real completado por adição sucessiva.


Novamente, as objeções a (2.21) e (2.22) parecem menos plausíveis do que as premissas em si. Juntas elas implicam (2.23), ou seja, que o universo começou a existir.


Primeira Confirmação Científica


Estes argumentos puramente filosóficos para o começo do universo receberam confirmações extraordinárias a partir de descobertas na astronomia e na astrofísica no século XX. Estas confirmações podem ser resumidas em dois pontos: a confirmação da expansão do universo e a confirmação das propriedades termodinâmicas do universo.

PARTE 2



Com relação ao primeiro, a descoberta de Hubble em 1929 do desvio para o vermelho na luz de galáxias distantes iniciou uma revolução na astronomia talvez tão significante como a revolução Copérnica. Antes disso, o universo como um todo era concebido como estático; mas a conclusão impressionante a que Hubble chegou foi que o desvio para o vermelho é devido ao fato de que o universo está, de fato, expandindo-se. A incrível implicação deste fato é que se alguém traça a expansão de volta no tempo, o universo se torna denso e mais denso até que se chega ao ponto de densidade infinita, do qual o universo começou a expandir. A conclusão da descoberta de Hubble é que em algum ponto do passado finito - provavelmente há 15 bilhões de anos atrás - o universo inteiro se contraiu em um ponto matemático simples que marcou a origem do universo. Esta explosão inicial veio a ser chamada “Big Bang”. Quatro dos mais proeminentes astrônomos do mundo descreveram tal evento nestas palavras:



O universo começou de um estado de densidade infinita… Espaço e tempo foram criados neste evento e também toda a matéria do universo. Não faz sentido perguntar o que aconteceu antes do Big Bang, é como perguntar qual é o norte do Pólo Norte. Da mesma forma, não é sensato perguntar onde o Big Bang se localizou. O universo-ponto não foi um objeto isolado no espaço; ele era o universo completo, e, portanto, a resposta só pode ser que o Big Bang começou em todo lugar20.


Este evento que marcou o início do universo torna-se mais impressionante quando se reflete no fato de que um estado de “densidade infinita” é sinônimo de “nada”. Não pode haver um objeto que possui densidade infinita, porque se ele tivesse qualquer tamanho ele poderia ser até mais denso. Portanto, como o astrônomo de Cambridge Fred Hoyle apontou, a teoria do Big Bang requer a criação da matéria do nada. Isto porque quando se volta no tempo, chega-se ao ponto em que, nas palavras de Hoyle, o universo foi “reduzido a nada”21. Portanto, o que o modelo do Big Bang parece requerer que o universo começou a existir e foi criado do nada.



Alguns teóricos tentaram evitar o início absoluto do universo implicado pela teoria do Big Bang ao especular que o universo pode ter passado por séries infinitas de expansões e contrações. Existem, porém, bons fundamentos para questionar a adequação de tal modelo oscilante do universo: (i) o modelo oscilante parece ser fisicamente impossível. Apesar de toda discussão sobre esses modelos, o fato parece ser que eles são possíveis apenas teoricamente, mas não possivelmente. Como o falecido professor Tinsley de Yale explica, em modelos oscilantes “mesmo que os matemáticos digam que o universo oscila, não há física conhecida para reverter o colapso e saltar para uma nova expansão. Os físicos parecem dizer que aqueles modelos começam do Big Bang, expandem, colapsam e então acabam”22. Para que o modelo oscilante possa ser correto, parece que as leis conhecidas da física teriam que ser revisadas. (ii) O modelo oscilante parece ser observadamente indefensável. Dois fatos da astronomia observacional parecem ir contra o modelo oscilante. Primeiro, a homogeneidade observada da distribuição da matéria através do universo parece inexplicável em um modelo oscilante. Durante a fase de contração de tal modelo, buracos negros começam a engolir a matéria ao redor, resultando em uma distribuição da matéria sem homogeneidade. Mas não há nenhum mecanismo conhecido para resolver esta falta de homogeneidade durante a fase de expansão seguinte. Portanto, a homogeneidade da matéria observada através do universo continua sem explicação. Segundo, a densidade do universo parece ser insuficiente para a re-contração do universo. Para que o modelo oscilante seja até mesmo possível, é necessário que o universo seja suficientemente denso para que a gravidade possa superar a força da expansão e puxar o universo de volta novamente. Entretanto, de acordo com as melhores estimativas, se alguém levar em consideração tanto a matéria luminosa quanto a matéria não-luminosa (encontrada em halos galácticos) como qualquer contribuição das partículas de neutrinos para a massa total, o universo continua tendo apenas metade do que é necessário para a re-contração 23. Além disso, trabalhos recentes em calcular a velocidade e desaceleração da expansão confirmam que o universo está expandindo na chamada “velocidade de escape” e não vai, portanto, se re-contrair. De acordo com Sandage e Tammann, “Portanto, somos forçados a concluir que… parece inevitável que o universo irá se expandir para sempre”; eles concluem, portanto, que “o Universo aconteceu apenas uma vez.” 24.

Segunda Confirmação Científica


Como se não fosse o bastante, existe uma segunda confirmação científica do início do universo baseada nas propriedades termodinâmicas de vários modelos cosmológicos. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, processos que agem em um sistema fechado sempre tendem a um estado de equilíbrio. Assim, nosso interesse está nas implicações disso quando a lei é aplicada ao universo como um todo. Pois o universo é um gigantesco sistema fechado, já que é tudo o que existe e não há energia fluindo para dentro do exterior. A segunda lei da termodinâmica parece implicar que, dado tempo suficiente, o universo irá atingir um estado de equilíbrio termodinâmico conhecido como “morte térmica” do universo. Esta morte pode ser quente ou fria, dependendo do universo expandir para sempre ou de eventualmente contrair-se novamente. Por um lado, se a densidade do universo é grande o bastante para superar a força da expansão, então o universo irá se contrair novamente em uma bola de fogo. Quando o universo se contrai, as estrelas queimam mais rapidamente até finalmente explodirem ou evaporarem. Quando o universo se torna mais denso, os buracos negros começam a engolir tudo o que há em volta e a aglutinarem-se eles próprios até que todos os buracos negros finalmente aglutinem-se em um gigantesco buraco negro de igual extensão com o universo, de onde ele jamais voltará a surgir. Por outro lado, se a densidade do universo é insuficiente para parar a expansão, como parece mais provável, então as galáxias irão transformar todos seus gases em estrelas e as estrelas irão se consumir. Em 1030 anos o universo irá consistir de 90% de estrelas mortas, 9% de buracos negros super-massivos e 1% de matéria atômica. A física de partículas elementares sugere que depois os prótons irão se decair em elétrons e pósitrons, tornando o espaço cheio de um gás rarefeito tão ralo que a distância entre um elétron e um pósitron será do tamanho da presente galáxia. Em 10100 anos, alguns cientistas acreditam que os buracos negros em si irão se dissipar em radiação e partículas elementares. Eventualmente toda matéria no universo frio, escuro e eternamente em expansão, será reduzida a um gás ultra-ralo de partículas elementares e radiação. O equilíbrio irá prevalecer, e todo o universo atingirá o estado final, onde nenhuma mudança ocorrerá.


A questão que precisa ser respondida é esta: se, dado tempo suficiente, o universo irá atingir a morte térmica, então porque não está agora em um estado de morte térmica se ele existiu por um tempo infinito? Se o universo não começou a existir, então ele devia estar agora em um estado de equilíbrio. Alguns teóricos sugeriram que o universo escapa da morte térmica final ao oscilar do passado eterno ao futuro eterno. Mas já vimos que tal modelo parece ser fisicamente e observadamente inviável. Mas mesmo que evitemos tais considerações e imaginemos que o universo oscila, o fato é que as propriedades termodinâmicas deste modelo implicam o exato começo do universo que seus proponentes tentam evitar. Pois as propriedades termodinâmicas de um modelo oscilante são tais que o universo expande mais longe e mais longe a cada ciclo sucessivo. Portanto, quando se traça as expansões de volta no tempo, eles se tornam menores e menores. Como um time científico explica, “O efeito da produção de entropia será alargar a escala cósmica de ciclo a ciclo…Portanto, olhando de volta no tempo, cada ciclo gerou menos entropia, teve um ciclo de tempo menor, e teve um fator de expansão do ciclo menor do que o ciclo que o seguiu.” 25. Novikov e Zeldovich do Instituto de Matemática Aplicada da Academia de Ciências da URSS portanto concluem: “O modelo multi-ciclo tem um futuro infinito, mas apenas um passado finito”26. Como outro escritor aponta, o modelo oscilante do universo, portanto, ainda requer uma origem do universo anterior ao menor ciclo27.


Portanto, para qualquer cenário que alguém escolha para o futuro do universo, a termodinâmica implica que o universo começou a existir. De acordo com o físico P.C. Davies, o universo deve ter sido criado um tempo finito atrás e está em um processo de término. Antes da criação, o universo simplesmente não existia. Portanto, conclui Davies, mesmo que não gostemos, devemos concluir que a energia do universo foi de alguma maneira simplesmente “colocada” na criação como uma condição inicial 28.


Portanto temos confirmações científicas e filosóficas para o início do universo. Com este fundamento, penso que estamos amplamente justificados em concluir pela verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.


Primeira premissa


A premissa (1) impressiona-me como relativamente incontroversa. Ela é baseada na intuição metafísica de que algo não pode vir do nada. Portanto, qualquer argumento em favor do princípio está sujeito a ser menos óbvio que o princípio em si mesmo. Até mesmo o grande cético David Hume admitiu que ele nunca afirmou uma proposição tão absurda como que algo possa vir à existência sem uma causa; ele apenas negou que alguém poderia provar o obviamente verdadeiro princípio causal29. Com relação ao universo, se originalmente não houve nada - nem Deus, nem espaço, nem tempo -, então como poderia o universo possivelmente vir a existir? A verdade do princípio ex nihilo, nihil fit é tão óbvio que eu penso que somos justificados em abrir mão de uma defesa elaborada da primeira premissa do argumento.


Todavia, alguns pensadores, ao exercitarem evitar o teísmo implícito nesta premissa dentro do presente contexto, sentiram compelidos a negar sua verdade. De maneira a evitar suas conclusões teístas, Davies apresenta um cenário em que ele confessa que “não deveria ser levado muito a sério”, mas que parece exercer uma forte atração para Davies30. Ele faz referência a uma teoria quântica da gravidade de acordo com a qual o espaço-tempo em si poderia trazer o não-causado à existência do absolutamente nada. Enquanto admite que “não há uma teoria quântica da gravidade satisfatória,” tal teoria “poderia permitir que o espaço-tempo fosse criado e destruído espontaneamente e sem uma causa da mesma maneira que partículas são criadas e destruídas espontaneamente e sem uma causa. A teoria iria implicar certa probabilidade determinada e matemática de que, por exemplo, uma bolha de espaço iria aparecer onde nada havia antes. Portanto, o espaço-tempo poderia sair do nada como resultado de uma transição quântica sem causa”31.


Em verdade, a criação de pares de partículas não fornece analogia para este vir-a-ser ex-nihilo radical, como Davies parece sugerir. Este fenômeno quântico, mesmo que fosse uma exceção ao princípio de que todo evento tem uma causa, não fornece analogia para algo vindo à existência do nada. Embora os físicos falem disto como criação de pares de partículas e destruição, estes termos são filosoficamente enganosos, porque tudo o que realmente ocorre é conversão de energia em matéria ou vice versa. Como Davies admite, “O processo descrito aqui não representa a criação de matéria do nada, mas a conversão de energia pré-existente em forma de matéria.”32 Portanto, Davies ilude grandemente seu leitor quando ele afirma que “Partículas… podem aparecer do nada sem uma causa específica” e novamente, “Ainda, o mundo da física quântica produz rotineiramente algo do nada”33 Ao contrário, o mundo da física quântica nunca produz algo do nada.


Entretanto, para considerar o caso em seus próprios méritos: a gravidade quântica é tão pouco compreendida que o período anterior a 10-43 segundo que esta teoria espera descrever, tem sido comparada por um engraçadinho como as regiões nos mapas dos antigos cartógrafos marcadas com “Aqui há dragões”: ele pode ser facilmente enchido com toda sorte de fantasias. De fato, não parece haver uma boa razão para se pensar que tal teoria iria envolver o tipo de vir-a-ser ex-nihilo espontâneo que Davies sugere. Uma teoria da gravidade quântica tem sido o objetivo para arranjar uma teoria da gravidade baseada na troca de partículas (gravitões) ao invés da geometria do espaço, o que pode ser trazido para uma Teoria da Grande Unificação que une todas as forças da natureza em um estado super-simétrico no qual uma força fundamental e um tipo simples de partícula existem. Mas não parece haver nada nisso que sugira a possibilidade do vir-a-ser ex-nihilo espontâneo.


Em verdade, não está de todo claro que a explicação de Davies seja até mesmo inteligível. O que pode significar, por exemplo, através da afirmação de que há uma probabilidade matemática de que o nada deveria gerar uma região de espaço-tempo “onde nada existia antes?” Isto não pode significar que, dado tempo suficiente, uma região do espaço iria pular à existência em certo lugar, já que nem o lugar e nem o tempo existem separados do espaço-tempo. A noção de certa probabilidade de algo saindo do nada, portanto, parece incoerente.




Nesta linha de idéias, sou lembrado de algumas observações de A.N. Prior relacionadas ao argumento colocado por Jonathan Edwards contra algo vindo à existência sem uma causa. Isto seria impossível, disse Edwards, pois então seria inexplicável porque toda e qualquer coisa não poderiam ou não viriam chegar à existência sem uma causa, já que antes de suas existências eles não possuem naturezas que poderiam controlar suas vindas-a-existência. Prior fez uma aplicação cosmológica do raciocínio de Edwards ao comentar sobre a teoria do estado estacionário quando esta postula a criação contínua de átomos de hidrogênio ex-nihilo:


Não faz parte da teoria de Hoyle que este processo seja sem causa, mas eu quero me definir melhor sobre isto, e dizer que se ele é sem causa, então o que se alega acontecer é fantástico e inacreditável. Se for possível que objetos - em verdade, objetos que realmente são objetos, “substâncias possuidoras de capacidades” - venham a existir sem uma causa, então é inacreditável que eles venham a se tornar objetos do mesmo tipo, ou seja, átomos de hidrogênio. A natureza peculiar dos átomos de hidrogênio não pode ser o que faz esse vir-a-existência possível para eles e nem para objetos de qualquer outro tipo; pois os átomos de hidrogênio não possuem esta natureza até que eles venham a tê-la, isto é, até que suas vindas-a-existência tenham ocorrido. Este é o argumento de Edwards, de fato, e aqui ele parece inteiramente convincente…34


No caso em questão, se originariamente nada existia, então por que o vazio deveria trazer à existência o espaço-tempo espontaneamente, ao invés de, digamos, átomos de hidrogênio, ou até mesmo coelhos? Como alguém pode falar da probabilidade de algo em particular pular para a existência a partir do nada?


Davies em certa ocasião pareceu responder que as leis da física são o fator de controle que determina o que irá saltar sem causa à existência. “Mas qual das leis? Elas devem estar ‘ali’ para o início de modo que o universo possa vir a existir. A física quântica deve existir (em algum sentido) de modo que a transição quântica possa gerar o cosmo em primeiro lugar”35 Em verdade isto parece excessivamente estranho. Davies parece atribuir às leis da natureza um tipo de status causal e ontológico tal que elas forçam um vir-a-ser espontâneo. Mas isto parece claramente enganoso: as leis da física não causam ou forçam nada por si mesmas; elas são apenas descrições proposicionais de certa forma e generalidade que ocorre no universo. E a questão que Edwards levanta é por que, se não há absolutamente nada, seria verdade que qualquer coisa ao invés de outra deveria saltar à existência sem uma causa? É fútil dizer que de alguma forma pertence à natureza do espaço-tempo fazer isso, pois se não houvesse absolutamente nada então não haveria nenhuma natureza para determinar que tal espaço-tempo devesse vir a existir.


Até mesmo de forma mais fundamental, todavia, o que Davies antevê certamente é tolice metafísica.Apesar de seu cenário ser colocado como uma teoria científica, alguém precisa ser corajoso o bastante para dizer que o Imperador não está vestindo nenhuma roupa. Ambas as condições suficientes e necessárias para o surgimento do espaço-tempo existiam ou não; se existiam, então não é verdade que nada existiu; se não existiam, então parece ontologicamente impossível que algo deva surgir do absoluto nada. Chamar uma geração espontânea à existência do nada de “transição quântica” ou atribuí-la a “gravidade quântica” não explica nada; de fato, nesta teoria, não há explicação. Ela apenas acontece.



Parece-me, portanto, que Davies não forneceu nenhuma base plausível para negar a verdade da primeira premissa do argumento cosmológico. Que tudo o que existe tem uma causa parece ser uma verdade ontologicamente necessária, uma que é constantemente confirmada em nossa experiência.


Conclusão


Dada a verdade das premissas (1) e (2), segue logicamente que (3) o universo deve ter uma causa para sua existência. De fato, penso que pode ser plausivelmente argumentado que a causa do universo deve ser um Criador pessoal. Pois como poderia um efeito temporal surgir de uma causa eterna? Se a causa fosse simplesmente um conjunto mecânico e operacional de condições suficientes e necessárias que existem desde a eternidade, então por que o efeito não existiria também desde a eternidade? Por exemplo, se a causa da água ser congelada é a temperatura abaixo de zero grau, então se a temperatura estivesse abaixo de zero grau desde a eternidade, qualquer água presente estaria congelada desde a eternidade. O único meio de se obter uma causa eterna com um efeito temporal seria se a causa fosse um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Por exemplo, um homem sentado na eternidade pode querer se levantar; portanto, um efeito temporal pode surgir de um agente eternamente existente. De fato, o agente pode criar da eternidade um efeito temporal tal que nenhuma mudança no agente necessite ser concebida. Portanto, somos trazidos não somente à primeira causa do universo, mas ao seu Criador pessoal.



Conclusão e Sumário


Em conclusão, vimos com base em argumentos filosóficos e confirmações científicas que é plausível que o universo teve um começo. Dado o princípio intuitivamente óbvio de que tudo que começa a existir tem uma causa para sua existência, somos levados a concluir que o universo tem uma causa para a sua existência. Com base no nosso argumento, esta causa deve ser não-causada, eterna, imutável, atemporal e imaterial. Além disso, ela deve ser um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Portanto, com fundamento no argumento cosmológico de kalam, concluo que é racional crer que Deus existe.


Notas

1. G.W. Leibniz, “The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason,” in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student’s Library (New York: Charles Scribner’s Sons, 1951), p. 527.

2. Aristotle Metaphysica Lambda. l. 982b10-15.

3. Norman Malcolm, Ludwig Wittgenstein: A Memoir (London: Oxford University Press, 1958), p. 70.

4. J.J.C. Smart, “The Existence of God,” Church Quarterly Review 156 (1955): 194.

5. G.W. Leibniz, Theodicy: Essays on the Goodness of God, the Freedom of Man, and the Origin of Evil, trans. E.M. Huggard (London: Routledge & Kegan Paul, 1951), p. 127; cf. idem, “Principles,” p. 528.

6. John Hick, “God as Necessary Being,” Journal of Philosophy 57 (1960): 733-4.

7. David Hume, Dialogues concerning Natural Religion, ed. com uma introdução escrita por Norman Kemp Smith, Library of the Liberal Arts (Indianapolis: Bobbs-Merrill. 1947), p. 190.

8. Bertrand Russell and F.C. Copleston, “The Existence of God,” in The Existence of God, ed. com uma introdução escrita por John Hick, Problems of Philosophy Series (New York: Macmillan & Co., 1964), p. 175.

9. Vide William Lane Craig, The Cosmological Argument from Plato to Leibniz, Library of Philosophy and Religion (London: Macmillan, 1980), pp. 48-58, 61-76, 98-104, 128-31.

10. Wallace Matson, The Existence of God (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1965), pp. 58-60.

11. J.L. Mackie, The Miracle of Theism (Oxford: Clarendon Press, 1982), p. 93.

12. Quentin Smith, “Infinity and the Past,” Philosophy of Science 54 (1987): 69.

13. Richard Sorabji, Time, Creation and the Continuum (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1983), pp. 213, 222-3.

14. Charles Hartshorne, Man’s Vision of God and the Logic of Theism (Chicago: Willett, Clark, & Co., 1941), p. 37.

15 G.J. Whitrow defende uma forma deste argumento que não pressupõe uma visão dinâmica do tempo, afirmando que um passado infinito ainda teria que ser “vivido através” de qualquer ser consciente, eterno, mesmo que as séries de eventos físicos tenham subsistido eternamente (G.J. Whitrow, The Natural Philosophy of Time, 2d ed. [Oxford: Clarendon Press, 1980], pp. 28-32).

16. Mackie, Theism, p. 93.

17. Sorabji, Time, Creation, and the Continuum, pp. 219-22.

18. K.R. Popper, “On the Possibility of an Infinite Past: a Reply to Whitrow,” British Journal for the Philosophy of Science 29 (1978): 47-8.

19. R.G. Swinburne, “The Beginning of the Universe,” The Aristotelian Society 40 (1966): 131-2.

20. Richard J. Gott, et.al., “Will the Universe Expand Forever?” Scientific American (March 1976), p. 65.

21. Fred Hoyle, From Stonehenge to Modern Cosmology (San Francisco: W.H. Freeman, 1972), p. 36.

22. Beatrice Tinsley, carta pessoal.

23. David N. Schramm and Gary Steigman, “Relic Neutrinos and the Density of the Universe,” Astrophysical Journal 243 (1981): p. 1-7.

24. Alan Sandage and G.A. Tammann, “Steps Toward the Hubble Constant. VII,” Astrophyscial Journal 210 (1976): 23, 7; veja tambémidem, “Steps toward the Hubble Constant. VIII.” Astrophysical Journal 256 (1982): 339-45.

25. Duane Dicus, et.al. “Effects of Proton Decay on the Cosmological Future.” Astrophysical Journal 252 (1982): l, 8.

26. I.D. Novikov e Ya. B. Zeldovich, “Physical Processes Near Cosmological Singularities,” Annual Review of Astronomy and Astrophysics 11 (1973): 401-2.

27. John Gribbin, “Oscillating Universe Bounces Back,” Nature 259 (1976): 16.

28. P.C.W. Davies, The Physics of Time Asymmetry (London: Surrey University Press, 1974), p. 104.

29. David Hume para John Stewart, February, 1754, in The Letters of David Hume, ed. J.Y.T. Greig (Oxford: Clarendon Press, 1932), 1:187.

30. Paul Davies, God and the New Physics (New York: Simon & Schuster, 1983), p. 214.

31. Ibid., p. 215.

32. Ibid., p. 31.

33. Ibid., pp. 215, 216.

34. A.N. Prior, “Limited Indeterminism,” in Papers on Time and Tense (Oxford: Clarendon Press, 1968), p. 65.

35. Davies, God, p. 217.

Domingo, 16 de Novembro de 2008

AIDS - A EPIDEMIA DOS TEMPOS FINAIS


Conforme o relatório anual da UNAIDS, todo dia são contaminadas pela AIDS 16.000 pessoas, em sua maioria jovens.



Apenas no ano passado, 4,8 milhões foram infectadas com o vírus HIV, número superior a qualquer ano anterior. Assim, o total de contaminados subiu de 35 milhões em 2001 para 38 milhões até o final de 2003, conforme informou em Londres e Genebra o programa de combate à AIDS das Nações Unidas. Segundo seus dados, em 2003 morreram 2,9 milhões de pessoas em decorrência da deficiência imunológica adquirida. Isso equivale à população de grandes metrópoles mundiais. Dentre as vítimas, aproximadamente 500.000 têm menos de 15 anos de idade.



A cada seis segundos alguém se contamina com o vírus da AIDS, o que representa aproximadamente 15.000 pessoas por dia. A metade dos novos infectados tem entre 15 e 24 anos de idade. Apesar do total de doentes ter sofrido uma leve redução, os custos para combater a epidemia crescem. Cinco a seis milhões de aidéticos de países pobres precisam com urgência do coquetel de medicamentos contra o vírus. Porém, conforme o relatório, somente sete por cento têm acesso a ele. Para combater mais efetivamente a AIDS no próximo ano, seriam necessários doze bilhões de dólares ao invés dos dez bilhões gastos neste ano.



Segundo o relatório, o crescimento dos custos tem diversas causas. Por exemplo, até agora o risco de contaminação através de instrumentos médicos teria sido menosprezado, vindo a ocasionar despesas adicionais. Além disso, teria havido descuido com a proteção de médicos e enfermeiros e com os órfãos da AIDS. Em 2003, 15 milhões de crianças perderam os pais ou um deles por causa da AIDS.



Novas epidemias, que parecem não encontrar barreiras para se disseminar, estão se espalhando pelo Leste europeu e pela Ásia, onde vive 60% da população mundial. Lá, 1,3 milhões de pessoas já estão infectadas - em 1995 eram apenas 160.000. A Rússia é o país mais afetado. A ONU considera como principal razão para o grande avanço da doença as seringas compartilhadas no uso de drogas. A contaminação por via sexual também aumentou, principalmente quando um dos parceiros é dependente de drogas. Nas repúblicas centro-asiáticas da ex-União Soviética como o Uzbequistão, o Quirguistão ou o Cazaquistão a heroína chega a ser mais barata que o álcool.



Se não forem tomadas iniciativas enérgicas, a AIDS provocará na Ásia uma catástrofe semelhante à verificada na África. Principalmente países populosos como a índia e a China deveriam abrir os olhos para a realidade da AIDS. Os altos índices populacionais desses países poderiam levar a um aumento assustador no número de infectados. Na China, na Indonésia e no Vietnã a UNAIDS culpa a grande ignorância do povo pela propagação dessa pandemia: 20 anos depois da primeira morte causada pela AIDS, ainda impera, principalmente nas áreas rurais, um grande desconhecimento sobre as formas de contaminação e de prevenção.



Mas é na África que a AIDS mais se alastra, especialmente nos países ao sul do Saara. A relativa estabilidade.de 25 milhões de infectados mascara o crescimento real tanto no número de mortos como de novos contaminados pelo vírus.



A AIDS continua se espalhando também pelos Estados Unidos e pela Europa Ocidental, além da América Latina, especialmente entre homossexuais e bissexuais. (Welt.de)



As estatísticas mundiais são estarrecedoras, lembrando-nos das palavras de Jeremias 14.19: "Aguardamos a paz, e nada há de bom: o tempo da cura, e eis o terror. "



Nosso tempo é caracterizado por catástrofes naturais, guerras (atualmente há 51 conflitos armados em curso), terrorismo, crises econômicas e doenças incuráveis. Por isso, não devemos parar de alertar e de chamar a atenção para a profecia do Senhor acerca dos tempos finais:



"haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais no céu" (Lc 21.11).



Agora os cientistas estão mais sóbrios: a indústria farmacêutica ainda não conseguiu desenvolver vacinas ou remédios para a AIDS e não há perspectivas em vista. Além disso, o vírus HIV pode desenvolver resistência aos tratamentos. Na Alemanha, apesar de todos os cuidados e medidas adota das para combater o vírus, ainda morrem 700 pessoas de AIDS por ano.



Reinhard Kurth, virólogo e chefe do Instituto Robert-Koch, lamenta que "a AIDS é a maior catástrofe médica da era moderna, apenas a peste pode ser comparada a ela". Essa afirmação chama a atenção, pois corresponde às palavras de Jesus.



O enorme risco de contaminação pelo vírus da AIDS é menos prezado pela sociedade, que parece não estar ciente do grande perigo que essa doença representa. Isso não acontece apenas porque as campanhas de esclarecimento são insuficientes. A realidade é que as pessoas parecem ficar mais e mais insensíveis, continuando a seguir seus instintos sem medir as conseqüências de seus atos e sem se preocupar com quaisquer normas ou limites. Uma reportagem da conceituada revista alemã "Der Spiegel" dizia que, para muitas pessoas, a doença perdeu o pavor. Por exemplo, apenas 30% da população alemã considera a AIDS uma das doenças mais perigosas; em 1987 esse número era o dobro. O que falta é esclarecimento, principalmente a respeito da realidade de que a AIDS é, em grande parte, conseqüência de imoralidade e prostituição. A prática da homossexualidade, do adultério e da infidelidade conjugal estão entre os maiores fatores de risco. O comentário da revista alemã "Der Spiegel" prossegue: "em geral, a AIDS infecta homens gays e bissexuais. Quarenta e um porcento dos novos infectados são desse grupo populacional" .



Mesmo as grandes denominações religiosas não tomam uma posição clara nesse assunto e evitam chamar a atenção para o problema, passando a idéia de que as causas para o alastramento da doença sejam outras. Ao invés de conclamar as pessoas à fidelidade, se faz propaganda de preservativos para que as pessoas continuem a viver como acham certo, sem mudar seu comportamento. As conseqüências diretas são não apenas os milhões de infectados e mortos, mas os imensos custos para o sistema de saúde e o peso que representa para as instituições governamentais, além do ônus que recai sobre cada cidadão em particular. O tratamento da AIDS é muito caro e, para muitos, impagável. Some-se a isso o investimento em pesquisas e os muitos órfãos deixados pela doença, mais os inocentes, como médicos e enfermeiros, que se infectam ao lidar com aidéticos, e teremos um quadro um pouco mais realista do horror que ela representa nos dias de hoje.



Costumamos lamentar que a ciência ainda não tenha descoberto nenhum meio de combater esse vírus, que o governo não disponibiliza meios suficientes para pesquisa e medicamentos, que não há esclarecimento suficiente para a população, e muitos até culpam a Deus. Mas a Bíblia diz: "Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados. Esquadrinhemos nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor. Levantemos o coração juntamente com as mãos, para Deus nos céus..." (Lm 3.39-41).



Não é fácil escrever um artigo destes e chamar a atenção para o que a Bíblia diz a respeito, pois não queremos acusar ninguém ou dar a entender que a culpa é somente da própria pessoa que ficou doente. Não é este o nosso alvo. O que importa é sofrer com os que sofrem e ter a consciência de que nós mesmos somos pecadores. É o amor que nos move e nos leva a mostrar a verdade, pois apenas a verdade liberta. Deus diz de Si mesmo que Ele "não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens" (Lm 3.33).



Todo sofrimento e toda miséria que há no mundo acontecem porque Deus permite. É com esse sofrimento que temos de lidar, uma vez que voltamos as costas para Deus, não queremos saber dEle e decidimos fazer as coisas como bem entendemos. Se Deus nos protegesse de todo mal apesar da nossa rebelião contra Ele, se tudo andasse às mil maravilhas conosco, afastarnos-íamos ainda mais do Senhor. Mas com o sofrimento vem a chance de dar meia-volta, de repensar nossa vida e de voltar para Deus. Terrorismo, guerras, doenças e quaisquer outras catástrofes não estão mostrando a falta de misericórdia de Deus; elas revelam toda a maldade humana e mostram quanto o pecado é terrível aos olhos de Deus e onde chegamos - sem Ele! Quem teria a idéia absurda de culpar a polícia quando um motorista corre demais e causa um acidente?



A Bíblia continua: "O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias" (Lm 3.31-32). Deus não entristece uma pessoa por tê-la rejeitado para todo o sempre, mas Ele manda tristeza para poder fazer uso de Sua grande graça e misericórdia. A plenitude da graça de Deus é Jesus Cristo. Ele veio ao mundo para salvar os pecadores e para dar-lhes Seu perdão. Todas as coisas ruins que acontecem neste mundo são uma mensagem do Senhor dizendo aos homens que só em Jesus existe a chance de voltar, de recomeçar e de ser liberto de todos os pecados. Somente Ele traz ajuda real, e sem Ele estamos irremediavelmente perdidos.


O horizonte está escurecendo, as sombras do Apocalipse estão cobrindo mais e mais o nosso mundo. As epidemias que Jesus mencionou em Seu sermão sobre os tempos finais equivalem ao quarto selo do Apocalipse: "Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra" (Ap 6.7-8). Ainda não estamos experimentando os juízos dos selos, mas tudo parece conduzir nessa direção. Isso nos impulsiona a proclamar o Nome de Jesus antes que o tempo da graça termine e a noite venha sobre toda a terra. Entretanto, sabemos que "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm. 10.13).






Sábado, 15 de Novembro de 2008

Sobre os Maus Pastores Nestes Últimos Dias


Escrevi este artigo devido à crescente apostasia que tenho visto e experimentado nestes últimos dias que antecedem o retorno do Senhor Jesus. Já vi uma quantidade suficiente de pastores que são maus mordomos e servos inúteis de Deus. Este artigo é uma advertência e um encorajamento a todos os que se chamam cristãos. Imprima e distribua livremente para as pessoas que possam se beneficiar com estas observações.
Deixe-me dizer logo de início que não creio que todas as igrejas sejam corruptas e que os cristãos devam viver enfurnados em suas casas. Acredito que devemos nos reunir regularmente com os outros cristãos, participando de um uma igreja fundamentada na Bíblia e que reverencie a Deus. O fato é que as igrejas fundamentadas na Bíblia e onde há reverência ao nome de Deus estão se tornando cada vez mais raras nestes últimos dias. Muitos 'pastores' esqueceram-se de Deus e da sã doutrina e levam suas igrejas às falsas doutrinas e a uma grande contemporização. Conseqüentemente, está ficando cada vez mais difícil para uma família encontrar uma igreja que reverencie a Deus, onde todos possam amadurecer e crescer em Cristo.
A Bíblia diz claramente que haverá uma grande apostasia nos últimos dias. Não haverá um grande reavivamento, como alguns lobos estão anunciando, mas, ao contrário, apostasia, a rejeição e o afastamento da sã doutrina bíblica. Eis o que diz a Bíblia:
"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." [2 Tessalonicenses 2:3]
O verso referido diz que chegará um tempo nos últimos dias quando os fundamentos da doutrina cristã serão contemporizados e derribados pela aceitação do erro e da heresia. Os homens esquecerão o ensino bíblico sadio. Bem, estamos atualmente vivendo nesses dias! Estamos vivendo em dias de uma terrível apostasia da sã doutrina bíblica e dos valores de Deus. Adivinhe quem está liderando essa tendência para a apostasia. São os pastores que contemporizaram na fé e que realmente não estão nem aí. Eles rejeitaram a sã doutrina e estão desejosos de agradar e de alcançar a aprovação dos homens. Não são como os bereanos, que diligentemente examinaram as Escrituras e que procuraram agradar a Deus.
Infelizmente, pastores maus, que contemporizam na doutrina, estão na liderança de muitas igrejas. Esses 'pastores' procuram agradar aos homens e nem querem saber se estão caminhando em obediência a Deus e à firmeza de sua palavra, a Bíblia. Participando como membros dessas igrejas, estão todos os tipos de pessoas que rejeitam a sã doutrina bíblica. A Bíblia adverte:
"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." [2 Timóteo 4:3-4]
Estamos atualmente vivendo nesses dias quando os homens rejeitarão a são doutrina. Não somente muitos que chamam a si mesmos de 'cristãos' rejeitam a sã doutrina, mas também muitos que se atrevem chamar a si mesmos de 'pastor'. Esses maus pastores causam grandes danos à igreja e já feriram muitas pessoas do povo de Deus. Os pastores têm poder; podem levar o povo mais para perto de Deus e torná-lo mais forte, ou podem fazer o contrário. Aqui está um versículo que ilustra esse fato:
"E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões." [Mateus 21:13]
Esse verso tem um significado real nestes dias, à luz da crescente tendência à apostasia. Deus não quer que seu templo seja um covil de ladrões; quer que seja um lugar santo, ao qual as pessoas possam vir e humildemente adorar a Deus. Entretanto, os líderes religiosos o transformaram em outra coisa. O versículo diz, "vós a tendes convertido" referindo-se ao fato que os líderes religiosos permitiram que o templo deixasse de ser uma casa de oração para se tornar um covil de ladrões. Deus também atribui a responsabilidade por essa mudança aos líderes religiosos, que deveriam ter mais discernimento.
Esse verso tem uma aplicação muito importante para hoje! Poucos pastores encaram seu trabalho com seriedade. A maioria está preocupada em buscar os louvores dos homens, jactando-se dos 'grandes números' obtidos no último domingo, e outros estão enriquecendo e vivendo como 'filhos do Rei'.
Vejamos algumas das coisas que alguns homens que chamam a si mesmos de 'pastor' estão fazendo nestes últimos dias de grande apostasia:
Alguns Pastores a Evitar
- Promotores de concertos de música Rock na igreja e serviços 'contemporâneos'. Para eles, o único modo de alcançar os jovens é dar-lhes o que querem. Afinal, o objetivo é fazê-los entrar pelas portas da igreja e, depois disso, talvez alguma 'mágica' aconteça. Pode ser que entre uma canção de música Rock e outra alguns jovens 'aceitem' a Jesus como Salvador. No entanto, o objetivo primordial é fazer com que venham à igreja. Assim, essa 'variedade' moderna de pastores está iniciando serviços/concertos de rock contemporâneo para atrair a juventude. Obviamente, a pregação da Bíblia não é mais considerada suficiente. Se o bom e fora de moda ensino bíblico expositivo não funciona mais, então vamos usar a música Rock. Além disso, é menos trabalhoso contratar uma banda de Rock do que passar várias horas preparando um bom estudo bíblico! Estou sugerindo que esses pastores sejam preguiçosos? Sim, estou! Estão longe de Deus, não têm fé na Palavra de Deus e não têm discernimento algum. Raciocinam tolamente que a mocidade não quer a Bíblia (como também o pessoal mais velho)... o que querem é a música Rock. Portanto, vamos lhes dar o que desejam e, pelo menos assim, virão à igreja! Esses pastores são inúteis e serão julgados com severidade por Deus!
- Em seguida, temos os pastores ecumênicos. Eles raciocinam que a unidade e o amor sejam as coisas mais importantes na caminhada cristã. Assim, preocupam-se em quebrar as 'barreiras' e em 'dialogar' com as outras fés. Suas igrejas participam ativamente de movimentos como Promise Keepers, e querem aproximar-se da Igreja Católica Romana e de outros grupos religiosos que são 'cristãos' apenas no nome. Os Promise Keepers estão muito próximos de se unirem ao catolicismo e ao mormonismo e de chamar os membros dessas igrejas de 'irmãos' salvos. Em vez de levar as almas perdidas para fora dos erros do catolicismo, o objetivo dos Promise Keepers é a união, sem consideração pela sã doutrina. Muitas igrejas e 'pastores' aderiram a esse movimento ecumênico. Esses pastores pensam que é ótimo ver 30 ou 40 mil homens 'cristãos' de todas as fés reunidos nos encontros dos Promise Keepers. Se eles são católicos ou mórmons, não importa; afinal, todos cremos no mesmo Jesus... é o que raciocinam. Esses 'pastores' ignoram as advertências sobre as falsas doutrinas e só pensam em união. Não querem saber que o catolicismo seja um sistema baseado em sacramentos e em boas obras em que as pessoas ganham o direito de ir ao céu aqui na terra (após pagarem seus pecados no purgatório). Ignoram todas as advertências e acham que aqueles que são contrários, têm mentalidade estreita, gostam de julgar os outros e não têm amor. O único problema é que estão se unindo com homens perdidos que estão ligados à instituições religiosas que são cristãs apenas no nome. Esses homens deveriam estar testemunhando para aquelas almas perdidas em vez de ter um encontro ecumênico de oração. No entanto, eles nem querem saber o que Deus pensa. Não querem saber que são maus mordomos diante de Deus e estão contemporizando grandemente na fé. Preferem ter o louvor dos homens do que o louvor de Deus por serem bons mordomos. Deixe-me dizer algo que deve ser lembrado: Não pode haver unidade fora da sã doutrina. A unidade fora da doutrina é perigosa e enganosa.
- Pastores que emitem vozes de animais e que se baseiam na experiência. Esses homens baseiam-se mais nas experiências do que na Bíblia. Como não são bereanos e não estão firmados na Palavra de Deus, estão totalmente abertos à enganação demoníaca. Para esses pastores, as 'experiências' têm maior peso que as Escrituras. Seguem os mestres da prosperidade que ensinam a 'nomear e reivindicar'. A experiência é a força propulsora porque não acreditam que o Espírito Santo permitirá que Satanás os engane. Se têm uma experiência, imediatamente dizem que é de Deus, e não fazem nada para discernir. Portanto, quando as pessoas desmaiam na igreja, ou riem descontroladamente, ou latem como cachorros, ou rugem como leões, esses pastores acham que todas essas manifestações são de Deus. Não examinam a Bíblia para ver o que ela diz e, na verdade, não estão mesmo interessados naquilo que diz! Na verdade, esses pastores ficam bravos quando alguém se atreve a adverti-los sobre todas as 'maravilhosas' experiências que ocorrem em sua congregação (como os risos convulsivos, os latidos, rugidos, etc.) A Bíblia só é boa quando não contradiz suas experiências e 'visões' do Senhor. Essas experiências são consideradas de autoridade igual ou superior à da Bíblia. Ser uma pessoa baseada em experiências é estar aberto à enganação. A Bíblia é a âncora da alma... não nossas experiências do dia a dia. Nossas experiências vêm e vão mas a Palavra de Deus é uma base sólida.
- Pastores réprobos. É a pior variedade possível; esses homens estão na parte inferior do amontoado de estrume. Entregam-se ao mal e à falsa doutrina. Envolvem-se em relacionamentos com as mulheres da igreja e ensinam ou pregam falsas doutrinas. Os pastores réprobos também rejeitam a sã doutrina. Muitos não crêem na doutrina da Trindade, na salvação pela fé e sem a necessidade de obras, na inspiração das Escrituras, no nascimento virginal de Jesus Cristo, e em outros fundamentos da fé cristã. Também não vêem nada de errado com os sodomitas e alguns na verdade até oficiam casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Esses pastores dão muita importância aos direitos humanos e às coisas mundanas, mas são muito levianos com a Bíblia.
- Pastores que pregam sobre prosperidade. Alguns desses 'pastores' ensinam que Deus quer que todos os seus filhos sejam ricos e que uma pessoa somente adoece por falta de fé. São mundanos e extremamente interessados nos prazeres terreais. Observe-os enquanto falam e conte o número de anéis que têm nos dedos ao pedirem ofertas e dízimos para seus ministérios. Muitos têm um salário altíssimo. Por favor, não me entenda mal. Não há nada de errado em um pastor receber um salário adequado. No entanto, quando o pastor torna-se milionário e vive em uma grande mansão com as ofertas recebidas do seu 'rebanho', então é realmente um lobo mercenário interessado apenas em ganhar muito dinheiro.
- Finalmente, temos as rebeldes mulheres pastoras, que decidiram desobeder a Deus, sem temor algum. Qualquer igreja que tenha uma mulher como pastora deve ser rejeitada. Todas as mulheres pastoras ignoram ou rejeitam estes versos da Bíblia:
"A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação." [1 Timóteo 2:11-15]
As mulheres desobedientes não pensam nada da usurpação da autoridade sobre o homem. As pessoas que participam dessas igrejas estão encorajando as mulheres pastoras a continuarem em sua rebelião.
Procurando uma Igreja Para a Família
Acabamos de ver vários exemplos de 'pastores' que devem ser evitados. Com todos os lobos que estão por aí, torna-se realmente um problema encontrar uma boa igreja para a família.
O que acontece quando uma família temente a Deus quer encontrar uma boa igreja que pregue a Bíblia? Essa família quer uma boa e sólida igreja que ensine a Bíblia, onde possa ser abençoada e amadurecer em Cristo. A igreja deve oferecer coisas boas para todos na família. Isso significa uma boa programação para as crianças, e pregação da Bíblia para os adolescentes e para os adultos. Detesto dizer isto, mas esse tipo de igreja e de pastor está se tornando cada vez mais raro!
O que a família fará com todos esses maus pastores que existem por aí? Será se todos os pastores são maus? É claro que não. No entanto, a família precisará procurar muito até encontrar uma boa igreja que esteja firmada na Palavra de Deus. As boas igrejas baseadas na Bíblia estão se tornando raras nestes últimos dias. Eu diria que há uma grande fome na terra; fome da Palavra de Deus!
"Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR." [Amós 8:11]
Bem, a fome está aqui e podemos agradecer aos pastores maus, mundanos e contemporizadores pela parte que fizerem para cumprir esse versículo! Em vez de ensinar e pregar a Palavra de Deus, os maus pastores utilizam a música Rock, o ecumenismo e outros erros para encher suas igrejas.
Assim, se você ou sua família estiverem procurando uma boa igreja firmada na Bíblia, meu conselho é fazer uma boa pesquisa. Não aceite um pastor que seja liberal, que não tenha o temor de Deus, que na realidade não ama a Deus, nem a Bíblia, nem a sã doutrina. Ainda existem bons pastores e boas igrejas, mas você precisará procurar e usar seu discernimento até encontrar.
Responsabilidade Diante de Deus
Os pastores e líderes de igreja atuais têm uma tremenda responsabilidade e precisarão prestar contas de como pastorearam a igreja que estava sob seu encargo. Se o pastor permite que a palhaçada e a malignidade entrem na igreja, isso afetará o povo que Deus redimiu com seu próprio sangue de uma forma negativa, causando mundanismo, carnalidade, e o afastamento das pessoas. Um exemplo é a cena do Rock religioso. O triste fato é que essa música demoníaca nunca teria entrado nas igrejas se os pastores e líderes tivessem obedecido a Deus e fechado a porta para esse mal. No entanto, os pastores liberais que buscam agradar aos homens em vez de buscar o louvor de Deus, acham aceitável abrir as portas para todo o tipo de lixo, desde que esse 'lixo' tenha apelo popular. Bem, a música Rock certamente tem apelo popular. É errada diante de Deus, mas é muito popular nestes últimos dias. Os pastores transigentes colocaram suas Bíblias de lado e a substituiram por sermões aguados e por serviços contemporâneos com música Rock. Eles serão julgados e devem ser evitados pelo povo de Deus, que busca crescer em Cristo e agradar a Deus com seu estilo de vida!
Por outro lado, se um pastor manter o mal longe e concentrar-se em edificar o povo com a Palavra de Deus, a igreja crescerá e amadurecerá em Cristo e será uma bênção para Deus e para a sociedade. Não é a melhor coisa que um pastor pode fazer?
Pastores, 'dêem ouvidos' ao que está sendo dito. Este artigo não é algo que possa ser encarado com superficialidade ou com desdém. Encarem seu trabalho com grande temor e tremor, pois são muito responsáveis diante de Deus!
"Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho; e que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si." [Atos 20:28-30]
O senhor pastor está ciente da sua responsabilidade diante de Deus para supervisionar a igreja de Deus? Ou é um dos lobos que defraudam e fazem o povo de Deus contemporizar e se desviar? Esses versos são uma advertência aos cristãos que pastores perversos aparecerão e ferirão o povo de Deus. Os cristãos precisam saber que Deus advertiu seu povo para estar alerta com relação aos maus pastores.
O pastor não deveria ter objetivos mais elevados? Por exemplo, agradar a Deus e ser um bom mordomo em seu trabalho? Não é um objetivo melhor? No dia do julgamento, não será melhor para esse pastor se ele fez o melhor que pôde para ser um bom mordomo diante de Deus e procurou encorajar, edificar, proteger do mal, e alimentar com a Palavra de Deus a congregação que estava sob seu encargo? Não será melhor se Cristo lhe disser: "Muito bem, servo bom e fiel!". Não é um bom objetivo para um pastor ouvir essas palavras? Para mim, parece que é! Se é assim, por que então temos tantos pastores orgulhosos, transigentes, que rejeitam a sã doutrina, que não aceitam a repreensão, e que procuram agradar aos homens?
Advertências aos Pastores
Os versos seguintes são uma advertência aos pastores e líderes que não encaram seu trabalho com a devida seriedade e que não estão comprometidos com o fortalecimento e a proteção da igreja de Deus:
"Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles." [Ezequiel 22:26]
Maus pastores não são novidade para Deus! A Bíblia descreve esse tipo de líder 'religioso' em muitas passagens. Um pastor que procura agradar aos homens não faz diferença entre o santo e o profano. Rapaz, essa descrição certamente se encaixa direitinho em muitos pastores hoje! De um lado esses pastores liberais pregam sobre santidade e de outro permitem que a mocidade da igreja seja 'abençoada' com um concerto de Rock. Esses pastores liberais falam sobre assuntos neutros e caminham com pés de gato sobre a palavra de Deus. O objetivo deles é não ofender ninguém; evitam pregar sobre o sangue de Jesus, a existência do Inferno, o amor e a ira de Deus. Além disso, seria terrível se o resultado fosse uma redução nas ofertas e no número de pessoas que vêm à igreja.
No entanto, Deus atribuiu um encargo aos pastores e eles têm uma grande responsabilidade, que POUCOS encaram com a devida seriedade. A Bíblia continua:
"Contudo serão ministros no meu santuário, nos ofícios das portas da casa, e servirão à casa; eles matarão o holocausto, e o sacrifício para o povo, e estarão perante eles, para os servir. Porque lhes ministraram diante dos seus ídolos, e fizeram a casa de Israel cair em iniqüidade; por isso eu levantei a minha mão contra eles, diz o Senhor DEUS, e levarão sobre si a sua iniqüidade. E não se chegarão a mim, para me servirem no sacerdócio, nem para chegarem a alguma de todas as minhas coisas sagradas, às coisas que são santíssimas, mas levarão sobre si a sua vergonha e as suas abominações que cometeram." [Ezequiel 44:11-13]
Os pastores que não se atrevam a encarar com leviandade o encargo que receberam de Deus! Os pastores podem levar ao pecado o povo que foi resgatado com o próprio sangue de Deus. Eles serão julgados com base em como executaram seu trabalho. Hoje, entretanto, muitos pastores literalmente cometem abominação diante de Deus, rejeitando a doutrina bíblica e transigindo com o pecado. Deixe-me dizer-lhe que Deus o conhece bem, senhor pastor, e você responderá por isso! Responderá aqui na Terra e responderá na eternidade!
Em seguida, temos dois versículos muito apropriados para estes últimos dias que antecedem o retorno de Jesus Cristo. Estamos vivendo em dias de grande apostasia. Deus literalmente diz 'ai de vós'..., que encaram com leviandade sua responsabilidade e não cumprem com fidelidade o trabalho de pastor!
"Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto, assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR." [Jeremias 23:1-2]
Saibam todos os pastores liberais que aceitam o Rock and Roll e unem-se com as falsas religiões, que estão contemporizando as doutrinas bíblicas fundamentais e prejudicando o povo de Deus. Como resultado, deixe-me dizer que Deus sabe o que vocês estão fazendo e ele diz "Ai"! Sempre que Deus usa a interjeição "ai" na Bíblia, está anunciando julgamento. Deus julgará suas más obras e sua contemporização! O julgamento que cairá sobre vocês será aqui na Terra e na eternidade. Observe o que ele diz no versículo 2, "... eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR". Minha sugestão é esta: Se você não sabe encarar o trabalho de pastor com seriedade e não consegue realizar sua tarefa de uma maneira que agrada a Deus, então é melhor renunciar agora e procurar outro emprego! É uma coisa muito séria diante de Deus prejudicar, por meio do liberalismo, do mundanismo e da contemporização doutrinária, o povo que ele resgatou com seu próprio sangue.
Membros Cegos de Igrejas
Esta seção não é para os pastores liberais e que não têm o temor de Deus. É para as pessoas que participam como membros dessas igrejas e que apóiam esse tipo de pastor. A primeira coisa que observo é que muitos seguidores desses falsos pastores são elas próprias pessoas não-salvas. Elas participam da igreja apenas para ouvirem palavras agradáveis, por razões sociais, ou para fazer contatos nos negócios. Esse tipo de pessoa merece um lobo transigente como pastor.
Entretanto, existem algumas pessoas do povo de Deus que participam de igrejas em que o pastor é um dos tipos de personagem descritos neste artigo. Minha pergunta a você é: Por que está ali apoiando esse tipo de homem? Sua lealdade deve ser para o Senhor Jesus Cristo. As igrejas aparecem e desaparecem, mas o Senhor Jesus nunca muda e é totalmente confiável. Se uma igreja ou um pastor é liberal e está caminhando longe de Deus, então é seu dever sair dela e procurar uma boa igreja para você e para sua família. Não permaneça nessa igreja, mas procure e encontre uma boa igreja que pregue a Bíblia. Dê ouvidos a esse conselho, pois é importante encontrar um lugar onde você possa ser abençoado e crescer em Cristo.
Infelizmente, muitas pessoas que fazem parte do povo de Deus parecem não se preocupar e acabam continuando com um falso pastor. Existe um ditado que diz: 'Ovelhas agem como ovelhas'. Aqui está um exemplo de algumas ovelhas cegas, sem conhecimento doutrinário. Visitei uma igreja para participar de uma reunião de oração e de estudo bíblico. Ouvi um missionário da congregação negar a divindade de Jesus Cristo. Adivinha? Ninguém, exceto eu se preocupou (incluindo o pastor assistente)! Levantei minha mão e confrontei aquela pessoa, enquanto todos os demais ficaram assistindo calados. Aquilo me deixou chocado, pois não pensava que seria possível em uma igreja 'cristã'... no entanto, aconteceu.
Estes versos aplicam-se a muitos membros de igrejas:
"Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis." [2 Coríntios 11:
Muitas pessoas sofrem (toleram, suportam) os falsos mestres e as falsas doutrinas. O pregador liberal, que procura agradar aos homens, põe o povo a perder e poucos se importam. O povo simplesmente senta-se nos bancos e meneia a cabeça, vai para casa, mas volta na semana seguinte, para receber mais.
Se você não é esse tipo de pessoa e seu objetivo é agradar a Deus e crescer em Cristo, sugiro que afaste-se desse tipo de pastor. Não os encoraje, não lhes ofereça nenhum suporte financeiro, e não vá à igreja deles. Não deixe de ir à igreja, mas procure uma que tenha um pastor bom e que realmente ame a Deus.
Conclusão: Um Desafio Para Obedecer a Deus
Assim, leitor... qual é seu objetivo? Procura agradar a Deus, ou para você é mais importante contemporizar e agradar aos homens?
"Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo." [Gálatas 1:10]
Tudo realmente se resume a ser um servo de Deus e um bom mordomo das doutrinas fundamentais do cristianismo. Quando estivermos diante de Jesus Cristo, precisaremos prestar contas sobre as coisas que fizemos na terra. Ouvir o elogio "Muito bem, servo bom e fiel" não deveria ser nosso maior objetivo?
Por que um pastor se envolveria no liberalismo doutrinário e na contemporização com o mundo? Por que as pessoas participam como membros de igrejas liberais onde a Bíblia não é o fundamento? Simplesmente não faz sentido.
Acho muito importante que as pessoas tomem uma posição de um modo ou de outro. Se você é um pastor e não pode justificar seu 'ministério' diante de Deus com uma consciência limpa, então por que ainda é pastor? Não sabe que será julgado com muita severidade se ferir e desencaminhar o povo que Deus resgatou com seu próprio sangue?

"E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?" [Romanos 2:19-22]
É hora de tomar uma posição. Se você tem sido liberal, então endireite-se. Arrependa-se diante de Deus e determine no seu coração que daqui para frente será um bom mordomo. Não endureça seu coração nem recuse a correção.
"Ah SENHOR, porventura não atentam os teus olhos para a verdade? Feriste-os, e não lhes doeu; consumiste-os, e não quiseram receber a correção; endureceram as suas faces mais do que uma rocha; não quiseram voltar." [Jeremias 5:3]
Autor: Alan Yusko. Visite o site dele, Heaven Soon Data da publicação: 29/3/2001A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/yusko-5.asp

Domingo, 19 de Outubro de 2008

BARRA DE FERRAMENTA -BLOG DO ISAIAS


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Domingo, 5 de Outubro de 2008

A Nova Era no Brasil



Nova Era é um termo usado para retratar a crescente penetração do misticismo oriental e ocultista na cultura ocidental. As palavras Nova Era referem-se à Era de Aquário, na qual os ocultistas acreditam estar entrando, trazendo consigo um período de iluminação e paz. O movimento desafia a fé cristã ao promover uma grande variedade de crenças e práticas do ocultismo, incluindo a reencarnação, a astrologia e toda a sorte de adivinhação.


Um outro estudioso deste assunto acrescenta: “O movimento Nova Era é uma rede extremamente ampla, frouxamente estruturada, de organizações e indivíduos ligados por valores comuns (baseados no misticismo e no modismo – a cosmovisão de que ‘tudo é um’ ) e uma visão comum (uma ‘nova era’ vindoura, de paz e iluminação em massa, a Era de Aquário)”. [1]


Por se tratar de um país obcecado com o sobrenatural, os ensinos da Nova Era têm encontrado um terreno fértil em vários segmentos da sociedade brasileira. Há muita gente em nosso país que está disposta a crer em qualquer coisa, desde que aparentemente funcione, sem qualquer questionamento. Num excelente artigo intitulado Chega de Charlatanismo, publicado pela revista Veja, a psicóloga Vanessa Gesser de Miranda, de Florianópolis, esclarece:

A sociedade brasileira está mergulhada na maior onda de irracionalidade de que se tem notícia. Há uma curiosa necessidade de acreditar em tudo aquilo que se apresenta como uma solução mágica para os problemas. Uma atração irresistível para a alternativa mais imediata, mais fácil, a qual se aceita independentemente de um/a análise de seus resultados reais. Assim é com a política, com a economia, com a medicina e a psicologia. Acredita-se em anjos, gnomos, gurus, pedras, flores, magos, bruxas, horóscopo, tarô, runas e pirâmides. [2]


Virou moda também, em muitas empresas hoje no Brasil, selecionar candidatos através da astrologia, numerologia e grafologia, substituindo assim os tradicionais exames psicotécnicos e entrevistas. Apesar de toda esta febre esotérica no mundo empresarial, estes métodos místicos não possuem fundamento científico. Veja o que diz o jornal a Folha de São Paulo (Caderno de Empregos, 7/7/92, p.2):


Apesar de toda “embalagem científica” que muitos métodos alternativos se revestem para ganhar credibilidade, nenhum deles é aceito pela comunidade científica. A astrologia não se baseia nos procedimentos usuais das ciências físicas”, afirma Ildeu de Castro Moreira, professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para o professor de lógica da USP, Luiz Barco, 53, a numerologia não é comprovada. “Não se pode afirmar que conhecer a personalidade através da data de nascimento seja científico”.


A mídia brasileira tem propagado em grande escala as idéias da Nova Era. Quase toda semana, a revista Manchete traz alguma reportagem relacionada com o assunto. Há novelas como Mandala, Vamp, Renascer, Carmem (TV Manchete), programas de debates sobre reencarnação e misticismo. O Guia do Estudante, da Editora Abril (91/92), relaciona a astrologia, tarologia e outras profissões da Nova Era entre as carreiras promissoras para o futuro. Nem as crianças são poupadas. Revistas infantis e programas de desenhos animados na TV estão infestados dos conceitos da Nova Era. As revistas Ano Zero e Planeta são as que mais se destacam entre as várias publicações ligadas a este movimento.


OS ASTROS DA NOVA ERA


Um dos nomes mais conhecidos no Brasil é o Lauro Trevisan, padre católico de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Tem produzido muitos livros que promovem os ensinos do Movimento da Nova Era, tais como: Os Poderes de Jesus Cristo, Aquárius, A Nova Era Chegou, A Vida é Uma Festa e Jesus, Precursor e Anunciador da Nova Era. As interpretações bíblicas de Lauro Trevisan, tentando encaixar o Senhor Jesus dentro do programa da Nova Era, não refletem uma boa exegese. Uma de suas afirmações que não podemos concordar é que Jesus tornou-se o Cristo aos 30 anos, no batismo de João. Trevisan declara:



Lucas narra que, ao receber o batismo de João, desceu o Espírito Santo sobre Jesus, em forma corpórea de uma pomba, e do céu veio uma voz: “Tu és meu Filho bem-amado; eu, hoje, te gerei” (Lc 3, 21-22). Neste momento, era gerado o Cristo, o Filho de Deus. A partir deste instante, já não era mais apenas o Jesus. Era o Cristo, o Iluminado, o Messias, o Salvador. [3]

Ao Contrário do que diz Trevisan, a Bíblia afirma que Jesus já era o Cristo ao nascer, um Deus pessoal e eterno. A Palavra de Deus afirma: “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é (e não será) Cristo, o Senhor” (Lucas 2.11). Veja ainda a promessa que Deus fez a Simeão: “Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor” (Lucas 2:26).

Um outro nome de destaque no Brasil é Luiz Antônio Gaspareto, médium espírita que incorpora pintores famosos, tais como: Renoir, Portinari, Aleijadinho, Rafael, Rembrandt, Van Gogh, Picasso e outros. Foi apresentador do programa Terceira Visão, na TV Bandeirantes, alguns anos atrás. Gaspareto não é o único a pintar através da mediunidade. A Folha de São Paulo publicou uma matéria na seção Cotidiano, apresentando vários outros médiuns que afirmam incorporar pintores já falecidos.


Embora o assunto seja muito propagado e acreditado por muitos, vale a pena ouvir a opinião de Rodrigo Naves, crítico de Arte e professor do Instituto de Artes da Unicamp, registrada no artigo aqui mencionado. O Crítico diz que os quadros sugerem semelhanças muito superficiais com o estilo dos nomes que os assinam e que as diferenças são muito maiores que as ligeiras semelhanças. Naves acrescenta ainda que os quadros pintados por médiuns são obras “tão somente de má qualidade”. (7/03/1993, pp. 4-6)


Vale citar também Mirna Grizich, reconhecida como a “guru dos cristais” desde de 1980. Estudou no famoso centro de terapias alternativas, o Esalen Institute, na Califórnia, EUA. É produtora e apresentadora da Rádio Eldorado (São Paulo), Rádio Guarani (Belo Horizonte), Rádio Jornal do Brasil e Rádio Globo, do Rio de Janeiro, com programas de músicas relacionadas com a Nova Era.


Carmem Lúcia Balhestero promove a Nova Era através de vídeos e fitas cassetes. É a fundadora da Fraternidade Pax Universal e tem como guia Saint Germanin, uma misteriosa figura de um alquimista francês que apareceu em diversas épocas.


A INFLUÊNCIA EXTERNA


Alguns nomes estrangeiros têm exercido muita influência em promover os conceitos da Nova Era no Brasil. Shirley MacLaine, uma atriz de Hollywood, já visitou o Brasil, e tem vários livros traduzidos para o português: Dançando na Luz, Minhas Vidas, Não Caia da Montanha, A vida é um Palco, Você Também Pode Chegar Lá e Em Busca do Eu. Shirley MacLaine talvez seja uma das pessoas que mais tem contribuído para a divulgação da Nova Era nos dias atuais.


Fritjof Capra, com doutorado em física pela Universidade de Viena, na Áustria, é outro estrangeiro que tem vindo ao Brasil dirigir palestras, tentando passar a idéia de que existe um paralelo entre a física moderna e o misticismo oriental. Em seu livro, O Tao da Física, ela narra uma experiência que teve sentado na praia numa tarde de verão. Como físico, ele sabia que a areia, as rochas, a água e o ar eram feitos de moléculas e átomos. Capra relata:


Assim, “vi” cascatas de energia cósmica, provenientes do espaço exterior, cascatas nas quais, em pulsações rítmicas, partículas eram criadas e destruídas. “Vi” os átomos dos elementos – bem como aqueles pertencentes a meu próprio corpo – participarem desta dança cósmica de energia. Senti o seu ritmo e “ouvi” o seu som. Nesse momento compreendi que se tratava da Dança de Shiva, o Deus dos dançarinos, adorado pelos hindus. [4]



O próprio Capra declara que se tornara interessado no misticismo oriental, o que certamente o levou a ver nos átomos dos elementos a Dança de Shiva, numa experiência meramente subjetiva. Se Capra fosse interessado nos cultos afro-brasileiros, e não no hinduísmo, sua conclusão teria sido diferente. Ao invés de ver nos átomos a Dança de Shiva, ele teria visto a Dança dos Orixás.


O MAGO DA NOVA ERA


É na pessoa de Paulo Coelho que o Movimento da Nova Era tem uma de suas maiores expressões no Brasil. Coelho nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Houve um período em sua vida em que se envolveu com teatro, trabalhando como ator e diretor. Aos 25 anos, passou a dedicar-se a música e ao jornalismo, editando em 1972 a revista 2001, que retratava o pensamento da década de 70. Foi nessa época que iniciou os estudos de magia e ocultismo, que o levaram a ingressar em diversas “ordens místicas”, participando de cursos em várias partes do mundo. Em 1986, depois de percorrer a pé a rota medieval de Santiago de Compostela, escreveu o livro O Diário de Um Mago. No ano seguinte foi a vez de O Alquimista. Depois veio Brida, As Valkírias e Nas Margens do Rio Piedras Eu Sentei e Chorei. Todos estes têm estado na lista dos mais vendidos, e alguns já foram traduzidos pra diversas línguas.


Do ponto de vista bíblico, Paulo Coelho é um homem confuso espiritualmente e é lamentável que uma multidão de pessoas abrace ingenuamente suas idéias. Embora afirme ser católico romano, consegue ao mesmo tempo crer na reencarnação, crença condenada claramente pelo catolicismo. No livro As Valkírias, Paulo Coelho declara:


O Universo está povoado de anjos. São eles que nos trazem a esperança, como o que anunciou aos pastores que um messias havia nascido. [5]


Embora a Nova Era diga que muitos messias já desfilaram pelo mundo, a Palavra de Deus jamais se referiu a Jesus como um messias, mas como o Messias. Veja a declaração do apóstolo Pedro em Mateus 16.16: “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Cristo é o equivalente no grego do Novo Testamento para o termo Messias no Antigo Testamento). Em Atos 4.12, Pedro afirma ainda: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. O próprio Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14:6). Jesus não disse que era um dos caminhos, mas o caminho. Ele não é um messias, como escreveu Paulo Coelho, mas o Messias. Veja ainda Lucas 2.11 e João 4.29.



Há alguns outros conceitos (biblicamente errados) no livro As Valkírias que precisam de uma avaliação. Observe as seguintes declarações:


Todo mundo pode contatar quatro tipos de entidades no mundo invisível: os elementais, os espíritos desencarnados, os santos, e os anjos. Os elementais são as vibrações das coisas da natureza – do fogo, da terra, da água e do ar – e nós os contatamos por meio do ritual. São forças puras – como os terremotos, os raios ou os vulcões. Porque precisamos entendê-los como ‘seres’, aparecem sob a forma de duendes, de fadas, de salamandras”. [6]


A crença de que podemos entrar em contato com os elementais da natureza, tais como duendes, fadas e salamandras, não passam na verdade de apenas contos de fadas. Bem alertou o apóstolo Paulo, quando escreveu a Timóteo: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm. 4.3,4).


O interessante é que muitos pais tentam explicar aos seus filhos que fadas e duendes não existem, que não passam de fábulas. Agora, não apenas as crianças devem ser lembradas disso, mas também muitos adultos com formação universitária (e até professores de universidades!). O que Paulo disse na carta aos Romanos descreve bem essa gente: “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém”. (Rm. 1.22, 23, 25).


De acordo com As Valkírias, “os espíritos desencarnados são aqueles que estão vagando entre uma vida e outra, e nós os contatamos por meio da mediunidade” (p.71). A Bíblia condena claramente o contato com os espíritos dos que já morreram: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos” (Dt. 18.10, 11). Veja também Is. 8.19,20.


Depois, aparecem os santos. Paulo Coelho diz que eles são contatados pela oração. Observe que ele diz: “Invocamos os santos pela oração constante (...) E quando eles estão perto, tudo se transforma. Os milagres acontecem” (p. 72).

Ao contrário do que afirma Coelho, a Bíblia em nenhum lugar ensina a fazer oração às pessoas que já morreram. Tanto Maria quanto Pedro, Judas Tadeu, João e outros, não poderiam ouvir as orações feitas em diferentes partes do mundo, pois não são oniscientes e nem onipresentes. Estes são atributos exclusivos de Deus e, sendo assim, somente Ele tem o poder de ouvir tais orações. Orar aos santos é tentar comunicar-se com os mortos, algo condenado pela Bíblia e já discutido anteriormente neste trabalho.


A Palavra de Deus ensina a orar a Jesus, como Estevão em Atos 7.59, 60. A última oração na Bíblia também foi dirigida à Jesus: “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22.20). A Bíblia ensina ainda que o cristão deve orar ao Pai em nome de Jesus (João 15.16) e que “a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1.3). Veja o exemplo de oração que o apóstolo Paulo transmite aos crentes de Éfeso: “Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda a família, tanto no céu como sobre a terra” (Efésios 3.14, 15). O próprio Deus nos ordena a clamar a Ele: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33.3).


Por último, as entidades do mundo invisível, de acordo com este livro de Paulo Coelho, podem ser contatadas por meio da canalização (p. 78). Canalização é o processo onde um médium, ao entrar em transe, entra em contato com algum espírito, a consciência cósmica superior ou alguma entidade, passando a receber e transmitir as mensagens deste espírito. Não há dúvida, à luz da Palavra de Deus, de que tais entidades são demônios, como advertiu o apóstolo Paulo: Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1 Timóteo 4.1). João advertiu: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora” (1 João 4.1).


De fato, uma onda mística tomou conta do Brasil em muitos níveis e segmentos da sociedade. As religiões orientais, idéias como a da reencarnação, ufologia (discos voadores), meditação transcendental, yoga, comunicação com os mortos, duendes, gnomos, fadas, astrologia e todo o tipo de adivinhação conseguem enganar uma multidão, em pleno final do século vinte, em meio a um fantástico desenvolvimento tecnológico. Bem disse o Senhor através do profeta Jeremias: “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (2.13).


O ser humano fez tremendo progresso no campo da ciência, mas espiritualmente continua um grande fracasso, em desesperada necessidade de um relacionamento de amor e paz com o Deus único e verdadeiro por meio de Jesus Cristo, o único que tem as palavras de vida eterna (João 6.68).


1] Elliot Miller, A Crash Course on the New Age Movement, Baker Book House, Grand Rapids, Michigan, EUA, 1989, p. 15.
[2] Revista Veja. 29 de julho, 1992, p. 110.
[3] Lauro Trevisan. Os Poderes de Jesus Cristo, Livraria Editora e Distribuidora da Mente Ltda., Santa Maria, RS, 1983, p. 59.
[4] Fritjof Capra. O Tao da Física, Editora Cultrix, São Paulo, SP, 1975, 1983, p. 13.
[5] Paulo Coelho. As Valkírias, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1992, p. 38.

Sábado, 4 de Outubro de 2008

Quem é Alá

O que os muçulmanos pensam sobre o Deus da Bíblia e dos cristãos




Qual seria nossa reação ao ouvir um muçulmano afirmar que o Alá do Alcorão é o Deus da Bíblia? Apesar do pouco conhecimento que muitos possuem acerca do islamismo, não é difícil identificar as imensas diferenças que esta religião possui em relação ao cristianismo. Apesar deste abismo doutrinário que nos separa, esta é a crença islâmica: o Alá do Alcorão é o Deus da Bíblia! Nosso propósito, ao longo desta matéria, é demonstrar que isso é impossível, uma vez que o islamismo se opõe ao entendimento cristão de que há um único triúno Deus. Ressaltamos que não temos a intenção de denegrir o islamismo, mas somente expor seu entendimento sobre Deus. Ratificamos a necessidade desta abordagem em Defesa da Fé pelos seguintes fatores:



1. Há um avanço numérico islâmico. Tem sido noticiado pela imprensa que o islamismo possui muitos seguidores. Segundo Jaime Klintowitz, jornalista, o islamismo tem hoje 1,2 bilhões de adeptos.1 Isto representa um quinto da população mundial. O mesmo artigo informa que o islamismo governa cinqüenta países do mundo.2

2. Há um ardor missionário islâmico em ação e um ataque do islamismo contra as doutrinas cristãs. Sabemos que o islamismo esforça-se por difundir sua doutrina em todo o mundo livre. Isto é facilmente visto pelas mesquitas construídas e inúmeros livros escritos e publicados ao redor do mundo. Há nas últimas páginas do livro Islamismo Mandamentos Fundamentais, de Mohammad Ahmad Abou Fares, 25 fotos de mesquitas construídas no Brasil. Tem sido observado por nós que onde há uma mesquita há também um esforço de proselitização, o qual se dá por meio de distribuições de livros religiosos islâmicos e doações do Alcorão. Neste contexto, o islamismo se opõe às doutrinas cristãs por meio de regulares publicações.3

Uma precaução necessária

Para não criarmos problemas de comunicação, é importante esclarecer em que sentido usaremos a palavra Alá ou Alah, termo usado para Deus na língua árabe, tanto no Alcorão quanto na Bíblia. Se fôssemos ler em árabe o famoso versículo do evangelho de João: “Deus amou o mundo de tal maneira”, seria: “Alá amou o mundo de tal maneira” (Jo 3.16). Nosso problema não está no uso da palavra Alá, mas em entendermos se o Alá do Alcorão é o Alá da Bíblia.

Se faz necessário uma breve definição do que queremos dizer por Deus, como uma unidade absoluta no islamismo e como uma unidade composta no cristianismo. Sem isto, o entendimento do texto, para quem não está familiarizado com a doutrina da Trindade, ficará difícil. Por ora, basta afirmar que, segundo autores islâmicos e o Alcorão, Deus, no islamismo, é uma unidade absoluta, ou seja, há um único ser divino, em uma única essência divina. Por outro lado, Deus, no cristianismo, é uma unidade composta, ou seja, há só um Deus, mas três pessoas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, em uma única essência divina. Neste caso, as Pessoas são inseparáveis e indivisíveis, por isso que há um único triúno Deus.

Passemos, então, à explanação de como o islamismo crê que Deus é.

Se o Alá do Alcorão é o mesmo da Bíblia, ficamos, então, com o dilema de como pode um Deus triúno (unidade composta) ser o mesmo Deus que não é triúno (unidade absoluta). Os muçulmanos resolvem este problema negando a autenticidade da Bíblia e se apoiando nas instruções do Alcorão.


No verso 46 do Sura 29, lemos o seguinte: “E não disputeis com os adeptos do Livro4, senão da melhor forma [...] Dizei-lhes: Cremos no que nos foi revelado, assim como no que vos foi revelado antes; nosso Deus e o vosso são Um e a Ele nos submetemos” (grifo do autor).


Como podemos ver, não é incomum os muçulmanos pensarem que a Bíblia testifica do mesmo Deus que o Alcorão, pois este conceito fica claro nesse verso, por meio da expressão: Nosso Deus e o vosso são Um e a Ele nos submetemos.


Além disso, crêem que os personagens bíblicos Abraão, Ismael, Isaque, Jacó, Moisés, Jesus, entre outros, eram muçulmanos (Sura 2:136).

O professor Samir El Hayek, responsável pela versão do Alcorão em português, a qual é utilizada nesta matéria, expressa a mesma idéia: “Abraão, Ismael, Isaac, Jacó e as tribos (destes, Abraão tinha aparentemente um livro — versículo 19 da 87ª Surata — e outros seguiam sua tradição), Moisés e Jesus, deixando cada um deles uma escritura... Não fazemos distinção entre qualquer um desses (profetas). Sua mensagem (no essencial) foi uma só (ou seja, Abraão, Ismael, Isaac, Jacó, Moisés e Jesus pregaram uma única mensagem, que era a islâmica), e isso constitui a base do Islam” (último parênteses do autor).5 Sendo assim, teriam pregado o conceito islâmico de Deus.

Outro destacado pensador islâmico, Mohamad Ahmad Abou Fares, ao mencionar um trecho do Alcorão (Sura 4:150-152), confirma esta mesma idéia: “Estes versículos e muitos outros contidos no Alcorão nos ensinam a grande religião: a religião de Deus é uma só... desde de o início da criação até hoje... e até o fim!”6 (grifo do autor). A idéia que Fares procura provar é a de que cristãos e muçulmanos servem o mesmo Deus, e isto desde o princípio.


Ahmed Deedat, outra autoridade islâmica, também tenta provar que o Alcorão está certo quanto ao seu Alá ser o mesmo Deus da Bíblia. Faz isso citando uma nota de rodapé da Bíblia The New Scofield Reference Bible. Publicou a primeira página da The New Scofield Reference Bible, na qual se encontra a nota de rodapé nº 1, que diz: “Eloim (às vezes El ou Elah), na forma inglesa Deus (God), o primeiro dos três nomes primários da divindade, é um substantivo uniplural formado por El =forte e Alah = jurar, se obrigar por voto, implicando em fidelidade. Esta unipluralidade implícita no nome é diretamente afirmada em Gênesis 1.26 (pluralidade), e no verso 27 (unidade). Veja também Gênesis 3.22. Assim, a Trindade é latente em Eloim”.7

Deedat usa essa nota de rodapé como um argumento para sustentar o que se encontra em diversos textos do Alcorão (Suras 2:136, 138-140; 4:150-152; 29:46), ou seja, cristãos e muçulmanos adoram o mesmo Deus. Faz isso porque a palavra Alah foi mencionada na nota. Reconhecemos que a nota da Bíblia The New Scofield Reference Bible faz bem ao mencionar a palavra Alah, pois Elohim é o plural de Eloah, do verbo alá em hebraico, que significa ser adorado, ser excelente, temido e reverenciado. No entanto, destacamos que se Eloim, plural de Eloah, que vem do verbo alá, é uma evidência de que cristãos e muçulmanos servem ao mesmo Deus, segundo Deedat, então o Deus alcorânico deveria ser uma unidade composta, como indica a palavra Eloim, plural de Eloah, e como explicou Scofield em sua nota de rodapé: “El =forte e Alah = jurar, se obrigar por voto, implicando em fidelidade. Esta unipluralidade implícita no nome é diretamente afirmada em Gênesis 1.26 (pluralidade), e no verso 27 (unidade). Veja também Gênesis 3.22. Assim, a Trindade é latente em Eloim.” Contudo, ele usa de seletividade para com a citação e ignora o fato de que a nota claramente ensina que o Deus verdadeiro é uma unidade composta, o que, por sinal, é bem antiislâmico.

Diante da enfática exposição desses testemunhos que concordam que o Alá do Alcorão é o Deus da Bíblia, e considerando muitos outros que foram aqui omitidos, ratificamos a necessidade de conhecermos qual é o entendimento islâmico sobre Deus, e como, neste contexto, os muçulmanos negam as doutrinas basilares da fé cristã. Entretanto, antes de fazê-lo, é importante entender o que levou Maomé a pregar o monoteísmo absoluto islâmico, rechaçando a doutrina da Trindade. Para tanto, precisamos saber o que significa shirk, conhecimento que nos dará base para entendermos o contexto no qual surgiu a crença islâmica de Deus. Passemos a defini-lo.

Como shirk é definido

Shirk é atribuir associado ou parceiro a Alá, ou seja, considerar algo ou alguém que não tem natureza divina como Deus e adorá-lo como tal. Este é o único pecado no islamismo que não tem perdão: “o homem se tornou culpado de shirk, adorador de ídolos”.8 Em outras palavras, adoração a ídolos (politeísmo) é shirk, pois é o mesmo que associar ou atribuir um parceiro a Alá, considerando-o Deus, quando esse não o é.


No Alcorão está claro que shirk é imperdoável, conforme vemos autenticado: “Deus jamais perdoará a quem lhe atribuir parceiros (associados); porém, fora disso, perdoa a quem lhe apraz. Quem atribuir parceiros a Deus comete um pecado ignominioso” (Sura 4:48; grifo do autor). Tal como este, outros textos participam da mesma concepção (Sura 4:116; 5:172).


John Gilchrist, pesquisador do islamismo, entende que a maior barreira entre os cristãos e os muçulmanos é o fato de que para o islamismo os cristãos cometem shirk ao adorarem Jesus, pois no entendimento islâmico, Jesus é apenas um profeta, e não Deus encarnado. Neste caso, isto seria associar alguém, uma criatura de Alá, a Alá, adorando-o como Deus, quando essa criatura ou alguém não seria Deus.


Gilchrist explica que a raiz da palavra parceiro é a mesma da palavra shirk, a saber yushraku.9 Segundo ele, os cristãos cometem shirk numa perspectiva islâmica, pois o Alcorão condena o entendimento cristão de que Jesus é o Filho de Deus (Sura 10:68). Os muçulmanos pensam que os cristãos associaram ou atribuíram Jesus a Alá, quando aquele (Jesus) era um mero mensageiro deste (Alá). Na verdade, sabemos que Jesus é eterno e nunca foi associado a Alá. Deus é triúno de eternidade a eternidade.

Os árabes pré-islâmicos eram idólatras
Os árabes pré-islâmicos criam que Alá tinha filhos e filhas. Estes eram deuses e deusas, ou gênios e gênias, que descendiam de Alá. Como seus descendentes possuíam natureza divina, por isso eram adorados como divindades por eles. Contudo, numa perspectiva islâmica, isto era o mesmo que associar ou atribuir parceiros a Alá. Temos suficiente informação no Alcorão sobre os árabes pré-islâmicos nesses termos, ou seja, eram idólatras e cometiam shirk.

No Sura 53:19-23, temos a menção de três deusas adoradas no período pré-islâmico: Al- Lát, Al-Uzza e Manata. Pensavam que estas eram filhas de Alá: “Considerai Al-Lát e Al-Uzza. E a outra, a terceira deusa, Manata. Porventura, pertence-vos o sexo masculino e a Ele o feminino? Tal, então, seria uma partilha injusta. Tais (divindades) não são mais do que nomes, com que as denominastes, vós e vossos antepassados [...] Não seguem senão as suas próprias conjecturas e as luxúrias das suas almas, não obstante ter-lhes chegado a orientação do seu Senhor!” (Maomé teria, então, trazido a orientação do seu Senhor contra o entendimento errado da idolatria); parênteses do autor.

O entendimento islâmico presume que Deus não tem nenhum Filho, porque Alá não faz sexo. Veja o Sura 6:100-102: “Mesmo assim atribuem como parceiros a Deus, os gênios, embora fosse Ele quem os criasse; e, nesciamente, inventarem-lhe filhos e filhas [...] Originador dos céus e da terra! Como poderia ter prole, quando nunca teve uma esposa, e foi Ele quem criou tudo o que existe, e é Onisciente? Tal é o vosso Deus, vosso Senhor! Não há mais divindade além dele, Criador de tudo! Adorai-o, pois, porque é o guardião de todas as coisas” (grifo do autor).


O entendimento islâmico presume que Deus não tem nenhum Filho, porque Alá não faz sexo. Veja o Sura 6:100-102: “Mesmo assim atribuem como parceiros a Deus, os gênios, embora fosse Ele quem os criasse; e, nesciamente, inventarem-lhe filhos e filhas [...] Originador dos céus e da terra! Como poderia ter prole, quando nunca teve uma esposa, e foi Ele quem criou tudo o que existe, e é Onisciente? Tal é o vosso Deus, vosso Senhor! Não há mais divindade além dele, Criador de tudo! Adorai-o, pois, porque é o guardião de todas as coisas” (grifo do autor).


Na prática, segundo esse texto, os seres (gênios) seriam deuses parceiros de Alá, aos quais os pré-islamicos atribuíram como parceiros a Deus, por serem seus descendentes e, por isso, foram condenados por Maomé como idólatras.

Como, então, o entendimento pré-islâmico pensava em Deus como alguém que tinha filhos e filhas conforme Maomé anunciava o monoteísmo, esses islâmicos achavam que ele (Maomé) tivesse sugerindo que todos os deuses formassem um só, como se fosse possível somá-los em um (Sura 38:5). Contudo, Maomé anunciava-lhes que havia somente um Deus e, neste sentido, o islamismo é semelhante ao cristianismo, pois prega a existência de um único Deus e condena a idolatria, mas, apesar dessa semelhança, Maomé ensinou que Deus não é triúno e, por isso, existe uma grande tensão entre o islamismo e o cristianismo. Munidos desse contexto, passemos agora a considerar alguns fatores que evidenciam que o Alá do Alcorão não é o Deus da Bíblia.

O Alá do Alcorão não teve filho

Começamos pelo Sura 112: “Dize: Ele é Deus, o Único. Deus! O Absoluto! Jamais gerou ou foi gerado! E ninguém é comparável a Ele!”. Hayek diz o seguinte sobre esta passagem alcorânica: “A natureza de Deus é nos aqui, indicada em poucas palavras, de maneira que possamos entender [...] Ele é Uno e Único, o Uno e Único, a quem devemos adorar; todas as outras coisas ou entidades em que ou em quem pudermos pensar são as suas criaturas, de maneira nenhuma comparáveis a Ele [...] Ainda mais, não devemos pensar que Ele teve um filho ou um pai, porquanto isso seria querer imputar-lhe qualidades materiais, ao formarmos um juízo dele”.10

Ainda nesse contexto, o Sura 19:35 diz o seguinte: “É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja! Quando decide uma coisa, basta-lhe dizer: Seja!, e é”. Hayek, ao comentar este verso, mais uma vez explica que Deus não pode ter um filho, porque não faz sexo: “Gerar um filho é um ato fisiológico que depende das necessidades da natureza animal do homem. Deus, o Altíssimo, é independente de todas as necessidades, e é derrogatório atribuir-lhe tal ato”.11

Percebemos que esse entendimento é fruto do desconhecimento da doutrina cristã. Perguntamos: quem afirmou que Jesus é Filho de Deus em termos carnais? É abominação e blasfêmia também para os cristãos imaginar que Jesus é Filho de Deus nessa condição. Não deveria haver tal barreira entre o cristianismo e o islamismo, pois este não é o ensino cristão sobre a filiação de Jesus. De fato, os cristãos não ensinam que Deus precisa fazer sexo para ter um filho, assim como não precisa de mãos para segurar, de pés para andar ou de pulmão para respirar e viver.


Mas como, então, os muçulmanos enfrentam as afirmações bíblicas que legitimam a filiação de Jesus? Ahmed Deedat alista algumas passagens, tais como Gênesis 6.2,4 (os filhos de Deus casaram-se com as filhas dos homens), Êxodo 4.22 (Israel é filho de Deus), Salmo 2.7 (Davi como filho de Deus) e Romanos 8.14 (os filhos de Deus são guiados pelo Espírito Santo), por meio das quais afirma que Jesus era Filho de Deus de uma maneira metafórica, como Israel, Davi e outros na Bíblia.12 Assamad interpreta as mesmas passagens concluindo que Jesus era Filho de Deus no sentido que era próximo de Deus pelo amor, assim como qualquer homem pode ser filho de Deus.13


Como podemos ver, as duas argumentações só provam que há mais de um uso para a expressão filho de Deus na Bíblia sem considerarem as passagens que definem Jesus como Filho de forma especial e única, nas quais Jesus é revelado como tendo a mesma natureza do Pai, assim como igualdade. Logo se percebe que tanto Assamad como Deedat não compreendem os vários significados bíblicos da expressão Filho Deus.

A idéia de que Jesus era um mero homem, um mensageiro (profeta), um ser criado, não divino, também é vista na citação, por parte de Ahmed Deedat, dos Suras 3:47 e 3:59. Fez isso para embasar sua opinião, como muçulmano, de que Jesus fora criado: “Este é o conceito islâmico do nascimento de Jesus. Pois para Deus criar um Jesus, sem um pai, basta simplesmente desejar. Se ele quiser criar um milhão de Jesus, sem pais, basta Alá desejar”.14


Deedat parece estar convencido de que Jesus não é Deus, pois entende que Ele nunca se declarou como tal. Procura provar sua opinião citando João 10.23-36 para explicar que Jesus é um com o Pai (v. 30), mas, segundo seu entendimento, somente em propósito. Jesus não seria Filho de Deus de uma maneira especial, como se fosse Deus, ou tivesse reivindicado sê-lo.15 No entanto, Deedat cai em contradição quando reconhece que o entendimento dos cristãos e dos judeus, quanto ao episódio da passagem, é claro. Ou seja, Jesus reivindicou ser Deus ao dizer que era um com o Pai, com a diferença de que os judeus não aceitaram isto, mas os cristãos, sim: “Os cristãos concordam com os judeus, Jesus realmente fez tal reivindicação (ser Deus); mas diferem nisto, não era blasfêmia para os cristãos, porque crêem que Ele é Deus”.16 A contradição de Deedat demonstra que no fundo ele sabe que Jesus realmente se declarou Deus! Ora, se Jesus nunca se declarou Deus, como judeus e cristãos entenderam isso? Como vieram a discordar desse ponto, se não houve reivindicação por parte de Jesus?


Assamad igualmente parece convencido de que Jesus não é Deus, pois Ele orava a Deus Pai e, nesse sentido, era como qualquer outro homem, como qualquer criatura de Deus, por isso conclui que Jesus não podia ser Deus encarnado: “Ele falava de Deus como meu Pai e vosso Pai, e meu Deus e vosso Deus (Jo 22.17). Essas palavras de Jesus relatadas na Bíblia demonstram que Jesus tinha a mesma relação com Deus que qualquer outro homem. Ele era uma criatura de Deus [...] Em sua agonia na cruz, Jesus exclamou: ‘Eloi, Eloi, lamma sabachthani?’. Que quer dizer: ‘Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?’ (Mc 15.34)”.


Segundo Assamad, jamais tais palavras, proferidas na cruz por Jesus, poderiam ser pronunciadas por Deus, por isso diz: “O que temos aí é o grito de um homem indefeso e agonizante dirigido ao seu Criador e Senhor”.17 Cita então diversas passagens bíblicas em que Jesus orava, concluindo que Ele não podia ser Deus e que nada sabia sobre a Trindade pelo fato de ter sido sua prática a oração (Mc 1.35; Lc 5.16; Jo 17.3).

O aparente problema apontado por Assamad, por meio do qual tenta provar que Jesus não era divino, pois orava a Deus Pai, de fato não o é, pois havendo três pessoas na Divindade, uma fala com a outra, não só durante a encarnação, mas também antes e depois da mesma. Na realidade, podemos verificar grande semelhança entre o seu argumento e os das testemunhas-de-jeová, as quais, tal como Assamad, procuram intensificar a questão atacando a divindade de Jesus à luz das limitações decorrentes de sua encarnação.

Declaram que Jesus, pelo fato de ter sido homem, não podia ser Deus encarnado. É Claro que um ser humano se alimenta e passa por todas as vicissitudes decorrentes de sua natureza. Como homem, Jesus era tão humano como qualquer outro ser humano. Todavia, isso não consiste em prova de que não podia ser uma das pessoas da Divindade que se encarnou. Fez isso por um certo tempo, para que, assim, se cumprisse toda a Escritura e pudesse haver salvação para o homem. Não obstante, possuía natureza divina, mesmo que, voluntariamente, tivesse se limitado na manifestação de seus atributos divinos. Não há, no genuíno entendimento cristão, conflito no fato de Jesus, sendo Deus, ter-se tornado homem, mesmo que para isso tivesse se limitado, por um certo tempo, na manifestação plena dos atributos divinos.

O Alá do Alcorão não é triúno

Uma vez que Alá no Alcorão é uma unidade absoluta, é de se esperar que a doutrina da Trindade fosse claramente condenada no Alcorão. Há passagens no Alcorão que claramente se opõem à Trindade.

Hayek, ao comentar o Sura 2:135 (“Disseram: Sede judeus ou cristãos, que estareis bem iluminados. Responde-lhes: Qual! Seguimos o credo de Abraão, o monoteísta, que jamais se contou entre os idólatras”), disse o seguinte sobre a Trindade: “Os judeus, embora orientados quanto à Unicidade, procuraram falsos deuses, e os cristãos inventaram a Trindade ou a copiaram da idolatria”.18 Podemos ver, pelo comentário de Hayek, que o islamismo condena a Trindade, pensando ser ela o mesmo que idolatria. Percebemos que os posicionamentos islâmicos são profundamente antagônicos ao cristianismo.

Vejamos o que diz o Sura 5:73: “São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o um da Trindade! Porquanto não existe divindade além do Deus Único...” (grifo do autor). Veja também o Sura 4:171. Ressaltamos, porém, que os cristãos não crêem que Deus seja o um de uma Trindade, como se duas outras Pessoas tivessem sido associadas a Deus, mas ao contrário, crêem que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um e somente um Deus, pois há somente uma essência divina; cada uma das Pessoas é Deus e possui a totalidade da essência divina; as Pessoas são eternamente inseparáveis e eternamente unidas nessa única essência divina; cada uma das Pessoas possui a mesma dignidade das outras duas, e, portanto, conseqüentemente cada uma das Pessoas são idênticas em essência, vontade, propósito, poder, eternidade e nos demais atributos. Sendo assim, a Surata 5:73 não faz referência ao entendimento bíblico e cristão de Deus.


Além desse erro de interpretação da Trindade por parte dos muçulmanos, existe a possibilidade de Maomé ter confundido o ensino cristão da Trindade com o triteísmo do Pai, Maria e Jesus. Se isto ocorreu, há a possibilidade de Maomé ter condenado a Trindade por causa de um entendimento errôneo, pois até mesmo os cristãos condenariam veementemente a Trindade nesses termos. Como teria ocorrido isso? Há dois versos que indicam que Maomé pensava que Maria também tinha natureza divina.

Citamos aqui o Sura 5:116, no qual se lê que: “E recorda-te de que quando Deus disse: Ó Jesus, filho de Maria! Fosse tu quem disseste aos homens: Tomai a mim e minha mãe por duas divindades, em vez de Deus?” (grifo do autor). Veja também o Sura 5:75. Aqui, constatamos, havia a crença ou o entendimento de que os cristãos adoravam Jesus e Maria como pessoas da Trindade.

Há duas possibilidades de como Maomé se convenceu de que a crença da divindade de Maria era aceita por cristãos. Talvez obteve este conhecimento por meio de uma obscura seita cristã chamada Collyridians, cujos adeptos adoravam Maria e lhe ofereciam um bolo em devoção chamado Collyris.19 Ou simplesmente o obteve por meio do que pensou ser verdade, segundo as aparências, pois alguns cristãos veneravam Maria em suas expressões populares de fé de tal maneira que poderia ter-lhes parecido que a divindade de Maria era uma doutrina cristã, o que é contrário ao ensino bíblico sobre ela.20

De qualquer maneira, o entendimento islâmico inicial quanto à Trindade, segundo antigos comentaristas islâmicos, supunha que essa fosse composta de Deus, Maria e Jesus: “Estes versos (Sura 5:75 e 5:116) são explicados pelo comentarista Jalalu’din e Yahya como sendo a resposta de Maomé à declaração que ouviu de certos cristãos de que há três deuses, a saber: o Pai, Maria e Jesus (Tisdall, The Original sources of the Qur’an)”.21 Outro grande comentador, Zamakhshari, também concorda que o Alcorão ensina a suposta crença cristã de que Deus, Cristo e Maria são três deuses, e que Cristo é o filho de Deus por Maria.

Assim, segundo Jalalu’din, Yahya e Zamakhshari, era isso que Maomé condenava, e não a doutrina como a conhecemos. O fato de Deus ser uma unidade composta não faz dele três deuses.22 Se pudéssemos remover esses mal-entendidos, então o islamismo veria que o cristianismo também prega o monoteísmo. Agora, passaremos a expor, brevemente, essas discordâncias doutrinárias.

Equívocos islâmicos na interpretação da Bíblia


1. Imaginar que a Trindade foi retirada da idolatria ou inventada pelo homem. De fato, a doutrina da Trindade é revelada implicitamente no Velho Testamento e explicitamente no Novo Testamento. A Bíblia e os cristãos que a seguem se opõem à idolatria, totalmente. As evidências bíblicas das Escrituras quanto à divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo são tantas que não podemos dizer que a doutrina da Trindade foi inventada pelos homens, ou copiada da idolatria. Temos também as evidências de que Deus é uma unidade composta nas Escrituras. Como, então, a doutrina teria sido retirada da idolatria ou inventada pelo homem? Será que isso não é uma tentativa para justificar o Alcorão? Aparentemente sim.


2. Imaginar que Jesus foi associado a Alá. Não é verdade que os cristãos crêem em Deus como o um de uma Trindade. Não é assim que a Bíblia revela Deus. Ele é sim uma unidade trina, composta de três Pessoas, que é eterna. Jesus, por isso, nunca foi associado a Deus. Ele é eternamente Deus. Nunca, no entanto, houve um momento em que Jesus deixasse de ser Deus para depois passar a ser associado a Deus. Os cristãos nunca cometeram shirk. Jesus é eternamente Deus.


3. Atacar a divindade de Jesus, tendo como base sua encarnação. Se a Bíblia revela que o Messias seria Deus em carne, quem somos nós para negar isto? Quem somos nós para limitar Deus naquilo que Ele quer e pode fazer? Certamente que para o Deus do impossível é possível voluntariamente se limitar em um corpo humano, se assim o desejar. A encarnação de Jesus não prova que Jesus não é Deus, e não nos dá base para rejeitarmos a Trindade. Ela simplesmente mostra que Deus, voluntariamente, se limitou em um corpo humano para morrer pelo homem que se havia perdido. Contudo, após sua exaltação, não possui limitações de um corpo humano. Somente assim Jesus poderia dizer que estaria onde dois ou três estivessem reunidos em seu nome. Ele está agora no pleno exercício da manifestação de seus atributos.


4. Ignorar todos os sentidos da expressão Filho de Deus na Bíblia. Por causa disso crêem que Jesus não é o Filho de Deus, pois Deus não faz sexo. Não é isso que os cristãos ensinam. Sabemos que a expressão Filho de Deus tem um sentido natalício, messiânico, assim como retrata um relacionamento filial entre Jesus e o Pai. Todavia, um de seus sentidos evidencia que Jesus se autodeclarava Deus, quando aplica a expressão para si, reivindicando igualdade e unidade com o Pai (Jo. 5:18-28; 8:28, cf. Jo 8.24,52-58). Há muitas passagens para fundamentarmos esse ponto em termos bíblicos. Certamente que nunca foi ensinado pelo cristianismo que Deus fez sexo com Maria, querendo, com isso, justificar o uso da expressão Filho de Deus. De onde será que o islamismo tirou tal idéia? Por que ainda a propaga? Certamente que esse não é o ensino cristão a respeito da expressão Filho de Deus.


5. Confundir a doutrina da Trindade com o triteísmo do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Afirmam que a doutrina da Trindade divide a deidade em três Pessoas divinas, separadas e distintas — Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. Isso seria triteísmo: três Pessoas distintas e separadas em três essências. Nós, cristãos, porém, não cremos assim, antes, que Jesus ensinou a unidade das Pessoas em uma única essência divina, ou seja, em uma unidade trina. De tal maneira que as pessoas são inseparáveis, mesmo internamente, na única natureza divina existente. Veja os seguintes textos bíblicos para a divindade de Jesus e sua unidade com o Pai em uma mesma essência: João 1.1,14,18; 5.18-28; 8.24,28,52-58; 10.30-38; 14.7-11. Como disse Jesus: se não pudessem crer no que Ele dizia, que cressem por causa das obras que Ele realizava: João 10.30-38; 14.11, entre suas realizações, sua ressurreição: João 2.18-22; 8.28, por meio da qual ficaria evidente que Ele era (e ainda é) auto-existente, eterno, com poder sobre a morte e, de fato, podia oferecer vida eterna ao que nele cresse: João 8.51.


6. Imaginar que a Trindade pudesse ser composta do Pai, de Maria e do Espírito Santo. Nunca passou pela cabeça de nenhum erudito cristão essa possibilidade. A doutrina da Trindade é baseada nas Escrituras, e estas não ensinam a Trindade dessa maneira. Vemos pelas Escrituras que Maria foi uma mulher escolhida por Deus, mas, como todas as criaturas, era apenas um ser humano.


O Alá do Alcorão não é o Deus da Bíblia!


À luz da revelação bíblica e alcorânica, afirmamos que:

Alá não é o mesmo Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia é triúno, o do Alcorão não. Alá se define como uma unidade absoluta, mas o Deus da Bíblia como uma trina unidade composta. Alá não possui um filho, o Deus da Bíblia sim. Alá ataca, por meio do Alcorão, a doutrina cristã de Deus e a Divindade e a Filiação de Jesus, porém, estas foram reveladas, ao longo da história, por Deus nas Escrituras Sagradas, a Bíblia, por meio de suas muitas evidências.

Respeitamos as convicções islâmicas num contexto de liberdade religiosa, mas lamentamos que sua doutrina de Deus, tal como se apresenta no Alcorão, ataca a cristã. Percebemos que os muçulmanos não assimilaram, como convém, a doutrina bíblica de Deus. Atacam-na, mas não a compreendem. Não conseguem perceber que Deus se revelou ao homem como triúno. É lamentável que imaginem que Deus só pode ter um filho se fizer sexo. Não é nesse sentido que Jesus é Filho de Deus, como já afirmamos.

Costumo dizer que podemos passar uma eternidade discutindo doutrina, provavelmente não chegaremos a nenhum lugar. Contudo, nosso desejo é que os muçulmanos possam ter um encontro vivo e real com Jesus. Isto é possível, pois Ele ressuscitou, venceu a morte, portanto, pode se manifestar a todo aquele que crê. Só Ele pode perdoar pecados e salvar, pois para isto morreu pelo homem. Contudo, o homem, criado por Deus, precisa crer e clamar, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Não é preciso palavras quando há um encontro com o Jesus ressurreto, pois Ele ainda tem o mesmo poder transformador manifesto durante sua encarnação terrena.

Fazer um texto abordando as diferenças doutrinárias entre os cristãos e os muçulmanos não significa que não amamos os seguidores do Islã. Ao contrário. Nós os amamos e sabemos que o Senhor é poderoso para se revelar a eles.

Oremos pelos muçulmanos, e não nos deixemos levar pelos nossos preconceitos.

Notas:

1 Klintowitz, J. Islã: a derrota do fanatismo, revista Veja, São Paulo: Editora Abril, 1º de março de 2000, p. 46.2 Ibid., p. 46.3 Dr. Maurice Bucaille, A Bíblia, o Alcorão e a ciência. Abul Hassam Annaduy, O Islam e o mundo. Ulfat Aziz Assamada, Islam e cristianismo. Mohamad Ahmad Abou Fares, Islamismo Mandamentos Fundamentais.4 Nesse momento, vale a pena esclarecer o que significa adeptos do Livro, pois esta expressão aparece com certa freqüência no Alcorão. Esta se refere a judeus e cristãos, como explica Ahmed Deedat: “Adeptos do Livro é um título muito respeitável pelo qual judeus e cristãos são tratados no Santo Alcorão. Em outras palavras, Alá está dizendo – “Ó pessoas instruídas!” “Pessoas com uma Escritura”, (Deedat, A. Christ in Islam. RSA, Islamic Propagation Centre, 1983, p. 32).

5 Hayek, S. El. O Significado dos Versículos do Alcorão Sagrado. Brasil, MarsaM Editora Jornalística, 1994, p. 21.6 Fares, M. A. Islamismo Mandamentos Fundamentais. Brasil, Editora Gráfica e Editora Monte Santo, p. 152.7 Deedat, A. What Is His Name. RSA, Islamic Propagation Centre International, 1997, p. 28.8 Maududi, A. A. Para Compreender o Islamismo. Brasil, Centro de Divulgação do Islã Para América Latina, 1989, p. 96.9 Gilchrist, J. The Christian Witness To The Muslim. RSA, Roodepoort Mission Press, 1988, p. 326-327.10 Hayek, S. El. O Significado dos Versículos do Alcorão Sagrado. Brasil, MarsaM Editora Jornalística, 1994, p.757.11 Ibid., p. 351.12 Deedat, A. Christ in Islam, RSA, Islamic Propagation Centre International, 1983, p. 28-29.13 Assamad, U. A. O Islam e o Cristianismo. Brasil, Editora Makka, 1991, p. 44-45.14 Deedat, A. Christ in Islam, RSA, Islamic Propagation Centre International, 1983, p. 24-25.15 Deedat, A. Christ in Islam, RSA, Islamic Propagation Centre International, 1983, p. 37.16 Ibid., p. 38.17 Assamad, U. A. O Islam e o Cristianismo. Brasil, Editora Makka, 1991, p 39.18 Hayek, S. El. O Significado dos Versículos do Alcorão Sagrado. Brasil, MarsaM Editora Jornalística, 1994, p.20.19 Gilchrist, J. The Christian Witness To The Muslim. RSA, Roodepoort Mission Press, 1988, p. 318.20 Ibid., p. 319.21 Ibid., p. 318.22 Ibid., p. 318















Domingo, 21 de Setembro de 2008

MOTIVOS PARA O TERRORISMO NO FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO

Desde o dia 11 de setembro, quando ocorreu o maior ataque terrorista da historia as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, nunca se viu uma tentativa tão insistente por parte da liderança islâmica em mostrar ao mundo que a sua religião não patrocina o terror e muito menos defende o uso da violência contra os não-muçulmanos. Através dos meios de comunicação, os muçulmanos afirmam que ações de como a que ocorrreu nos Estados Unidos não fazem parte da visão islâmica de conversão dos ‘infieis’ e não são modelo de oposição aos que não apóiam o islã no mundo.
É verdade que muitos muçulmanos não compartilham desta visão de Jihad1, principalmente os mais intelectuais e transculturados, como é o caso do moderado Mohammad Kathami, primeiro- ministro do Irã, que conduz, mesmo sob forte oposição dos religiosos, uma reforma social nunca vista desde a revolução fundamentalista do Aiatolá Komeini.
Mas, por outro lado, torna-se dificílimo ver o islamismo com bons olhos. Isto porque a responsabilidade de aproximadamente 50% dos atentados terroristas em todos os cinco continentes do mundo, com milhares de vítimas, é de grupos islâmicos fundamentalistas, que reivindicam a autoria dos crimes. E contam com o apoio dos governos dos Estados islâmicos, como Argélia, Iraque, Irã, Arábia Saudita, Afeganistão, Indonésia, Líbia e Mauritânia, entre outros.


E mais. Os atos terroristas que apavoram o mundo é visto pela grande maioria da população dos países islâmicos não como uma ação criminosa hedionda, mas como uma defesa, um ato altruísta, e os suicidas envolvidos nestas ações passam a ser mártires, jamais assassinos. Quando se viu nos noticiários o julgamento e a condenação desses radicais e seguidores. Ou, quando se viu uma campanha oficial desses países para conter os movimentos radicais?
O fato de que quase a metade, aproximadamente, dos atentados terroristas em todo o mundo ser de origem ideológica muçulmana nos leva a algumas perguntas: Há alguma ligação entre o terrorismo e o islã? Há algum apoio direto ou indireto para este tipo de ação? Por que tanto ódio contra países cristãos e a cristãos residentes nessas nações? Por que as nações árabes mais fundamentalistas são responsáveis pelas maiores agressões aos direitos humanos? Seria isto apenas uma coincidência?
É preciso conhecer a história do islamismo e a sua doutrina para que estas perguntas sejam respondidas apropriadamente. Ainda que apenas algumas delas, pois jamais haverá respostas para todas. Cremos, no entanto, que, com algumas 'evidências' encontradas na história de Maomé (Mohammad) e no próprio Alcorão, um feixe de luz é lançado nestas questões.

Maomé e os conflitos que envolvem sua história

Durante o período em que Maomé falou acerca da sua nova religião, considerando-se um profeta, ele foi duramente perseguido e odiado por muitos de Meca (cidade onde nasceu em 25 de abril de 571 da era cristã), pois a sua mensagem era oposta às religiões politeístas do povo daquela região e época.

Houve uma grande perseguição contra o "profeta" inclusive um grupo tentou tirar-lhe a vida, mas ele mais uma vez conseguiu escapar 2. Após dura perseguição em Meca, alguns dos seus seguidores foram enviados para refúgio na Etiópia. Outros seguiram para uma cidade mais ao norte, Yathiib, onde as pessoas de duas tribos árabes queriam que Maomé fosse também o profeta deles.

Durante o período em que Maomé viveu em Meca, antes da fuga para Medina, ele não recebeu nenhuma mensagem de ‘Allah’ permitindo a guerra. E, apesar do risco de vida e da vigilância constante dos primeiros muçulmanos para guardá-lo, inclusive sob vigilância armada, a ordem de Deus em Meca foi para que ele fosse paciente e não usasse de violência para com os seus opositores.



Mas logo após, segundo os muçulmanos, a guerra foi sancionada por ‘Allah’ em Medina, havendo debate entre os próprios muçulmanos sobre qual capítulo do Alcorão realmente retratava esta primeira ordem divina para o uso da forca3.
Algo curioso que pode ser percebido claramente nos relatos da vida de Maomé, e que demonstra que ele era um estrategista, é que, apesar da violência constante dos habitantes de Meca contra ele e seus seguidores por um período de aproximadamente 13 anos, não vemos nenhuma ação de Maomé contra seus inimigos, a não ser quando chegou em Medina, onde possuía mais seguidores dispostos a segui-lo na guerra. E foi justamente isso que fizeram, por volta do ano 630 AD. Ele retorna a Meca e, numa luta armada, toma a forca a cidade do poder Coreishe.

Apesar de ouvirmos muçulmanos constantemente afirmarem que só agem em defesa própria, a historia do ‘profeta’ demonstra que não é bem assim. Maomé revidou os agressores quando possuiu um número suficiente de guerreiros.

Um caso bastante conhecido pelos próprios muçulmanos é a morte de Abu Afak, um judeu de 120 anos que tinha criticado abertamente Maomé. Após sentir a forma resistente que Abu Afak se lhe opunha, Maomé perguntou: "Quem tratará com este desonesto por mim? Imediatamente Salim B. Umayr seguiu em frente e matou-o".4

Abu Afak, pela sua atitude crítica, teve um fim trágico, sendo assassinado por Salim lbn Umayr, um dos seguidores de Maomé, enquanto dormia, e isso com o consentimento do próprio profeta.5

Outros casos como a morte de Abu Afak e de uma mulher chamada Asma D. Marwan, assassinada por Umayr Adiy AI-Khatrrú, entre outros, estão registrados por Abdullah lbn Abbas em seu livro "The Hadith of ABU Dawud Book 38, nº 4348".

muçulmanos de grupos como o Al Quaed, de Osama bin Laden, oabu Nidhal (grupo extremista palestino fundado em 1974 por Sabri AI Banna Ramas), o Hezbollah (movimento radical libanês que emergiu nos anos oitenta e cuja açao se baseia na doutrina do Aiatolá Khomeini, visando destruir a influência ocidental no mundo islâmico) e o Jihad Islamica (grupo fundamentalista egípcio que visa derrubar o regime de Hosni Mubarak e criar, em sua substituição, um Estado Islâmico).


Como é possível uma religião que diz hastear a bandeira de paz e da boa convivência com os não-islâmicos perseguir e maltratar milhares de pessoa em todo o mundo? Não há um paralelo entre o comportamento dos atuais muçulmanos e a historia do fundador do islamismo?
Qual foi a atitude de Jesus Cristo diante de seus inimigos? "Como uma ovelha muda, foi conduzido diante dos seus agressores” (Is 53.7). Como o Senhor reagiu a atitude de Pedro quando este agrediu Malco, servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha com um golpe de espada (Lc 22.50)?

O aumento de agressividade registrado no alcorão


No Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, encontram-se as seguintes declarações:

“Combatei-os ateh sufocar a intriga e fazer com que o culto seja totalmente a Deus...” (Surata 8:39)

“Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai-os idolatras onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os, espreitai-os; porem, caos se arrependam, observem a oração e paguem o tributo, deixai-os em paz. Sabei que Deus eh indulgente, misericordiosíssimo” (Surata 9:5 – grifo nosso).

“O crentes, em verdade os idolatras são imundos. Que depois deste ano não se aproximem da Sagrada Mesquita!... (Surata 9:28).



“Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem se abstém do que Deus e Seu Apostolo proibiram, não professam a verdadeira religião daqueles que receberam o livro, até que eles, submissos, paguem o tributo” (Surata 9:29).

“O crentes, que vos sucedeu quando foi-vos dito para partirdes ao combate pela causa de Deus e vos ficastes apegados a terra?... Se não marchardes para o combate, Ele vos castigará severamente...” (Surata 9:38,39).

"Quer estejais leve ou fortemente armados, marchai para o combate e sacrificai vossos bens e pessos pela causa de Deus!..." (Surata 9:41).

E quando vos enfrentardes com os incrédulos, em batalha, combatei-os até que os tenhais dominado, tomai os sobreviventes como prisioneiros... quanto àqueles que houverem sido mortos pela causa de Deus, Ele jamais desmerecerá suas obras" (Surata 47:4).

O que dizer de textos como esses? Qual a interpretação pacifista que poderia ser aplicada a sentenças tão severas e explícitas como essas? É certo que a grande massa popular muçulmana leva ao pé da letra essas ordenanças corânicas, e o resultado é tudo isso que estamos vendo.




Maomé ensinou aos seus seguidores que judeus e cristãos deveriam pagar a ‘Jizya’ (uma taxa imposta para que todos os não-muçulmanos pudessem viver segurança' do Islã). Todos eles deveriam se converter à mensagem proclamada por Maomé, caso contrário seriam mortos. Era necessário que pagassem uma quantia estipulada para que pudessem ter seus 'direitos' mantidos pelo profeta e por seus seguidores, que, se encontravam em uma situação favorável e ideal para impor o que desejassem aos 'infiéis' e 'idólatras'.

Devemos entender um pouco o contexto no qual esta revelação fora dada a Maomé. Na ocasião, o 'profeta' havia entrado em acordo com várias tribos árabes, e algumas delas abraçaram sua mensagem, outras, no entanto, simplesmente não a aprovaram. Então, mais uma vez, as coisas mudaram, daí a permissão de 'Alláh' para a perseguição contra os idolatras árabes. Ate então, muitos desses árabes possuíam um relacionamento amigável com os muçulmanos, apesar de não acatarem a mensagem pregada por eles. Mas, devido ao fato de o relacionamento entre os árabes e os muçulmanos não ter redundado em submissão total daqueles a mensagem desses, o acordo fora quebrado e, mais uma vez, vimos, de forma clara, o alto preço pago pela insubmissão e incredulidade: a morte.7

O terrorismo imposto aos apostatas
Alem da opressão e ameaças para os de fora, um outro aspecto histórico e doutrinário bem definido no islamismo eh o preço que se paga pelo abandono da fé muçulmana. Na mensagem de Maomé, eh equivalente à perda total do valor espiritual.

O alcorão traz uma declaração sobre o assunto:

“...Os incrédulos, enquanto podem, não cessarão de vos combater, ate vos fazerem renegar vossa religião; porem, aqueles dentre vos que renegarem a sua fé e morrerem incrédulos desmerecerão suas obras neste mundo e no outro, e serão condenados ao fogo infernal, onde permanecerão eternamente.

“Aqueles que creram, migraram e combateram pela causa de Deus poderão esperar d’Dele a misericórdia, porque eh Indulgente, Misericordiosissimo (Surata 2:217,218).

Embora não vejamos nesse texto do Alcorão nenhuma ordem para assassinar qualquer pessoa que abandone a mensagem do islã, ele, no entanto, nos mostra algo de suma importância para a compreensão da questão relacionada a apostasia entre os muçulmanos. Vemos, de forma clara, que o ‘profeta’ incentiva os fieis a permanecerem no Islã, pois renegá-lo seria equivalente a condenação no inferno, onde ficariam para sempre!

Em um outro livro islâmico, lemos: “Um muçulmano é considerado um apostata quando nega total e categoricamente um preceito pela religião islâmica, como a pratica da oração, o jejum, a peregrinação, o pagamento do tribuno, a proibição da ingestão de bebidas alcoólicas e a alimentação com carne suína”.

Os jurisprudentes opinam que, se o apostata tiver duvida no tocante à sua conversão, os sábios devem sanar-lhe a duvida, indicando-lhe o caminho da razão e dando-lhe a oportunidade de refletir. Se ele se arrepender, o seu arrependimento deverá ser aceito. Se persistir no erro, porém, devera ser punido, se for homem, com a morte. Os jurisprudentes baseiam sua sentença nas palavras do 'profeta': "Matai aquele que renegar a sua religião".

Em relação à mulher, caso ela venha cometer o mesmo erro, a opinião de alguns . jurisprudentes é de que ela também seja punida com a morte', e se baseiam na generalidade da tradição anterior, cujo significado abrange homens e mulheres. Todavia, o Imame Abu Hanifa não concorda com essa sentença. Ele diz: "A mulher apóstata não dever ser punida com a morte, mas deve ser aprisionada até que se convença de seu erro, ou até que pereça naturalmente...” Contudo, deduzimos que a opinião geral da jurisprudência islâmica aprova a execução do muçulmano apóstata, seja homem ou mulher8.

Esta é a face mais cruel e desumana de uma religião: vetar aos seus membros o direito de renegá-la, sob pena de morte. Trazer uma mensagem de paz e tolerância aos povos, impondo-lhes a sua opinião e fazendo que sua vida tenha pouco valor não tem muito significado ou razão de ser.

Tudo isso nos faz pensar sobre a atitude do próprio Jesus Cristo (que é citado no Alcorão) ao ser traído por um dos discípulos após uma convivência de aproximadamente três anos. Qual foi exatamente a sua resposta ao ato de Judas Iscariotes? Ele mandou que os outros discípulos o matassem por apostasia? Ou simplesmente ofereceu-lhe o perdão, chamando-o de amigo (Mt 26.49-50)?
Segundo o dicionário Aurélio, terrorismo é : “Modo de coagir, combater ou ameaçar pelo uso sistemático do terror”. O que sinceramente temos visto em todas essas citações de fontes islâmicas desde o inicio?
A passividade do terrorismo no Islã
Após analisarmos, ainda que resumidamente, a historia muçulmana e a origem da violência nas comunidades islâmicas do passado, conduzidas pelo ‘profeta’ Maomé, podemos entender um pouco a questão do terror nos paises que hoje tem sido vitimas dessa ação estúpida e inconseqüente.


Como falamos no inicio, cerca de 50% dos atentados terroristas ocorridos em todo o mundo tem sua origem nos grupos explicitamente islâmicos, o que certamente tem muito a ver com a própria cronologia dessa religião e suas conquistas a base da espada, inspiradas em seu fundador. Os muçulmanos, inclusive, dizem que a referencia do Salmo 45.2-5 é uma citação ao’profeta’ Mohammad, que afirmam ser o ‘Profeta da Espada’.

Vimos na revista Veja, edição de 08/08/2001, o relato dos crimes cometidos pelo iraniano Saeed Haanayi: assassinou, a sangue frio, cerca de dezesseis prostitutas. Apesar da barbárie cometida por esse fanático, ele tem sido considerado um herói pela próprias autoridades da cidade em que os crimes foram realizados. Na referida revista, Saeed aparece segurando uma arma na mão e o Alcorão na outra.

Em julho de 1991, um muçulmano assassinou Hitoshi Igarachi, um japonês que traduziu o livro “Versos satânicos” no Japão. Um líder islâmico se pronunciou dizendo que aprovava o que havia sido feito, pois Hitoshi insultara a fé.

Estes não são fatos isolados dentro dos paises de governos muçulmanos. A igreja cristã está sendo ferozmente perseguida, na sua maior parte, em nações islâmicas, como podemos constatar na lista editada pela Missão Portas Abertas (ver pp. 24 e 25).Os muçulmanos não aceitam, de nenhuma forma, uma convivência pacífica com outros grupos que professam fé diferente da deles, e seguem realizando sua Jihad. Isto é, sem dúvida, fruto da visão de expansão da fé muçulmana ensinada, desde os primórdios do islamismo, pelo 'profeta' Maomé.
Qual é a visão do Islã hoje?

"Graças a Deus, senhor do universo e que a paz esteja com o profeta Mohammad e seus familiares e companheiros. A pessoa que se concentra sobre o mundo muçulmano de hoje fica chocado e deprimido... Uma parte dos filhos dos macacos e dos porcos mata nossos irmãos na palestina nas mesquitas! Agridem a imunidade sagrada da mesquita de Al Aksaa em Jerusalém! Não distinguem entre crianças, mulheres ou velhos.

O mundo árabe e islâmico e todo o resto da comunidade internacional esta em absoluto silencio a respeito deste crime. Achamos que é nosso direito perguntar:

“Qual o fator que fez os muçulmanos ficarem em silencio deste jeito?



“Para responder a esta pergunta é imprescindível ler a historia, voltar para as nossas origens, e retirar lições e exercícios de civilidade e amor a verdade.

“Nesta historia vamos encontrar varias crises que se abateram sobre os muçulmanos... os muçulmanos em todas as ocasiões venceram seus inimigos... Khaled Iben Al Walid, um dos comandantes do exercito muçulmano na época do profeta, ele dizia para os inimigos: ‘Vim para o combate com homens que amam a morte como vocês amam a vida’.

“Pois a nação Mujahidah, que luta pela causa de Deus não conhece o cansaço, mas se apaixona pelo martírio e defende sua terra e seus locais sagrados.

“O profeta Mohammad (Saw) disse para os seus companheiros e para a nação islâmica: ‘caso vocês deixem o Jiha, a luta, Deus mandara um opressor para vocês ate o dia do juízo final’. O profeta alertou sobre uma doença de nome ‘Wahn’, que significa a fraqueza. O profeta traduziu a palavra ‘Wahn’, da seguinte maneira: ‘O amor pela vida mundana e o ódio a morte’.

“A nação islâmica de hoje gosta da vida mundana e odeia a mote... Esta eh a doença... Meus irmãos muçulmanos, o que podemos esperar da opinião publica internacional?

“O mundo se cala quando morrem crianças palestinas todos os dias...

“Mas o mundo se movimenta quando morre um judeu agressor, que deixou o seu pais na Europa ou América do Sul e foi ocupar terras alheias, a terra palestina...

“O mundo não vai se movimentar para nos apoiar, se nos não apoiarmos uns aos outros.

A nossa alternativa é o nosso retorno a Deus, a crença sincera em nossos direitos e a luta por estes direitos através de todos os meios disponíveis.

"Esta deve ser a nossa paz e que digam o que quiserem sobre nós... e que (Deus) amaldiçoe os sionistas usurpadores e que com todos vocês".

São essas as partes mais importantes da mensagem pregada em 17108/01 por Khaled Tky El Din Rizk e reproduzidas em várias mesquitas do mundo inteiro ao proclamar o povo muçulmano a lutar pelos seus 'direitos'. Apesar de todo discurso de paz dos muçulmanos que temos ouvido nos meios de comunicação, é exatamente o contrário que temos percebido na prática.

Os judeus são chamados de 'filhos dos macacos e dos porcos', os muçulmanos devem 'amar a morte' e serem 'apaixonados pelo martírio'. São induzidos a alcançar seus direitos através de todos os meios disponíveis. E interpretam o Jihad como uma luta, e não como um 'esforço', como constantemente é pregado pelos professores e intelectuais para suavizar os ouvintes e não causar impactos negativos. O objetivo é alcançar mais seguidores para o islamismo.
A recompensa o terrorismo
Depois de pregação de uma mensagem como essa, divulgada em todo o mundo, da para imaginar o impacto causado na mente dos milhões de muçulmanos que a ouviram?

O que esta por trás do fanático heroísmo demonstrado por verdadeiros batalhões de homens e crianças que se preparam para morrer pela crença islâmica? Que ‘galardão’ lhes esta proposto a ponto de fazerem do próprio corpo um veiculo para a catástrofe de pessoas inocentes?

A tradução da palavra Islã é resignação ou submissão – a doutrina de Maomé. Espera-se que o Islã ganhe, finalmente, o mundo, então todos serão julgados por Ala. Enquanto o muçulmano deve ser submisso a Ala e ao profeta, através de seus escritos no Alcorão, o mundo deve resignar-se e submeter-se também ao Islã. Os meios podem incluir a força, a violência e a morte. As constituições das nações árabes estão alicerçadas nas crenças do islamismo.

A tradução da palavra Islã eh resignação ou submissão – a doutrina de Maomé. Espera-se que o Islã ganhe, finalmente, o mundo, então todos serão julgados por Ala. Enquanto o muçulmano deve ser submisso a Ala e ao profeta, através de seus escritos no Alcorão, o mundo deve resignar-se e submeter-se também ao Islã. Os meios podem incluir a força, a violência e a morte. As constituições das nações árabes estão alicerçadas nas crenças do islamismo.
Os muçulmanos com ao morrerem, vão para uma espécie de estágio int diário aguardar o juízo final, ocasião em que Alá decidirá o destino eterno de cada um. Por outro lado, os mártires da luta religiosa, ou guerra santa, e aqueles que morreram pela causa, vão diretamente para o céu, um paraíso de prazeres. A vida, em um paraíso celestial é o ideal islâmico, a recompensa! Diante das dificuldades, limitações e miséria em que vive a maioria, e em especial as facções radicais, o paraíso soa como um oásis em um deserto desesperador.

Existe um contraste entre esta vida e a vida futura, nos jardins de Alá. Enquanto a abstinência social, sexual e material é enfatizada do lado de cá, o oposto é oferecido para os que partem - especial e principalmente para os mártires! Diferente dos demais muçulmanos, que aguardam em um estágio intermediário, o mártir tem passaporte garantido, sem fila de espera! Não ficarão aguardando, em alguma câmara intermediária. Aquilo que se caracterizaria uma vida de luxúria neste mundo será a recompensa para os mártires. O texto sagrado e demais comentários islâmicos transmitem um pomposo conceito de vida pós-morte.

Os mártires são servidos de frutas. Não terão necessidade de plantar ou colher. Tudo já está preparado por jovens formosos. A regalia é infinita, regada de bebidas aromáticas. Os utensílios do paraíso são de pedras e metais preciosos. A infinita calmaria somente é quebrada pela presença incessante de moças virgens. O deleite sexual apresentado é bem diferente do perfil da mulher muçulmana, que precisa cobrir todo o rosto e o corpo. Enquanto a mulher muçulmana, nas facções radicais, não pode estudar ou trabalhar fora de casa, as moças do além são o divertimento celestial. O número de tais beldades pode chegar a cem.

Reposta cristã aos muçulmanos

O ideal cristão é que nos amemos uns aos outros, assim como o Mestre e Senhor Jesus nos amou, doando a sua vida pelo próximo (Jo 13.34), e não tirando a vida de inocentes, usando qualquer meio de violência (Mt 26.52). Esse amor somente é possível porque Deus, o verdadeiro Deus, é amor (lJo 4.8). E o amor de Deus foi de uma grandeza infinita que Ele trouxe seu Filho unigênito ao mundo (Jo 3.16). Esse amor também nos capacita, por meio de Cristo Jesus, que nos da a liberdade de chamar Deus de Pai (Mt 6.9; Rm 8.15). O evangelho produz fruto e não radicalismo e racismo. Produz o verdadeiro fruto pelo Espírito Santo (GI 5.22,23). O verdadeiro Deus não está distante de seu povo, mas habita com o homem (Ef 2.22; Ap 21.3).

O evangelho de Cristo atravessa todas as culturas do mundo sem destruí-las. Não é um evangelho de usos e costumes, mas de fé e vida cristã (Mt 24.14). O evangelho respeita as autoridades governamentais (Rm 13. 1) mesmo aquelas que dificultam a divulgação da Palavra de Deus. O evangelho é pregado com fervor, mas com espírito conciliador e manso (1 Pe 3.15,16). O cristão espera um galardão, mas este galardão não é carnal, imoral; antes, é espiritual, segundo o caráter do Filho de Deus (Rm 8.29).


O verdadeiro paraíso é o céu bíblico e cristão. Não é um lugar de orgia, mas de santidade (Ef 5.5). O cristão tem paz com Deus (Ef 4.7). E o testemunho do Espírito Santo em seu coração testifica que ele é filho de Deus (Rm 8.16). O cristão não tem temor de ser esquecido ou rejeitado por Deus por causa de algum capricho. Não! O Deus v é fiel (1 Co 1.9). O evangelho não é austero. Pelo contrário, ensina ao cristão a usufruir as boas coisas da vida, desde que esteja atento ao bom juízo (Ec 19.11). Finalmente, o evangelho ensina a vencer o mal com o bem (Rm 12.21).

Jesus, o Messias, e aquele que cura os doentes e ressuscita os mortos (ver Surata 3:45 e 5:1 1 0) ama profundamente os muçulmanos. E neste momento em que o mundo nutre ódio por eles o Senhor lhes dirige um olhar de ternura, convidando-os para seus braços: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Quando foi que Maomé proferiu palavras como estas, ditas por Jesus? Assim, jamais ele (Maomé) pode ser maior que Jesus, o Filho amado de Deus.

Satanás tem erguido muitas muralhas para impedir que os muçulmanos abram o coração para o evangelho de Cristo. Barreiras políticas e nacionais foram criadas entre os cristãos e os muçulmanos através da história. Além disso, as Cruzadas Católicas dos séculos 11 e 13 formaram feridas profundas de amargura nos árabes e mancharam o cristianismo na visão dos muçulmanos.

Oremos pela Igreja em todo o mundo, especialmente para a que se encontra em nações muçulmanas.

Oremos para que a Igreja tenha força, coragem, determinação, ousadia e proteção para os crentes.

Oremos pelos perdidos. Muitos muçulmanos estão se aproximando do Senhor por meio de sonhos e visões.

Oremos por uma revelação divina aos líderes-chave dos muçulmanos para que eles vejam Jesus como Ele realmente é.Oremos por misericórdia para as nações em conflito e pelos refugiados de guerra.

Logo virá o Príncipe da Paz, Jesus Cristo nosso Senhor. Então, o mundo será governado num reino tranqüilo: "Justiça e juízo são a base do seu trono; benignidade e verdade vão adiante de ti" (Si 89.14). E "Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça'(2 Pe3.13).OREMOS PELOS MUÇULMANOS!

Maranata!

Notas:

1 Jihad é o termo árabe que pode ser traduzido por esforço pela causa santa do Islã, inclusive a luta armada, se preciso for.Mohwmad, o mensageiro de Deus. Certo de divulgação do Islã para América Latina, pp.150,1512 lbidem, pp. 172,1733 The life of Mohammad, p.6754 Book Of The Major, Classes (Vol.ll)- p.325 Alcorão Sagrado, versão portuguesa diretamente do árabe por Samir El Hayek, diretor, do Centro lslâmico do Brasil e coordenador dos assuntos lslamicos da América Latina, Tangará-Expansão Editorial S. A, 2a. edição 19776 The life of Mahammad, p.6737 Os direitos humanos no Islã. Centro de divulgação do Islã para a América Latina, pp.25 e 26















































































Domingo, 14 de Setembro de 2008

Maçonaria






Profanação no templo






O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o irmão “experto” toca-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte interrogatório.


O Venerável pergunta:– Vês alguma coisa, senhor?

A resposta do profano é imediata:– Não, senhor.

O Venerável prossegue:– Sentes alguma impressão?

Profano:– O contato de um objeto aguçado sobre o peito.

Venerável:– A arma cuja ponta sentes simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de nós, senhor?
Profano:– Ser recebido maçom.
Venerável:– E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?

Profano:– Sim, senhor.

Venerável:– Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível... Se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.

Depois de submetido a muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que devem ter em cima a espada. À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouvem o seguinte juramento:

“Eu, (nome), juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que sempre ocultarei e nunca revelarei qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro também ajudar e defender meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no Brasil o Grande Oriente do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens. Amém”.

Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso. Deitado no chão, sobre um pano preto, deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º Experto. Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do Venerável:

“Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos de inimigos irrecon-ciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que violeis vosso juramento”.1

Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria.

Daí a pergunta que não quer calar: “Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus? Como imaginar até mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico? Como congregar, sob o mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Grande Arquiteto do Universo’? Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?”.

Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu?

Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Grande Arquiteto do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã, como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer. Com a substituição do nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu? E se porventura os hindus permitissem ao cristão participar da liturgia, dos rituais e fazer as orações hindus em nome de Jesus, tal adoração tornar-se-ia cristã?
Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte:

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).

Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria, embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora. Como referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial. A análise que faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos (2Tm 3.16,17).
O presente artigo nada mais é do que uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma pessoa poder conciliar ou não o cristianismo e a maçonaria. E também para saber se, ao abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.

Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).

Um pouco sobre a maçonaria

Segundo afirmações dos próprios maçons, a maçonaria não é uma sociedade secreta. “Isso é calúnia dos adversários”, apregoam. Dizem, ainda, em alto e bom som, que a maçonaria é discreta, não secreta. Na Constituição do Grande Oriente do Brasil, art. 17, onde se especifica os deveres das lojas, sob a letra p vem a seguinte norma: “nada expor, imprimir ou publicar sobre assunto maçônico, sem expressa autorização superior da autoridade a que estiver subordinada, salvo Constituições, Regulamentos Gerais, Regimentos Particulares, Rituais, Leis, Decretos e outras publicações já aprovadas pelos Poderes competentes. Toda e qualquer publicação atentatória dos princípios estabelecidos nesta Constituição ou da unidade da Ordem sujeitará os seus autores às penalidades da Lei”.

É rigorosamente proibido aos profanos (não-maçons) tomar parte nas sessões comuns das lojas, como está relatado no art.19, parágrafo único, da Constituição: “As oficinas, sob nenhum pretexto, poderão admitir em seus trabalhos maçons irregulares; deverão identificar os visitantes pela palavra semestral”.

Com essas declarações de documentos oficiais autênticos, chegamos à conclusão de que a maçonaria é uma sociedade verdadeiramente secreta, no sentido próprio da palavra.

Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria?

Para ser aceito na maçonaria, o profano tem de observar alguns deveres preestabelecidos:

1. “Reconhecer como irmãos todos os maçons regulares e prestar-lhes, e também às suas viúvas, ascendentes ou descendentes necessitados, todo auxílio que puder;

2. Freqüentar assiduamente os trabalhos das oficinas; aceitar e desempenhar, com probidade e zelo, todas as funções e encargos maçônicos que lhe forem confiados, além de esforçar-se pelo bem da Ordem em geral, da pátria e da humanidade;

3. Satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;

4. Nada imprimir nem publicar sobre assunto maçônico, ou que envolva o nome da instituição, sem expressa autorização do Grão Mestre, salvo quando em defesa da Ordem ou de qualquer maçom injustamente atacado;

5. Ajudar e proteger seus irmãos em quaisquer circunstâncias e, com risco da própria vida, defendê-los contra as injustiças dos homens;

6. Manter sempre, tanto na vida maçônica como no mundo profano, conduta digna e honesta, praticando o bem e a tolerância, respeitando escrupulosamente os ditames da honra, da probidade e da solidariedade humana, subordinando-se com-preenssivamente às disposições legais e aos poderes maçônicos constituídos;

7. Amar os seus irmãos, mantendo bem alta a flama da solidariedade que deve unir os maçons em toda a superfície da terra”.2

Entre os deveres aqui enumerados, temos de acrescentar o que consta no art.1, parágrafo 1, letra g desta mesma Constituição onde se encontra o “requisito essencial” para os profanos, candidatos à iniciação, sem o qual não serão aceitos: “não professar ideologias contrárias aos princípios maçônicos e democráticos”. Se ele infringir essas normas, o art. 32, nº 13, confere ao Grão Mestre Geral, ou ao seu substituto legal, a atribuição de “suspender, com motivos fundamentados, para que sejam eliminados pelos Poderes competentes os maçons que professarem ideologias ou doutrinas contrárias aos princípios da Ordem e da Democracia”.

Assim, como o cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de loja? No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para cristianismo:

“A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá”.3

Como podemos ver nessa de-claração, a maçonaria não adota o cristianismo e, conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus. Negar a crença no Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.) é impedimento absoluto para a iniciação na maçonaria4, entretanto, é indiferente a crença em Jesus Cristo ou em Buda. Ainda que em seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se dirigem a Deus mediante a Cristo. Diante disso, o verdadeiro cristão não pode aprovar semelhante abstração do cristianismo e muito menos conviver com esse tipo de coisa.

As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles não são a mesma pessoa. Por exemplo: Brahma, o deus hindu, engloba em si o bem e o mal; Alá, o deus do islamismo, dificilmente perdoa; mas Yahweh, o Deus dos cristãos, é um Deus zeloso (Êx 34.14).

Algumas religiões são politeístas, ou seja, têm vários deuses (como a dos egípcios e a dos gregos). Outras são monoteístas (como o judaísmo e o cristianismo). Os hindus acreditam na reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal. Os cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações. Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um só?

O sistema maçônico, especialmente o Rito Escocês Antigo e Aceito, pode ser chamado de “deísta”, ou seja, considera a existência de um deus impessoal, destituído de atributos morais e intelectuais, confundindo-se com a natureza5. Os deístas limitam a participação de Deus à criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais.6 Esse sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere permanentemente no destino da humanidade.

Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino: “Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de ‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é Deus”.7

Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32.1-10; Ne 9.6-31). O Deus da Bíblia é pessoal e único. Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores. Mas o Deus das Escrituras não aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não existem outros deuses (Sl 115. 2-9). O nosso Senhor não aceita concorrência e estabelece que sejamos fiéis ao seu nome: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “... guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor teu Deus temerás, a Ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6.12-14).

O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (Mt 12.30), disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os mandamentos maçons. Não é possível ser maçom verdadeiro e regular e, ao mesmo tempo, cristão autêntico e convicto.

A maçonaria é uma religião?

O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17, letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: “observar cuidadosamente tudo quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem”.

Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, temos a seguinte definição: “culto prestado a uma divindade...”. Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo”8. Com isso fica provado que o que acontece dentro da loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.).

Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, ‘construir para Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus”.9 Vejamos ainda o que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: “A ma-çonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?... É exatamente isso que a Loja faz”.10

Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.

Diante de tudo o que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações? As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?

Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da maçonaria não estão com as mentes fechadas? Ou será que escondem que a maçonaria é uma religião para que possam infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que freqüenta duas religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.

Os praticantes da maçonaria

Sabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso. A loja recebe muçulmanos, espíritas, budistas, entre outros, como membros. E também satanistas, magos e bruxos, inclusive nos mais altos graus. Nomes como Aleister Crowley, Albert Pike, Lynn F. Perkins (fundador da Nova Era), Jorge Adoum (Mago Jefa), Charles W. Leadbeater e o mágico Manly P. Hall11 constam de sua lista de participantes.

William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria. Para ele, o G.A.D.U. era o próprio Lúcifer (o diabo). Com o tempo, ele descobriu outros satanistas que também faziam parte do grupo12. Parece difícil conciliar cristãos e satanistas sob o mesmo teto, mas isso realmente acontece na maçonaria. Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana:

“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é imponente... Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal”.13

No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia os homens! Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr 31.3). E ainda: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.), que na maçonaria pode ser o próprio diabo?
O valor da Bíblia

Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: “A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela”14. Para a maçonaria, a Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso). Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos. Além disso, segundo a doutrina maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.

Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo... Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum... Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria...”.15 Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: “Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria Maçonaria”.16

Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja17, a opinião dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, “... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21).

A Bíblia é a revelação de Deus aos homens!

Uma questão de escolha

Ser religioso não significa apenas freqüentar um local para prestar culto. É muito mais que isso. Ser religioso é seguir fielmente a doutrina que professa. Se a pessoa crê em Cristo, deve ser de Cristo. Se acredita no Alcorão, deve ser islâmica. Não importa se o caminho que escolheu é certo ou errado. Deve ser firme, convicta. Lembremo-nos do que Cristo disse em Mateus 12.30: “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.

Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes em suas Igrejas e ajudam os pobres. Publicamente louvam a Deus, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do pentagrama e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.

É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos cristãos ainda insistam em ser maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus. Ao invés de buscarem a união na Igreja, insistem em ser causa de divisão (Ef 4.3). Muitos demonstram e chegam a declarar abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na loja. É mesmo o fim dos tempos. Quantos estão apostatando da fé. Suas mentes estão cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).
A verdade é que os maçons têm a maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como uma religião, freqüentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram nessa entidade “paz” e “comunhão” que não encontraram na Igreja!18 Mas será que o mundo pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá? O que Jesus diz em João 14.27?

A Palavra de Deus afirma que aquele que não concorda com as sãs palavras de Cristo é causador de questões e contendas (1Tm 6.3-5). Se a maçonaria se torna, cada vez mais, motivo de confusão e controvérsia entre os irmãos cristãos, por que insistir nessa dissensão? “Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1Co 14.33). Dissensões e facções são obras da carne (Gl 5.19-21). O cristão que abraça a maçonaria escandaliza outros irmãos e coloca dúvidas nos recém-convertidos, que se confundem com opiniões divergentes dentro da Igreja.

O cristão maçom não leva apenas problemas para a Igreja, mas também para a sua casa. Ao chegar da loja, não pode contar nada do que aconteceu lá. É uma situação difícil para o lar cristão: o marido escondendo coisas da mulher. A esposa é aquela para quem ele jurou fidelidade e lealdade. É a sua companheira até que a morte os separe que não pode saber o que ele está fazendo fora de casa. Além da esposa, os filhos e outros familiares passam a viver em um ambiente de mistério e segredos. E isso não agrada o nosso Deus, que quer que sejamos sinceros e falemos sempre a verdade.

Os enigmas de Sansão trouxeram sérios problemas para a sua vida familiar (Jz 14.10-14). Não podemos nos esquecer disso!

GRAUS DO RITO ESCOCÊS



LOJA OU GRAUS SIMBÓLICOS1. Aprediz2. Companheiro3. MestreGRAUS CAPITULARES4. Mestre Secreto5. Mestre Perfeito6. Secretário Íntimo7. Chefe e Juiz8. Superintendente do Edifício9. Mestre Eleito dos Nove10. Ilustre Eleito dos Quinze11. Sublime Mestre Eleito12. Grande Mestre Arquiteto13. Mestre do Arco Real de Salomão14. Grande Eleito Maçon15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada16. Príncipe de Jerusalém17. Cavaleiro do Leste e Oeste18. Cavaleiro da Ordem Rosa CruzGRAUS FILOSÓFICOS19. Grande pontífice20. Grande Ad-Vitam21. Patriarca Noachita ou Prussiano22. Cavaleiro do Machado Real23. Chefe do Tabernáculo24. Príncipe do Tabernáculo 25. Cavaleiro da Serpente de Bronze26. Príncipe da Misericórdia27. Comandante do Templo28. Cavaleiro do Sol29. Cavaleiro de Santo André30. Cavaleiro CadoshGRAUS SUPERIORES31. Inspetor Inquisidor32. Mestre do Segredo Real33. Grande Soberano Inspetor Geral

SÍMBOLOS DA MAÇONARIA
ESQUADRO Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.

ESQUADRO Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.

NÍVEL Representa a igualdade. Todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.

PRUMO Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.

CINZEL Sugere o trabalho inteligente.Instrumento manejado pelo aprendiz com a mão esquerda. Como o cinzel é uma ferramenta que exige uma participação de outra (o malho), representa a inteligência humana, que isolada nada constrói.

PENTAGRAMA Representação de um homem de pé com as pernas abertas e os braços esticados: indica o ser humano e a sua necessidade de ascensão.

COLUNAS São três colunas no templo maçônico.Uma significa o lado masculino, a força; a outra o feminino, a beleza; a terceira, a sabedoria.

SOL É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.

AVENTAL Usado por todos os maçons durante as sessões, o avental representa a pureza, a inocência.

ESPADA É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde à consciência e à presença divina na construção do templo.

DELTA LUMINOSO Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um triângulo com um olho no centro.
Notas:

1 A Maçonaria no Brasil – Orientação para os católicos. Ed. Vozes,2 Constituição do Grande Oriente do Brasil. 5ª Ed. 1958, p. 12.3 Camino, Rizzardo da. “Dicionário Filosófico de Maçonaria”. Ed. Madras, p. 47.4 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. São Paulo: Editora Madras, 1996, p.137.5 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p.313; Cabral, J. “Religiões, seitas e heresias”. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora Universal, 1993, p.27.6 Horrell, J. Scott. “Maçonaria e fé cristã”. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1995, p.35.7 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. Ed. Madras, p. 137.8 Camino, Rizzardo da. “Breviário maçônico”. 2a.Ed. São Paulo: Editora Madras, 1997, p.194.9 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A.), Macoy Publishing, 1971, p. 29.10 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 512.11 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p. 207; Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 306; Adoum, Jorge. “Do mestre secreto e seus mistérios - esta é a maçonaria”. São Paulo: Editora Pensamento, 1997, p. 24.12 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p.42.13 A.C. de LaRive. La femme et l‘ enfant dans la Franc, Maçonneirie Universele, Paris, 1889, p.588.14 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 520.15 Oliver Day Street. Simbolism of the tree degrees, Masonic Service Association, Washington, 1924, p.44-45.16 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 133.17 Mackey, Albert. Mackeys Revised Encyclopedia of Freemasonry. Richmond (U.S.A): Macoy Publishing, 1966, p. 133. Vol. 1..seseicho-no-ie seendo uma religi simbolo rasileiros e catolicismo romano.m o antigo, assim sendo 18 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A), Macoy Publishing, 1971, p.124.

Bibliografia:

Dicionário Filosófico de Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Dicionário Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Fundamentos da Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Maçonaria Mística. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Rito Escocês Antigo e Aceito. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Catecismo Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras. FONTE:www.icp.com.br/49materia1.asp

























Domingo, 17 de Agosto de 2008

MATRIX - O Budismo Virtual de Hollywood


Neo, Trinity, Oráculo, Morpheus, agente Smith e os Gêmeos. Esses personagens parecem ter saltado do universo fictício da superprodução do filme Matrix para a nossa realidade. Eles estão em toda parte. Ocupam as principais manchetes. Encontram-se estampados em camisetas, bonés, outdoors, adesivos. Estão na Internet e em diversos games. Conquistaram espaço na cenografia da vida pós-moderna. A onda atual da indústria cinematográfica se transformou na própria cultura comandada por algo chamado inteligência artificial que dita moda, valores e padrão de vida e está consumindo e rendendo milhões de dólares ao capital hollywoodiano. A adesão a essa grande produção cinematográfica é impressionante.

A trilogia1 Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski, iniciada em 1999, mistura inteligência artificial, filosofia, ciência futurista, artes marciais e zen-budismo. O primeiro filme da série ganhou quatro Oscars e foi o primeiro DVD a vender um milhão de cópias. Rendeu à Warner a arrecadação recorde de 458 milhões de dólares (a maior arrecadação da Warner até aqui). Calcula-se que os outros dois filmes da seqüência (Reloaded e Revolutions) tenham consumido um orçamento de trezentos milhões de dólares, cem milhões só em efeitos especiais. O segundo filme ainda em cartaz nos cinemas, já foi assistido por mais de quatro milhões de pessoas no mundo inteiro. Só no Brasil já são quase um milhão de telespectadores.

Simultaneamente, também foram lançados o desenho animado japonês Animatrix (em DVD e VHS), com nove episódios, e o game Enter the Matrix, que requer no mínimo 26 horas de jogo para se chegar ao final. Trata-se de uma espécie de interatividade progressiva que conta com sons e imagens tirados diretamente do set2 de filmagem.

O que é Matrix?
A exemplo de outros grandes clássicos da ficção científica, como: 2001 — Uma odisséia no espaço3, Guerra nas estrelas4, Blade Runner — O caçador de andróides5, Exterminador do futuro6, Vingador do futuro7 e O senhor dos anéis8 a trilogia Matrix também abre diversas discussões filosóficas e religiosas. O filme trata de um futuro em que as máquinas se tornaram auto-suficientes e venceram os homens numa grande batalha mundial. Exceto um grupo de pessoas que escaparam e vivem miseravelmente numa cidade subterrânea, a humanidade toda é mantida cativa em uma espécie de “prisão mental” que simula a realidade, denominada Matrix.

O filme começa a se desenrolar de fato quando o hacker9 Neo (personagem do ator Keanu Reeves), ajudado por Morpheus (papel interpretado pelo ator Laurence Fischburne), líder da rebelião que luta contra o domínio das máquinas, descobre que está vivendo num mundo de sonho, numa realidade virtual (ou seja, num software). De posse da verdade de que tudo não passa de uma ilusão, ele começa a lutar para escapar do “sistema”.

Para Morpheus, Neo é uma espécie de Bodhisattva (Buda — o iluminado), um messias que se desperta para salvar a humanidade.

Com uma técnica avançadíssima de captura de imagem que transporta cenas do mundo real ao ambiente virtual, colocando-a à disposição das instruções dos diretores, e com doses pesadas de efeitos especiais e alta tecnologia digital (Cerca de 95% das cenas do filme são digitalizadas), Matrix vem sendo considerado a grande inovação em termos de cinema da atualidade.

A era da cibercultura preocupa





Outro aspecto relevante ao analisarmos este assunto é o modo como a interatividade10 avançou velozmente nestes últimos anos com a chegada da cibercultura11. A produção de Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski investiu pesado nestes recursos para dar o máximo de realismo às cenas virtuais. Pierre Lévy, especialista em cibercultura, mostra que o curso desta interatividade visa a nossa imersão total, por meio dos cinco sentidos, em “mundos” virtuais cada vez mais realistas, também conhecidos como “universos paralelos”. Por esse processo, o telespectador é convidado a passar para o outro lado da tela e a interagir de forma sensório-motora com seus ídolos-atores, provocando uma espécie de osmose, fenômeno físico/químico produzido quando o solvente de uma solução consegue passar para uma membrana impermeável.

A psicóloga clínica Marlene Mayhew constatou sobre essa cultura cibernética que só nos Estados Unidos já são onze milhões de adolescentes on-line vivendo boa parte do seu dia num cenário virtual como salas de bate-papo, jogos etc. Trata-se de um ambiente que a grande maioria das pessoas de uma geração anterior desconhece. A psicóloga pergunta: “Não é sintomático que o computador seja instalado justamente em seus quartos?”. O resultado disso são crianças cada vez mais alienadas do mundo real, com sérios problemas de relacionamentos.

De fato, após quase duas horas sentado em frente à tela, o telespectador mistura sua realidade com a de Matrix, e questiona se a sua vida não é realmente um jogo, se não está sendo ingenuamente controlado por alguma “mente” superior. É exatamente neste ponto que é semeada a mensagem budista do samsara, que ensina que nada é real e que tudo que vivemos não passa de um sonho projetado pela nossa mente dominado por nossos desejos naturais. Assim, Matrix pode ser visto como uma espécie de novo porta-voz do budismo digitalizado de Hollywood, por meio do qual a maioria dos seus astros professa filosofias orientais.

Síntese histórica e a ação missionária budista

A origem do budismo é descrita por diversas tradições e lendas. De acordo com o livro O Sentido da Vida, Dalai Lama12, Sidarta Gautama, o Buda, “nasceu, ao que parece, numa família real indiana por volta de 560 a.C., em Kapilavastu, na parte noroeste da Índia, no atual Nepal. Seu pai era o rajá (governador) de um pequeno principado. Abandonou a vida principesca e partiu em retiro em 524 a.C., tornando-se iluminado, segundo se crê, em 518 a.C. Morreu em 483 a.C.”. A tradição budista admite que, além de Sidarta Gautama, outros Budas tenham vivido sem se darem a conhecer. Todo aquele que busca a iluminação e depois de consegui-la dedica-se em salvar o próximo torna-se Bodhisattva (Buda).

As duas ramificações principais do budismo são: Therevada e Mahayana. A primeira escola, mais restrita à Índia, afirma que a iluminação está disponível a alguns dedicados discípulos. A segunda escola, que se tornou popular em todo o mundo (especialmente na China e no Japão), é mais liberal e, por isso, mais atrativa para as outras culturas. Ela franqueia a salvação a todos aqueles que se aproximam.

Sidarta Gautama não deixou nenhum registro escrito de seus ensinos. Eles foram transmitidos por tradição oral. Somente no século 1 a.C., na Ilha do Ceilão, é que foram redigidas as primeiras escrituras budistas. Atualmente, o budismo possui três grupos de livros sagrados principais: o Tripitaka, organizados em três cestos: a autodisciplina, o sermão de Buda e doutrinas. Para os budistas, Jesus foi um Mestre budista vindo do Tibete e da Índia, um iluminado, a mesma versão divulgada pela Nova Era13.

Ora, se consideram Jesus um iluminado, por que não aceitam e seguem a sua doutrina?

Mas não. Ensinam e apregoam seus próprios ensinos sob a ótica budista que chamam de “os oito nobres caminhos”: crença correta, sentimentos corretos, fala correta, conduta correta, modo de vida correto, esforço correto, memória correta, meditação correta e concentração correta.

Hoje, o budismo vive sua terceira onda de crescimento. Em todo o mundo há tantos budistas quanto protestantes, algo em torno de quinhentos milhões de pessoas. Isso sem considerar suas variações e seitas surgidas a partir dos conceitos de Buda, tais como: Nova Era, Jodo, Jodo Shin, Nichiren, Shingon, Tendai, Zen, entre outras.

Só no Brasil são mais de trezentos mil budistas, quase 3% da população, superando o judaísmo e o islamismo, entre outras novas religiões orientais. Em Três Coroas (RS) foi construído o maior monastério budista da América Latina. Não é por menos que o maior missionário do budismo moderno, Dalai Lama, com seu livro A arte da felicidade, figura nas listas dos dez mais vendidos, há três anos, mais ou menos. Dalai Lama já visitou o Brasil duas vezes e reuniu, em suas palestras, mais de quinhentas mil pessoas.

A conspiração silenciosa

Como visto, nosso propósito aqui não é discutir o cinema como entretenimento, se o cristão deve ou não freqüentá-lo, se deve ou não assistir a um filme. O que nos preocupa é o seguinte: muitas produções cinematográficas trazem doutrinas heréticas e ocultistas, disseminado-as silenciosamente, como, por exemplo, a série Harry Potter, abordada em duas edições de Defesa da Fé. Infelizmente, muitos cristãos ainda não possuem discernimento bíblico para agir conforme recomenda a Palavra de Deus: “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”(Hb 5.14).

O renomado apologista cristão Norman Geisler comenta que a conhecida série Guerra nas estrelas está impregnada de uma latente e perniciosa visão cósmica, gnóstica e oriental. Na biografia de George Lucas, produtor da obra, consta que o seu conceito sobre a “Força” foi fortemente influenciado pela obra Tales of Power, de Carlos Castaneda, e pelo índio e adivinho mexicano Don Juan, que usa este conceito “força da vida”.

Um exemplo claro de como cinema e religião eventualmente se unem, e que idéias lançadas por certos filmes podem formar grupos heréticos, é o caso da “Religião da Força” ou “Religião de Jedi”, como se autodenominam os adeptos da seita que se organizou na Austrália a partir da febre Star Wars. Segundo um censo do governo, 0,37% da população do país (ou seja, setenta mil pessoas) declarou que segue os “cavaleiros de Jedi”.

Já com Matrix, os irmãos Wachowski disseram, em recente entrevista, ser simpatizantes do budismo e quiseram colocar elementos da doutrina na trilogia. Apesar de explorarem símbolos e nomenclaturas cristãs: Trinity (Trindade), Neo (Messias), Zion (Sião), Apoc (Apocalipse), Nabucodonosor (nave pilotada pelos rebeldes) e mitologia grega: Morpheus (deus grego do sonho), os produtores usaram especialmente o budismo como pano de fundo para a concepção desse projeto.

As artes marciais chinesas, coreanas e japonesas, bastante exploradas na trilogia, têm forte influência do zen-budismo — inclusive a primeira delas teve como fundador o mesmo homem que fundou o zen-budismo na China, Bodhidharma. Não surpreende, então, que as respectivas práticas partam do mesmo princípio de integração corpo-mente. É exatamente isso que propõe o filme: a única coisa que coexiste entre o real e o virtual é a mente. Os diálogos apresentam conceitos semelhantes aos encontrados na biografia de Hui-Neng (Enô), o Sexto Patriarca Zen da China (638-713). Exemplo: Neo (no primeiro filme) encontra uma criança com trajes de monge budista que entorta uma colher com a mente. “Não é a colher que entorta”, diz a criança, “mas você”.

Esta colocação assemelha-se àquela feita por Hui-Neng a um monge budista: “Não é o vento que move a bandeira, é a mente de vocês”. Há, ainda, trechos semelhantes à biografia do próprio Siddharta Gautama, o Buda. Nela, Shunryu Suzuki ensina que na Mente Zen há diferença entre conhecer e trilhar o caminho, e que nossa vida e nossa mente são a mesma coisa. Esta crença está alicerçada no panteísmo, que ensina que Deus se acha difundido em todas as coisas e que somos parte dele. Já o cristianismo define esta relação apontando para a distinção existente entre o Criador e a criatura. Ora, assim como um pintor não é a pintura, e não morre se ela for destruída, Deus também está além da obra da criação.
A doutrina do samsara

O samsara consiste no círculo de nascimento, sofrimento, morte e renascimentos sucessivos (reencarnações) com o fim de desenvolver a compreensão plena (do eu e do mundo) denominada iluminação ou despertar de Buda até atingir o nirvana. O caminho para a transcendência é, por fim, alcançado com a busca pessoal pela iluminação. No caso de Matrix (o filme), o personagem Neo persegue esse caminho.

A idéia budista do samsara baseia-se em duas crenças antibíblicas principais: o carma e a reencarnação. No filme, a idéia de carma e reencarnação é expressa pelo Oráculo, que diz a Neo que ele talvez descobrisse seu dom na “próxima vida”. A Bíblia ensina a ressurreição, e não a reencarnação, descartando a idéia do carma. Analisemos os seguintes pontos:




1. Segundo a Bíblia, o tempo da vida terrena é suficiente para que nos responsabilizemos por nossas ações (Ec 9.4; Sl 90; Hb 4.7; Lc 23.42-43). Por que o ladrão da cruz não precisou reencarnar para evoluir e ser salvo? Pense: Se houvesse reencarnação, para que existiria a necessidade do perdão? O perdão tira a condenação do pecado (1Jo 1.7,9; Rm 8.1; Lc 23.39-44). Por que deveríamos pagar com o sofrimento num mundo ilusório aquilo que já foi perdoado? (Mq 7.18-20, Hb 10.1). Se Deus, quando nos arrependemos, se esquece dos nossos pecados do passado, no mínimo seria tolice pagar por eles em reencarnações sucessivas (Is 43.25).


2. Ao homem está ordenado morrer apenas uma vez, vindo depois disto o juízo, e só há dois lugares após a morte (Hb 9.27, Lc 16.19- 31; Jo 3.17, 18). Quem partiu não retorna à vida (Ec 9.4-5; 2Sm 12.22-23). Qual é o sentido da reencarnação se o “eu” responsável pelas ações da vida anterior foi apagado com a morte? Como o carma pode ser verdade se a pessoa não se lembra dos erros da suposta vida passada? Isso comprova a impossibilidade do próprio samsara ser um meio de pagar pelos erros. Segundo a Bíblia, Jesus é o único que pode nos libertar do pecado (Jo 8.24, 34-36). Acaso a dor que sentimos, as doenças, os atropelamentos, o câncer, a AIDS, são pura ilusão? Não seria um absurdo sustentar tal crença budista e pagar por uma coisa sem ao menos saber do que se trata ou apenas por uma projeção da realidade? (Ec 11.9; At 10.42).


3. A Bíblia só fala em ressurreição (1Cor 15; Jo 11.25-26). Jesus ressuscitou em corpo glorificado (Lc 24.37-39). Analise a incoerência do budismo: ensina que na reencarnação a pessoa perde a identidade da vida anterior. É como se a vida passada simplesmente se desintegrasse no tempo pela necessidade de assumir novas personalidades. A pessoa, portanto, é engolida pelo cosmo e acaba virando nada (nirvana). Isso não faz sentido! Que propósito teria a vida, então? Ao contrário, Deus nos ama e leva em conta a nossa identidade. Você é um ser único. Na ressurreição, a nossa identidade será mantida, ou para a vida eterna ou para a perdição eterna (Dn 12.2-3).


Outro aspecto do conceito budista expresso no filme (que tenta passar a idéia de que a nossa vida é uma grande ilusão montada pelos nossos próprios desejos) afirma o seguinte: você, eu e o universo formamos um todo indivisível (isso é monismo — Deus é tudo e tudo é Um). Ver a nós mesmos como uma parte separada do resto é a fonte da ilusão do “eu”, e a mesma ilusão ocorre em relação ao mundo em redor.


Para o budismo, aquilo que percebemos do mundo é apenas uma fração dele. Nossa mente e nossos sentidos condicionam e limitam nosso entendimento e nossa relação com o mundo. Cypher, personagem do primeiro filme Matrix, diz, ao comer um bife: Eu sei que este bife não existe. A ignorância é uma bênção. Sejamos coerentes! Na verdade, se o mundo é realmente ilusório, como poderíamos distinguir entre fantasia e realidade, pelo menos conceitualmente? Lao Tse expressa bem esta pergunta: “Se quando estava dormindo eu era um homem sonhando que era uma borboleta, como sei que quando estou acordado não sou uma borboleta sonhando?”.
Podemos também concluir que o budismo é autodestrutivo. Vejamos. Segundo um dos aspectos do que significa samsara, tudo o que vivemos não é real. Então, tudo o que o budismo prega (sua história, seus personagens, inclusive o samsara) também não é real. Os budistas, ao que parece, estão caindo no mesmo erro do ceticismo, teoria filosófica contraditória que declara que: “Não se pode ter certeza de nada absolutamente!”. Ora, então como podem ter certeza de que a filosofia que pregam é certa? O mesmo dilema vivido pelo cético, de ser condenado por sua própria alegação, poderia, neste caso, ser aplicado aos budistas.
Quão diferentemente vive e crê o cristão! Disse o apóstolo Paulo: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”(At 17.31; grifo do autor).


O nirvana, a salvação e a Bíblia


Somente atingindo o nirvana (céu budista), o homem fica livre do samsara. O nirvana é a extinção do ser, uma auto-extinção, quando toda idéia de personalidade individual cessa. Imagine: assim como o caldo de galinha se dissolve na sopa, assim também o ser humano, no final, será diluído como tempero cósmico no nada (o nirvana). “A salvação final, na concepção budista, está relacionada à individualidade da pessoa, e não da própria pessoa, como acreditam os cristãos”, diz Norman Geisler. Esse conceito é uma grande desesperança quando comparado com a fé cristã (Ef 1.4-5).
Há três estágios no filme Matrix que reforçam a idéia do ciclo existencial até o nirvana. O primeiro é a vida de Neo como Thomas Anderson. O segundo é o despertar de Neo para a vida real no casulo de Matrix. E o último é a “morte” de Neo nos dois mundos e seu ressurgimento como alguém capaz de reprogramar Matrix.


Um ponto muito enfatizado no zen-budismo é que a experiência pessoal é o único jeito de atingir a iluminação, enfocado no filme por Morpheus, quando ele diz a Neo: Você tem de ver por si mesmo. Eu não disse que seria fácil, Neo. Esta observação está ligada a Shnryu Suzuki (1905-1971). O aspecto fundamental do caminho para o nirvana é a eliminação de todo pensamento dualista. E a raiz de tal pensamento é a lógica. Nesse caso, é necessário quebrar as cadeias da lógica e abordar a vida a partir de um novo ponto de vista.
Para o cristão, o seu futuro não é uma condição de união ou absorção final por alguma essência impessoal, mas uma continuidade pessoal e consciente no céu com Cristo: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Devemos sempre nos lembrar de uma coisa: assim como o céu, o inferno também é real! (2Pe 2.4, 9; Ap 20.10, 15).
Conclusivamente, o zen-budismo é a ramificação do budismo difundida na trilogia de Matrix. Nela, a prática do zen-budismo tem o propósito de alcançar o mesmo nirvana. Segundo Norman Geisler, o zen-budismo é a forma mais influente do budismo difundida atualmente. Suas origens são encontradas em Tão-Sheng (360-434 d.C.), um budista mahayana, e em Bodidarma (m. 534 d.C.). Tão-Sheng migrou da China para o Japão, onde sua forma de budismo foi mesclada com o taoísmo, que enfatiza a união com a natureza (panteísmo). Essa mistura eclética é conhecida por zen (meditação).
No zen-budismo, Deus é homem e o homem é Deus (panteísmo). Além de o homem ser Deus, tudo é Deus e Deus é tudo. Tudo e todos são Um (monismo). Budas (pessoas iluminadas) e seres sensitivos surgem da mente única, e não há outra realidade além desta mente. O que existe de fato é a Mente, o resto é ilusão. Em seu livro, O sentido da vida, Dalai Lama defende a crença de que cada um de nós esteve ou está no estado de existência cíclica cármica. Essa idéia fica clara no filme por meio de uma rede de computadores que liga as percepções das pessoas, aprisionando-as.
A crença em Deus como energia

Por terem heranças panteístas do hinduísmo, os budistas refutam a idéia de um Deus pessoal. Deus é apenas uma energia. Para C. S. Lewis, “trata-se de um credo não tanto falso como desesperadamente atrasado no tempo. Antes da criação teria sido verdade dizer que tudo era Deus. Mas Deus criou: Ele fez as coisas serem outras além dele mesmo a fim de que, sendo distintas, elas pudessem aprender a amá-lo”. “Deus é a fonte de toda a faculdade de raciocinar: não poderíamos estar certos e ele errado, assim como a corrente da água não pode estar acima da nascente; é como cortar o galho onde estamos sentados” (Sl 113.5-6; Is 40.12-31).


A Bíblia enfatiza que Deus é antes de todas as coisas: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17; Sl 90.2), e que todas as coisas foram criadas por ele (Gn 1.1; Is 42.5). O termo criar designa que “há um abismo intransponível entre o criador e a criatura, e que um estará sempre oposto ao outro numa relação que jamais será alterada. Não existe senso maior de distância do que o que há entre as palavras Criador e criatura” (Jo 3.16; Rm 8.15; 1Jo 3.1; Jo 1.12; 1Jo 4; Rm 5.8; Gn 1.26,27; Ef 1.4; 2Tm 1.9; Jo 4.24).


Budismo ou cristianismo?










Sidarta Gautama, o Buda, foi uma pessoa inconstante. Confuso, deixou a esposa e os filhos e tornou-se um mendigo. Após desiludir-se com o hinduísmo, Gautama foi iluminado debaixo de um pepinal, enquanto meditava. Segundo alguns biógrafos, sua primeira tentativa de ensinar foi um fracasso total. O próprio Dalai Lama diz que Buda “esteve no estado de existência cíclica” devido ao carma. Como alguém assim pode guiar outras pessoas? (Mt 15.14).


Quando uma pessoa busca uma religião, na verdade ela está querendo preencher o vazio que existe em seu coração. Está buscando uma direção para sua vida. Essencialmente, ela quer segurança e felicidade. A busca da felicidade é vista pelos estudiosos como a maior aspiração humana. O próprio Dalai Lama, em seu livro A arte da felicidade, concorda com isso. O que pressupõe que a religião na qual ele se refugiou tenha lhe oferecido tudo isso.


Vejamos então numa simples comparação doutrinária e teológica entre o cristianismo e o budismo em qual dessas duas religiões tais necessidades podem ser alcançadas:



BUDISMO


Buda era filho de um rei humano

Buda precisou ser iluminado


Buda desencarnou para tornar-se um deus

Buda buscou a verdade

Buda viveu

Buda indicou o caminho

Buda cometeu erros

Buda está morto

O homem está só no universo

O destino final do homem deve ser o nada

Reencarnar para pagar pelos erros

O corpo é um mal, um empecilho

CRISTIANISMO

Jesus é o unigênito Filho de Deus (Mc 1.1)

Jesus é a Luz do mundo (Jo 8.12)

Jesus é o Deus verdadeiro (1Jo 5.20)

Jesus é a verdade (Jo 14.6)

Jesus é a Vida (Jo 1.4)

Jesus é o Caminho (Jo 14.6)

Jesus nunca pecou (1Pe 1.19)

Jesus ressuscitou e é eterno (1Co 15.1-8; Hb 7.24)

Deus chama os homens de filhos (Rm 8.15)

O destino final do homem deve ser o céu (Jo 6.39)

Arrependimento e perdão para ser salvo (2Pe 3.9)


Corpo como templo da glória de Deus (1Co 6.20)

Alerta! Estamos diante de uma sabotagem




Como dito anteriormente, o nosso propósito aqui não é condenar as grandes produções cinematográficas. Antes, apontar o que Deus pensa de certos conceitos que os autores conscientes ou inconscientemente, tem introduzido na cultura mundial. O próprio J. R. R. Tolkien, de O senhor dos anéis, confirma que “o autor não consegue evitar que a obra seja afetada por sua própria experiência”. Alem disso, é preciso alertar que, na pos-modernidade, os veículos culturais (TV, Internet, cinema), de acordo do Israel Belo de Azevedo, configuram a própria cultura que precisa ser confrontada com a Bíblia (Tg 4.4; 1Jo 2.15; Rm 12.1-2).

Para J. R. Stott, “somos diferentes de tudo no mundo que não é cristao e esta contracultura crista é a vida do reino de Deus”. H.R. Niebuhr defende que a Bíblia apresenta Cristo como o transformador da cultura. A questão aqui é o budismo, misturado ao gnosticismo, disseminado pela cultura cinematográfica. Entendemos biblicamente que toda da cultura de um povo é em boa e em parte ma. É assim porque a “queda” manchou toda a humanidade (R3.23). Por isso devemos sempre julgar todas as atitudes humanas e prová-las pelas Escrituras. Somente pela atuação poderosa do Espírito Santo o homem pode ser redimido e transformado para a gloria de Deus.

Na verdade, a falta de absolutos da cultura pos-moderna transformou-a em solo fértil para a proliferação daninha, informatizada e virtualizada de correntes filosóficas orientais e culturais claramente heréticas, o que tem cooperado, e muito, para o avanço da apostasia, sobretudo por causa do pluralismo. A historia fictícia de Frankenstein ilustra bem o pluralismo. Criado com pedaços de diferentes corpos, o pluralismo ensina que a verdade é composta por vários “corpos doutrinários”.

É bom lembrar, porem, que, na historia de Frankenstein, a criatura se volta contra o seu criador. Esta visão pluralista propaga que, alem do cristianismo, o budismo, entre outras religiões, tem a verdade. Ou seja, são apenas caminhos diferentes que levam ao mesmo fim. Ora, quem caminhar para o sul jamais chegara ao norte. Se o céu fica em cima, o inferno esta embaixo (Pv 15.24).

O caminho do céu é para cima. E somente Jesus pode nos conduzir até lá.

O significado dos termos e nomes usados em Matrix

Arquiteto: Quando Buda atingiu a iluminação e se libertou das ilusões do samsara, consta que ele teria exclamado: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava se referindo ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos mergulhados. Os maçons, por outro lado, referem-se a Deus como o Grande Arquiteto do Universo. Quando você sobrepõe as duas referências, tem como resultado uma figura com atributos divinos que cria um mundo ilusório. Exatamente como demiurgo (Deus grego que cria o Universo, organizando a matéria preexistente) no gnosticismo ou o Arquiteto em The Matrix Reloaded.


Chaveiro: Na simbologia esotérica, as chaves representam a iniciação e, conseqüentemente, a habilidade que o iniciado possui para abrir e se deslocar por entre diferentes níveis da realidade. É por esse motivo que figuras como o São Pedro cristão ou o Janus da mitologia romana são representadas como portadoras da chave. É essencialmente esse o papel que o Chaveiro representa no filme, já que é graças às suas chaves que Neo ganha acesso ao coração de Matrix, onde encontra o Arquiteto. Curiosamente, entre os ciganos, acredita-se que sonhar com um molho de chaves, como o que o Chaveiro carrega, é sinal de que várias oportunidades surgirão para o sonhador, que deve escolhê-la com cuidado, da mesma forma que Neo agiu quando se deparou com a porta que o conduziria ao centro de Matrix e a presença do Arquiteto.

Gêmeos: Todas as mitologias pos-suem lendas a respeito dos gêmeos, que podem ser divinos ou demoníacos. Muitas vezes, um dos gêmeos é benévolo e o outro, maligno, ou um deles é mortal e o outro, imortal, como Castor e Pólux, na mitologia grega. A grande maioria dos povos indígenas, nas três américas, considera os gêmeos divinos como os criadores do mundo. Em Matrix Reloaded, eles são apresentados sob um aspecto claramente negativo, mas (por serem auxiliares de Merovíngio, cujo simbolismo é bem mais ambíguo), podem ocultar algumas surpresas.

Haman, conselheiro: Apesar de o personagem ser apresentado sob uma luz simpática e benevolente — quase uma encarnação do Velho Sábio, cujo papel no primeiro filme cabia a Morpheus. Na Bíblia, Haman é o grande vilão do Livro de Ester. Grão-vizir do rei persa Xerxes, Haman odiava os judeus (Zion é uma referência a Sião) e tramava secretamente para exterminá-los. O plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Haman foi enforcado e o tio de Ester, Mordecai, nomeado grão-vizir em seu lugar. Trata-se, portanto, de um traidor.

Seraph: Embora o guardião do Oráculo tenha a aparência de um oriental, seu nome é hebraico e significa “ardente, flamejante”. É a raiz de serafim que, na teologia, é uma das ordens na hierarquia dos anjos. Na Bíblia, os serafins são descritos no livro de Isaías como criaturas dotadas de seis asas e que se postam diante do trono de Deus, igualmente como os guardiões.

Persephone: Assim como os Mistérios de Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia antiga, também exerceram enorme influência no surgimento do gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada por Hades, o Senhor dos Infernos, que a levou para o mundo subterrâneo e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher do Merovíngio emprestou seu nome, o que faz do próprio Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo onde se localiza Zion, em Matrix.

Notas:

1 Conjunto de três obras ligadas entre si por um tema comum2 Ambiente criado para gravação dos filmes3 2001 - A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, 19684 Star Wars, de George Lucas, 19775 Blade Runner, de Ridley Scott, 19826 Terminator 1, de James Cameron, 19847 Total Recall, de Paul Verhoeven, 19908 The Lord of the Rings, de J.R.R.Tolkien, 20019 Profissional altamente especializado em computação10 Capacidade de sistema de comunicação ou de computação de interagir com pessoas11 Fenômeno surgido com a era digital, constituída por entidades e ações puramente virtuais, em que seres humanos, máquinas e programas computacionais interagem12 Editora Martins Fontes,13 V. matéria “Jesus dos doze aos trinta anos”, Defesa da Fé, ed. 56, maio/2003

ANDRÉ, M. Laços da Nova Era. BH, Betânia.AMORESE, R. M. Icabode. SP, Abba Press, 1993.AZEVEDO, Israel Belo de. Olhar da incerteza. SP, Eclésia, 1998.DALAI-LAMA. Minha terra e meu povo. RJ, Sextante, 2001, p. 268.DALAI-LAMA, O. O sentido da vida. São Paulo, Martins Fontes, 2002, p. XII.GEISLER, N., AMANO, J. Y. Reencarnação. São Paulo, Mundo Cristão, 1994, p. 15

GEISLER, Norman. Fundamentos inabaláveis. SP, Vida, 2003, p.45-6.GEISLER, N. Enciclopédia apologética. SP, Vida, 2002, p. 932.LAUSANE. O Evangelho e a cultura. SP, ABU, 1978, p. 17.LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. SP, ABU, 1985, p. 27.LEWIS, C.S. Cartas do diabo ao seu aprendiz. Petrópolis, Vozes, 2000, p. 134.LÉVY, Pierre. Cibercultura. SP, Ed. 34, 1999, p. 260.LEVY, Pierre. A ideografia dinâmica. SP, Loyola, 1998, p. 228.NICHOLLS, B. C. Contextualização: uma teologia do evangelho e cultura. VN, 1987.

NIEBUHR, H. RICHARD. Cristo e cultura. RJ, Paz e Terra, 1967, p. 293.SMITH, M. E. O senhor dos anéis e a Bíblia. SP, Mundo Cristão, p. 145.STRONG, A. H. Teologia sistemática. SP, Hagnos, 2003, Vol. 2, p. 139.STOTT, J. R. A mensagem do sermão do monte. SP, ABU, 1985, p. 6.TOLKIEN, J.R.R. O senhor dos anéis. SP, Martins Fontes, 2002, p. XVRevista dos curiosos. Especial magia. Ano 1, n. 2Revista Época, n. 260, 12 de maio de 2003.Revista Set, ed. 191, março de 2003.Revista Herói especial 5.Revista Superinteressante, Ed. 188, maio de 2003.Revista Veja, 23 de junho de 1999.Revista Veja 14 de maio de 2003.

FONTE:http://www.icp.com.br/58materia1.asp

A sedução dos rpgs na vida das crianças

“Olhos que não desgrudam da tela, mãos no mouse, rostos tensos, respiração acelerada. Os fones de ouvidos facilitam a percepção do inimigo. Crianças, adolescentes e jovens não se distraem com nenhum movimento além do alvo, que pode estar ao seu lado, no outro quarteirão, em outro estado ou num país distante…”1.

Os jogos de computador são tão avançados e sofisticados em tecnologia que é quase impossível distinguir o mundo virtual da realidade. A maioria é feita de tal maneira que o jovem se sente como se realmente estivesse vivendo o que está jogando. Não é então de admirar que a febre dos games esteja se espalhando rapidamente. Pesquisas apontam que adolescentes, e até mesmo adultos, estão passando mais e mais tempo mergulhados no mundo dos RPGs.

Não é anormal um jovem gostar de um jogo, porém, os RPGs podem levar o jogador a experiências além das simples fantasias.

RPG é uma sigla em inglês que significa role-playing game (jogo de interpretação de personagem). Nesse tipo de game (jogo), o jovem adota o papel de um personagem e o treina e equipa com poderes e armas especiais durante o curso do game ou série de games. A influência ocultista destes jogos pode, como conseqüência, trazer confusão espiritual e, em casos extremos, colocar o jogador em contato com atividades demoníacas.




Calabouços & dragões

Quem joga um RPG com personagens e situações espirituais negativas pode entrar num mundo que é muito mais do que só fantasia e esse tipo de jogo tem atraído milhões de adeptos apaixonados. Com ou sem Internet, um jovem pode ficar 24 horas por dia ocupado só num RPG. Há casos de jogadores que passam um dia, um mês ou até mais de um ano no mesmo game! O primeiro e mais famoso jogo de interpretação de personagens é Dungeons & Dragons (Calabouços & Dragões). Lançado em 1974, Dungeons & Dragons (D&D) envolve o jogador com personagens identificados como bruxos, feiticeiros e magos e estima-se que mais de 160 milhões de jovens no mundo inteiro tenham jogado D&D, tornando-o o RPG de maior sucesso de todos os tempos.2 Há hoje muitas e diferentes versões para computador de D&D.

Afinal de contas, o que é esse jogo que tem um rastro de tanto sucesso? A escritora Pat Pulling define D&D da seguinte maneira: “Um jogo de interpretação de papéis de fantasia que usa demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, insanidade, perversão sexual, homossexualidade, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação de demônios, necromancia, adivinhação etc.3

A Srª Pulling sabe do que está falando. Anos atrás, seu filho de 16 anos cometeu suicídio e uma investigação policial revelou que o rapaz estava afundado no satanismo. A Srª Pulling ficou perplexa porque, sendo judeus, ela e seu marido estavam devidamente conscientes do perigo do ocultismo, porém, desconheciam completamente as experiências espirituais negativas do filho. Vasculhando melhor as coisas do adolescente, ela descobriu o grau de envolvimento dele com o D&D e como ele estava realmente vivendo e aceitando os padrões espirituais do jogo. De acordo com o andamento do jogo, o rapaz recebeu uma maldição de morte de outro jogador e tudo acabou em seu suicídio.4

Contudo, esta morte trágica não foi a última envolvendo o D&D. O quadro abaixo nos mostra alguns casos registrados

1. Michael Dempsey, de 17 anos, se suicida com um tiro na cabeça em 19 de maio de 1981. Testemunhas o viram tentando invocar os demônios do D&D minutos antes de sua morte.

2. O jogador de D&D Steve Loyacano se suicida por envenenamento de monóxido de carbono em 14 de outubro de 1982. A polícia afirmou em relatório que coisas satânicas que ele escrevia e uma nota de suicídio ligavam sua morte ao D&D.

3. O jogador de D&D Timothy Grice, de 21 anos, comete suicídio com um tiro em 17 de janeiro de 1983. O relatório do detetive comenta: “D&D se tornou realidade. Ele achava que não estava preso a esta vida, mas que podia partir e voltar, por causa do jogo”.

4. O jogador de D&D Steve Erwin, de 12 anos, se suicida com um tiro em 2 de novembro de 1984. O relatório do detetive dizia: “Sem dúvida, D&D lhe custou a vida”.

5. O jogador de D&D Sean Sellers, de 14 anos, foi condenado à morte por matar os pais e o funcionário de uma loja em 11 de janeiro de 1987. Antes de ser executado, ele entregou sua vida a Jesus. Ele confessou que seu envolvimento com o satanismo começou com o RPG D&D.5




Títulos e palavras que revelam

Devido ao enorme sucesso do D&D, muitos RPGs procuram seguir, de uma forma ou de outra, seu estilo. Embora outros jogos tenham títulos diversos e diferentes, os personagens e seus poderes seguem o exemplo espiritual que D&D deixou. Vamos, então, conhecer alguns termos usados em D&D e outros RPGs. Os títulos originais são em inglês, mas os jogos nunca deixam de trair sua essência espiritual. Só pelos títulos traduzidos dos games já é possível entender que há muito mais do que só fantasia. Vejamos:

• Igual a Deus, Espada e Feitiçaria, Calabouço de Túmulos, Necromancista (indivíduo que invoca os mortos), Advanced Dungeons and Dragons (muitas e diversas versões), Paranóia, Paranormal, Terra dos Mortos, etc.

Os manuais e livros de RPGs têm os seguintes títulos interessantes (conforme apuração que fiz num site americano de venda de produtos de RPGs em maio de 2003):

• Manual monstruoso

• Livro de magia

• A opção do jogador: feitiços & magia

• Manual completo do bárbaro

• Livro completo dos elfos

• Livro completo dos gnomos

• Manual completo do sacerdote

• Manual completo do ladrão

Manual completo do bruxo

• Livro completo dos anões

Livro completo dos vilões

• Manual completo dos druidas

• Guarda das portas do inferno

• Culto do dragão

• Servos da escuridão

Volta ao túmulo dos horrores

• Sementes do caos

• Filhos da noite

• Forjado nas trevas

• Enciclopédia da magia (vários volumes)

• Compêndio dos feitiços do bruxo (vários volumes)

• Xamã

• Entre muitos outros

Veja, agora, o significado de alguns termos, inclusive seus originais em inglês em itálico:

Gnomo: (Gnome) Designação comum a certos espíritos, feios e de baixa estatura que, segundo os cabalistas, habitam o interior da terra e têm, sob sua guarda, minas e tesouros. Demônio, duende.

Elfo: (Elf, elves) Gênio aéreo da mitologia escandinava que simboliza o ar, o fogo, a terra etc. Ser sobrenatural de baixa estatura que causa intrigas e agitações. Duende. Demônio. Gnomo.

Anão: (Dwarf, dwarves) Ser sobrenatural de baixa estatura que parece um homem feio e deformado. Duende. Demônio. Gnomo.

Dragão: (Dragon) Na Bíblia, o dragão é o próprio Satanás (Cf. Ap 20.2).

Xamã: (Shaman) Especialista a que se atribui a função e o poder, de natureza ritual mágico-religiosa, de recorrer a forças ou entidades sobrenaturais para realizar curas, adivinhação, exorcismo, encantamentos etc.6

Nos RPGs, o jogador pode assumir personagens e papéis como feiticeiro, druida e outras ocupações ligadas à bruxaria. Entre os vários papéis que o jogador pode representar estão:

1. Bruxo (Wizard): Personagem que, como na vida real, pode lançar encantamentos e utilizar os poderes da magia para vencer os obstáculos do jogo e os inimigos.

2. Bruxa (Witch): Mesmo significado do anterior.

3. Mago (Magus, mage): Personagem semelhante ao bruxo que utiliza as forças das trevas para adquirir mais poder e controle sobre as situações.

4. Sacerdote (pagão) ou druida (Priest, druid): Personagem religioso que destrói os problemas e cura as doenças por meio de feitiços e poderes mágicos. Os druidas eram sacerdotes celtas que viviam na Grã-Bretanha e na Gália, antes do cristianismo. Eles adoravam o sol e criam na reencarnação.

5. Ladrão (Thief): Personagem que, como na vida real, rouba suas vítimas.

Até mesmo os personagens que não têm uma ocupação nitidamente ligada à bruxaria são obrigados, para sobreviver no jogo, a aprender a usar a magia e lançar encantamentos contra seus oponentes. Os defensores dos RPGs ocultistas afirmam que o único problema nesta questão é o “radicalismo dos cristãos contra os mitos”. Mas será mesmo? Um grupo de bruxos na Grã-Bretanha reconhece que os livros de Harry Potter, que supostamente só contêm “mitos”, estão ajudando crianças no mundo inteiro a se interessar mais pela bruxaria.7


Como cristãos, não podemos desenvolver poderes mágicos, imaginários ou reais, para derrotar e destruir nossos inimigos. O poder espiritual do cristão vem da oração feita no nome de Jesus, e esse poder deve ser utilizado para curar e abençoar as pessoas e destruir as opressões na vida delas. Por coincidência, uma parte considerável dessas opressões tem origem exatamente nas forças espirituais que os símbolos, personagens e papéis dos RPGs representam na vida real. É claro que os RPGs não são a causa de todos os problemas relacionados com a bruxaria na sociedade, mas podem ser considerados como uma das portas de entrada para influências demoníacas.

Muitas questões e práticas de feitiçaria são consideradas meras fantasias pela sociedade, porém, Deus alerta: “Não permitam que se ache alguém entre vocês […] que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas…” (Dt 18.10-12b, NVI).

Poderíamos parafrasear o alerta de Deus da seguinte forma: “Não permitam que se ache entre vocês entretenimento contendo personagens que pratiquem adivinhação, ou se dediquem à magia, ou façam presságios, ou pratiquem feitiçaria ou façam encantamentos…”. O que precisamos fazer então é deixar que o Espírito Santo coloque em nós o mesmo sentimento de aversão que Deus tem com relação a tudo o que nos prejudica.

A febre do Yu-Gi-Oh

Desenhos japoneses de TV vêm ganhando fama internacional e alguns até têm versões em RPG, tais como Pokemon (que originalmente vem do termo Pocket Monsters, que significa “Monstros de Bolso”). Mas a moda mais recente entre os fãs desses desenhos é um personagem chamado Yugi (nome abreviado de Yu-Gi-Oh), que tem se tornado muito conhecido por suas cartas mágicas e imagens ocultas que estão se tornando verdadeiros tesouros cobiçados entre crianças colecionadoras no mundo inteiro.

A versão em desenho animado de Yu-Gi-Oh apareceu em 2000 e se tornou um sucesso imediato, provocando uma loucura que incluía videogames, gibis e um jogo de cartas, que bateram recordes de venda. Enquanto os RPGs são geralmente produzidos para alcançar os jovens, Yu-Gi-Oh tem como alvo as crianças. É bem comum ver um menino de 6, 7 ou 8 anos colecionando cartas ou obcecado com o desenho ou com os jogos de Yu-Gi-Oh.

Yu-Gi-Oh é a história de um menino chamado Yugi Mutou. Seu avô toma conta de uma loja de jogos e um dia lhe entrega uma caixa dourada, com o símbolo do olho de Anúbis por fora, onde há várias peças. O avô explica-lhe que essas peças são parte de um quebra-cabeça (Enigma do Milênio) que revela um antigo jogo egípcio de guerra de cartas chamado “Monstros de Duelo” (Duel Monsters). O avô desafia Yugi a tentar montar as peças. O neto, então, desvenda o segredo do quebra-cabeça que libera o poderoso espírito de um rei egípcio chamado Yu-Gi-Oh. Aí, toda vez que ele vai duelar, o quebra-cabeça dá poderes especiais a Yugi. Ele se torna especialista no jogo Monstros de Duelo, no qual há criaturas místicas, duelos mágicos e um campo de batalha que está sempre mudando, cheio de armadilhas e ciladas mágicas.8




Tal como Harry Potter, o mundo espiritualmente misterioso de Yugi tem raízes inegavelmente ligadas à bruxaria. No Yu-Gi-Oh as crianças recebem a informação de que esse jogo tão popular hoje foi realmente inventado no Egito antigo, há 5.000 anos, quando os faraós jogavam um jogo que envolvia rituais mágicos, adivinhação e poder de monstros e feitiçaria. Os faraós resolviam os problemas de origem espiritual invocando espíritos mais fortes. Embora os faraós estejam mortos, Yugi descobre, através do quebra-cabeça egípcio antigo, que as forças espirituais que os faraós utilizavam não estão mortas. Quando consegue montar o quebra-cabeça, Yugi recebe muitas energias extraordinárias e se transforma num ser poderoso, Yami Yugi. De acordo com a profecia egípcia antiga, somente o escolhido seria capaz de resolver o Enigma do Milênio.

Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh, Yugi está num jogo e sua forma transformada, Yami Yugi, tira uma carta do deck com poder para bloquear o “olho milenial” de Pegasus, que vê tudo. Yugi tira uma carta vencedora: a “Caixa Mística” que libera o “bruxo” dele, que aparece de maneira sobrenatural com sua vara mágica. Em seguida, ele tira a carta “Controle Mental” e lança um feitiço poderoso. “Como é que você se sente, Pegasus”, Yugi zomba de seu inimigo, “agora que o jogo virou e os poderes mágicos de controle da mente são usados contra você?” Quando chega sua vez, Pegasus passa e Yugi tira outra carta favorável: “É uma carta ritual… ritual mágico da escuridão. Para invocar seus grandes poderes devo fazer uma oferta em dobro”. Ele sacrifica dois poderosos monstros de Pegasus e grita em triunfo: “A oferta foi aceita. Surge um novo poder… O bruxo do caos negro…”9

Em Yu-Gi-Oh há muitos monstros em forma de cartas (lembrando alguns jogos de cartas de RPG) que, ao mesmo tempo, são monstros de verdade. De acordo com as informações contidas no RPG de Yu-Gi-Oh, os monstros do Duel Monster eram reais há 5.000 anos, e era com eles que os jogos das trevas eram jogados. Contudo, quando o poder saiu do controle dos faraós, os poderes de todos os monstros foram guardados dentro de tábuas de pedra. Cada uma dessas tábuas tem o desenho esculpido de um monstro e guarda o respectivo monstro. Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh é possível ver essas tábuas com os monstros, inclusive a invocação dos monstros aprisionados.10

Algumas cartas de Yu-Gi-Oh levam títulos como Soul exchange [Troca de alma], Ultimate offering [Oferta máxima], Summoned skull [Caveira invocada], Saint dragon [Dragão santo], The God of Osiris [O Deus de Osíris] e Sorcerer of the doomed [Feiticeiro dos condenados]. Essa última carta dá o seguinte aviso: “Esse feiticeiro é escravo das artes das trevas e mestre dos encantamentos para extinguir vidas”. Das cem Cartas-monstros e Cartas-mágicas de Yu-Gi-Oh, vendidas por um site brasileiro, há títulos como Rei Caveira, Witch of the Black Forest [Bruxa da floresta negra], Magician of faith [Mágico da fé], Mask of darkness [Máscara da escuridão], Mystical space typhoon [Tifão espacial místico], Monster reborn [Monstro renascido], Dark hole [Buraco negro], Skull lair [Covil da caveira], Ominous fortunetelling [Adivinhação sinistra], Mystic clown [Palhaço místico], Winged dragon [Dragão de asas], Feral Imp [Demônio selvagem], De-Spell [Removedor de feitiços], Book of secret arts [Livro das artes secretas], Enchanted javelin [Lança encantada].11 Além disso, um dos jogos de Yu-Gi-Oh tem como título Cartas “Bíblia de mil olhos”.

O site oficial do Yu-Gi-Oh informa sobre seu jogo para crianças: “Duelo de Monstros é um jogo de batalha de cartas em que jogadores colocam diferentes criaturas místicas umas contra as outras em duelos mágicos selvagens! Acompanhado de monstros terríveis e poderosas cartas de encantamento, Yugi e seus amigos estão totalmente obcecados pelo jogo”. Mais obcecadas ainda estão as crianças que jogam Yu-Gi-Oh. A fascinação por questões de bruxaria não tem apanhado crianças somente por meio da literatura “infantil”, como Harry Potter, mas também por meio de desenhos e games. Não há dúvida de que em todas estas questões há muito mais envolvido do que só fantasia. Desenhos, revistas, games e brinquedos para crianças que têm tema ocultista são um canal e elo entre influências espirituais indesejadas e vítimas inocentes. Com isso, as crianças são prejudicadas espiritualmente, estejam percebendo ou não os seus pais.

Psicoterapia por meio dos RPGs

O modo como os jogos de interpretação de personagens envolvem o jogador é parecido com as sessões de psicoterapia. A maioria dos conselheiros e psicólogos usa a interpretação de personagens para modificar certos tipos de condutas e idéias na vida das pessoas. Por exemplo, no caso de um viciado em drogas (de uma perspectiva puramente psicológica), o conselheiro o faria viver um cenário imaginário em que um amigo lhe ofereceria drogas. O viciado interpretaria a cena várias vezes e de diversas maneiras até chegar ao ponto em que ele adquirisse experiência suficiente para resistir. Na interpretação de um personagem, a pessoa o representa tanto que passa a assumir seu comportamento. Nos RPGs não é diferente. A interpretação de um personagem virtual pode e tem levado a modificação de comportamento na vida de muitos jovens.12

O perigo dos entretenimentos violentos

Muitos estudos em anos recentes provam que imagens de violência nos games e na televisão estão causando um aumento na violência até mesmo entre crianças.13

Games que contêm temas violentos tendem a tornar os jogadores insensíveis para com a questão da violência e para com as vítimas de atos violentos. Dois estudos publicados em 23 de abril de 2000 provam claramente que os games violentos realmente afetam de modo negativo a conduta de quem os joga. Um dos estudos provou que games com violência explícita produzem um aumento imediato em atitudes e idéias agressivas. Outro estudo constatou que games violentos não só provocam um aumento nas atitudes agressivas como também produzem impacto de longo prazo que afetam, na vida real, as atitudes e relacionamentos dos jogadores.

Professores de psicologia das Universidades de Missouri e Columbia e da Faculdade Lenoir-Rhyne conduziram o estudo em 227 estudantes universitários voluntários que estavam começando cursos de psicologia. Os psicólogos Craig Anderson e Karen Dill constataram que games violentos de computador afetam o jogador, pois este se identifica com o personagem que pratica a agressão. “Uma coisa é você assistir a um filme de um homem que mata todos os seus inimigos, outra é você mesmo assumir a identidade desse homem num game onde você usa a arma e se envolve emocionalmente no ‘prazer’ de matar os outros personagens com as próprias mãos”. Esse tipo de jogo tem as seguintes conseqüências na vida do jogador:

1. Ajuda-o a adquirir atitudes favoráveis ao uso da violência.

2. Ajuda-o a presumir que os outros também têm atitudes semelhantes de agressividade.

3. Ajuda-o a acreditar que as soluções violentas são eficazes e adequadas para resolver os problemas da vida.

4. Ajuda-o a ver as atitudes agressivas para com os outros, tais como brigar e atirar, como atitudes necessárias e adequadas para lidar com os outros.14

Os filmes violentos e imorais da televisão têm um impacto importante na vida dos jovens, porém, os jogos em que eles interpretam um personagem que usa armas e violência os treinam para adquirir características de comportamento do personagem que eles adotaram. Embora nem todo jovem se torne assassino como conseqüência dessa influência negativa, é inegável o fato de que os RPGs podem modificar as atitudes.

Um dos RPGs que conheci era uma corrida de moto em que era preciso chutar, dar socos e usar uma corrente o tempo todo contra os outros competidores. À primeira vista, parecia só diversão, mas os personagens que eu e os outros jogadores tínhamos de assumir eram motoqueiros que, na vida real, se entregavam à anarquia, bebedeira, prostituição e brigas. Se na vida real o cristão e qualquer outra pessoa decente procura não se aproximar de nada que tenha ligação com esses comportamentos, por que deveríamos abrir uma exceção na “diversão”? Se na vida real não podemos chutar e dar socos em outros competidores esportivos, por que deveríamos nos acostumar com essas agressões num entretenimento? Aliás, se soubéssemos que um evento em que queremos entrar é aberto a agressões, é claro que evitaríamos participar. Chutes e socos são atos ilegais em atividades esportivas como corrida e outras competições.

Aproveitando bem o nosso tempo

Contudo, mesmo que os RPGs não tivessem nenhum conteúdo satânico, imoral ou violento, ainda assim precisamos parar para perguntar: “Será que preciso gastar horas num jogo?”. Afinal, a Palavra de Deus esclarece que não devemos evitar somente o que é obviamente mal. Precisamos evitar tudo o que ocupa desnecessariamente muito de nosso tempo: “Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm” (Ef 5.16 - BLH). “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (1Co 6.12 - NVI).

Confesso que alguns jogos de computador são tão excitantes que é difícil jogar apenas uma hora. O poder viciador de um RPG aprisiona os jogadores e alegra e enriquece seus fabricantes! Ainda que venham a criar RPGs evangélicos, isso não quer dizer que passar muito tempo jogando é a mesma coisa que passar muito tempo lendo a Bíblia. Será que convém investir muito do nosso tempo em algo que não é errado, mas que não é tão importante quanto passar tempo com Jesus na Palavra de Deus? Além disso, há sempre a necessidade de se cultivar maior tempo de comunhão com a família ou permanecer mais tempo diante de Deus em oração e adoração. É claro que o mesmo princípio também se aplica a outros tipos de entretenimento, além dos RPGs. Seria desigual e injusto passarmos só meia hora por dia meditando na Palavra de Deus enquanto permitimos que programas de TV, ainda que não sejam indecentes, se apoderem de horas de nosso precioso tempo.

Contaminação espiritual

Certa vez, joguei um RPG de computador na casa de amigos evangélicos e, ao prestar atenção, percebi que a cada nível que o jogador passava aparecia, num piscar de olho, um símbolo como o pentagrama e a cruz de cabeça para baixo. Esses símbolos vinham de maneira tão rápida e sorrateira que mal dava para ver, tornando bastante suspeito os motivos de sua colocação e propósito. Ninguém os usaria sem um objetivo em mente. Se o poder da magia é real e forte, quem foi usado para colocá-los estava, conscientemente ou não, dando espaço para influências demoníacas na mente e vida dos jogadores incautos. “Porque não ignoramos os seus ardis” (2Co 2.11 - RC).

O mundo espiritual é complexo e há perigos que não são imaginação. A Palavra de Deus ensina que o risco de contaminação espiritual existe e precisamos evitar até mesmo mencionar nomes de demônios (Cf. Êx 23.13). Quando alguém permite em seu lar um objeto consagrado a qualquer entidade espiritual que não seja o único Deus verdadeiro, ele pode desnecessariamente sofrer sérias conseqüências. “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada.”(Dt 7.26 - RA)

A contaminação espiritual pode ocorrer através dos olhos. “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.3 – RC; grifo do autor). Neste Salmo, o rei Davi mostra que ele tinha todo o cuidado para não trazer para seu lar nenhum tipo de objeto espiritualmente suspeito, a fim de que ele e outros em sua família não contaminassem a alma através dos olhos. Neste caso, pode-se entender contaminação como manter diante de nós um objeto que nos expõe, por vontade própria ou não, a influências espirituais indesejadas. Portanto, podemos ver que Davi jamais pensaria em distrair os olhos e a mente vendo ações violentas, satânicas, imorais ou impróprias dentro de seu próprio lar. É claro que este princípio bíblico não é útil somente no caso dos RPGs, mas em todas as formas de entretenimento, inclusive TV, revistas etc.

Jesus ensina que os olhos são a porta para a alma. Se alguém ocupa os olhos com coisas que são da luz, a luz encherá a sua vida. Por outro lado, se ele deixar que seus olhos se distraiam com coisas da escuridão, sua alma não deixará de ser afetada. Jesus diz: “Os olhos são como uma luz para o corpo: Quando os olhos seus são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não seja escuridão”(Lc 11.34,35 - BLH).

É por isso que o salmista orava ao Senhor: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade” (Sl 119.37a - RC). Vaidade aqui significa coisas sem valor para Deus. Então, nossa responsabilidade é ter cuidado, para que a luz que há em nós e no nosso lar não vire escuridão. Afinal, vale a pena contaminar nossas vidas e lares por causa de um entretenimento? Um jogo ou programa inadequado de TV merece esse preço?

Precisamos ser cuidadosos o suficiente para evitar todo tipo de entretenimento suspeito. Na dúvida, é melhor evitar do que se prejudicar. “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Ts 5.22 - RC).

Tomando o devido cuidado

Colossenses 2.8 revela que se deixarmos que o modo de pensar do mundo nos entretenha continuamente, corremos o sério risco de nos enfraquecer em nossa fé em Cristo. Aplicando às nossas vidas os princípios da Palavra de Deus, não teremos dificuldade de reconhecer um entretenimento inconveniente.

Quando um game é impróprio? Quando incentiva o jogador a agir de um modo não necessariamente ocultista, mas sem ética e moral, como chutar e bater nos outros e tirar as roupas de personagens femininos. Quando incentiva o jogador a cometer atos que, na vida real, são ilegais, como vandalismo, assédio sexual, roubo, destruição de propriedade, mutilação ou assassinatos, a fim de ganhar pontos para avançar.

Os pais precisam ficar sempre alertas para reconhecer e entender o que pode estar influenciando seus filhos. Como poderão ajudar os filhos para que não se prejudiquem com games impróprios?

O quadro abaixo ilustra algumas formas de orientar aos pais que se preocupam e que atentam à educação de seus filhos, alguns conselhos que devem ser seguidos a fim de contribuir com a educação, de acordo com o que está disposto na Palavra de Deus.

1. Orando por eles.

2. Incentivando-os a passar mais tempo lendo a Palavra de Deus, considerando sempre que um dos maiores incentivos é o seu próprio exemplo.

3. Estabelecendo limites adequados para os tipos de entretenimento que podem ser permitidos no lar.

4. Assistindo aos programas de TV e jogando games junto com seus filhos. Fique por dentro do que eles estão vendo, ouvindo e usando. Nessas situações, peça a sabedoria de Deus para transmitir valores morais a eles.

5. Evitando games e programas de TV que tenham conteúdo de violência e atos e insinuações indecentes.

6. Dando atenção a eles. Seu filho provavelmente tem alguns jogos favoritos. Jogue com ele e converse sobre os personagens e como eles lidam com os problemas. Ajude-o a entender como a vida realmente funciona e ensine-o a olhar para Jesus e os personagens justos da Bíblia como modelo de pessoas que sabem enfrentar problemas e batalhas.

7. Limitando o tempo que seu filho passa no computador. Ainda que um game que seu filho jogue não seja violento, passar muito tempo jogando vai aos poucos isolá-lo de um contato saudável com a família, trazendo conseqüência e prejuízos sérios para os relacionamentos.

Envolvendo-se na vida de seu filho e incentivando-o a cultivar atividades que o ajudarão espiritual, emocional e fisicamente.

Notas:

1 Elisângela Marques. Extraído do site www.jj.com.br/jj2/agito/agito25102002-01.html2 www.family.org/pplace/pi/films/a0014049.html3 Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House: Lafayette, Louisiana, 1989), p. 179.4 Idem.5 www.chick.com/articles/frpg.asp6 Dicionário Aurélio, Babylon Dictionary, Webster’s Ninth New Collegiate Dictionary e Encarta Pocket Dictionary.7 www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=330328 www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_8.htmlhttp://www.villagestreetwear.com/yugthouscar.html.http://www.angelfire.com/anime5/otakuparadise/yugioh.html9 www.cuttingedge.org/articles/bc001.html10 www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_7.html11 www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=1005820212 www.chick.com/articles/frpg.asp13 Os estudos foram realizados por importantes entidades como a Associação Médica Americana, a Academia Americana de Pediatria, a Academia Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil e a Associação Americana de Psicologia. www.almenconi.com/topics/games/vent24.html14 http://www.almenconi.com/topics/games/vent20.html

VEJA:http://www.icp.com.br/61materia1.asp

Domingo, 3 de Agosto de 2008

BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCEIRA SOB UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL E ORTODOXA


As Bíblias de estudo são uma ferramenta de grande valor para os estudantes da Palavra de Deus. As notas introdutórias, as informações culturais, sociais, geográficas, políticas, econômicas e espirituais do mundo bíblico, as notas teológicas, os comentários de rodapé, todas estas coisas contribuem para facilitar a pesquisa e a investigação realizada no texto sagrado. Se faz necessário contudo, termos um certo cuidado no uso destas bíblias, como por exemplo, conhecer a linha teológica dos comentaristas, suas bases doutrinárias e seu nível de compromisso com a ortodoxia cristã.


Lançada a pouco tempo no Brasil, a “Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira” é um exemplo de publicação de conteúdo “perigoso”. Ao fazer uma análise dos comentários da mesma sobre o tema “riqueza e pobreza”, percebi alguns equívocos doutrinários que passarei a citá-los:



"Pobreza é escravidão! Ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas que necessitam. A pobreza leva à depressão e ao medo. Não é a vontade de Deus que você viva na escravidão da pobreza. É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo! É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e o capacitará a colher com abundância!" (Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, introdução xxvii)


Tais idéias são equivocadas pelas seguintes razões:


- Pobreza não é escravidão, trata-se apenas de uma condição sócio-econômica, fruto do pecado, da acomodação, da injustiça social, do egoísmo e de outras mazelas. Você pode ser pobre, e mesmo assim, não ser escravo da pobreza. Você pode ser pobre e ser feliz! João Batista (Mt 3.4), Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8), Pedro e João (At 3.1-6), Paulo (2 Co 6.10) e tantos outros servos de Deus, apesar de pobres não eram "escravos" da pobreza. É preciso lembrar que a riqueza também pode promover escravidão (Mt 6.19-24). Desta maneira, não é a pobreza ou a riqueza em si que torna alguém escravo, mas sim, a forma como lidamos com essas condições sócio-econômicas.


- A pobreza "pode" levar alguém à depressão e ao medo, mas não necessariamente. Todos nós conhecemos pessoas que sobrevivem com poucos recursos financeiros, que não são depressivas nem vivem amedrontadas, pois confiam no Senhor que supre todas as nossas necessidades (Mt 6.31-34). Conhecemos também muitos ricos que são depressivos e amedrontados. A própria Bíblia adverte quanto ao males da riqueza mal adquirida e administrada (1 Tm 6.9-10).


- "Não é a vontade de Deus que "você" viva na escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo". Você quem? Isso significa que todos os crentes deveriam ser ricos? Você quem? Aquele que comprou a referida Bíblia, ou foi alcançado por seus princípios e ensinamentos? Não amados, nem todos seremos ricos. As razões pelas quais isto não vai acontecer são as mais diversas e complexas possíveis e envolvem fatores sociais, pessoais, espirituais, circunstanciais e outros. Se você contribui com as suas ofertas e dízimos, é trabalhador honesto, se esforça para manter-se qualificado na profissão que exerce, administra com sabedoria o salário que recebe e mesmo assim não alcança a riqueza, não fique triste nem frustrado, contentai-vos com o que tendes (Fp 4.11; Hb 13.5). Seja rico para com Deus (Lc 12.21). Saiba que o mais importante nesta vida não é o quanto você tem, mas o que você é diante do Senhor. Se um dia você ficar rico, dê graças a Deus, se nunca isso acontecer, dê graças a Deus também (1 Ts 5.18).


- Por qual razão Deus só resolveu acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza agora, se os fundamentos deste comentário sempre estiveram na Bíblia? Será que Jesus, Paulo, os demais apóstolos, os pais da igreja, os reformadores, os missionários que experimentaram fome e nudez pela causa do mestre nunca enxergaram isso? Deus os privou desta "visão" (aliás, mais uma daquelas visões que só trazem confusão e promovem heresias no Reino de Deus)? Somos uma geração "especial"? Outra coisa, quem disse que a riqueza acaba com as dívidas? Muitos ricos estão proporcionalmente mais endividados do que alguns pobres. A questão da dívida relaciona-se com a forma com de administrarmos os recursos e não em sermos pobres ou ricos.


- "É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial". Percebo que se trata de mais uma "unção especial", como foi a "unção do riso", "unção do leão" e outras "unções", todas fruto de uma interpretação bíblica equivocada e tendenciosa, desassociada de uma análise exegética séria e genuinamente cristã (é bom lembrar que boa parte dos argumentos e notas da citada Bíblia está fundamentada no Antigo Testamento em promessas direcionadas para o povo de Israel). Não existe uma "unção especial financeira". O que a Bíblia nos revela é a bondade, generosidade, misericórdia e graça de Deus, que faz com ele derrame abundantemente suas dádivas sobre aqueles que contribuem com alegria e liberalidade, promovendo assim socorro aos necessitados, recursos para a obra missionária, manutenção do trabalho do Senhor e o suprimento de outras necessidades (2 Co 9.6-15).


Observe o comentário abaixo:


"Se você estiver carregando um fardo financeiro pesado, Deus o libertará. Ele não quer que você lute semana após semana apenas para suprir necessidades básicas. Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente." (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, p. 278)


Algumas coisas precisam aqui serem esclarecidas:


- A ênfase da referido comentário deixa de ser dada ao "fardo do pecado" (Mt 11.28-29) e passa ao "fardo financeiro".


- O comentarista afirma que Deus não quer que lutemos para suprimento de nossas necessidades básicas, mas que deseja que sejamos ricos. Na verdade, o Senhor Jesus nos ensina que não devemos "lutar", no sentido dado pelo comentarista, por uma simples razão, é o próprio Deus que supre nossas necessidades básicas como comer, beber e vestir:


"Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.31-33)


- Diz ainda o referido comentarista: "Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente". Ora, não é a riqueza que nos livra da ansiedade, mas sim, nosso contentamento e confiança em Deus que em todas as coisas e situações nos fortalece:

"Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece." (Fl 4.11-13)


- É necessário lembrar que ser rico, não é em si mesmo pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica. Não passa de mais um vento de doutrina (Ef 4.14).


Observe agora a ligação entre a visão sobre pobreza da referida Bíblia com a Teologia da Prosperidade. Comecemos observando alguns textos escritos em defesa da Teologia da Prosperidade, publicados no Brasil:


"Muitos cristãos nascidos de novo e cheios do Espírito vivem num baixo nível de vida, vencidos pelo diabo. Na realidade, falam mais do diabo do que em qualquer outra coisa. Cada vez que contam uma des ventura, exaltam o diabo. Cada vez que contam quão doentes se sentem, exaltam o diabo (ele ó autor das doenças e das enfermidades - e não Deus)." (HAGIN, 1988, p. 19 apud PIERATT, 1993, p. 55)


" [...] Um outro observou: ' Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac.' Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o Cadilac naquela época - o melhor meio de transporte existente. Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis." (HAGIN, p. 48 apud PIERAT, 1993, p. 59)


" Não ore mais por dinheiro [...] Exija tudo o que precisar." (HAGIN, p. 17 apud ROMEIRO, 1998, p. 43)


Agora compare com o que está publicado como comentário na Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira:


"Jesus veio destruir as obras do Diabo: 'Para isso o Filho do Homem se manifestou: para destruir as obras do Diabo' (1 Jo 3.8). O pecado, a enfermidade, a pobreza e a morte são jugos do Inimigo! Você não tem de ficar amarrado à pobreza! Jesus veio libertá-lo de todo jugo que o Inimigo queira impor sobre você!" (p. 278)


O que há em comum entre os textos citados? A resposta é clara: todos estão construídos sobre os fundamentos da Teologia da Prosperidade. A lógica desta teologia é simples: doença e pobreza são do diabo. Se o Cristão está doente ou vive em pobreza, encontra-se debaixo do jugo do inimigo, ou nem é crente de verdade.


"Alguém uma vez me disse: Mas, Deus não colocou os médicos no mundo? [...] eu respondi: É verdade. Ele é tão bom que pensou nos crentes incrédulos. (SOARES, 1987, p. 40 apud PIERATT, 1993, p. 57)



Seguindo esse raciocínio, segue abaixo uma lista ampliada de personagens bíblicos que viveram debaixo do jugo do Inimigo:



- Eliseu (2 Rs 13.14-21) Enfermidade- João Batista (Mt 3.4) Pobreza- Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8) Pobreza (imagina que nem ele escapou!!!!)- Lázaro (Jo 11.1-5) Enfermidade- Pedro e João (At 3.1-6) Pobreza- Paulo (2 Co 6.10) Pobreza- Epafrodito (Fp 2.27) Enfermidade- Timóteo (1 Tm 5.23) Enfermidade- Trófimo (2 Tm 4.20) Enfermidade



Certamente conhecemos na atualidade, homens e mulheres de Deus (como os citados acima), que se encontram enfermos ou vivem em situação de pobreza (alguns inclusive vivenciam as duas situações). Será que todos eles estão debaixo do jugo de Satanás. Embora o Inimigo possa promover enfermidades e pobreza, nem toda enfermidade e pobreza surgem da parte dele:


"Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados."(Lm 3.39)


Se não fizermos exames de saúde periódicos ou não tivermos uma boa educação alimentar, e isto resultar numa enfermidade, a culpa é do Diabo? É claro que não, a culpa é nossa!

Se não administrarmos bem as finanças, não tratarmos com cuidado o orçamento doméstico, se fizermos um mau investimento, a culpa sempre será do Inimigo?


Volto a ressaltar que fatores sociais, econômicos, culturais e pessoais são a causa de muitos sofrimentos e privações na vida do cristão.


Entendo que é necessária uma ação urgente da parte dos pastores e líderes das igrejas, para que os teólogos, profetas, mestres e pregadores da "teologia da prosperidade" e da "vitória financeira", não enganem ou confundam nossos membros, congregados e até outros líderes com estas falsas idéias.


Vale lembrar, que a Teologia da Prosperidade é combatida e repudiada claramente nas publicações (CPAD), inclusive em lições bíblicas da ED.




No amor de Cristo e pela sã doutrina,



BIBLIOGRAFIA

ANKERBERG, John; WELDON, John. O movimento da fé. Porto Alegre: Chamada da Meia Noite, 1996.


Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2007.



PIERATT, alan B. O evangelho da prosperidade: análise e resposta. São Paulo: Edições Vida Nova, 1993.

ROMEIRO, Paulo. Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. 6. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1996.


SOARES, Esequias. Heresias e modismo: uma análise crítica das sutilezas de Satanás. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.








Domingo, 27 de Julho de 2008

Modismos e Heresias Ameaçam Igrejas Brasileiras

Não é nenhuma novidade que apareçam divulgadores de heresias no seio da igreja, mas nos últimos tempos a igreja brasileira tem sofrido a influencia do grupo musical gospel Diante do Trono, da Igreja Batista da Lagoinha de Belo Horizonte – MG. Este grupo é o que mais vende CDs evangélicos no Brasil e tem influenciado fortemente a juventude evangélica brasileira, tendo fama de “ungidos”. A Igreja Batista da Lagoinha tem se tornado refêrencia a tal ponto de haver caravanas para ir assistir seus cultos e conhecer a igreja. Só que, tal igreja tem disseminado um festival de doutrinas anti-biblicas . A IBL partilha dos ideais do MIR ( Ministério Internacional de Restauração). Esse ministério tem sido o principal responsável pela disseminação do G12 em terras brasileiras e é presidido por seu fundador René Terra Nova, que afirma ser “Apostolo”. Umas das principais aliadas de Terra Nova é Valnice Milhomens do Ministério Palavra da Fé, uma pregadora da teologia da prosperidade, famosa por pregar heresias.


Entre as falsas doutrinas que o MIR e demais adeptos de sua visão tem pregado, estão doutrinas que assemelham à doutrinas: católico romanas, judaicas e mormonitas. A IBL já adotou, não só o G12 , mas também a onda de “restauração do apostolado” ungindo Marcio Valadão, seu pastor presidente, “Apostolo”, além de ter cedido seu templo para a consagração de René Terranova “Apostolo” do Brasil e da América Latina, culto este que teve a presença da “Apostola” Valnice Milhomens, já citada e do “Apostolo” Mike Shea, conhecido por ministrar louvor de costas, características esta da igreja ortodoxa antioquina.



Vamos analisar algumas doutrinas e práticas propagadas por esses movimentos:


Teologia da Prosperidade



Essa é uma das doutrinas principais pregada por todos esses movimentos. Trata-se de uma substituição do Evangelho da Graça, pelo “evangelho” da ganância. Oral Roberts, um dos principais pregadores dessa heresia, chegou a escrever um livro intitulado How i learned Jesus Was Not Poor (“Como aprendi que Jesus Não foi Pobre”) É comum ouvimos da boca dos pregadores da prosperidade coisas do tipo: “ Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada.” A principio uma frase dessas pode até pode parecer ortodoxa. Mas, o que muitos talvez não saibam, é que para esses pregadores, “vida derrotada”=ser pobre, ter dificuldades financeiras, ficar doente etc.T.L Osborn, ensina em seu livro Curai Enfermos e Expulsai Demônios , que Paulo jamais esteve doente contradizendo o seguinte texto:



” E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus”.(Gal.4.13,14). É interessante saber que Osborn no começo de seu ministério se apoiou em líderes heréticos como William Marrion Branham.



T. L. Osborn, no folheto intitulado Um Homem Chamado William Branham, escreveu o seguinte: "Esta geração está incumbida: uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana na forma de um Profeta. Deus tem visitado seu povo. Porque Um grande Profeta Tem-se Levantado entre Nós"Osborn trata a pessoa de Branham como se fosse o próprio Deus. Em outro lugar no mesmo folheto, diz:



"Deus tem enviado o irmão Branham no século 20 e tem feito a mesma coisa. Deus em carne, novamente passando por nossos caminhos, e muitos não o conheceram. Eles tampouco o teriam conhecido se tivessem vivido no tempo em que Deus cruzou seus caminhos no corpo chamado Jesus, o Cristo."



A teologia da prosperidade une o fútil ao desagradável, ou seja, é uma mistura de ganância e



comodismo. Os adeptos da teologia da prosperidade acham que nós temos direito de



reivindicarmos o que quisermos de Deus, esquecendo da soberania divina. Cito abaixo alguns



textos bíblicos, que refutam esse evangelho falso, que promete ao homem uma vida de




prosperidade material, atiçando-lhe a ganância.



Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;(Mat.6.19,20)



é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,



altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.


Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.(1Tim.6.4-11) Alguns dias atrás, recebi um e-mail, que continha um material da pesquisadora de religiões Mary Schultz mostrando como terminaram alguns dos grandes pregadores da prosperidade e da saúde perfeita. observem:



1. E. W. Kennyon faleceu vitima de um tumor maligno.2. John Wimber e seu filho Chris morreram de câncer.3. A . A. Allen morreu de alcoolismo.4. John Lake morreu de um colapso.5. Gordon Lindsey morreu do coração.6. O cunhado de Kenneth Haigin morreu de câncer. 7. O mesmo aconteceu à sua irmã8. Sua esposa foi operada e o próprio Haigin usou óculos até morrer.9. Kathryn Khulmann morreu do coração.10. Daisy Osborne morreu de câncer, jurando que havia sido curada.11. Jamie Buckingham morreu de câncer.12. Fred Price conseguiu uma quimioterapia para a sua esposa.13. John Osteen procurou ajuda médica para curar o câncer da esposa.14. A esposa de Charles Capps fez tratamento médico de câncer e também Joyce Meyer.15. Mack Timberlake está se tratando de um câncer na garganta.16. R. W. Shambach fez quatro pontes safenas.17. O Profeta Keith Greyton morreu de AIDS.Isso é uma prova convincente não são bem assim como pregam entusiasticamente esses “profetas” do materialismo. Por ai percebe-se que não vivem o que pregam!




De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.



Restauração da igreja primitiva com apóstolos e profetas



Ha mais de duzentos anos o mormonismo vem pregando uma “restauração” da igreja primitiva composta por Profetas, Apóstolos etc. Nesses últimos tempos uma doutrina parecida tem sido divulgada no Brasil por igrejas evangélicas em especial as adeptas do G12. Vale lembrar, que há séculos a Igreja Romana prega a doutrina da sucessão apostólica, tendo o Papa como sucessor de Pedro. O texto base de tais igrejas, normalmente é Ef.4.11, tirado de seu contexto. Jesus escolheu doze apóstolos, dos quais Judas Iscariotes se suicidou, ficando 11. Depois Matias foi acolhido apóstolo para ser junto com os onze testemunha da ressurreição do Senhor (At.1.21-26), posteriormente Paulo, foi chamado pelo próprio Senhor para ser apóstolo e mesmo assim se considerava um abortivo, como nascido fora de tempo por ter sido o ultimo a ver o Senhor (1 Cor.15.7-9). Se a instituição de apóstolos na igreja fosse algo necessário até a vinda do Senhor, Paulo não teria razão para fazer tal afirmação. Depois que morreu o ultimo apóstolo, nunca mais ninguém na igreja primitiva foi reconhecido ou ordenado Apóstolo. O dom de profecia é para a exortação edificação e consolação, não para dirigir a vida de ninguém ou para transmitir ordenanças a igreja, e muito menos para dar “autoridade” sobre quem quer que seja (cf.1Cor.14.3).



Confissão de Pecados aos Lideres



Tiago 5:16 “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”



Esse texto tem sido usado para tentar provar que, temos que confessar nossos pecados para sermos de alguma forma, libertos. Certa vez ouvi um dos integrantes de uma banda gospel, vinculada a uma comunidade que pratica o G12, dizer que quem não confessar seus pecados aos seus pastores ou lideres, para que eles liberassem a “benção do perdão” , sofreriam ações diabólicas. Isso parece a doutrina católico romana da confissão auricular. O Texto Bíblico acima refere-se ao ensino de Jesus, sobre perdoar o irmão que pecar contra nós. Tiago está exortando a igreja à reconciliação e ao perdão mutuo. Veja, que antes dele falar em cura, ele fala em oração...”orai uns pelos outros para serem curados” é a ação divina em resposta a oração que cura e restaura, física e espiritualmente e não a confissão auricular. Somente a Deus devemos confessar nossos pecados.



Praticas Judaizantes



Valnice Milhomens, em entrevista à revista Vinde declarou:



"Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis' dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo."



A Sra.Milhomens, contradiz frontalmente o ensino neotestamentario do fim da Lei mosaica em Cristo Jesus ( Rom.14.5, Col 2.16, Ef.2.15, Gal.3.23-25). Da mesma forma a circuncisão era uma aliança perpetua e nem por isso ela a instituiu em sua igreja ( Gen.17 10-14). Esta Sra, já chegou declarar que Jesus vai vir em um Sábado de 2007, sendo que o próprio Senhor Jesus, declarou que o dia e a hora de sua vinda ninguém sabe. (Mat 24:36,43,50. 25:13)



MIR



As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). www.mir.org.br



O Encontro de Levitas é um Encontro voltado para o resgate do Ministério Levítico dentro da Visão Celular no Governo dos 12. Esse encontro traz princípios e conceitos sobre os levitas, todo o histórico desde o seus surgimento até os nossos dias. www.mir.org.br



Com respeito a celebrar a festa dos tabernáculos veremos como era observada:



“ Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias.



Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.



Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.



São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio,” (Lev.23.34-37)



Resta saber se eles realmente observam a Festa dos Tabernáculos como está prescrito na Lei. Se eles não observam dessa forma, não estão observando o preceito. Se observam, estão anulando o sacrifício de Cristo, oferecendo holocaustos e sacrifícios. Isso mostra o grau de apostasia em que o MIR está envolvido O Apostolo Paulo deixa bem claro que não precisamos observar os dias santos e cerimônias judaicas ( Col.2.16, Gal. 4.9-11).



Levitas? Que absurdo! Não existe mais ministério levitico nos dias atuais. O ministério levitico como o próprio nome já diz se refere aos integrantes da tribo de Levi. Portanto é heresia grosseira querer instituir esse ministério na igreja. O Novo Testamento ensina que o ministério levítico cumpriu sua função e foi substituído pelo ministério de Cristo. (Heb 7:5-28)



Atos ProféticosMais um modismo! Esses atos proféticos estão baseados na crença de que o cristão faz ou diz, tem repercussão no mundo espiritual. Alguns chegam a blasfemar ensinado que assim como Deus, pela sua palavra falada, trouxe todas a coisas a existência, da mesma maneira, nós como sua imagem, podemos trazer coisas a existência pelo poder da palavra falada. Esse ensino é uma blasfêmia idolátrica, que procura assemelhar o homem a Deus. Esses atos proféticos normalmente tem como objetivo, “conquistar” cidades ou nações para o Reino de Deus. A palavra de Deus nos ensina a ganhar almas para o Reino de Deus através da pregação do evangelho de Jesus Cristo, e não através de “declarações de posse” ou de “orações reivindicatórias.” Líderes de diversas comunidades ligadas ao G12 e ao apostolado contemporâneo, estão planejando uma série de “atos proféticos” para a redenção do Brasil até 2007, o ano anunciado por Valnice Milhomens para o retorno de Cristo. O primeiro desses atos foi feito na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte e o ultimo está marcado para ser em Porto Alegre. Sinomar Ferreira falando sobre esses atos proféticos declarou: “Os atos proféticos são extremamente importantes,



por que aquilo que é feito aqui na terra tem repercussão no céu” Isso mostra o caráter herético de tais atos, pois insinua que podemos manipular o mundo espiritual. Crença parecida com as dos Bruxos da Nova Era que acreditam poder manipular as forças da natureza através de palavras mágicas e encantamentos. [Vide o livro "A Sedução do Cristianismo" de Dave Hunt]



Que Pastores, lideres e membros de Igrejas, estejam vigilantes, para que ventos de doutrinas não invadam suas comunidades eclesiais, causando divisão e confusão em seu meio. Fica aqui um alerta: Antes de convidar alguém para pregar em suas igrejas, acampamentos, retiros etc. Procure se informar bem, sobre a linha doutrinária seguida por essa pessoa, para evitar futuros problemas.



Domingo, 13 de Julho de 2008

MENSAGENS SUBLIMINARES PARTE( 1 )


Estudo sobre o uso de mensagens subliminares nos filmes da Disney, na TV, nos Games “infantis” e em alguns vídeos

Você já parou para pensar que as maiores marcas do mercado possuem a cor vermelha ? ou como que certas pessoas ficam ricas e carismáticas de uma hora para outra ? ou na existência dos mais diversos crimes cujo os crIminosos dizem estarem sendo influenciados por alguma coisa ?. Será que tudo isso é conhecidencia ? pelo sim ou pelo não talvez seja a hora de você manter sua mente e principalmente seus olhos bem abertos, pois sua mente pode estar sendo controlada...

Mensagens Subliminares são mensagens colocadas de forma que ficam ocultas em videos, músicas, propagandas etc., elas entram no seu subconsiênte sem permitir que você tenho uma opção de escolha, te obrigando assim, a fazer comprar mais, se interesar por um filme etc.

São infinitos os casos dessas mensagens e o mais interesante nelas é que envolvem pessoas que você jamais poderia imaginar, mas se você ligar os fatos e analisar as provas, verá que tudo isso não passa de uma simples brincadeira.

Quando tudo começou...

Na minha emocionante troca de arquivos por e-mail, entre eles fotos, charges, desenhos, gifs, etc. chega até mim um anuncio publicado não me lembro a onde bem interesante, ele era de uma mulher segurando uma taça, da onde ela tirava dela e passava em seu pescoço um perfume.

O intrigante

Se você virasse a figura de cabeça para baixo e tampasse certas partes da figura você iria ver perfeitamente o desenho de uma mulher se masturbando (isso é demonstrado no arquivo).

Conhecidência ? apenas uma brincadeira ? eu acho que não.

Na época eu não dei muita bola, nem acreditei que o anúncio fosse real, mas pesei na possíbilidade desse tipo de coisa existir em inúmeras coisas que não percebemos... eu estava certo, descobri uns desenhos bem legais:

Lembrei que a alguns anos atráz um dono de uma papelaria me avia me dado um desenho do rosto de um cara, que se você virasse de cabeça para baixo ele passava a Ter outra face (você deve Ter visto isso).

Em alguns livros de Educação Artística, você vê uma um quadro, mas quando recebe instruções para ver a outra figura você vê uma figura completamente diferente.
Ex:A primeira vista, vemos dois mercadores e um escravo, porém se olharmos a imagem distantemente, percebemos o Rosto de um Idoso.





O brinco da mulher , é na verdade o olho de uma idosa, o colar, é a boca da idosa


o queixo é o nariz e o chapéu continua sendo o chapéu. (se isso te ajudar: é uma idosa do estilo do desenho do pica-pau).


Ou se você preferir algo mais atual, há um comercial de um produto para se saber se está ou não gravida, nele a primeira vista parece uma mulher grávida, mas depois de uma pequena modificação, é uma mulher normal.

A partir desses desenhos comecei a pesquisar na internet a procura de mais e então encontrei o mais intrigante e mais famoso:

O do desenho "Bernado e Bianca" da Disney, um longa metragem que nos primeiros 28 min. De filme você encontra na imagem a foto de uma mulher com os seios de fora:
Daí descobri o nome da técnica e que deixou fácil a pesquisa sobre o assunto.

Em um filme ou desenho:

No caso do desenho "Bernado e Bianca" eles podem fazer esse tipo de coisa para que você assista o filme e goste do que você vê nele, no caso, como só seu subconsiente é quem vê (a imagem passa em um curto tempo, não permitindo que você perceba), você pode assistir ele mais vezes e incadicar ele, para outras pessoas ou no mínimo sair por ai dizendo que "esse filme tem algo de especial".
Perceba que o rosto da mulher é de uma caveira, acredita-se que a Disney pratica mágia negra para conseguir a fama que tem, e em troca disso uma das coisas necessárias é que se idolatre o mau, mostrar que você gosta dele.

Fatos:
Um empregado de um dos produtores do desenho Disney, limpava o escritório de seu chefe, até que abriu o armário e nele encontrou um pentagrama de cabeça para baixo, onde cada ponta dele possuía um cartaz de um desenho Disney.

O principal símbolo Disney, é o Mikey, lembrando que no Holograma Disney, ele é um feiticeiro.

Os Desenhos Disney mostram as mais infimitas fantasias, mas nunca sitam a existência de Deus.

Em muitos desenhos Disney eles mostram coisas de mágia negra como comunicação com os mortos (Rei Leão), Gênios e lampadas mágicas (Aladin), espíritos (Pocahontas). Etc

A verdadeira história do desenho Pocahontas, é que Pocahontas era uma garota de 12 anos e não uma mulher sexy, apresentada como no desenho.

O significado de Pocahontas é: Poca=espírito hontas=Abismo.

No desenho dos 101 Dalmatas, o sobre nome de Cruela é Devil (demônio em inglês); No prédio da sua empresa tem uma placa "HOUSE OF DeVIL", porém na tradução só a palavra house foi traduzida, ficando "CASA DE VIL'.

No desenho do Mowgli, a cobra olha nos olhos de Mowgli e diz: "Olha os meus olhos, eu vou levá-lo para baixo no abismo depois de hipnotizado, e você nunca mais poderá sair de lá".

Algum feliz que colocou isso no desenho só para dizer que é bom. Francamente isso é o menos provável já que a milhares de etapas para se produzir um desenho como esse, seria impossível passar despercebido.

Obs.: Vale lembrar que no caso do filme "Bernado e Bianca", a matéria saiu no jornal "Folha de São Paulo".

Outros desenhos Disney interessantes de se ver:
A pequena sereia:

- Quando a música ( Beije a moça) toca no fundo, há um grupo jamaicano falando palavras africanas, lançando maldições para as crianças que assistem.- É um filme pornográfico infantil.- O padre que celebra o casamento de Ariel fica excitado.


















Observe a "folhinha que a sereia tem na mão" !
Parece um pênis a que está caindo da mão, mas a forma que ela está segurando a outra, é com o dedo do meio, levantado.

Aladin:-


Uma criança de 5 anos, nos EUA, tirou suas roupas, e quando questionada pela mãe disse que o Aladin havia mandado, a mãe assistiu o filme para procurar esta passagem onde ele dava esta ordem, porém não encontrou, pois a mensagem foi produzida para surtir efeito apenas nas crianças.- Quando ele vem voando num tapete ele toma a espada e diz muito rápido: "mate-se, suicide-se". São mensagens muito rápidas, só percebidas se prestarmos muita atenção ou congelarmos as imagens.

O Rei Leão:

A Revista TIME disse que é o vídeo mais sujo, mais perverso e carregado e de satanismo e violência que a Disney jamais produziu, e que as crianças que assistem este filme hoje, serão os próximos assassinos de amanhã.
Também pode-se dizer, que esse desenho é um ótimo desenho para incentivar crianças ao homosexualismo, já que o vilão Scar, andava rebolando, Pumba e Timão, viviam sozinhos na floresta e não queria que Simba fosse embora com Nala.

Fatos:


Mais da metade daqueles que produzem os desenhos Disney, são gays

John Smith (já falecido vitima de AIDS) era homossexual e foi quem criou Scar.

Existem diversos casos criminais em que os assassinos assistiram inumeras vezes ao desenho e diziam que o Rei Leão é que mandave eles matarem, vale lembrar também que existe um caso em que o assassino Brasileiro tinha um adesivo do Rei Leão em seu revolver.

Assim como em "A pequena sereia", "O rei leão" tem sua imagem subliminar:


Mensagem Subiminar encontrada no filme "Rei Leão", na cena em que o personagem cai sobre as flores e levanta uma nuvem de orvalho. É percebível a palavra "sex" (sexo em português).

Sábado, 5 de Julho de 2008

Benny Hinn é um profeta de Deus?

Não há no mundo todo um conferencista (conferencista?) tão famoso quanto Benny Hinn. É ele um profeta de Deus, um pregador da Palavra? Ou um falso profeta, um animador e manipulador de auditórios? Suas pregações costumam ter conteúdo evangelístico?



Enfocam o nome de Jesus? Como se sabe, o ponto alto de suas ministrações são algumas manifestações estranhas, que ocorrem, segundo ele, devido à "nova unção" que está sobre a sua vida.



As opiniões sobre a “nova unção” propagada por Hinn são divergentes. Alguns, afirmando que não se pode limitar o poder de Deus, a defendem com veemência. Outros consideram a cena de uma pessoa caída ao chão ou rolando pelo piso de um templo, no mínimo, grotesca. O assunto é polêmico e, por isso, deve ser abordado de maneira franca, objetiva e à luz da Palavra de Deus.


O "CAIR NO ESPÍRITO"

As argumentações “bíblicas” para se defender o “cair no Espírito” são as seguintes, resumidamente: “Em Gênesis 2.21, Deus fez Adão dormir. Por que ele não faria, hoje, o crente dormir, ao ser cheio do poder? Da mesma forma, Abraão ouviu Deus falar quando estava em profundo sono (Gn 15.12). Finalmente, Daniel, Saulo e João caíram pelo poder do Senhor (Dn 10.8,9; At 9.4-8; Ap 1.17)”.No primeiro exemplo, Deus fez Adão dormir para formar a mulher (Gn 2.22). No caso de Abraão, o sono não foi proveniente de Deus. Ele estava cansado, depois de ficar em pé aguardando uma resposta do Senhor, que aconteceu por meio de uma tocha de fogo (Gn 15.13-21). Nenhum dos episódios, pois, fornece base para o “cair no Espírito”. Aliás, há também exemplos negativos, como o do dorminhoco Êutico (At 20.9), que inclusive estava em um culto...As quedas de Daniel, Saulo e João também não proporcionam bons argumentos aos defensores da “nova unção”. Daniel contemplou uma grande visão, depois de jejuar durante três semanas (Dn 10.1-3). Paulo viu uma forte luz, que cegou os seus olhos (At 9.8,9). E João viu Jesus em sua glória (Ap 1.10-18). Nessas circunstâncias, seria impossível permanecer de pé. Observe que, em todos esses casos, nenhum servo de Deus foi lançado ao chão, mas caíram por terem perdido as forças ante a presença real do Senhor.



Os textos empregados para defender o “cair no Espírito” são inconsistentes à luz de seus contextos. Por essa razão, é importante ver o outro lado da moeda. Em primeiro lugar, segundo a Bíblia, Deus nos quer de pé (Ez 2.1; 11.1; Mc 10.49; Ef 5.14).

Em contraposição, quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27; Lc 4.35). Jesus e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão.


Mas a prática da “queda espiritual” já está ocorrendo em muitas igrejas. Curiosamente, alguns “ministradores” de tal prática, como este articulista já presenciou, seguram as pessoas com uma das mãos na testa e a outra na parte inferior das costas, tornando a queda inevitável. Ora, se a pessoa cai de poder, por que forçar a sua queda? E sempre há obreiros para ampará-las...Há também casos em que pessoas são derrubadas à distância, curiosamente da mesma maneira que ocorre em algumas seitas anticristãs. Assistam ao vídeo Verdade ou Mito? (volume 2), produzido pela National Geographic, Editora Abril.

BENNY HINN IMITA A CRISTO?

Na verdade, tanto o “cair no Espírito” quanto a “unção do riso” são práticas importadas dos EUA, especialmente trazidas por Benny Hinn, recordista em vendagem de livros, que já esteve no Brasil algumas vezes, “ministrando milagres” através de sopros e golpes de paletó. Hinn, pastor do Centro Cristão de Orlando, na Flórida (EUA), leva inúmeras pessoas a caírem ao chão supostamente pelo poder de Deus.


Benny Hinn derruba muitas pessoas. Há vídeos no YouTube em que vemos até filas de pessoas para receberem o golpe de seu "paletó mágico". Mas, se de fato a unção de Deus está sobre sua vida, por que ele não levanta pelo menos uns 10% de paralíticos, em relação ao grande número de pessoas que ele derruba?


Quando andou na Terra, o Senhor Jesus levantou vários paralíticos e não derrubou a ninguém. Hinn derruba milhares e não levanta nenhum paralítico... Por quê?


O Senhor Jesus nunca fez propaganda dos milagres que realizava e glorificava o Pai em tudo. No caso de Hinn, todos os holofotes estão voltados para ele. Como diria um famoso jogador de futebol, ele é "o cara".


Curiosamente, os pregadores brasileiros que têm o senhor Benny Hinn como modelo são imodestos, vestem-se como astros, derrubam pessoas e são capazes de pregar (pregar?) uma hora sem citar o nome de nosso Senhor Jesus Cristo!


CONHEÇA BENNY HINN

Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus, um profeta do Altíssimo, especialmente ungido para os últimos dias. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas que devem ser levadas em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Hinn:

A) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p.166).

B) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p.373).

C) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p.119).


D) Asseverou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.128).


E) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p.373).


F) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”. Não somos nós que devemos implorar pela presença do Espírito?


G) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (citado em Cristianismo em Crise, p.375).

H) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p.376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:

“Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...)“Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”

I) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p.375).


J) Defendendo a teologia da prosperidade, pela qual afirma que a pobreza é uma maldição, disse que Jó era carnal e mau (idem, p.103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).


L) Defensor também da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p.295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).


Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia atentamente Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.












































Domingo, 22 de Junho de 2008

Os sinais da vinda de Jesus se multiplicam. Estamos enxergando-os?


Um amigo nosso conseguiu pular de seu carro e escapar com arranhões quando o veículo foi atingido por uma locomotiva. Ele morava a 500 metros de uma ferrovia. Estava tão acostumado a cruzar aquela linha do trem todo dia, que não reparou no aviso que mandava: Pare, Olhe, Escute. Por pouco, a falta de respeito à sinalização não lhe custou a vida.


Essa mesma falta de respeito leva à morte milhares de pessoas nas rodovias brasileiras todos os anos. Segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2004 o número de mortos nas viagens interestaduais aumentou 84% em relação ao ano anterior.


Mas existe uma sinalização muito mais importante que a das ferrovias e rodovias. E pouquíssimas pessoas estão respeitando-a. Aliás, parece que a maioria não enxerga nem se interessa em enxergar os avisos que se multiplicam a cada ano. São os sinais dos tempos, a sinalização divina na rodovia espiritual pela qual todos estamos passando, neste final dos tempos, em direção à eternidade.


Da mesma forma que os sinais de trânsito existem para coibir acidentes nas estradas, os sinais de Deus existem para que possamos viajar pela estrada da vida e alcançar nosso destino com toda segurança. O desrespeito aos sinais, nos dois caminhos, sempre resulta em prejuízos.


Dois mil anos atrás, os discípulos de Jesus ficaram assustados com a afirmação dele de que não ficaria pedra sobre pedra do belíssimo templo em Jerusalém, que tanto admiravam. Quiseram saber quando estas coisas sucederiam e que sinal haveria da vinda dele e da consumação do século (Mt 24.1-3).


Dois mil anos depois, na iminência dessa consumação e da vinda do Senhor, os acontecimentos previstos por Jesus estão acontecendo com uma precisão gritante. E a maioria dos discípulos atuais os ignora, como se o fim estivesse ainda bem distante. Que acontecimentos são esses?


Jesus disse que ouviríamos falar de guerras e rumores de guerras. Não é de agora que estamos ouvindo falar delas. Tudo isso sempre houve. Mesmo assim, as guerras e rumores de guerras que hoje acontecem estão deixando muita gente assustada e até amedrontada. Mas o Senhor diz a nós, seus seguidores: “não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim, porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores.” (Mt 24.6-8).


Muitas pessoas acharam desnecessária a guerra no Iraque, mas de acordo com essa afirmação do Senhor do universo, era necessário assim acontecer. Necessário porque faz parte da preparação para o aparecimento do anticristo – outro sinal que antecede a vinda de Jesus.

A destruição das torres gêmeas em Nova York marcou o fim de uma era e o início de outra, talvez a última. A imponência e invencibilidade americanas sofreram um abalo fortíssimo, deixando toda a nação perplexa e receosa. O desastre provocou mudanças drásticas também na economia mundial, nos sistemas de segurança e na formação de novos conceitos de guerra. Instalou-se no mundo inteiro um sentimento de inquietação e temor, resultado dos sucessivos ataques terroristas em vários outros lugares. Os líderes mundiais partilham da apreensão e se mostram incapazes de solucionar os problemas de ordem social e econômica. Falam de paz e segurança, mas a realização desse ideal parece fugir-lhes.


Esse clima de incerteza e temor, com tempo, deve se transformar em desespero global, o que permitirá que o anticristo entre em cena produzindo a tranqüilidade (embora falsa) que todos almejam. Então, “quando andarem dizendo: Paz e segurança, [e muitos crentes estiverem “dormindo”, acomodados] eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.” (1 Ts 5.3 – acréscimo meu).


O que deve chamar a nossa atenção hoje é o aumento dos sinais. Guerras, fome, iniqüidade e desastres não são novidade neste mundo. A diferença se vê na multiplicidade desses males que o mundo hoje está enfrentando. Em diversos lugares a Bíblia fala sobre esse aumento, e que isso antecederá a volta de Jesus. Ele mesmo destacou o aumento do engano como sendo um dos sinais principais e um dos perigos maiores que vamos enfrentar nos últimos dias. A Bíblia nos previne quando diz que “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2 Co 11.14). É um disfarce que ele está usando, com um sucesso cada vez mais acentuado, para iludir os filhos de Deus.


Vamos destacar algumas evidências da multiplicidade:


1. Engano: No Brasil cresce o número de “anjos de luz”, falsos profetas, muitos com título de pastor, “ministrando” em nossas igrejas em nome do Senhor e enganando a muitos com suas “profecias” opulentas e promessas de prosperidade e vida sossegada.


Multiplicam-se os “obreiros” e “missionários” sem qualificações e sem preparo teológico, que abrem salões e pregam em alta voz “verdades” das mais absurdas. O povo, que não lê a Bíblia, engole tudo como sendo a mais pura verdade.


Há igrejas em nossas comunidades que cumprem a profecia de 1 Timóteo 1.1-5 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado”.


Um número cada vez maior de líderes e liderados evangélicos está sucumbindo ao embuste do inimigo em relação ao divórcio. Deus afirma categoricamente que odeia o divórcio (Ml 2.16), e Jesus confirmou isso ao ordenar: “O que Deus ajuntou não separe o homem” (Mc 10.9). Portanto, nós nos enganamos, achando que o soberano Senhor vai alterar os princípios de seu Reino para acomodar o nosso egoísmo e nosso pecado. Essa mentalidade é fruto do relativismo e hedonismo da pós-modernidade que está minando as bases doutrinárias e teológicas de nossas igrejas. Ainda existe a opção de o casal se humilhar, dobrar os joelhos, e cada um clamar a Deus por uma mudança do próprio coração, para então esperar que Deus opere a mesma mudança na vida do outro.


2. Ódio aos cristãos: Uma crescente onda mundial de desprezo e perseguição dos verdadeiros seguidores do Cordeiro, Jesus Cristo, deve surgir. O movimento ecumênico, com sua disposição à convivência e diálogo com todas as confissões religiosas, irá nos enquadrar na categoria de heréticos, por não harmonizarmos nossos pontos de vista com os da maioria religiosa. Jesus predisse esses acontecimentos em seu discurso no pátio do Templo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (Mt 24.9).


3. Fome: No mundo, em cada sete pessoas, uma padece fome. Em cada 3,5 segundos morre um ser humano, vítima da fome. Calcula-se que 815 milhões, em todo o mundo, sejam vítimas crônicas de grave subnutrição, a maior parte mulheres e crianças dos países em desenvolvimento. Malawi, na África, enfrenta seca e a pior fome nos últimos 50 anos. Segundo o governo desse país, 70% da população de 11 milhões, passam fome. Esta situação calamitosa se repete em cada vez mais países africanos.


4. Epidemias: O problema da fome que se alastra pelo continente africano é associado ao agravamento das guerras e epidemias, como o vírus Ebola e a aids, que assolam vilas, cidades e nações inteiras. Surgem novas epidemias, como a gripe aviária, que ameaça se transformar em pandemia, com a possibilidade de causar a morte de milhões de pessoas ao redor do mundo.


5. Pobreza: O número de pobres não pára de crescer, e já chega a 307 milhões de pessoas no mundo. Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), recentemente publicado, mostra que, nos últimos 30 anos, o número de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia duplicou nos países menos desenvolvidos.


6. Conhecimento: A multiplicação do conhecimento é algo fantástico, que deveria chamar a nossa atenção. Dizem os eruditos que o conhecimento total mundial se dobra a cada dois anos. Parece que não há mais limites ao que o homem é capaz de fazer. Os avanços nas áreas de tecnologia, biologia genética e medicina regenerativa são tantos que não conseguimos acompanhá-los. Tudo isso é o cumprimento da profecia de Daniel, escrita quinhentos anos do nascimento de Cristo: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Daniel 12.4).


7. Desastres naturais: A multiplicação de terremotos e furacões é assustadora. As estatísticas registram apenas oito terremotos catastróficos no período de 1290 a 1900, e dezoito de1900 a 1995. De lá para cá, em apenas uma década, o mundo sofreu treze terremotos que causaram mais de mil mortes cada, sendo o da Indonésia o pior, com a perda de quase 200.000 vidas. Os furacões nas Américas bateram novo recorde em 2005, em quantidade e intensidade.


A natureza parece estar fora de controle, com El Niños, inundações na Europa, seca inédita na Amazônia, aquecimento global, descongelamento dos Pólos, furacões na Região Sul do Brasil. De acordo com uma reportagem na revista Superinteressante, a velocidade e a duração desses fenômenos aumentou 50% nos últimos 50 anos.


É interessante notar que alguns dos lugares mais atingidos por estes fenômenos da natureza em 2005 são locais reconhecidos pela busca do prazer e pecado. As praias da Tailândia eram conhecidas mundialmente pela prostituição infantil. O prefeito de Nova Orleans chama sua metrópole de Sin City (cidade do pecado). O apelo do lugar é o trinômio música-bebida-sexo, mais centralizado no Mardi-Gras, a estação carnavalesca, assistida anualmente por mais de um milhão de turistas. Cancun, México, é o destino anual de centenas de universitários americanos na época de Spring Break (férias escolares de primavera), para uma semana de farra, orgias e bebedeiras. Será que essas calamidades não são um aviso prévio do juízo vindouro?


8. Iniqüidade: A Bíblia destaca a multiplicação da iniqüidade, hoje tão evidente no mundo inteiro:



As paradas do movimento gay reúnem mais adeptos e simpatizantes a cada ano. Embora a maioria dos brasileiros se mostre contrária ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é provável que a pressão internacional, com tempo, force o reconhecimento legal, como acontece em número cada vez maior de países.
A prostituição infantil no Brasil, na Tailândia, e outros países é uma desgraça maior que a perversidade de Sodoma.
Aumentam as notícias de pedofilia praticada por religiosos, médicos, professores, diretores de creches e orfanatos.
A construção desordenada de motéis nas saídas de nossas cidades é outra prova evidente do nível de iniqüidade, o que vai trazer o juízo de Deus sobre a nossa nação.


9. Esfriamento do amor: O Senhor afirmou que tudo isso resultaria em outra multiplicação, a da falta de amor: “O amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). Já estamos vivenciando esse esfriamento, a perda do primeiro amor de muitos irmãos, na busca de prazeres e riquezas que os reinos deste mundo oferecem. O mesmo Satanás que ofereceu uma “vida de deuses” a Eva e Adão, e que ofereceu os reinos do mundo a Jesus, tenta levar cada um de nós a curvar-se diante dele em troca de favores dos mais variados, como riqueza, status e satisfação de desejos carnais. As atrações do “mundão”, ao alcance de quase todos na TV, nos cinemas e nas locadoras de vídeos e DVDs, tidas por “inofensivas” pela maioria dos crentes, estão cegando os olhos e contaminando os corações do povo de Deus.


É hora de parar, olhar e escutar. Os sinais se multiplicam. Ergamos a nossa cabeça e olhemos ao redor! A nossa redenção se aproxima. Escutemos a advertência de Jesus: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. Vigiemos, pois, para que, quando vier o Filho do Homem à Terra, nos encontre entre os que ainda têm fé.
Allan McLeod
http://www.hebrom.org/

OS FATOS SOBRE O MOVIMENTO DA FÉ

Quais os ensinos fundamentais do Movimento da Fé?

O Movimento da "Fé" acredita que a mente e a língua humanas contêm uma habilidade ou poder sobrenatural. Quando alguém fala, expressando a sua fé em leis supostamente divinas, seus pensamentos e expressão verbal positivos produzem uma "força" supostamente divina que irá curar, proporcionar riqueza, trazer sucesso e, de outras maneiras, influenciar o ambiente. Kenneth Copeland ensina que "a força poderosa do mundo espiritual, o qual cria as circunstâncias que nos rodeiam, é controlada pelas palavras pronunciadas pela boca humana. Essa força vem de nosso interior".[1] Portanto, "não há nada nesta terra tão grande ou poderoso... que não possa ser controlado pela língua... É até possível controlar Satanás, aprendendo a controlar a própria língua".[2]

Segundo os pregadores da "Fé", Deus responde automaticamente e realiza o que ordenamos quando confessamos nossas necessidades e desejos pela fé, de maneira positiva.[3]

Por isso os cristãos devem supostamente aprender a operar seu homem interior ou "homem espiritual" no poder do mundo espiritual, mediante leis sobrenaturais, leis que irão funcionar para qualquer indivíduo, quer crente ou incrédulo.[4]

Segundo observa Charles Capps: "As palavras são a coisa mais poderosa do Universo"; "Isso não é teoria, é fato. É uma lei espiritual"; e: "Esses princípios de fé são baseados em leis espirituais. Eles funcionam para quem quer que aplique essas leis. Você os faz funcionar pelas palavras da sua boca".[5] A não ser que os cristãos obedeçam a essas leis e as apliquem com sucesso, o próprio Deus fica prejudicado em Sua possibilidade de agir na vida deles. Por quê? Porque tanto Deus como os cristãos são limitados por essas leis. Fred K. C. Price e outros ensinam que da mesma forma que o poder de Deus tem origem na fé que Ele exerce nas palavras que profere, o mesmo se aplica aos cristãos.[6] Por exemplo, "Deus criou o universo pelos métodos que você acabou de colocar em prática pelas palavras de sua boca. Deus liberou a Sua fé em palavras".[7]

Isso significa que tanto o homem quanto Deus são limitados em sua capacidade de agir sobrenaturalmente, a não ser que as fórmulas de fé adequadas sejam ditas, permitindo que o seu poder opere.[8] Só quando homens e mulheres imitam a Deus e Suas leis, eles podem realizar milagres.

Por exemplo, "Deus criou o universo dizendo que este viesse a exisitr. Ele deu a você essa mesma habilidade na forma de palavras."[9] Deus é, portanto, um Deus de "palavra de fé", que criou o homem à Sua imagem e lhe deu o potencial de usar o poder que Ele manifestou na criação.[10] "O homem é então um espírito, perfeitamente capaz de operar no mesmo nível de fé que Deus."[11] Como resultado, "você tem o poder de Deus à sua disposição".[12] Tudo isso explica porque a maioria dos pregadores da Fé pensa que o homem é um deus literal – nas palavras de Copeland, um ser "da classe de Deus".[13] Ao imitar o uso das leis cósmicas por Deus, o homem pode realizar atos sobrenaturais como os dEle.

Mas os pregadores da Fé também afirmam haver perigo em tudo isso. Essas leis cósmicas operam indiscriminadamente. Se os cristãos não tiverem cuidado, Satanás pode enganá-los porque tem igualmente condições de operar, usando as línguas de homens da classe de Deus.[14] Por exemplo, a "confissão negativa" – qualquer coisa dita que negue os princípios do Movimento da Fé – permite que Satanás entre na vida dos cristãos e os engane.

Em qualquer caso, até a missão do próprio Cristo é adequada à filosofia da Fé. Por que Jesus veio? Segundo o Movimento da Fé, uma razão da vinda de Jesus foi transformar-nos em "Cristãos da Fé" fortes, que pudessem fazer as coisas que Ele fez – e coisas maiores ainda. Jesus veio a este mundo por causa do poder da palavra proferida por Deus e por causa da fé que Deus tem na Sua fé.[15] De fato, Jesus foi a síntese do verdadeiro homem de "Fé". Ele sabia como usar perfeitamente as leis espirituais do Universo[16] e, portanto, tinha imensos poderes e fazia milagres incríveis. Assim sendo, Jesus foi um exemplo do Homem Bem-Sucedido. Robert Tilton ensina: "Jesus veio para livrar a humanidade do fracasso e nos levar ao sucesso".[17] E: "Deus criou o homem para ter sucesso, mas ele falhou... Deus enviou então Jesus para resgatar-nos do fracasso e restaurar-nos à posição de sucesso... (Por causa do nosso fracasso) Deus preparou um novo plano. Esse plano foi enviar Jesus. Mediante Jesus recebemos força e poder para sermos bem-sucedidos..."[18]

No livro Commanding Power (Poder Que Comanda), Kenneth Hagin Jr. ensina que a expiação de Cristo trouxe aos cristãos o "poder de comandar" ou a habilidade de ordenar que as coisas que nos rodeiam se conformem aos nossos desejos. "Nosso problema é que oramos e confessamos muito, mas não mandamos. É gostoso mandar!... Jesus já pagou o preço para fazermos isso..."[19]

Além disso, na cruz e no inferno, Jesus não só derrotou Satanás e sofreu o castigo pelo pecado, como também levou sobre Si a maldição da lei (Gl 3.12), pagando o preço pelas nossas fraquezas, pobreza e doença, a fim de que cristão nenhum tenha de experimentá-las.[20]

Isso significa que, para o Movimento da Fé, Jesus não é simplesmente nosso Salvador do pecado. Ele é o Redentor da nossa Fé, o exemplo perfeito dos "princípios da Fé" em ação. Como "pequenos cristos" e "pequenos deuses", devemos ser imitadores dEle.

Qual a relação entre os ensinos do Movimento da Fé e a teologia das seitas?

A maioria dos pregadores da Fé afirmou publicamente que não ensina a "Ciência Cristã", "Poder da Mente" ou o "Novo Pensamento".[21] Isso parece indicar que até os próprios pregadores da Fé reconhecem suas similaridades com sistemas heréticos ou, pelo menos, têm conhecimento das acusações feitas por outros.

Não obstante, apesar dos desmentidos, em muitos pontos seus ensinamentos são semelhantes ou quase idênticos aos encontrados nas religiões do "Poder da Mente".[22] Os conceitos de confissão positiva, prosperidade e sucesso, saúde divina, manipulação da criação, negativa sensorial, e rejeição implícita da medicina científica podem ser todos encontrados nas teologias do "Poder da Mente" dos séculos dezenove e vinte, tais como a "Unity School of Christianity" ("Escola Unitária do Cristianismo"), "New Thought" ("Novo Pensamento"), e "Science of Mind" ("Poder da Mente"). [Esses três grupos, juntamente com o Movimento da Fé, também ensinam que a "confissão negativa" pode produzir doenças, tragédia e até a morte.]

De fato, alguns ensinos e práticas contidos no Movimento da Fé também são encontrados em outras religiões e seitas não-bíblicas. Por exemplo, o conceito dos crentes serem "deuses" ou terem poderes divinos é encontrado no mormonismo e no "armstronguismo" (Igreja de Deus Universal – N. R.). A prática de "decretar" a existência de coisas pode ser vista em alguns grupos ocultistas e orientais, tais como a Igreja Universal e Triunfante, e o budismo Nichiren Shoshu.

Talvez seja por isso que o historiador carismático D. R. McConnel documenta tão prontamente a origem pagã do Movimento da Fé através de E. W. Kenyon:

[O Pai moderno do Movimento da Fé, Kenneth] Hagin plagiou E. W. Kenyon, em palavras e conteúdo, na maior parte da sua teologia. Todos os pregadores da Fé, inclusive Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, quer admitam ou não, são filhos e netos espirituais de E. W. Kenyon. Foi Kenyon, e não Hagin, que formulou as principais doutrinas do moderno Movimento da Fé... Os alicerces da teologia de Kenyon foram formados nas seitas metafísicas, especialmente no "Novo Pensamento" (New Thought) e na "Ciência Cristã"... Kenyon tentou forjar uma síntese dos pensamentos metafísico e evangélico... O resultado na teologia da Fé é uma estranha mistura de fundamentalismo bíblico e metafísica do Novo Pensamento.[23]

Por exemplo, considere como as influências das seitas no Movimento da Fé se entrelaçaram na doutrina da cura:

A teologia da cura do Movimento da Fé não está baseada na capacidade de detectar sintomas, mas em negá-los. Os sintomas físicos não são reais. Mas eles irão tornar-se reais se o crente reconhecer a sua existência e deixar de aplicar os princípios da cura espiritual. Só quem não sabe crer em Deus para a cura espiritual irá recorrer à medicina científica. A visão da "Fé" quanto à medicina científica é pagã... e é a mesma visão pregada pelo fundador da metafísica do século dezenove, P. P. Quimby.[24]

Conclusão

Em seu confronto com a Igreja de Roma, Martim Lutero confessou que, a não ser que fosse "convencido pelos testemunhos das Sagradas Escrituras ou razão evidente", ele estava "obrigado pela Escritura" a manter os princípios da Reforma. Não era "seguro nem correto" agir contra a sua consciência nesse aspecto. Para Lutero, a Escritura estava acima de toda experiência e acima de todas as afirmações extra-bíblicas de revelação divina – e, por causa dessa sua posição, a igreja tem uma dívida incomensurável para com ele. Do mesmo modo, ao examinar o Movimento da Fé, só as Escrituras devem ser o nosso padrão – e não a experiência ou novas alegações de revelação divina. (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)

...os pregadores da Fé têm sido hábeis em disfarçar-se de carismáticos... [mas] tanto "as raízes como os frutos" da teologia da Fé são decididamente metafísicos... – Hank Hanegraaff - Presidente do Instituto Cristão de Pesquisas nos EUA e autor do livro Cristianismo em Crise (citação do Prefácio de "A Different Gospel", edição atualizada, de D. R. McConnell).

Graças a Deus por mais este trabalho que vem fortalecer a refutação à Teologia da Saúde e da Prosperidade em solo brasileiro. Este livro revela muitas declarações absurdas de vários pregadores da Confissão Positiva nos EUA, mostrando o caráter herético dessa corrente doutrinária. É, sem dúvida, um forte alerta aos crentes no Brasil, para que não venham a seguir o exemplo de tais líderes na outra América.– Pr. Paulo Romeiro - Presidente do AGIR e autor dos livros SuperCrentes e Evangélicos em Crise.

Notas

Kenneth Copeland, The Laws of Prosperity, 1989, 83.
Copeland, The Power of the Tongue, 1991, 29, 20, 30.
Copeland, The Power, 3, 8, 23; The Image of God in You, 1990, 4-12; You’re Right Standing With God, 1991, 13; The Laws of Prosperity, 83.
E. g., Copeland, The Power, 6, 24; The Image of God, 2; Prosperity: The Choice is Yours, 1990, 4-5, 30.
Charles Capps, God’s Creative Power Will Work for You, 1976, 1-2.
Copeland, The Power, 4, 7, 23-24; Prosperity: The Choice, 18; The Laws of Prosperity, 84; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 101.
Capps, God’s Creative Power, 25; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 99; cf. Price, "The Power of Positive Confession", fita cassete Nº 46 (1988), Krenshaw Christian Center, Los Angeles, CA.
Copeland, The Power, 8, 15; The Outpouring of the Spirit: The Result of Prayer, 1991, 19; Our Covenant with God, 1991, 32.
Capps, God’s Creative Power, última capa.
Ibid., 3.
Ibid., 1.
Copeland, The Power, 15.
Copeland, The Power, 8.
Ibid., 8, 21.
Ibid., 10; Copeland, Our Covenant with God, 21, 27.
Copeland, The Power, 16.
Robert Tilton, God’s Laws of Success, 1985, 27.
Ibid., 113.
Kenneth Hagin Jr., Commanding Power, 1984, 12-13.
Copeland, The Power, 10; A Covenant of Blood, 1987; Our Covenant, 28, 33, 37.
E. g., Tilton, Metamorphosis of the Mind, 1987, 18; Savelle, God’s Provision, 19; Osteen, The Confessions of a Baptist Preacher, 1983, 11.
E. g., Savelle, God’s Provision for Healing, 19, 22; Capps, God’s Creative Power, 14-17; Angels, 1984, 84, 127, How to Have Faith in Your Faith, 1986, 129. Changing the Seen, 8-12, passim; Osteen, The Confession, 27-29; K. Hagin, Jr., Commanding Power, Words, 1991, The Key to the Supernatural, 1986, passim; Robert Tilton, Acknowledging Good Things, 7, 55, 65, 89-90, Charting Your Course, 30, 77-78, 81-82, 85, 92-100, God’s Laws, 5, 10, 23, passim. Em comparação, Riches Within Your Reach: The Law of Higher Potential (1976) de Robert Collier, escritor do Novo Pensamento, em muitos pontos não se distingue dos ensinamentos da "Fé".
McConnell, A Different Gospel, 184-186.
Ibid., 154-155.

Domingo, 18 de Maio de 2008

Hallween


No dia 31 de outubro muitas pessoas irão participar de festas de "Halloween", popularmente chamado de "Dia das Bruxas" no Brasil. Mas essa festa aparentemente inocente tem estreita ligação com práticas ocultistas, mesmo que muitos não percebam isso.
Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao"senhor da morte" em 31 de outubro. Isso acontecia na cerimônia "Samhain" durante o festival de inverno, na qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Essa prática ancestral foi sofrendo alterações com o passar do tempo. A Igreja Católica posteriormente tentou cristianizar o "Samhain ", declarando o1º de novembro como o Dia de Todos os Santos e o 2 de novembro com o Dia de Finados, sendo que em ambas as datas os mortos eram lembrados.
Nos Estados Unidos essa festa é muito comum e tem forte apelo comercial, sendo também tema de vários filmes de horror. A imagem de crianças vestidas com fantasias "engraçadinhas" de bruxas, fantasmas e duendes, pedindo por doces e dizendo "gostosuras ou travessuras". Há algum tempo, o Brasil tem se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte de sua cultura e tem celebrado essa festa em escolas, clubes e até em shopping centers.
Diante dessa realidade, devemos nos questionar: Halloween está relacionado às práticas ocultistas modernas?
Mesmo que hoje em dia Halloween seja comemorado de uma maneira inocente por muitos jovens, ele é levado a sério pela maioria das bruxas, membros do movimento neo-pagão e ocultistas em geral. Antes de continuarmos, devemos destacar que a associação histórica e contemporânea do Halloween com o ocultismo causaram uma espécie de "efeito híbrido" na maior parte da sociedade, de modo que a comemoração do Halloween não é, necessariamente, uma prática totalmente inocente. Ao ler vários relatos sobre o Halloween, pode-se ficar impressionado com o grande número de práticas de superstições e de adivinhação envolvidas com ele. Algumas das superstições e todas as práticas estão relacionadas com o ocultismo.
É preocupante o quanto as superstições podem controlar ou dirigir a vida de uma pessoa de maneiras terríveis. Mais ainda, as verdadeiras práticas de adivinhação sempre trazem conseqüências. Na verdade, desde as décadas finais do século dezenove, o Halloween tem sido lembrado como um período "para se usar amuletos, lançar maldições e se fazer adivinhações"[1]. Como já dissemos, isso está relacionado aos antigos druidas, pois o "Samhain" marcava o início de ano novo, o que resultou num interesse em adivinhações e previsões sobre o que o próximo ano traria.
No Halloween se cria (e ainda á assim em certos lugares) que seguir um ritual em particular pode fazer com que a imagem do seu fu