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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Exemplar mais antigo da Bíblia é colocado na internet
Os visitantes poderão ver imagens de mais de metade do manuscrito Codex Sinaiticus, escrito em grego em folhas de pergaminho no século 4.
O projeto envolveu especialistas da Grã-Bretanha, Alemanha, Egito e Rússia, e, segundo eles, apresenta muitas possibilidades de pesquisa no futuro.
"O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo", afirmou Scot McKendrick, diretor de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, em Londres.
Ar do deserto
"Este manuscrito de 1,6 mil anos é uma janela para se entender o desenvolvimento do início do Cristianismo, e se trata de uma evidência em primeira mão de como o texto da Bíblia foi transmitido de geração a geração", disse McKendrick.
"A disponibilidade do manuscrito virtual para estudiosos de todo o mundo cria oportunidades para trabalhos de pesquisa conjuntos que não seriam possíveis até o momento."
Segundo o especialista, a versão original do Codex Sinaiticus continha cerca de 1.460 páginas - cada uma medindo 40 cm por 35 cm
Por 1,5 mil anos, o manuscrito ficou preservado em um mosteiro na Península do Sinai, no Egito. Em 1844, ele foi encontrado e dividido entre Egito, Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha.
Acredita-se que o documento resistiu ao tempo porque o ar do deserto é ideal para a conservação do pergaminho, e porque o mosteiro permaneceu intocado por todos esses anos.
Para marcar o lançamento do site www.codexsinaiticus.org, a Biblioteca Britânica está realizando uma exposição em sua sede, em Londres, que incluiu vários artefatos históricos ligados ao manuscrito.
Fonte: G1
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
INRI O FALSO CRISTO


Eu, CRISTO, não vim de carne e osso do céu porque nunca subi ao céu de carne e osso”Domingo, 22 de Março de 2009
Ministério Internacional Creciendo en Gracias

“Vocês são todos abençoados”, diz o líder, ao abrir a reunião. Em seguida, em meio a aplausos e murmúrios de frases nada convencionais, ordena que as pessoas digam que “esteja ativada a mente de Cristo”. Apesar de certas frases e a liturgia serem semelhantes à de algumas igrejas evangélicas, todavia, estamos diante de um dos grupos pseudocristãos mais perigosos que têm surgido nos últimos tempos: o Ministério Creciendo en Gracias [Crescendo em Graça], o qual, daqui por diante, chamaremos de MCG.
O MCG se mostra um movimento muito fértil em produzir heresias. Tais desvios doutrinários, por vezes, vêm camuflados com nomes atrativos, como, por exemplo, “cápsulas de graça”, que, segundo eles, nada mais são do que “o resumo de um fundamento da doutrina da graça que contém a posição tradicional e desviada dos religiosos...”.Neste artigo, pretendemos expor os ensinos pregados por esse movimento para que o povo de Deus não seja “levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4.14).
Toda a nossa pesquisa está baseada no site oficial do MGC.
Origem do movimento
Seu idealizador foi o porto-riquenho José Luiz de Jesus Miranda, mais conhecido como “o apóstolo”, fundador e líder do MCG. Não nos deteremos em refutar todas as heresias concernentes à sua pessoa, mas somente as heresias que consideramos de maior importância para a manutenção da ortodoxia doutrinária.
A sede mundial do MCG fica em Miami, Flórida, EUA. Fundado por volta de 1986, o movimento chegou ao Brasil dez anos atrás, aproximadamente.1 Atualmente, a central do movimento por aqui fica em Guadalupe, bairro do Rio de Janeiro, RJ. O MCG alega que está presente em todo o continente americano e na Austrália, perfazendo um total de 24 países. No Brasil, estão fixados em nove Estados, sendo que em São Paulo possui seis igrejas, as quais denominam “centros educativos”. Mantêm ainda vários programas de rádio e TV.
Um movimento excêntrico
Problemas com a hermenêutica
Pesquisando o MCG por meio de seus sermões, testemunhos e credos, fica fácil traçar o perfil doutrinário e a tendência psicológica do grupo. São pessoas que vivem sob a tutela de “revelações”. O próprio fundador alega ter recebido sua doutrina diretamente de Jesus: “A fé é uma ciência, olhe, essa ciência ninguém nesta terra conhece [...] nem eu a conhecia. O Senhor me comunicou, pessoalmente...”. O MCG usa e abusa de textos bíblicos de maneira inescrupulosa a ponto de truncar determinados versículos a fim de sustentar seus pontos de vista heréticos. Veremos isso nas distorções apresentadas mais adiante.
Problemas com a semântica
Fazem uso de uma semântica enganosa, pois, ao mesmo tempo em que exprimem suas doutrinas usando termos tipicamente cristãos, atribuem, contudo, significados totalmente diferentes, reinterpretando os termos bíblicos. Um exemplo disso é o que eles entendem pela palavra cristão: “... Ser cristão não é receber a Cristo como Salvador ou crer nele, mas, sim, receber e aceitar os ensinos que o apóstolo Paulo deixou como fundamento, e que agora o apóstolo José Luis de Jesus explica para a edificação do Corpo de Cristo”.
Semelhanças do MCG com as demais seitas
Unicismo
Não acreditam na Trindade. São modalistas. Para eles, Deus é uma só pessoa que se manifestou de três maneiras diferentes (também chamado de sabelianismo). Dizem: “ Cremos que Deus é um, e um é o seu nome. O trinitarismo é uma falsa doutrina que pretende separar a pessoa de Jesus Cristo de Deus Pai como dois seres em separado. O unitarismo ensina que é só Jesus. Ao contrário, nós ensinamos que Jesus é também o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três manifestações, porém, um só Deus”, semelhante ao que crêem os grupos Tabernáculo da Fé, Voz da Verdade e Igreja Local”.
Aniquilacionismo
De forma idêntica às testemunhas-de-jeová e aos adventistas do sétimo dia, são aniquilacionistas. Não crêem no inferno de fogo e chegam a afirmar: “Com respeito ao evangelho, quer dizer, às quatorze cartas que Paulo escreveu depois da cruz, nunca mencionou a palavra inferno, isto se deve ao fato de que o inferno não existe”.
Reencarnacionismo
Também acreditam na possibilidade da reencarnação: “Veja bem, a reencarnação é um recurso usado por Deus do jeito que Ele quer. Não é uma forma automática na vida do crente. É totalmente regulada por Deus”.
Preexistência dos espíritos
Semelhante à crença mórmon, acreditam na preexistência dos espíritos. Na verdade, acreditam que os anjos não são nada mais que espíritos sem corpos e os seres humanos, anjos com corpos. Referindo-se aos adeptos do grupo, dizem: “Os membros desta família sabem que existiam em condição de anjos antes da fundação do mundo”.
Adão como Satanás
Para eles, Adão foi Satanás encarnado. Ao morrer na cruz, Jesus aniquilou o pecado de Adão que seria a obra do diabo; ou seja, o diabo e o pecado não existem mais, foram aniquilados. “Deus depositou no primeiro homem o espírito de Satanás; ou seja, Adão era Satanás...”.
Deificação do homem

Assim como os localistas e os novaerenses, também acreditam que são deuses: “Você é um espírito criado por Deus à sua imagem e semelhança, porque Deus teve filhos, e Deus os chamou de deuses. Diga: SOMOS DEUSES...”.
Peculiaridades doutrinárias do MCG
Afirmam que existem dois evangelhos: um falso (o da circuncisão), pregado por Pedro e os demais apóstolos, e outro verdadeiro (o da incircuncisão), pregado por Paulo e agora por José Luiz de Jesus;
Fazem diferença entre Jesus de Nazaré e Jesus Cristo. Dizem: “É por isso que Paulo ensinava a servir àquele que ressuscitou e não a Jesus de Nazaré, que foi o corpo de Cristo (Rm 7.4). Em outras palavras, servir a Jesus Cristo ressuscitado é colocar-se depois da cruz e imitar a Jesus de Nazaré é colocar-se antes da cruz”. E mais: “O evangelho diz que, para darmos fruto para Deus, devemos ser do ressuscitado. Se você é de Jesus de Nazaré dá fruto, porém, para os homens, porque a doutrina de Jesus de Nazaré produz fé fingida”.
Tentam fazer uma antítese entre o evangelho pregado por Paulo e o evangelho pregado dos demais apóstolos, principalmente Pedro e João. Referindo-se a Pedro, afirmam: “Paulo profeticamente disse: ‘Com a minha partida, entrarão lobos vorazes que não perdoarão o rebanho’ (At 20.29). E mais: “Que antes da vinda do Senhor se manifestaria a apostasia, o iníquo (2Ts 2.4). Quem se opôs ao sacrifício de Jesus (Mt 16.21-23), quem se opôs ao evangelho de Paulo (Gl 2.11-14)? Pedro, o mesmo que deu a mão a Paulo em sinal de companheirismo e que, em seguida, Paulo repreendeu por ser hipócrita (Gl 2.9-14). Foi por isso que Paulo disse que o mistério da iniqüidade já estava em ação (Pedro), mas havia quem o deteria (Paulo), até que fosse tirado do meio (2Ts 2.7)”.
Referindo-se a João, afirmam, no mesmo fôlego: “Quando um crente é iluminado, ele entende que o diabo já não existe mais, que o pecado foi aniquilado, que está morto à lei, que foi Deus quem o escolheu antes da fundação do mundo, que é santo e está sem mancha diante do Senhor. Do contrário, ele chama esta revelação de blasfêmia, heresia. E mais, porque João não foi iluminado por esta palavra, ele chamou Paulo de anticristo, porque Paulo ensinava a não imitar a Jesus de Nazaré, mas a Jesus Cristo, o ressuscitado (Rm 7.4)”. Sustentam, ainda, que somente o apóstolo Paulo recebeu a revelação do evangelho da graça.
Segundo o MCG, as igrejas cristãs foram somente aquelas fundadas a partir do apóstolo Paulo. As demais, ainda na concepção deles, eram todas seitas judaicas, não tendo nada a ver com o evangelho de Cristo.
Não batizam, não tomam a santa ceia e não incentivam os membros ao arrependimento de pecados, pois entendem que tudo isso deve ser deixado de lado. Para que possam sustentar tal absurdo, argumentam que essas coisas são apenas rudimentos da doutrina de Cristo que ficaram para trás.
Neomarcionismo

Sem dúvida, o senhor José Luiz pretende reviver, com todo o vigor, as antigas heresias marcionitas. É o neomarcionismo redivivo em pleno século XXI.
Marcião foi um presbítero do século 2o que, no esforço de afastar e eliminar do cristianismo todos os elementos judaicos das Escrituras do Novo Testamento, com o objetivo de “desjudaizar” a religião cristã, elaborou uma depuração dos escritos neotestamentários. Rejeitou os evangelhos de Marcos, Mateus e João. Forjou seu próprio cânone com textos selecionados do evangelho de Lucas e das cartas paulinas, muitas delas mutiladas. Para ele, nenhum dos apóstolos havia entendido perfeitamente a doutrina de Jesus, com a exceção de Paulo. Por isso, Paulo, para Marcião, é o apóstolo por excelência, pois recebeu de Jesus, por revelação, o verdadeiro evangelho. Fazia, ainda, distinção entre o deus mau do Antigo Testamento com o deus bom do Novo Testamento.
Esses ensinamentos são hoje apregoados por José Luiz de Jesus, que os confirma com a seguinte declaração: “Você não pode conhecer a Deus na lei. Imagine você. Esse Deus do Antigo Testamento. Deus não é assim. Esse é um lado de Deus. Esse é o lado mau de Deus, porque Deus é bom e Deus é mau”.
É interessante que a semelhança entre os dois sistemas é idêntica até mesmo nos pormenores. É sabido que Marcião foi o primeiro a formular um cânon pessoal, enquanto o senhor José Luiz divide arbitrariamente a Palavra de Deus da seguinte forma: Escrituras (escritos do Antigo Testamento), História (os quatro evangelhos e o livro de Atos) e Evangelho (somente as epístolas paulinas, inclusive Hebreus).
Adão e Satanás são a mesma pessoa?
Como caíste do céu [...] Como foste lançado por terra...” (Is 14.12-16).Os adeptos do MCG acreditam que este texto aponta para Adão, o qual seria o próprio Satanás. Dizem que a palavra “cortado”, em certa tradução, está errada. O certo seria “foste formado”.
Resposta apologética
Antes de tecermos quaisquer comentários sobre isso, é bom lembrar que a Bíblia sempre compara Satanás com a antiga serpente, o dragão, o leão (2Co 11.3,14; Ap12.9; 20.2), mas nunca com Adão. A serpente é a mesma que tentou Adão e Eva (Gn 3). Portanto, a gênese da queda envolveu três personagens: Adão, Eva e a serpente, influenciada por Satanás. Outro fato que deve ser considerar é que o capítulo inteiro é uma continuação da profecia contra o império da Babilônia (Is 13.1; 14.4). Quem caiu foi o rei da Babilônia (Is 14.8), monarca que debilitava as nações (Is 14.12) e era soberbo (Is 13.19). A história nos relata que os reis babilônicos tinham todas essas características de grandeza (Dn 4.22); mas, por fim, foram abatidos (Cf. Is 14.23 com Is 47.10). O “homem” do qual fala o verso 16 não pode ser Adão, porque, em sua época, não havia reinos ou nações. Adão não tinha cidades e muito menos fazia pessoas cativas (v.17). Mas isso se encaixa perfeitamente com o rei da Babilônia, usado no texto como figura de Satanás.
Pedro foi inimigo de Paulo?
“... Mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gl 1.6-8).Declaram que este texto refere-se aos apóstolos, principalmente Pedro, que queriam perverter o evangelho de Paulo.
Resposta apologética
Certamente, o apóstolo Paulo está-se referindo à repreensão dada a Pedro em Gálatas 2.11. Mas daí construir uma aversão entre o evangelho de Paulo e o evangelho de Pedro é ser desonesto com o contexto bíblico, até porque este incidente foi tão irrelevante que Lucas não o menciona em seu livro: Atos dos Apóstolos. Havia, na igreja, muitos da circuncisão (At 10.45; 15.5). O próprio Pedro teve problemas com alguns deles (At 11.2). Este incidente, talvez, explique o receio na atitude de Pedro em Gálatas 2.12. O que Paulo condenava, ao que parece, era o fanatismo de alguns (Fl 3.2) e não o ministério da circuncisão que lhes fora confiado (Cl 4.11). Paulo chega a reconhecer os dois ministérios como sendo de procedência divina (Gl 2.7,8). Dois ministérios, mas um mesmo evangelho.
Paulo se submeteu à igreja-mãe, em Jerusalém (At 15.2,3.22), e quando menciona aqueles “que pareciam ser alguma coisa” (Gl 2.6), parece referi-se aos mesmos que se diziam da parte de Tiago (Gl 2.12), mas que não foram enviados por este (At 15.24). Paulo, depois do incidente com os da circuncisão em Antioquia, subiu a Jerusalém para decidir sobre essas questões teológicas com os apóstolos e obteve deles todo o apoio, inclusive o de Pedro (At 15. 23-29). Portanto, a censura de Paulo em Gálatas 1.6,7 não é dirigida aos apóstolos, mas aos da falsa circuncisão (Tt 1.10), dos quais Pedro também foi vítima.
Não ao batismo e ao arrependimento?
“... Deixando os rudimentos da doutrina de Cristo...” (Hb 6.1,2).
Acreditam que este texto os isenta do batismo e do arrependimento. O batismo seria um rudimento a ser abandonado de vez pelos cristãos.
Resposta apologética
Mal interpretado pelos adeptos do MCG, o texto em referência não diz o que eles afirmam dizer. O que o escritor está dizendo tem sua razão em Hebreus 5.12-14. Todos os itens alistados nos versos 1 e 2 são os passos iniciais de quem ainda é novo convertido. Em contrapartida, pelo tempo que já estavam no evangelho, deveriam ser mestres. Mas, metaforicamente, ainda estavam se alimentando com “leite”; ou seja, com as primeiras doutrinas cristãs, da necessidade de se arrependerem dos pecados, de se batizarem, de terem fé em Deus, de ouvirem falar que haverá um juízo final, etc., ensinamentos voltados aos novos convertidos e não aos cristãos amadurecidos na fé, no conhecimento e na graça de Deus. Em verdade, já estava na hora de tais cristãos irem além dessas doutrinas e prosseguirem para a maturidade (perfeição) espiritual, tendo em vista as tribulações que estavam passando.
O texto não desobriga nenhum cristão da observância do batismo e das outras doutrinas, antes, está alertando quanto o perigo de alguém estacionar naquilo que aprendeu. Se negarmos o batismo e o arrependimento, baseados nesse texto, teremos de negar também o juízo final, a fé em Deus e a ressurreição, coisas que os adeptos do MCG ainda crêem estarem em vigor.
Não existe mais pecado?
Pelo fato de não enfatizarem o arrependimento, acabam tolerando algumas práticas imorais. Dizem que não pecamos mais, porque Jesus destruiu nossos pecados de uma vez por todas (Hb 9.26).
Em resposta a uma pergunta relacionada à aceitação de homossexuais no MCG, e se os mesmos, vivendo na imoralidade, teriam a possibilidade de ser salvos, vejamos o que disseram: “Também é importante esclarecer que algumas manifestações carnais (bebedices, práticas homossexuais, iras, etc.) não podem, de maneira nenhuma, afetar a nossa posição em Cristo (Hb 10.14), tampouco afetar a nossa salvação: ‘Porque pela graça sois salvos, por meio da fé’ (Ef 2.8); as debilidades da carne não são tomadas em conta pelo Senhor, já que Ele vê o nosso crescimento espiritual e não a nossa atividade carnal”.
Resposta apologética
Considerações finais
Infelizmente, algumas questões não foi possível responder aqui. O emaranhado de desvios sustentados pelo MCG poderia nos render um livro sobre o grupo. Esgotar o assunto, porém, não foi o nosso objetivo. Como percebemos, o MCG não passa de mais uma seita (entre tantas outras) que está pregando outro evangelho com outro Jesus (2Co 11.4).
O que expusemos neste artigo é uma pequena parte das inúmeras heresias que o movimento propaga, porém, cremos que tal abordagem seja o suficiente para alertar os verdadeiros cristãos, para que não se deixem enganar por “estes ventos de doutrinas” (Ef 4.14), especialmente pela roupagem evangélica que a maioria das seitas apresenta.
Estejamos atentos e engajados na perseguição da graça e do conhecimento de Deus (2Pe 3.18). Esses elementos caminham juntos e é prejudicial à vida cristã privilegiar um em detrimento do outro. O exagero geralmente conduz ao erro. A verdadeira graça, tal como é pregada nas Escrituras, nos conduzirá ao conhecimento, e este, por sua vez, será a ferramenta que sempre utilizaremos para rejeitar toda e qualquer tentativa de distorção da graça divina.
Fontes de referência:http://www.brazil.creciendoengracia.com Desafio das seitas. Ano IV, nº 13 – 1º trim. 2000, p.12.Desafio das seitas. Ano IV, nº 14 – 2º trim. 2000, p. 4.Revista El Apostolado. Outubro/ 1998.
http://www.cacp.org.br/pseudocrista/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=397&menu=11&submenu=1
INRI É CRISTO?


Segunda-feira, 16 de Março de 2009
A Existência de Deus e o Início do Universo

Neste artigo, o filósofo cristão Dr. William Lane Craig apresenta uma versão do argumento cosmológico em favor da existência de Deus. Com base em dois argumentos filosóficos e duas confirmações científicas ele demonstra que é plausível que o universo teve um começo. Como tudo o que começa a existir tem uma causa, deve haver uma causa transcendente para o universo.
“A primeira questão que certamente deve ser perguntada”, escreveu G.W.F. Leibiniz, é “Por que existe algo em vez de nada?” 1. Esta questão parece ter uma força existencial profunda, que tem sido percebida por alguns dos maiores pensadores da humanidade. De acordo com Aristóteles, a filosofia começa com um senso de assombro sobre o mundo, e a mais profunda questão que um homem pode fazer relaciona-se com a origem do universo2. Em sua biografia de Ludwig Wittgenstein, Norman Malcolm relata que Wittgenstein disse que algumas vezes ele teve certa experiência que poderia ser mais bem descrita dizendo-se que “quando a tenho, eu fico assombrado com a existência do mundo. Então sou inclinado a usar frases como ‘Quão extraordinário é que algo deva existir’” 3 Similarmente, um filósofo contemporâneo observa, “… Minha mente muitas vezes revira-se diante do imenso significado que esta questão tem para mim. Que algo exista de alguma forma parece-me um assunto para o mais profundo temor.” 4
PARTE 2
Por que existe algo em vez de nada? Leibiniz respondeu esta questão argumentando que algo existe em vez de nada porque existe um ser necessário que carrega consigo sua razão para a existência e é a razão suficiente para a existência de todo ser contingente5.
Embora Leibiniz (seguido por certos filósofos contemporâneos) tenha considerado a inexistência de um ser necessário como logicamente impossível, uma explicação mais modesta da necessidade da existência chamada de “necessidade factual” foi fornecida por John Hick: um ser necessário é um ser eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível6. Leibiniz, é claro, identificou o ser necessário como Deus. Seus críticos, entretanto, contestaram esta identificação, sustentando que o universo material poderia ele mesmo receber o status de um ser necessário. “Por que”, perguntou Hume, “não poderia o universo material ser o Ente necessário, de acordo com esta pretensa explicação de necessidade?”7. Tipicamente, esta tem sido precisamente a posição do ateu. Os ateus não se sentiram compelidos a abraçar a visão de que o universo veio a existir do nada sem nenhuma razão; ao invés disso, eles consideraram o universo mesmo como um tipo de ser factualmente necessário: o universo é eterno, não-causado, indestrutível e incorruptível. Como Russel claramente colocou, “…O universo está aí, e isto é tudo”8
Será que o argumento de Leibniz nos deixa, portanto, em um impasse racional ou será que não existem mais recursos disponíveis para desvendar o mistério da existência do mundo? Parece-me que existem. É lembrado que uma propriedade essencial de um ser necessário é a eternidade. Se, então, puder se demonstrar plausível que o universo começou a existir e, portanto, não é eterno, até este ponto poder-se-ia demonstrar a superioridade do teísmo como uma cosmovisão racional.
Assim, há uma forma do argumento cosmológico muito negligenciada hoje, mas de grande importância histórica, que objetiva precisamente demonstrar que o universo teve um início no tempo9. Originada dos esforços dos teólogos cristãos para refutar a doutrina Grega da eternidade da matéria, este argumento desenvolveu-se em formulações sofisticadas através de teólogos Judeus e Islâmicos, que, em seguida, transmitiram-no de volta ao Ocidente Latino. O argumento, portanto, tem um vasto apelo inter-sectário, tendo sido defendido por Muçulmanos, Judeus e Cristãos, tanto Católicos como Protestantes.
O argumento, que denominei como argumento cosmológico de kalam, pode ser demonstrado como se segue:
1. Tudo que começa a existir tem uma causa para sua existência.
2. O universo começou a existir.
2.1 Argumento baseado na impossibilidade de um infinito real.
2.11 Um infinito real não pode existir.
2.12 Um regresso temporal infinito de eventos é um infinito real.
2.13 Portanto, um regresso temporal infinito de eventos não pode existir.
2.2 Argumento baseado na impossibilidade da formação de um infinito real pela adição sucessiva.
2.21 Uma coleção formada por sucessivas adições não pode ser realmente infinita.
2.22 A série temporal de eventos passados é uma coleção formada por sucessivas
adições.
2.23 Portanto, uma série temporal de eventos passados não pode ser realmente infinita.
3.Portanto, o universo tem uma causa para a sua existência.
Vamos examinar este argumento mais de perto.
Defesa do Argumento Cosmológico de Kalam
Segunda Premissa
Claramente, a premissa crucial neste argumento é (2), e dois argumentos independentes são oferecidos em suporte dele. Vamos, então, passar a examinar os argumentos que o amparam.
Primeiro Argumento de Suporte
Para se entender (2.1), precisamos entender a diferença entre um infinito potencial e um infinito real. Grosso modo, um infinito potencial é uma coleção que cresce em direção ao infinito como limite, mas nunca chega lá. Tal coleção é realmente indefinida, não infinita. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado em cálculo é . Um infinito real é uma coleção em que o número de membros realmente é infinito. A coleção não está crescendo em direção ao infinito, ela é infinita, ela é “completa”. O símbolo para este tipo de infinito, que é usado na teoria dos conjuntos para designar conjuntos que possuem um número infinito de membros, tais como {1,2,3,…}, é . Ora, (2.11) sustenta, não que um número infinito potencial não possa existir, mas que um número infinito real de coisas não pode existir. Pois se um número real de coisas pode existir, então isto geraria todo tipo de absurdos.
Talvez a melhor maneira de trazer à tona a verdade de (2.11) é através de uma ilustração. Deixe-me usar uma de minhas favoritas, o Hotel de Hilbert, um produto da mente do grande matemático alemão, David Hilbert. Vamos imaginar um hotel com um número finito de quartos. Suponha, além disso, que todos os quartos estão ocupados. Quando um novo hóspede chega pedindo por um quarto, o proprietário se desculpa, “Sinto muito, todos os quartos estão ocupados”. Mas vamos imaginar um hotel com um número infinito de quartos e suponha mais uma vez que todos os quartos estão ocupados. Não há um simples quarto vago em todo o hotel infinito. Deste modo, suponha que um novo hóspede apareça pedindo por um quarto. “Mas é claro!” diz o proprietário, e ele imediatamente transfere a pessoa do quarto número 1 para o quarto número 2, a pessoa do quarto número 2 para o quarto número 3, a pessoa do quarto número 3 para o número 4, e assim por diante até o infinito. Como resultado desta mudança de quartos, o quarto número 1 agora se tornou vago e o novo hóspede faz o check-in com gratidão. Mas lembre-se, antes de ele ter chegado, todos os quartos estavam ocupados! Igualmente curioso, de acordo com os matemáticos, não há agora mais pessoas no hotel do que havia antes: o número é simplesmente infinito. Mas como isso pode acontecer? O proprietário acabou de adicionar o nome do novo hóspede no registro e deu-lhe suas chaves - como pode não haver mais uma pessoa no hotel do que antes? Mas a situação se torna ainda mais estranha. Suponha que um número infinito de novos hóspedes apareça no balcão pedindo por quartos. “É claro, é claro!” diz o proprietário, e ele prossegue em mudar a pessoa do quarto 1 para o quarto 2, a pessoa do quarto 2 para o quarto 4, a pessoa do quarto 3 para o quarto 6, e assim por diante infinitamente, sempre colocando cada ocupante original em um quarto cujo número seja o dobro do seu próprio. Como resultado, todos os quartos de número ímpar se tornarão vagos, e o número infinito de novos hóspedes é facilmente acomodado. Ainda assim, antes de eles chegarem, todos os quartos estavam ocupados! E novamente, de modo bastante estranho, o número de hóspedes no hotel é o mesmo depois do número infinito de novos hóspedes terem feito check-in, ainda que tenha havido tantos novos hóspedes quanto hóspedes antigos. De fato, o proprietário poderia repetir este processo infinitas vezes e ainda assim nunca haveria um único hóspede a mais no hotel do que antes.
Mas o Hotel de Hilbert é ainda mais estranho do que o matemático alemão demonstrou ser. Suponha que alguns dos hóspedes comecem a sair. Suponha que o hóspede no quarto 1 parta. Existe agora uma pessoa a menos no hotel? Não de acordo com os matemáticos - mas simplesmente pergunte para a mulher que arruma as camas! Suponha que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partam. Neste caso, um número infinito de pessoas deixou o hotel, mas de acordo com os matemáticos, não há menos pessoas no hotel - mas não converse com a mulher da lavanderia! Na verdade, poderíamos fazer com que cada hóspede saísse do hotel e repetir este processo infinitamente muitas vezes, e ainda não haveria menos pessoas no hotel. Mas, em vez disso, suponha que as pessoas dos quartos 4,5, 6,… partam. Em uma simples tirada o hotel se tornaria virtualmente vazio, o registro de hóspedes reduzido a três nomes, e o infinito convertido em finitude. E mesmo assim continuaria sendo verdadeiro que o mesmo número de hóspedes partiu desta vez como da vez em que os hóspedes dos quartos 1,3,5,… partiram. Alguém pode acreditar sinceramente que tal hotel possa existir realmente? Estes tipos de absurdos ilustram a impossibilidade da existência de um número infinito real de coisas.
Isto nos leva a (2.12). A verdade desta premissa parece claramente óbvia. Se o universo nunca começou a existir, então antes de agora houve um número infinito de eventos prévios. Portanto, uma série de eventos sem começo no tempo implica a existência de um número infinito real de coisas, ou seja, eventos passados.
Neste ponto pode ser proveitoso considerar algumas objeções que podem ser levantadas contra o argumento. Primeiro, vamos considerar as objeções a (2.11). Wallace Matson objeta que a premissa deve significar que um número infinito real de coisas é logicamente impossível; mas que é fácil mostrar que tal coleção é logicamente possível. Por exemplo, a série de números negativos {…-3,-2,-1} é uma coleção infinita real sem um primeiro membro10. O erro de Matson está em pensar que (2.11) significa afirmar a impossibilidade lógica de um número infinito real de coisas. O que a premissa expressa é a impossibilidade real ou factual de um infinito real. Para ilustrar a diferença entre a possibilidade lógica e a real: não há impossibilidade lógica de alguma coisa vir a existir sem uma causa, mas tal circunstância pode muito bem ser impossível de modo real ou metafísico. Da mesma forma, (2.11) declara que os absurdos conseqüentes na existência real de um infinito real mostram que tal existência é metafisicamente impossível. Portanto, alguém pode conceder que na esfera conceitual da matemática seja possível, dadas certas convenções e axiomas, falar consistentemente sobre séries infinitas de números, mas isto de maneira alguma implica que um número infinito real de coisas seja realmente possível. Pode-se notar também que a escola matemática de intuicionismo nega até mesmo que a série de números seja realmente infinita (eles consideram-na potencialmente infinita apenas), então apelar às séries de números como exemplos de infinitos reais é um procedimento controverso.
O falecido J.L. Mackie também objetou contra (2.11), declarando que os absurdos são resolvidos ao notar que para conjuntos infinitos o axioma “o todo é maior que suas partes” não é válido, como o é para conjuntos finitos11. Similarmente, Quentin Smith comenta que uma vez que entendemos que um conjunto infinito tem um subconjunto próprio com o mesmo número de membros quanto o próprio conjunto, as situações pretensamente absurdas tornam-se “perfeitamente críveis”12. Mas penso que é precisamente esta característica da teoria dos conjuntos infinitos que, quando interpretada para a esfera do real, produz resultados que são perfeitamente inacreditáveis, como por exemplo, o Hotel de Hilbert. Além disso, nem todos os absurdos derivam da negação pela teoria dos conjuntos infinitos do axioma de Euclides: os absurdos ilustrados pela saída dos hóspedes do hotel derivam dos resultados auto-contraditórios quando as operações inversas de subtração ou divisão são realizadas utilizando-se números transfinitos. Aqui o problema contra uma coleção infinita real de coisas torna-se decisiva.
Finalmente pode-se apontar a objeção de Sorabji, que sustenta que as ilustrações como as do Hotel de Hilbert não envolvem absurdos. Com o fim de se entender o que está errado com o argumento de kalam, ele pede-nos para imaginar duas colunas paralelas começando no mesmo ponto e expandindo-se na distância infinita, uma coluna de anos passados e a outra coluna de dias passados. A razão por que a coluna de dias passados não é maior do que a coluna de anos passados, diz Sorajbi, é que a coluna de dias não irá “expandir-se” além do distante fim da outra coluna, já que nenhuma das duas colunas possui um fim distante. No caso do Hotel de Hilbert há a tentação de se pensar que algum residente infortunado no fim distante irá cair no espaço. Mas não há fim distante: a linha de residentes não irá se expandir além do fim distante da linha de quartos. Uma vez que isto é compreendido, o produto é simplesmente uma verdade explicável -até mesmo surpreendente e regozijante - sobre o infinito13. Ora, Sorajbi certamente está correto, como vimos, em que o Hotel de Hilbert ilustra uma verdade explicável sobre a natureza do infinito real. Se um número realmente infinito de coisas pudesse existir, o Hotel de Hilbert seria possível. Mas Sorajbi parece falhar em entender o ponto principal do paradoxo: eu, por exemplo, não vejo tentação em pensar em pessoas caindo no fim distante do hotel, pois não há nenhum, mas tenho dificuldades em acreditar que um hotel em que todos os quartos estão ocupados possa acomodar mais hóspedes. É claro que a linha de hóspedes não irá se expandir além da linha de quartos, mas se todos esses quartos infinitos já possuem hóspedes neles, então será que mudar tais hóspedes de lugar pode realmente criar quartos vagos? A própria ilustração de Sorajbi das colunas de anos passados e de dias passados não é menos inquietante para mim: se dividirmos as colunas em segmentos do tamanho de um pé e marcarmos uma coluna como os anos e a outra como os dias, então uma coluna é tão longa como a outra e mesmo assim para cada segmento do tamanho de um pé na coluna de anos, são encontrados 365 segmentos de tamanho igual na coluna de dias! Estes resultados paradoxais podem ser evitados somente se as coleções de infinitos reais puderem existir apenas na imaginação, e não na realidade. De qualquer forma, a ilustração do Hotel de Hilbert não é exaurida por lidar apenas com a adição de novos hóspedes, pois a subtração de hóspedes resulta em absurdos até mesmo mais intratáveis. A análise de Sorajbi não faz nada para resolvê-las. Portanto, parece-me que as objeções à premissa (2.11) são menos plausíveis do que a premissa em si.
Com relação à (2.12), a objeção mais freqüente é que o passado deve ser considerado como um infinito potencial apenas, não como um infinito real. Esta foi a posição de Aquino contra Bonaventure, e o filósofo contemporâneo Charles Hartshorne parece se alinhar com Tomás neste ponto14. Tal posição, entretanto, é insustentável. O futuro é potencialmente infinito, já que ele não existe; mas o passado é real de um modo que o futuro não é, como evidenciado no fato de que possuímos traços do passado no presente, mas não traços do futuro. Portanto, se a série de eventos passados nunca começou a existir, então deve ter havido um número infinito real de eventos passados.
As objeções contra ambas as premissas, portanto, parecem ser menos convincentes do que as premissas em si. Juntas, elas implicam que o universo começou a existir. Portanto, eu concluo que este argumento fornece bons fundamentos para aceitar a verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.
Segundo Argumento de Suporte
O segundo argumento (2.2) para o início do universo é baseado na impossibilidade de se formar um infinito real por adições sucessivas. Este argumento é distinto do primeiro no que ele não nega a possibilidade da existência de um infinito real, mas a possibilidade de este ser formado por adição sucessiva.
A premissa (2.21) é o passo crucial no argumento. Não se pode formar uma coleção infinita real de coisas por se adicionar sucessivamente um membro depois do outro. Desde que é possível sempre adicionar mais um antes de se chegar ao infinito, é impossível alcançar o infinito real. Algumas vezes isto é chamado de impossibilidade de “contar ao infinito” ou “atravessar o infinito”. É importante entender que esta impossibilidade não tem nada a ver com a quantidade de tempo disponível: faz parte da natureza do infinito que ele não pode ser assim formado.
Alguém pode dizer que enquanto uma coleção infinita não pode ser formada ao começar por um ponto e depois adicionar membros, todavia uma coleção infinita poderia ser formada sem nenhum início, mas terminando em um ponto, ou seja, terminando em um ponto após um membro após outro ter sido adicionado pela eternidade. Mas este método parece até mais inacreditável do que o primeiro método. Se não é possível contar até o infinito, então como é possível contar regressivamente do infinito? Se não é possível atravessar o infinito pelo mover em uma direção, como seria possível atravessá-lo pelo simples mover na direção oposta?
De fato, a idéia de uma série sem começo terminando no presente parece absurda. Para dar apenas uma ilustração: suponha que encontremos um homem que afirma ter contado através da eternidade e agora está terminando: …, -3, -2, -1,0. Poderíamos perguntar por que ele não terminou de contar ontem ou anteontem ou no ano passado? Até lá um tempo infinito já teria se passado, então ele já deveria ter terminado naquele tempo. Portanto, em nenhum ponto no passado infinito poderíamos encontrar o homem terminando sua contagem, porque em tal ponto ele já deveria ter terminado! De fato, não importa quão longe voltemos ao passado, nós nunca poderemos encontrar o homem terminando a contagem, pois em qualquer ponto que o alcançarmos ele já terá terminado. Mas se em nenhum ponto do passado podemos encontrar ele contando [até o fim], isto contradiz a hipótese de que ele esteve contando pela eternidade. Isto ilustra o fato de que a formação de um infinito real por adição consecutiva é igualmente impossível se alguém o faz até ou do infinito.
A premissa (2.22) pressupõe uma visão dinâmica do tempo no qual os eventos são realizados de modo serial, um depois do outro. A série de eventos não é um tipo de linha do mundo eternamente subsistente que aparece sucessivamente na consciência. Ao invés disso, tornar-se é real e essencial ao processo temporal. Esta visão do tempo não é livre de desafios, mas considerar suas objeções nos levaria muito longe15. No momento, é preciso satisfazer-se com o fato de que estamos argumentando no fundamento comum com nossas intuições ordinárias da transformação temporal e em concordância com um bom número de filósofos contemporâneos do tempo e do espaço.
Dadas as verdades de (2.21) e (2.22), a conclusão (2.23) segue logicamente. Se o universo não começou a existir em um tempo finito atrás, então o presente momento nunca poderia ter chegado. Mas obviamente, ele chegou. Então, sabemos que o universo é finito no passado e começou a existir
Novamente, será proveitoso considerar várias objeções que têm sido oferecidas contra este raciocínio. Contra (2.21), Mackie objeta que o argumento assume indevidamente um ponto inicial infinitamente distante no passado e então declara impossível viajar daquele ponto até hoje. Mas não haveria um ponto inicial no passado infinito, nem mesmo um infinitamente distante. Mesmo assim, de qualquer ponto no passado infinito, há apenas uma distância finita até o presente16. Ora, parece-me que a alegação de Mackie de que o argumento pressupõe um ponto inicial infinitamente distante é inteiramente sem fundamento. A característica das séries não possuírem início serve apenas para acentuar a dificuldade de serem formadas pela adição cumulativa. O fato de não haver nenhum início, nem mesmo um infinitamente distante, torna o problema mais, não menos, perturbador. E o ponto que em qualquer momento do passado infinito possui apenas uma distância temporal finita até o presente pode ser descartado como irrelevante. A questão não é como qualquer porção finita das séries temporais pode ser formada, mas como toda série infinita pode ser formada. Se Mackie pensa que porque cada segmento das séries pode ser formado por adição cumulativa então toda a série inteira pode ser formada, então ele está simplesmente cometendo a falácia da composição.
Sorajbi similarmente objeta que a razão porque é impossível contar regressivamente do infinito é porque contar envolve por natureza pegar um número inicial, o que está faltando neste caso. Mas completar um lapso infinito de anos não envolve nenhum ano inicial e, portanto, é possível17. Entretanto, esta resposta é claramente inadequada, pois, como vimos, os anos de um passado infinito poderiam ser enumerados por números negativos, que no caso de um número infinito completo de anos implica, realmente, em uma contagem regressiva do infinito. Sorajbi, entretanto, antecipa esta objeção e afirma que tal contagem regressiva é possível em princípio e, portanto, nenhuma barreira lógica foi mostrada para o transcorrer de um número infinito de anos passados. Entretanto, novamente, a questão que estou colocando não é se existe uma contradição lógica em tal pensamento, mas se tal contagem não é metafisicamente absurda. Pois vimos que tal contagem não poderia em nenhum ponto ter sido completada. Mas Sorajbi novamente tem uma resposta pronta: dizer que a contagem não deve ter terminado em nenhum ponto confunde a contagem de um número infinito de anos com a contagem de todos os números. Em qualquer ponto do passado, o contador eterno já terá contado um número infinito de números, mas isto não implica que ele terá contado todos os números negativos. Eu não penso que o argumento faz esta alegação equivocada, e isto pode ser tornado claro examinando-se a razão porque nosso contador eterno é supostamente capaz de completar a contagem dos números negativos terminando em zero. De forma a justificar a possibilidade deste feito intuitivamente impossível, o argumento do oponente apela ao chamado Princípio da Correspondência usada na teoria dos conjuntos para determinar se dois conjuntos são equivalentes (ou seja, possuem o mesmo número de membros) ao comparar os membros de um conjunto com os membros do outro conjunto e vice versa. Com base neste princípio, o opositor argumenta que desde que o contador viveu, digamos, um número infinito de anos e desde que o conjunto de anos passados pode ser colocado em uma correspondência de um-a-um com o conjunto de números negativos, segue que ao contar um número por ano, um contador eterno iria completar a contagem de números negativos até o ano presente. Se perguntássemos por que o contador não poderia terminar no ano que vem ou em uma centena de anos, o opositor responderia que antes do presente ano, um número infinito de anos já teria passado, então, pelo princípio da correspondência, todos os números já devem ter sido contados agora. Mas este raciocínio volta-se contra o opositor: pois, como vimos, nesta explicação o contador já deveria ter terminado de contar todos os números em qualquer ponto do passado, já que existe uma correspondência um-a-um entre os anos do passado e os números negativos. Portanto, não há equívoco entre contar um número infinito e contar todos os números. Entretanto, neste ponto um absurdo mais profundo aparece à vista: suponha que haja outro contador que faça a contagem no ritmo de um número negativo por dia. De acordo com o Princípio da Correspondência, que fundamenta a teoria dos conjuntos infinitos e a aritmética transfinita, ambos os contadores eternos terminarão suas contagens no mesmo momento, mesmo que um esteja contando em um ritmo 365 vezes mais rápido que o outro! Será que alguém pode acreditar que estes cenários podem, de fato, serem obtidos na realidade, ao invés de representarem o produto de um jogo imaginário jogado em uma esfera puramente conceitual de acordo com convenções lógicas adotadas e axiomas?

No que diz respeito à premissa (2.22), muitos pensadores objetaram que não precisamos considerar o passado como uma série infinita sem começo e com um fim no presente. Popper, por exemplo, admite que o conjunto de todos os eventos passados seja realmente infinito, mas que as séries de eventos passados são potencialmente infinitas. Isto pode ser visto começando-se no presente e numerando os eventos regressivamente, formando assim um infinito potencial. Portanto, o problema de um infinito real ser formado por adição sucessiva não aparece18. De maneira similar, Swinburne pensa que é duvidoso que uma série completa infinita sem início, mas com um fim faça sentido, mas ele propõe resolver o problema ao começar no presente e regressar ao passado, então a série de eventos passados não teria um fim e seria, portanto, um infinito completo19. Esta objeção, entretanto, confunde claramente a contagem regressiva mental com o progresso real das séries temporais dos eventos em si. Numerar as séries regressivamente a partir do presente mostra apenas que se há um número infinito de eventos passados, então podemos numerar um número infinito de eventos passados. Mas o problema é: como esta coleção infinita de eventos veio a ser formada por adição sucessiva? Como concebemos mentalmente as séries não afetam de maneira alguma o caráter ontológico das séries em si como uma série sem início, mas com um fim, ou, em outras palavras, como um infinito real completado por adição sucessiva.
Novamente, as objeções a (2.21) e (2.22) parecem menos plausíveis do que as premissas em si. Juntas elas implicam (2.23), ou seja, que o universo começou a existir.
Primeira Confirmação Científica
Estes argumentos puramente filosóficos para o começo do universo receberam confirmações extraordinárias a partir de descobertas na astronomia e na astrofísica no século XX. Estas confirmações podem ser resumidas em dois pontos: a confirmação da expansão do universo e a confirmação das propriedades termodinâmicas do universo.
PARTE 2
Com relação ao primeiro, a descoberta de Hubble em 1929 do desvio para o vermelho na luz de galáxias distantes iniciou uma revolução na astronomia talvez tão significante como a revolução Copérnica. Antes disso, o universo como um todo era concebido como estático; mas a conclusão impressionante a que Hubble chegou foi que o desvio para o vermelho é devido ao fato de que o universo está, de fato, expandindo-se. A incrível implicação deste fato é que se alguém traça a expansão de volta no tempo, o universo se torna denso e mais denso até que se chega ao ponto de densidade infinita, do qual o universo começou a expandir. A conclusão da descoberta de Hubble é que em algum ponto do passado finito - provavelmente há 15 bilhões de anos atrás - o universo inteiro se contraiu em um ponto matemático simples que marcou a origem do universo. Esta explosão inicial veio a ser chamada “Big Bang”. Quatro dos mais proeminentes astrônomos do mundo descreveram tal evento nestas palavras:
O universo começou de um estado de densidade infinita… Espaço e tempo foram criados neste evento e também toda a matéria do universo. Não faz sentido perguntar o que aconteceu antes do Big Bang, é como perguntar qual é o norte do Pólo Norte. Da mesma forma, não é sensato perguntar onde o Big Bang se localizou. O universo-ponto não foi um objeto isolado no espaço; ele era o universo completo, e, portanto, a resposta só pode ser que o Big Bang começou em todo lugar20.
Este evento que marcou o início do universo torna-se mais impressionante quando se reflete no fato de que um estado de “densidade infinita” é sinônimo de “nada”. Não pode haver um objeto que possui densidade infinita, porque se ele tivesse qualquer tamanho ele poderia ser até mais denso. Portanto, como o astrônomo de Cambridge Fred Hoyle apontou, a teoria do Big Bang requer a criação da matéria do nada. Isto porque quando se volta no tempo, chega-se ao ponto em que, nas palavras de Hoyle, o universo foi “reduzido a nada”21. Portanto, o que o modelo do Big Bang parece requerer que o universo começou a existir e foi criado do nada.
Alguns teóricos tentaram evitar o início absoluto do universo implicado pela teoria do Big Bang ao especular que o universo pode ter passado por séries infinitas de expansões e contrações. Existem, porém, bons fundamentos para questionar a adequação de tal modelo oscilante do universo: (i) o modelo oscilante parece ser fisicamente impossível. Apesar de toda discussão sobre esses modelos, o fato parece ser que eles são possíveis apenas teoricamente, mas não possivelmente. Como o falecido professor Tinsley de Yale explica, em modelos oscilantes “mesmo que os matemáticos digam que o universo oscila, não há física conhecida para reverter o colapso e saltar para uma nova expansão. Os físicos parecem dizer que aqueles modelos começam do Big Bang, expandem, colapsam e então acabam”22. Para que o modelo oscilante possa ser correto, parece que as leis conhecidas da física teriam que ser revisadas. (ii) O modelo oscilante parece ser observadamente indefensável. Dois fatos da astronomia observacional parecem ir contra o modelo oscilante. Primeiro, a homogeneidade observada da distribuição da matéria através do universo parece inexplicável em um modelo oscilante. Durante a fase de contração de tal modelo, buracos negros começam a engolir a matéria ao redor, resultando em uma distribuição da matéria sem homogeneidade. Mas não há nenhum mecanismo conhecido para resolver esta falta de homogeneidade durante a fase de expansão seguinte. Portanto, a homogeneidade da matéria observada através do universo continua sem explicação. Segundo, a densidade do universo parece ser insuficiente para a re-contração do universo. Para que o modelo oscilante seja até mesmo possível, é necessário que o universo seja suficientemente denso para que a gravidade possa superar a força da expansão e puxar o universo de volta novamente. Entretanto, de acordo com as melhores estimativas, se alguém levar em consideração tanto a matéria luminosa quanto a matéria não-luminosa (encontrada em halos galácticos) como qualquer contribuição das partículas de neutrinos para a massa total, o universo continua tendo apenas metade do que é necessário para a re-contração 23. Além disso, trabalhos recentes em calcular a velocidade e desaceleração da expansão confirmam que o universo está expandindo na chamada “velocidade de escape” e não vai, portanto, se re-contrair. De acordo com Sandage e Tammann, “Portanto, somos forçados a concluir que… parece inevitável que o universo irá se expandir para sempre”; eles concluem, portanto, que “o Universo aconteceu apenas uma vez.” 24.
Segunda Confirmação Científica
Como se não fosse o bastante, existe uma segunda confirmação científica do início do universo baseada nas propriedades termodinâmicas de vários modelos cosmológicos. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, processos que agem em um sistema fechado sempre tendem a um estado de equilíbrio. Assim, nosso interesse está nas implicações disso quando a lei é aplicada ao universo como um todo. Pois o universo é um gigantesco sistema fechado, já que é tudo o que existe e não há energia fluindo para dentro do exterior. A segunda lei da termodinâmica parece implicar que, dado tempo suficiente, o universo irá atingir um estado de equilíbrio termodinâmico conhecido como “morte térmica” do universo. Esta morte pode ser quente ou fria, dependendo do universo expandir para sempre ou de eventualmente contrair-se novamente. Por um lado, se a densidade do universo é grande o bastante para superar a força da expansão, então o universo irá se contrair novamente em uma bola de fogo. Quando o universo se contrai, as estrelas queimam mais rapidamente até finalmente explodirem ou evaporarem. Quando o universo se torna mais denso, os buracos negros começam a engolir tudo o que há em volta e a aglutinarem-se eles próprios até que todos os buracos negros finalmente aglutinem-se em um gigantesco buraco negro de igual extensão com o universo, de onde ele jamais voltará a surgir. Por outro lado, se a densidade do universo é insuficiente para parar a expansão, como parece mais provável, então as galáxias irão transformar todos seus gases em estrelas e as estrelas irão se consumir. Em 1030 anos o universo irá consistir de 90% de estrelas mortas, 9% de buracos negros super-massivos e 1% de matéria atômica. A física de partículas elementares sugere que depois os prótons irão se decair em elétrons e pósitrons, tornando o espaço cheio de um gás rarefeito tão ralo que a distância entre um elétron e um pósitron será do tamanho da presente galáxia. Em 10100 anos, alguns cientistas acreditam que os buracos negros em si irão se dissipar em radiação e partículas elementares. Eventualmente toda matéria no universo frio, escuro e eternamente em expansão, será reduzida a um gás ultra-ralo de partículas elementares e radiação. O equilíbrio irá prevalecer, e todo o universo atingirá o estado final, onde nenhuma mudança ocorrerá.
A questão que precisa ser respondida é esta: se, dado tempo suficiente, o universo irá atingir a morte térmica, então porque não está agora em um estado de morte térmica se ele existiu por um tempo infinito? Se o universo não começou a existir, então ele devia estar agora em um estado de equilíbrio. Alguns teóricos sugeriram que o universo escapa da morte térmica final ao oscilar do passado eterno ao futuro eterno. Mas já vimos que tal modelo parece ser fisicamente e observadamente inviável. Mas mesmo que evitemos tais considerações e imaginemos que o universo oscila, o fato é que as propriedades termodinâmicas deste modelo implicam o exato começo do universo que seus proponentes tentam evitar. Pois as propriedades termodinâmicas de um modelo oscilante são tais que o universo expande mais longe e mais longe a cada ciclo sucessivo. Portanto, quando se traça as expansões de volta no tempo, eles se tornam menores e menores. Como um time científico explica, “O efeito da produção de entropia será alargar a escala cósmica de ciclo a ciclo…Portanto, olhando de volta no tempo, cada ciclo gerou menos entropia, teve um ciclo de tempo menor, e teve um fator de expansão do ciclo menor do que o ciclo que o seguiu.” 25. Novikov e Zeldovich do Instituto de Matemática Aplicada da Academia de Ciências da URSS portanto concluem: “O modelo multi-ciclo tem um futuro infinito, mas apenas um passado finito”26. Como outro escritor aponta, o modelo oscilante do universo, portanto, ainda requer uma origem do universo anterior ao menor ciclo27.
Portanto, para qualquer cenário que alguém escolha para o futuro do universo, a termodinâmica implica que o universo começou a existir. De acordo com o físico P.C. Davies, o universo deve ter sido criado um tempo finito atrás e está em um processo de término. Antes da criação, o universo simplesmente não existia. Portanto, conclui Davies, mesmo que não gostemos, devemos concluir que a energia do universo foi de alguma maneira simplesmente “colocada” na criação como uma condição inicial 28.
Portanto temos confirmações científicas e filosóficas para o início do universo. Com este fundamento, penso que estamos amplamente justificados em concluir pela verdade da premissa (2) que o universo começou a existir.
Primeira premissa
A premissa (1) impressiona-me como relativamente incontroversa. Ela é baseada na intuição metafísica de que algo não pode vir do nada. Portanto, qualquer argumento em favor do princípio está sujeito a ser menos óbvio que o princípio em si mesmo. Até mesmo o grande cético David Hume admitiu que ele nunca afirmou uma proposição tão absurda como que algo possa vir à existência sem uma causa; ele apenas negou que alguém poderia provar o obviamente verdadeiro princípio causal29. Com relação ao universo, se originalmente não houve nada - nem Deus, nem espaço, nem tempo -, então como poderia o universo possivelmente vir a existir? A verdade do princípio ex nihilo, nihil fit é tão óbvio que eu penso que somos justificados em abrir mão de uma defesa elaborada da primeira premissa do argumento.
Todavia, alguns pensadores, ao exercitarem evitar o teísmo implícito nesta premissa dentro do presente contexto, sentiram compelidos a negar sua verdade. De maneira a evitar suas conclusões teístas, Davies apresenta um cenário em que ele confessa que “não deveria ser levado muito a sério”, mas que parece exercer uma forte atração para Davies30. Ele faz referência a uma teoria quântica da gravidade de acordo com a qual o espaço-tempo em si poderia trazer o não-causado à existência do absolutamente nada. Enquanto admite que “não há uma teoria quântica da gravidade satisfatória,” tal teoria “poderia permitir que o espaço-tempo fosse criado e destruído espontaneamente e sem uma causa da mesma maneira que partículas são criadas e destruídas espontaneamente e sem uma causa. A teoria iria implicar certa probabilidade determinada e matemática de que, por exemplo, uma bolha de espaço iria aparecer onde nada havia antes. Portanto, o espaço-tempo poderia sair do nada como resultado de uma transição quântica sem causa”31.
Em verdade, a criação de pares de partículas não fornece analogia para este vir-a-ser ex-nihilo radical, como Davies parece sugerir. Este fenômeno quântico, mesmo que fosse uma exceção ao princípio de que todo evento tem uma causa, não fornece analogia para algo vindo à existência do nada. Embora os físicos falem disto como criação de pares de partículas e destruição, estes termos são filosoficamente enganosos, porque tudo o que realmente ocorre é conversão de energia em matéria ou vice versa. Como Davies admite, “O processo descrito aqui não representa a criação de matéria do nada, mas a conversão de energia pré-existente em forma de matéria.”32 Portanto, Davies ilude grandemente seu leitor quando ele afirma que “Partículas… podem aparecer do nada sem uma causa específica” e novamente, “Ainda, o mundo da física quântica produz rotineiramente algo do nada”33 Ao contrário, o mundo da física quântica nunca produz algo do nada.
Entretanto, para considerar o caso em seus próprios méritos: a gravidade quântica é tão pouco compreendida que o período anterior a 10-43 segundo que esta teoria espera descrever, tem sido comparada por um engraçadinho como as regiões nos mapas dos antigos cartógrafos marcadas com “Aqui há dragões”: ele pode ser facilmente enchido com toda sorte de fantasias. De fato, não parece haver uma boa razão para se pensar que tal teoria iria envolver o tipo de vir-a-ser ex-nihilo espontâneo que Davies sugere. Uma teoria da gravidade quântica tem sido o objetivo para arranjar uma teoria da gravidade baseada na troca de partículas (gravitões) ao invés da geometria do espaço, o que pode ser trazido para uma Teoria da Grande Unificação que une todas as forças da natureza em um estado super-simétrico no qual uma força fundamental e um tipo simples de partícula existem. Mas não parece haver nada nisso que sugira a possibilidade do vir-a-ser ex-nihilo espontâneo.
Em verdade, não está de todo claro que a explicação de Davies seja até mesmo inteligível. O que pode significar, por exemplo, através da afirmação de que há uma probabilidade matemática de que o nada deveria gerar uma região de espaço-tempo “onde nada existia antes?” Isto não pode significar que, dado tempo suficiente, uma região do espaço iria pular à existência em certo lugar, já que nem o lugar e nem o tempo existem separados do espaço-tempo. A noção de certa probabilidade de algo saindo do nada, portanto, parece incoerente.
Nesta linha de idéias, sou lembrado de algumas observações de A.N. Prior relacionadas ao argumento colocado por Jonathan Edwards contra algo vindo à existência sem uma causa. Isto seria impossível, disse Edwards, pois então seria inexplicável porque toda e qualquer coisa não poderiam ou não viriam chegar à existência sem uma causa, já que antes de suas existências eles não possuem naturezas que poderiam controlar suas vindas-a-existência. Prior fez uma aplicação cosmológica do raciocínio de Edwards ao comentar sobre a teoria do estado estacionário quando esta postula a criação contínua de átomos de hidrogênio ex-nihilo:
Não faz parte da teoria de Hoyle que este processo seja sem causa, mas eu quero me definir melhor sobre isto, e dizer que se ele é sem causa, então o que se alega acontecer é fantástico e inacreditável. Se for possível que objetos - em verdade, objetos que realmente são objetos, “substâncias possuidoras de capacidades” - venham a existir sem uma causa, então é inacreditável que eles venham a se tornar objetos do mesmo tipo, ou seja, átomos de hidrogênio. A natureza peculiar dos átomos de hidrogênio não pode ser o que faz esse vir-a-existência possível para eles e nem para objetos de qualquer outro tipo; pois os átomos de hidrogênio não possuem esta natureza até que eles venham a tê-la, isto é, até que suas vindas-a-existência tenham ocorrido. Este é o argumento de Edwards, de fato, e aqui ele parece inteiramente convincente…34
No caso em questão, se originariamente nada existia, então por que o vazio deveria trazer à existência o espaço-tempo espontaneamente, ao invés de, digamos, átomos de hidrogênio, ou até mesmo coelhos? Como alguém pode falar da probabilidade de algo em particular pular para a existência a partir do nada?
Davies em certa ocasião pareceu responder que as leis da física são o fator de controle que determina o que irá saltar sem causa à existência. “Mas qual das leis? Elas devem estar ‘ali’ para o início de modo que o universo possa vir a existir. A física quântica deve existir (em algum sentido) de modo que a transição quântica possa gerar o cosmo em primeiro lugar”35 Em verdade isto parece excessivamente estranho. Davies parece atribuir às leis da natureza um tipo de status causal e ontológico tal que elas forçam um vir-a-ser espontâneo. Mas isto parece claramente enganoso: as leis da física não causam ou forçam nada por si mesmas; elas são apenas descrições proposicionais de certa forma e generalidade que ocorre no universo. E a questão que Edwards levanta é por que, se não há absolutamente nada, seria verdade que qualquer coisa ao invés de outra deveria saltar à existência sem uma causa? É fútil dizer que de alguma forma pertence à natureza do espaço-tempo fazer isso, pois se não houvesse absolutamente nada então não haveria nenhuma natureza para determinar que tal espaço-tempo devesse vir a existir.
Até mesmo de forma mais fundamental, todavia, o que Davies antevê certamente é tolice metafísica.Apesar de seu cenário ser colocado como uma teoria científica, alguém precisa ser corajoso o bastante para dizer que o Imperador não está vestindo nenhuma roupa. Ambas as condições suficientes e necessárias para o surgimento do espaço-tempo existiam ou não; se existiam, então não é verdade que nada existiu; se não existiam, então parece ontologicamente impossível que algo deva surgir do absoluto nada. Chamar uma geração espontânea à existência do nada de “transição quântica” ou atribuí-la a “gravidade quântica” não explica nada; de fato, nesta teoria, não há explicação. Ela apenas acontece.

Parece-me, portanto, que Davies não forneceu nenhuma base plausível para negar a verdade da primeira premissa do argumento cosmológico. Que tudo o que existe tem uma causa parece ser uma verdade ontologicamente necessária, uma que é constantemente confirmada em nossa experiência.
Conclusão
Dada a verdade das premissas (1) e (2), segue logicamente que (3) o universo deve ter uma causa para sua existência. De fato, penso que pode ser plausivelmente argumentado que a causa do universo deve ser um Criador pessoal. Pois como poderia um efeito temporal surgir de uma causa eterna? Se a causa fosse simplesmente um conjunto mecânico e operacional de condições suficientes e necessárias que existem desde a eternidade, então por que o efeito não existiria também desde a eternidade? Por exemplo, se a causa da água ser congelada é a temperatura abaixo de zero grau, então se a temperatura estivesse abaixo de zero grau desde a eternidade, qualquer água presente estaria congelada desde a eternidade. O único meio de se obter uma causa eterna com um efeito temporal seria se a causa fosse um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Por exemplo, um homem sentado na eternidade pode querer se levantar; portanto, um efeito temporal pode surgir de um agente eternamente existente. De fato, o agente pode criar da eternidade um efeito temporal tal que nenhuma mudança no agente necessite ser concebida. Portanto, somos trazidos não somente à primeira causa do universo, mas ao seu Criador pessoal.
Conclusão e Sumário
Em conclusão, vimos com base em argumentos filosóficos e confirmações científicas que é plausível que o universo teve um começo. Dado o princípio intuitivamente óbvio de que tudo que começa a existir tem uma causa para sua existência, somos levados a concluir que o universo tem uma causa para a sua existência. Com base no nosso argumento, esta causa deve ser não-causada, eterna, imutável, atemporal e imaterial. Além disso, ela deve ser um agente pessoal que livremente escolhe criar um efeito no tempo. Portanto, com fundamento no argumento cosmológico de kalam, concluo que é racional crer que Deus existe.
Notas
1. G.W. Leibniz, “The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason,” in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student’s Library (New York: Charles Scribner’s Sons, 1951), p. 527.
2. Aristotle Metaphysica Lambda. l. 982b10-15.
3. Norman Malcolm, Ludwig Wittgenstein: A Memoir (London: Oxford University Press, 1958), p. 70.
4. J.J.C. Smart, “The Existence of God,” Church Quarterly Review 156 (1955): 194.
5. G.W. Leibniz, Theodicy: Essays on the Goodness of God, the Freedom of Man, and the Origin of Evil, trans. E.M. Huggard (London: Routledge & Kegan Paul, 1951), p. 127; cf. idem, “Principles,” p. 528.
6. John Hick, “God as Necessary Being,” Journal of Philosophy 57 (1960): 733-4.
7. David Hume, Dialogues concerning Natural Religion, ed. com uma introdução escrita por Norman Kemp Smith, Library of the Liberal Arts (Indianapolis: Bobbs-Merrill. 1947), p. 190.
8. Bertrand Russell and F.C. Copleston, “The Existence of God,” in The Existence of God, ed. com uma introdução escrita por John Hick, Problems of Philosophy Series (New York: Macmillan & Co., 1964), p. 175.
9. Vide William Lane Craig, The Cosmological Argument from Plato to Leibniz, Library of Philosophy and Religion (London: Macmillan, 1980), pp. 48-58, 61-76, 98-104, 128-31.
10. Wallace Matson, The Existence of God (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1965), pp. 58-60.
11. J.L. Mackie, The Miracle of Theism (Oxford: Clarendon Press, 1982), p. 93.
12. Quentin Smith, “Infinity and the Past,” Philosophy of Science 54 (1987): 69.
13. Richard Sorabji, Time, Creation and the Continuum (Ithaca, N.Y.: Cornell University Press, 1983), pp. 213, 222-3.
14. Charles Hartshorne, Man’s Vision of God and the Logic of Theism (Chicago: Willett, Clark, & Co., 1941), p. 37.
15 G.J. Whitrow defende uma forma deste argumento que não pressupõe uma visão dinâmica do tempo, afirmando que um passado infinito ainda teria que ser “vivido através” de qualquer ser consciente, eterno, mesmo que as séries de eventos físicos tenham subsistido eternamente (G.J. Whitrow, The Natural Philosophy of Time, 2d ed. [Oxford: Clarendon Press, 1980], pp. 28-32).
16. Mackie, Theism, p. 93.
17. Sorabji, Time, Creation, and the Continuum, pp. 219-22.
18. K.R. Popper, “On the Possibility of an Infinite Past: a Reply to Whitrow,” British Journal for the Philosophy of Science 29 (1978): 47-8.
19. R.G. Swinburne, “The Beginning of the Universe,” The Aristotelian Society 40 (1966): 131-2.
20. Richard J. Gott, et.al., “Will the Universe Expand Forever?” Scientific American (March 1976), p. 65.
21. Fred Hoyle, From Stonehenge to Modern Cosmology (San Francisco: W.H. Freeman, 1972), p. 36.
22. Beatrice Tinsley, carta pessoal.
23. David N. Schramm and Gary Steigman, “Relic Neutrinos and the Density of the Universe,” Astrophysical Journal 243 (1981): p. 1-7.
24. Alan Sandage and G.A. Tammann, “Steps Toward the Hubble Constant. VII,” Astrophyscial Journal 210 (1976): 23, 7; veja tambémidem, “Steps toward the Hubble Constant. VIII.” Astrophysical Journal 256 (1982): 339-45.
25. Duane Dicus, et.al. “Effects of Proton Decay on the Cosmological Future.” Astrophysical Journal 252 (1982): l, 8.
26. I.D. Novikov e Ya. B. Zeldovich, “Physical Processes Near Cosmological Singularities,” Annual Review of Astronomy and Astrophysics 11 (1973): 401-2.
27. John Gribbin, “Oscillating Universe Bounces Back,” Nature 259 (1976): 16.
28. P.C.W. Davies, The Physics of Time Asymmetry (London: Surrey University Press, 1974), p. 104.
29. David Hume para John Stewart, February, 1754, in The Letters of David Hume, ed. J.Y.T. Greig (Oxford: Clarendon Press, 1932), 1:187.
30. Paul Davies, God and the New Physics (New York: Simon & Schuster, 1983), p. 214.
31. Ibid., p. 215.
32. Ibid., p. 31.
33. Ibid., pp. 215, 216.
34. A.N. Prior, “Limited Indeterminism,” in Papers on Time and Tense (Oxford: Clarendon Press, 1968), p. 65.
35. Davies, God, p. 217.
Domingo, 16 de Novembro de 2008
AIDS - A EPIDEMIA DOS TEMPOS FINAIS

Sábado, 15 de Novembro de 2008
Sobre os Maus Pastores Nestes Últimos Dias

"E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?" [Romanos 2:19-22]
Domingo, 19 de Outubro de 2008
BARRA DE FERRAMENTA -BLOG DO ISAIAS

Domingo, 5 de Outubro de 2008
A Nova Era no Brasil





[2] Revista Veja. 29 de julho, 1992, p. 110.
[3] Lauro Trevisan. Os Poderes de Jesus Cristo, Livraria Editora e Distribuidora da Mente Ltda., Santa Maria, RS, 1983, p. 59.
[4] Fritjof Capra. O Tao da Física, Editora Cultrix, São Paulo, SP, 1975, 1983, p. 13.
[5] Paulo Coelho. As Valkírias, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1992, p. 38.
Sábado, 4 de Outubro de 2008
Quem é Alá


Domingo, 21 de Setembro de 2008
MOTIVOS PARA O TERRORISMO NO FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO
Desde o dia 11 de setembro, quando ocorreu o maior ataque terrorista da historia as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, nunca se viu uma tentativa tão insistente por parte da liderança islâmica em mostrar ao mundo que a sua religião não patrocina o terror e muito menos defende o uso da violência contra os não-muçulmanos. Através dos meios de comunicação, os muçulmanos afirmam que ações de como a que ocorrreu nos Estados Unidos não fazem parte da visão islâmica de conversão dos ‘infieis’ e não são modelo de oposição aos que não apóiam o islã no mundo.
É verdade que muitos muçulmanos não compartilham desta visão de Jihad1, principalmente os mais intelectuais e transculturados, como é o caso do moderado Mohammad Kathami, primeiro- ministro do Irã, que conduz, mesmo sob forte oposição dos religiosos, uma reforma social nunca vista desde a revolução fundamentalista do Aiatolá Komeini.
E mais. Os atos terroristas que apavoram o mundo é visto pela grande maioria da população dos países islâmicos não como uma ação criminosa hedionda, mas como uma defesa, um ato altruísta, e os suicidas envolvidos nestas ações passam a ser mártires, jamais assassinos. Quando se viu nos noticiários o julgamento e a condenação desses radicais e seguidores. Ou, quando se viu uma campanha oficial desses países para conter os movimentos radicais?
Maomé e os conflitos que envolvem sua história
Mas logo após, segundo os muçulmanos, a guerra foi sancionada por ‘Allah’ em Medina, havendo debate entre os próprios muçulmanos sobre qual capítulo do Alcorão realmente retratava esta primeira ordem divina para o uso da forca3.
Como é possível uma religião que diz hastear a bandeira de paz e da boa convivência com os não-islâmicos perseguir e maltratar milhares de pessoa em todo o mundo? Não há um paralelo entre o comportamento dos atuais muçulmanos e a historia do fundador do islamismo?



Logo virá o Príncipe da Paz, Jesus Cristo nosso Senhor. Então, o mundo será governado num reino tranqüilo: "Justiça e juízo são a base do seu trono; benignidade e verdade vão adiante de ti" (Si 89.14). E "Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça'(2 Pe3.13).OREMOS PELOS MUÇULMANOS!
Maranata!
Notas:
1 Jihad é o termo árabe que pode ser traduzido por esforço pela causa santa do Islã, inclusive a luta armada, se preciso for.Mohwmad, o mensageiro de Deus. Certo de divulgação do Islã para América Latina, pp.150,1512 lbidem, pp. 172,1733 The life of Mohammad, p.6754 Book Of The Major, Classes (Vol.ll)- p.325 Alcorão Sagrado, versão portuguesa diretamente do árabe por Samir El Hayek, diretor, do Centro lslâmico do Brasil e coordenador dos assuntos lslamicos da América Latina, Tangará-Expansão Editorial S. A, 2a. edição 19776 The life of Mahammad, p.6737 Os direitos humanos no Islã. Centro de divulgação do Islã para a América Latina, pp.25 e 26
Domingo, 14 de Setembro de 2008
Maçonaria

ão, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal. Os cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações. Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um só?
Domingo, 17 de Agosto de 2008
MATRIX - O Budismo Virtual de Hollywood


Outro aspecto relevante ao analisarmos este assunto é o modo como a interatividade10 avançou velozmente nestes últimos anos com a chegada da cibercultura11. A produção de Matrix dos irmãos Larry e Andy Wachowski investiu pesado nestes recursos para dar o máximo de realismo às cenas virtuais. Pierre Lévy, especialista em cibercultura, mostra que o curso desta interatividade visa a nossa imersão total, por meio dos cinco sentidos, em “mundos” virtuais cada vez mais realistas, também conhecidos como “universos paralelos”. Por esse processo, o telespectador é convidado a passar para o outro lado da tela e a interagir de forma sensório-motora com seus ídolos-atores, provocando uma espécie de osmose, fenômeno físico/químico produzido quando o solvente de uma solução consegue passar para uma membrana impermeável.

1. Segundo a Bíblia, o tempo da vida terrena é suficiente para que nos responsabilizemos por nossas ações (Ec 9.4; Sl 90; Hb 4.7; Lc 23.42-43). Por que o ladrão da cruz não precisou reencarnar para evoluir e ser salvo? Pense: Se houvesse reencarnação, para que existiria a necessidade do perdão? O perdão tira a condenação do pecado (1Jo 1.7,9; Rm 8.1; Lc 23.39-44). Por que deveríamos pagar com o sofrimento num mundo ilusório aquilo que já foi perdoado? (Mq 7.18-20, Hb 10.1). Se Deus, quando nos arrependemos, se esquece dos nossos pecados do passado, no mínimo seria tolice pagar por eles em reencarnações sucessivas (Is 43.25).
2. Ao homem está ordenado morrer apenas uma vez, vindo depois disto o juízo, e só há dois lugares após a morte (Hb 9.27, Lc 16.19- 31; Jo 3.17, 18). Quem partiu não retorna à vida (Ec 9.4-5; 2Sm 12.22-23). Qual é o sentido da reencarnação se o “eu” responsável pelas ações da vida anterior foi apagado com a morte? Como o carma pode ser verdade se a pessoa não se lembra dos erros da suposta vida passada? Isso comprova a impossibilidade do próprio samsara ser um meio de pagar pelos erros. Segundo a Bíblia, Jesus é o único que pode nos libertar do pecado (Jo 8.24, 34-36). Acaso a dor que sentimos, as doenças, os atropelamentos, o câncer, a AIDS, são pura ilusão? Não seria um absurdo sustentar tal crença budista e pagar por uma coisa sem ao menos saber do que se trata ou apenas por uma projeção da realidade? (Ec 11.9; At 10.42).
3. A Bíblia só fala em ressurreição (1Cor 15; Jo 11.25-26). Jesus ressuscitou em corpo glorificado (Lc 24.37-39). Analise a incoerência do budismo: ensina que na reencarnação a pessoa perde a identidade da vida anterior. É como se a vida passada simplesmente se desintegrasse no tempo pela necessidade de assumir novas personalidades. A pessoa, portanto, é engolida pelo cosmo e acaba virando nada (nirvana). Isso não faz sentido! Que propósito teria a vida, então? Ao contrário, Deus nos ama e leva em conta a nossa identidade. Você é um ser único. Na ressurreição, a nossa identidade será mantida, ou para a vida eterna ou para a perdição eterna (Dn 12.2-3).
Outro aspecto do conceito budista expresso no filme (que tenta passar a idéia de que a nossa vida é uma grande ilusão montada pelos nossos próprios desejos) afirma o seguinte: você, eu e o universo formamos um todo indivisível (isso é monismo — Deus é tudo e tudo é Um). Ver a nós mesmos como uma parte separada do resto é a fonte da ilusão do “eu”, e a mesma ilusão ocorre em relação ao mundo em redor.
Para o budismo, aquilo que percebemos do mundo é apenas uma fração dele. Nossa mente e nossos sentidos condicionam e limitam nosso entendimento e nossa relação com o mundo. Cypher, personagem do primeiro filme Matrix, diz, ao comer um bife: Eu sei que este bife não existe. A ignorância é uma bênção. Sejamos coerentes! Na verdade, se o mundo é realmente ilusório, como poderíamos distinguir entre fantasia e realidade, pelo menos conceitualmente? Lao Tse expressa bem esta pergunta: “Se quando estava dormindo eu era um homem sonhando que era uma borboleta, como sei que quando estou acordado não sou uma borboleta sonhando?”.
Podemos também concluir que o budismo é autodestrutivo. Vejamos. Segundo um dos aspectos do que significa samsara, tudo o que vivemos não é real. Então, tudo o que o budismo prega (sua história, seus personagens, inclusive o samsara) também não é real. Os budistas, ao que parece, estão caindo no mesmo erro do ceticismo, teoria filosófica contraditória que declara que: “Não se pode ter certeza de nada absolutamente!”. Ora, então como podem ter certeza de que a filosofia que pregam é certa? O mesmo dilema vivido pelo cético, de ser condenado por sua própria alegação, poderia, neste caso, ser aplicado aos budistas.
Quão diferentemente vive e crê o cristão! Disse o apóstolo Paulo: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos”(At 17.31; grifo do autor).
O nirvana, a salvação e a Bíblia
Somente atingindo o nirvana (céu budista), o homem fica livre do samsara. O nirvana é a extinção do ser, uma auto-extinção, quando toda idéia de personalidade individual cessa. Imagine: assim como o caldo de galinha se dissolve na sopa, assim também o ser humano, no final, será diluído como tempero cósmico no nada (o nirvana). “A salvação final, na concepção budista, está relacionada à individualidade da pessoa, e não da própria pessoa, como acreditam os cristãos”, diz Norman Geisler. Esse conceito é uma grande desesperança quando comparado com a fé cristã (Ef 1.4-5).
Há três estágios no filme Matrix que reforçam a idéia do ciclo existencial até o nirvana. O primeiro é a vida de Neo como Thomas Anderson. O segundo é o despertar de Neo para a vida real no casulo de Matrix. E o último é a “morte” de Neo nos dois mundos e seu ressurgimento como alguém capaz de reprogramar Matrix.
Um ponto muito enfatizado no zen-budismo é que a experiência pessoal é o único jeito de atingir a iluminação, enfocado no filme por Morpheus, quando ele diz a Neo: Você tem de ver por si mesmo. Eu não disse que seria fácil, Neo. Esta observação está ligada a Shnryu Suzuki (1905-1971). O aspecto fundamental do caminho para o nirvana é a eliminação de todo pensamento dualista. E a raiz de tal pensamento é a lógica. Nesse caso, é necessário quebrar as cadeias da lógica e abordar a vida a partir de um novo ponto de vista.
Para o cristão, o seu futuro não é uma condição de união ou absorção final por alguma essência impessoal, mas uma continuidade pessoal e consciente no céu com Cristo: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20). Devemos sempre nos lembrar de uma coisa: assim como o céu, o inferno também é real! (2Pe 2.4, 9; Ap 20.10, 15).
Conclusivamente, o zen-budismo é a ramificação do budismo difundida na trilogia de Matrix. Nela, a prática do zen-budismo tem o propósito de alcançar o mesmo nirvana. Segundo Norman Geisler, o zen-budismo é a forma mais influente do budismo difundida atualmente. Suas origens são encontradas em Tão-Sheng (360-434 d.C.), um budista mahayana, e em Bodidarma (m. 534 d.C.). Tão-Sheng migrou da China para o Japão, onde sua forma de budismo foi mesclada com o taoísmo, que enfatiza a união com a natureza (panteísmo). Essa mistura eclética é conhecida por zen (meditação).
No zen-budismo, Deus é homem e o homem é Deus (panteísmo). Além de o homem ser Deus, tudo é Deus e Deus é tudo. Tudo e todos são Um (monismo). Budas (pessoas iluminadas) e seres sensitivos surgem da mente única, e não há outra realidade além desta mente. O que existe de fato é a Mente, o resto é ilusão. Em seu livro, O sentido da vida, Dalai Lama defende a crença de que cada um de nós esteve ou está no estado de existência cíclica cármica. Essa idéia fica clara no filme por meio de uma rede de computadores que liga as percepções das pessoas, aprisionando-as.
A crença em Deus como energia
Por terem heranças panteístas do hinduísmo, os budistas refutam a idéia de um Deus pessoal. Deus é apenas uma energia. Para C. S. Lewis, “trata-se de um credo não tanto falso como desesperadamente atrasado no tempo. Antes da criação teria sido verdade dizer que tudo era Deus. Mas Deus criou: Ele fez as coisas serem outras além dele mesmo a fim de que, sendo distintas, elas pudessem aprender a amá-lo”. “Deus é a fonte de toda a faculdade de raciocinar: não poderíamos estar certos e ele errado, assim como a corrente da água não pode estar acima da nascente; é como cortar o galho onde estamos sentados” (Sl 113.5-6; Is 40.12-31).
A Bíblia enfatiza que Deus é antes de todas as coisas: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17; Sl 90.2), e que todas as coisas foram criadas por ele (Gn 1.1; Is 42.5). O termo criar designa que “há um abismo intransponível entre o criador e a criatura, e que um estará sempre oposto ao outro numa relação que jamais será alterada. Não existe senso maior de distância do que o que há entre as palavras Criador e criatura” (Jo 3.16; Rm 8.15; 1Jo 3.1; Jo 1.12; 1Jo 4; Rm 5.8; Gn 1.26,27; Ef 1.4; 2Tm 1.9; Jo 4.24).
Budismo ou cristianismo?

Sidarta Gautama, o Buda, foi uma pessoa inconstante. Confuso, deixou a esposa e os filhos e tornou-se um mendigo. Após desiludir-se com o hinduísmo, Gautama foi iluminado debaixo de um pepinal, enquanto meditava. Segundo alguns biógrafos, sua primeira tentativa de ensinar foi um fracasso total. O próprio Dalai Lama diz que Buda “esteve no estado de existência cíclica” devido ao carma. Como alguém assim pode guiar outras pessoas? (Mt 15.14).
Quando uma pessoa busca uma religião, na verdade ela está querendo preencher o vazio que existe em seu coração. Está buscando uma direção para sua vida. Essencialmente, ela quer segurança e felicidade. A busca da felicidade é vista pelos estudiosos como a maior aspiração humana. O próprio Dalai Lama, em seu livro A arte da felicidade, concorda com isso. O que pressupõe que a religião na qual ele se refugiou tenha lhe oferecido tudo isso.
Vejamos então numa simples comparação doutrinária e teológica entre o cristianismo e o budismo em qual dessas duas religiões tais necessidades podem ser alcançadas:
BUDISMO
Buda era filho de um rei humano
Buda precisou ser iluminado
Buda desencarnou para tornar-se um deus
Buda buscou a verdade
Buda viveu
Buda indicou o caminho
Buda cometeu erros
Buda está morto
O homem está só no universo
O destino final do homem deve ser o nada
Reencarnar para pagar pelos erros
O corpo é um mal, um empecilho
CRISTIANISMO
Jesus é o unigênito Filho de Deus (Mc 1.1)
Jesus é a Luz do mundo (Jo 8.12)
Jesus é o Deus verdadeiro (1Jo 5.20)
Jesus é a verdade (Jo 14.6)
Jesus é a Vida (Jo 1.4)
Jesus é o Caminho (Jo 14.6)
Jesus nunca pecou (1Pe 1.19)
Jesus ressuscitou e é eterno (1Co 15.1-8; Hb 7.24)
Deus chama os homens de filhos (Rm 8.15)
O destino final do homem deve ser o céu (Jo 6.39)Arrependimento e perdão para ser salvo (2Pe 3.9)
Corpo como templo da glória de Deus (1Co 6.20)
Alerta! Estamos diante de uma sabotagem

Como dito anteriormente, o nosso propósito aqui não é condenar as grandes produções cinematográficas. Antes, apontar o que Deus pensa de certos conceitos que os autores conscientes ou inconscientemente, tem introduzido na cultura mundial. O próprio J. R. R. Tolkien, de O senhor dos anéis, confirma que “o autor não consegue evitar que a obra seja afetada por sua própria experiência”. Alem disso, é preciso alertar que, na pos-modernidade, os veículos culturais (TV, Internet, cinema), de acordo do Israel Belo de Azevedo, configuram a própria cultura que precisa ser confrontada com a Bíblia (Tg 4.4; 1Jo 2.15; Rm 12.1-2).
Para J. R. Stott, “somos diferentes de tudo no mundo que não é cristao e esta contracultura crista é a vida do reino de Deus”. H.R. Niebuhr defende que a Bíblia apresenta Cristo como o transformador da cultura. A questão aqui é o budismo, misturado ao gnosticismo, disseminado pela cultura cinematográfica. Entendemos biblicamente que toda da cultura de um povo é em boa e em parte ma. É assim porque a “queda” manchou toda a humanidade (R3.23). Por isso devemos sempre julgar todas as atitudes humanas e prová-las pelas Escrituras. Somente pela atuação poderosa do Espírito Santo o homem pode ser redimido e transformado para a gloria de Deus.
Na verdade, a falta de absolutos da cultura pos-moderna transformou-a em solo fértil para a proliferação daninha, informatizada e virtualizada de correntes filosóficas orientais e culturais claramente heréticas, o que tem cooperado, e muito, para o avanço da apostasia, sobretudo por causa do pluralismo. A historia fictícia de Frankenstein ilustra bem o pluralismo. Criado com pedaços de diferentes corpos, o pluralismo ensina que a verdade é composta por vários “corpos doutrinários”.
É bom lembrar, porem, que, na historia de Frankenstein, a criatura se volta contra o seu criador. Esta visão pluralista propaga que, alem do cristianismo, o budismo, entre outras religiões, tem a verdade. Ou seja, são apenas caminhos diferentes que levam ao mesmo fim. Ora, quem caminhar para o sul jamais chegara ao norte. Se o céu fica em cima, o inferno esta embaixo (Pv 15.24).
O caminho do céu é para cima. E somente Jesus pode nos conduzir até lá.
O significado dos termos e nomes usados em Matrix
Arquiteto: Quando Buda atingiu a iluminação e se libertou das ilusões do samsara, consta que ele teria exclamado: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava se referindo ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos mergulhados. Os maçons, por outro lado, referem-se a Deus como o Grande Arquiteto do Universo. Quando você sobrepõe as duas referências, tem como resultado uma figura com atributos divinos que cria um mundo ilusório. Exatamente como demiurgo (Deus grego que cria o Universo, organizando a matéria preexistente) no gnosticismo ou o Arquiteto em The Matrix Reloaded.
Chaveiro: Na simbologia esotérica, as chaves representam a iniciação e, conseqüentemente, a habilidade que o iniciado possui para abrir e se deslocar por entre diferentes níveis da realidade. É por esse motivo que figuras como o São Pedro cristão ou o Janus da mitologia romana são representadas como portadoras da chave. É essencialmente esse o papel que o Chaveiro representa no filme, já que é graças às suas chaves que Neo ganha acesso ao coração de Matrix, onde encontra o Arquiteto. Curiosamente, entre os ciganos, acredita-se que sonhar com um molho de chaves, como o que o Chaveiro carrega, é sinal de que várias oportunidades surgirão para o sonhador, que deve escolhê-la com cuidado, da mesma forma que Neo agiu quando se deparou com a porta que o conduziria ao centro de Matrix e a presença do Arquiteto.
Gêmeos: Todas as mitologias pos-suem lendas a respeito dos gêmeos, que podem ser divinos ou demoníacos. Muitas vezes, um dos gêmeos é benévolo e o outro, maligno, ou um deles é mortal e o outro, imortal, como Castor e Pólux, na mitologia grega. A grande maioria dos povos indígenas, nas três américas, considera os gêmeos divinos como os criadores do mundo. Em Matrix Reloaded, eles são apresentados sob um aspecto claramente negativo, mas (por serem auxiliares de Merovíngio, cujo simbolismo é bem mais ambíguo), podem ocultar algumas surpresas.
Haman, conselheiro: Apesar de o personagem ser apresentado sob uma luz simpática e benevolente — quase uma encarnação do Velho Sábio, cujo papel no primeiro filme cabia a Morpheus. Na Bíblia, Haman é o grande vilão do Livro de Ester. Grão-vizir do rei persa Xerxes, Haman odiava os judeus (Zion é uma referência a Sião) e tramava secretamente para exterminá-los. O plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Haman foi enforcado e o tio de Ester, Mordecai, nomeado grão-vizir em seu lugar. Trata-se, portanto, de um traidor.
Seraph: Embora o guardião do Oráculo tenha a aparência de um oriental, seu nome é hebraico e significa “ardente, flamejante”. É a raiz de serafim que, na teologia, é uma das ordens na hierarquia dos anjos. Na Bíblia, os serafins são descritos no livro de Isaías como criaturas dotadas de seis asas e que se postam diante do trono de Deus, igualmente como os guardiões.
Persephone: Assim como os Mistérios de Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia antiga, também exerceram enorme influência no surgimento do gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada por Hades, o Senhor dos Infernos, que a levou para o mundo subterrâneo e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher do Merovíngio emprestou seu nome, o que faz do próprio Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo onde se localiza Zion, em Matrix.
Notas:
1 Conjunto de três obras ligadas entre si por um tema comum2 Ambiente criado para gravação dos filmes3 2001 - A Space Odyssey, de Stanley Kubrick, 19684 Star Wars, de George Lucas, 19775 Blade Runner, de Ridley Scott, 19826 Terminator 1, de James Cameron, 19847 Total Recall, de Paul Verhoeven, 19908 The Lord of the Rings, de J.R.R.Tolkien, 20019 Profissional altamente especializado em computação10 Capacidade de sistema de comunicação ou de computação de interagir com pessoas11 Fenômeno surgido com a era digital, constituída por entidades e ações puramente virtuais, em que seres humanos, máquinas e programas computacionais interagem12 Editora Martins Fontes,13 V. matéria “Jesus dos doze aos trinta anos”, Defesa da Fé, ed. 56, maio/2003
ANDRÉ, M. Laços da Nova Era. BH, Betânia.AMORESE, R. M. Icabode. SP, Abba Press, 1993.AZEVEDO, Israel Belo de. Olhar da incerteza. SP, Eclésia, 1998.DALAI-LAMA. Minha terra e meu povo. RJ, Sextante, 2001, p. 268.DALAI-LAMA, O. O sentido da vida. São Paulo, Martins Fontes, 2002, p. XII.GEISLER, N., AMANO, J. Y. Reencarnação. São Paulo, Mundo Cristão, 1994, p. 15
GEISLER, Norman. Fundamentos inabaláveis. SP, Vida, 2003, p.45-6.GEISLER, N. Enciclopédia apologética. SP, Vida, 2002, p. 932.LAUSANE. O Evangelho e a cultura. SP, ABU, 1978, p. 17.LEWIS, C.S. Cristianismo puro e simples. SP, ABU, 1985, p. 27.LEWIS, C.S. Cartas do diabo ao seu aprendiz. Petrópolis, Vozes, 2000, p. 134.LÉVY, Pierre. Cibercultura. SP, Ed. 34, 1999, p. 260.LEVY, Pierre. A ideografia dinâmica. SP, Loyola, 1998, p. 228.NICHOLLS, B. C. Contextualização: uma teologia do evangelho e cultura. VN, 1987.
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A sedução dos rpgs na vida das crianças
“Olhos que não desgrudam da tela, mãos no mouse, rostos tensos, respiração acelerada. Os fones de ouvidos facilitam a percepção do inimigo. Crianças, adolescentes e jovens não se distraem com nenhum movimento além do alvo, que pode estar ao seu lado, no outro quarteirão, em outro estado ou num país distante…”1.Os jogos de computador são tão avançados e sofisticados em tecnologia que é quase impossível distinguir o mundo virtual da realidade. A maioria é feita de tal maneira que o jovem se sente como se realmente estivesse vivendo o que está jogando. Não é então de admirar que a febre dos games esteja se espalhando rapidamente. Pesquisas apontam que adolescentes, e até mesmo adultos, estão passando mais e mais tempo mergulhados no mundo dos RPGs.
Não é anormal um jovem gostar de um jogo, porém, os RPGs podem levar o jogador a experiências além das simples fantasias.
RPG é uma sigla em inglês que significa role-playing game (jogo de interpretação de personagem). Nesse tipo de game (jogo), o jovem adota o papel de um personagem e o treina e equipa com poderes e armas especiais durante o curso do game ou série de games. A influência ocultista destes jogos pode, como conseqüência, trazer confusão espiritual e, em casos extremos, colocar o jogador em contato com atividades demoníacas.

Calabouços & dragões
Quem joga um RPG com personagens e situações espirituais negativas pode entrar num mundo que é muito mais do que só fantasia e esse tipo de jogo tem atraído milhões de adeptos apaixonados. Com ou sem Internet, um jovem pode ficar 24 horas por dia ocupado só num RPG. Há casos de jogadores que passam um dia, um mês ou até mais de um ano no mesmo game! O primeiro e mais famoso jogo de interpretação de personagens é Dungeons & Dragons (Calabouços & Dragões). Lançado em 1974, Dungeons & Dragons (D&D) envolve o jogador com personagens identificados como bruxos, feiticeiros e magos e estima-se que mais de 160 milhões de jovens no mundo inteiro tenham jogado D&D, tornando-o o RPG de maior sucesso de todos os tempos.2 Há hoje muitas e diferentes versões para computador de D&D.
Afinal de contas, o que é esse jogo que tem um rastro de tanto sucesso? A escritora Pat Pulling define D&D da seguinte maneira: “Um jogo de interpretação de papéis de fantasia que usa demonologia, feitiçaria, vodu, assassinato, estupro, blasfêmia, suicídio, insanidade, perversão sexual, homossexualidade, prostituição, rituais satânicos, jogatina, barbarismo, canibalismo, sadismo, invocação de demônios, necromancia, adivinhação etc.3
A Srª Pulling sabe do que está falando. Anos atrás, seu filho de 16 anos cometeu suicídio e uma investigação policial revelou que o rapaz estava afundado no satanismo. A Srª Pulling ficou perplexa porque, sendo judeus, ela e seu marido estavam devidamente conscientes do perigo do ocultismo, porém, desconheciam completamente as experiências espirituais negativas do filho. Vasculhando melhor as coisas do adolescente, ela descobriu o grau de envolvimento dele com o D&D e como ele estava realmente vivendo e aceitando os padrões espirituais do jogo. De acordo com o andamento do jogo, o rapaz recebeu uma maldição de morte de outro jogador e tudo acabou em seu suicídio.4
Contudo, esta morte trágica não foi a última envolvendo o D&D. O quadro abaixo nos mostra alguns casos registrados
1. Michael Dempsey, de 17 anos, se suicida com um tiro na cabeça em 19 de maio de 1981. Testemunhas o viram tentando invocar os demônios do D&D minutos antes de sua morte.
2. O jogador de D&D Steve Loyacano se suicida por envenenamento de monóxido de carbono em 14 de outubro de 1982. A polícia afirmou em relatório que coisas satânicas que ele escrevia e uma nota de suicídio ligavam sua morte ao D&D.
3. O jogador de D&D Timothy Grice, de 21 anos, comete suicídio com um tiro em 17 de janeiro de 1983. O relatório do detetive comenta: “D&D se tornou realidade. Ele achava que não estava preso a esta vida, mas que podia partir e voltar, por causa do jogo”.
4. O jogador de D&D Steve Erwin, de 12 anos, se suicida com um tiro em 2 de novembro de 1984. O relatório do detetive dizia: “Sem dúvida, D&D lhe custou a vida”.
5. O jogador de D&D Sean Sellers, de 14 anos, foi condenado à morte por matar os pais e o funcionário de uma loja em 11 de janeiro de 1987. Antes de ser executado, ele entregou sua vida a Jesus. Ele confessou que seu envolvimento com o satanismo começou com o RPG D&D.5

Títulos e palavras que revelam
Devido ao enorme sucesso do D&D, muitos RPGs procuram seguir, de uma forma ou de outra, seu estilo. Embora outros jogos tenham títulos diversos e diferentes, os personagens e seus poderes seguem o exemplo espiritual que D&D deixou. Vamos, então, conhecer alguns termos usados em D&D e outros RPGs. Os títulos originais são em inglês, mas os jogos nunca deixam de trair sua essência espiritual. Só pelos títulos traduzidos dos games já é possível entender que há muito mais do que só fantasia. Vejamos:
• Igual a Deus, Espada e Feitiçaria, Calabouço de Túmulos, Necromancista (indivíduo que invoca os mortos), Advanced Dungeons and Dragons (muitas e diversas versões), Paranóia, Paranormal, Terra dos Mortos, etc.
Os manuais e livros de RPGs têm os seguintes títulos interessantes (conforme apuração que fiz num site americano de venda de produtos de RPGs em maio de 2003):
• Manual monstruoso
• Livro de magia
• A opção do jogador: feitiços & magia
• Manual completo do bárbaro
• Livro completo dos elfos
• Livro completo dos gnomos
• Manual completo do sacerdote
• Manual completo do ladrão
Manual completo do bruxo
• Livro completo dos anões
Livro completo dos vilões
• Manual completo dos druidas
• Guarda das portas do inferno
• Culto do dragão
• Servos da escuridão
Volta ao túmulo dos horrores
• Sementes do caos
• Filhos da noite
• Forjado nas trevas
• Enciclopédia da magia (vários volumes)
• Compêndio dos feitiços do bruxo (vários volumes)
• Xamã
• Entre muitos outros
Veja, agora, o significado de alguns termos, inclusive seus originais em inglês em itálico:
Gnomo: (Gnome) Designação comum a certos espíritos, feios e de baixa estatura que, segundo os cabalistas, habitam o interior da terra e têm, sob sua guarda, minas e tesouros. Demônio, duende.
Elfo: (Elf, elves) Gênio aéreo da mitologia escandinava que simboliza o ar, o fogo, a terra etc. Ser sobrenatural de baixa estatura que causa intrigas e agitações. Duende. Demônio. Gnomo.
Anão: (Dwarf, dwarves) Ser sobrenatural de baixa estatura que parece um homem feio e deformado. Duende. Demônio. Gnomo.
Dragão: (Dragon) Na Bíblia, o dragão é o próprio Satanás (Cf. Ap 20.2).
Xamã: (Shaman) Especialista a que se atribui a função e o poder, de natureza ritual mágico-religiosa, de recorrer a forças ou entidades sobrenaturais para realizar curas, adivinhação, exorcismo, encantamentos etc.6
Nos RPGs, o jogador pode assumir personagens e papéis como feiticeiro, druida e outras ocupações ligadas à bruxaria. Entre os vários papéis que o jogador pode representar estão:
1. Bruxo (Wizard): Personagem que, como na vida real, pode lançar encantamentos e utilizar os poderes da magia para vencer os obstáculos do jogo e os inimigos.
2. Bruxa (Witch): Mesmo significado do anterior.
3. Mago (Magus, mage): Personagem semelhante ao bruxo que utiliza as forças das trevas para adquirir mais poder e controle sobre as situações.
4. Sacerdote (pagão) ou druida (Priest, druid): Personagem religioso que destrói os problemas e cura as doenças por meio de feitiços e poderes mágicos. Os druidas eram sacerdotes celtas que viviam na Grã-Bretanha e na Gália, antes do cristianismo. Eles adoravam o sol e criam na reencarnação.
5. Ladrão (Thief): Personagem que, como na vida real, rouba suas vítimas.
Até mesmo os personagens que não têm uma ocupação nitidamente ligada à bruxaria são obrigados, para sobreviver no jogo, a aprender a usar a magia e lançar encantamentos contra seus oponentes. Os defensores dos RPGs ocultistas afirmam que o único problema nesta questão é o “radicalismo dos cristãos contra os mitos”. Mas será mesmo? Um grupo de bruxos na Grã-Bretanha reconhece que os livros de Harry Potter, que supostamente só contêm “mitos”, estão ajudando crianças no mundo inteiro a se interessar mais pela bruxaria.7
Como cristãos, não podemos desenvolver poderes mágicos, imaginários ou reais, para derrotar e destruir nossos inimigos. O poder espiritual do cristão vem da oração feita no nome de Jesus, e esse poder deve ser utilizado para curar e abençoar as pessoas e destruir as opressões na vida delas. Por coincidência, uma parte considerável dessas opressões tem origem exatamente nas forças espirituais que os símbolos, personagens e papéis dos RPGs representam na vida real. É claro que os RPGs não são a causa de todos os problemas relacionados com a bruxaria na sociedade, mas podem ser considerados como uma das portas de entrada para influências demoníacas.
Muitas questões e práticas de feitiçaria são consideradas meras fantasias pela sociedade, porém, Deus alerta: “Não permitam que se ache alguém entre vocês […] que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas…” (Dt 18.10-12b, NVI).
Poderíamos parafrasear o alerta de Deus da seguinte forma: “Não permitam que se ache entre vocês entretenimento contendo personagens que pratiquem adivinhação, ou se dediquem à magia, ou façam presságios, ou pratiquem feitiçaria ou façam encantamentos…”. O que precisamos fazer então é deixar que o Espírito Santo coloque em nós o mesmo sentimento de aversão que Deus tem com relação a tudo o que nos prejudica.
A febre do Yu-Gi-Oh
Desenhos japoneses de TV vêm ganhando fama internacional e alguns até têm versões em RPG, tais como Pokemon (que originalmente vem do termo Pocket Monsters, que significa “Monstros de Bolso”). Mas a moda mais recente entre os fãs desses desenhos é um personagem chamado Yugi (nome abreviado de Yu-Gi-Oh), que tem se tornado muito conhecido por suas cartas mágicas e imagens ocultas que estão se tornando verdadeiros tesouros cobiçados entre crianças colecionadoras no mundo inteiro.
A versão em desenho animado de Yu-Gi-Oh apareceu em 2000 e se tornou um sucesso imediato, provocando uma loucura que incluía videogames, gibis e um jogo de cartas, que bateram recordes de venda. Enquanto os RPGs são geralmente produzidos para alcançar os jovens, Yu-Gi-Oh tem como alvo as crianças. É bem comum ver um menino de 6, 7 ou 8 anos colecionando cartas ou obcecado com o desenho ou com os jogos de Yu-Gi-Oh.
Yu-Gi-Oh é a história de um menino chamado Yugi Mutou. Seu avô toma conta de uma loja de jogos e um dia lhe entrega uma caixa dourada, com o símbolo do olho de Anúbis por fora, onde há várias peças. O avô explica-lhe que essas peças são parte de um quebra-cabeça (Enigma do Milênio) que revela um antigo jogo egípcio de guerra de cartas chamado “Monstros de Duelo” (Duel Monsters). O avô desafia Yugi a tentar montar as peças. O neto, então, desvenda o segredo do quebra-cabeça que libera o poderoso espírito de um rei egípcio chamado Yu-Gi-Oh. Aí, toda vez que ele vai duelar, o quebra-cabeça dá poderes especiais a Yugi. Ele se torna especialista no jogo Monstros de Duelo, no qual há criaturas místicas, duelos mágicos e um campo de batalha que está sempre mudando, cheio de armadilhas e ciladas mágicas.8
Tal como Harry Potter, o mundo espiritualmente misterioso de Yugi tem raízes inegavelmente ligadas à bruxaria. No Yu-Gi-Oh as crianças recebem a informação de que esse jogo tão popular hoje foi realmente inventado no Egito antigo, há 5.000 anos, quando os faraós jogavam um jogo que envolvia rituais mágicos, adivinhação e poder de monstros e feitiçaria. Os faraós resolviam os problemas de origem espiritual invocando espíritos mais fortes. Embora os faraós estejam mortos, Yugi descobre, através do quebra-cabeça egípcio antigo, que as forças espirituais que os faraós utilizavam não estão mortas. Quando consegue montar o quebra-cabeça, Yugi recebe muitas energias extraordinárias e se transforma num ser poderoso, Yami Yugi. De acordo com a profecia egípcia antiga, somente o escolhido seria capaz de resolver o Enigma do Milênio.
Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh, Yugi está num jogo e sua forma transformada, Yami Yugi, tira uma carta do deck com poder para bloquear o “olho milenial” de Pegasus, que vê tudo. Yugi tira uma carta vencedora: a “Caixa Mística” que libera o “bruxo” dele, que aparece de maneira sobrenatural com sua vara mágica. Em seguida, ele tira a carta “Controle Mental” e lança um feitiço poderoso. “Como é que você se sente, Pegasus”, Yugi zomba de seu inimigo, “agora que o jogo virou e os poderes mágicos de controle da mente são usados contra você?” Quando chega sua vez, Pegasus passa e Yugi tira outra carta favorável: “É uma carta ritual… ritual mágico da escuridão. Para invocar seus grandes poderes devo fazer uma oferta em dobro”. Ele sacrifica dois poderosos monstros de Pegasus e grita em triunfo: “A oferta foi aceita. Surge um novo poder… O bruxo do caos negro…”9
Em Yu-Gi-Oh há muitos monstros em forma de cartas (lembrando alguns jogos de cartas de RPG) que, ao mesmo tempo, são monstros de verdade. De acordo com as informações contidas no RPG de Yu-Gi-Oh, os monstros do Duel Monster eram reais há 5.000 anos, e era com eles que os jogos das trevas eram jogados. Contudo, quando o poder saiu do controle dos faraós, os poderes de todos os monstros foram guardados dentro de tábuas de pedra. Cada uma dessas tábuas tem o desenho esculpido de um monstro e guarda o respectivo monstro. Num dos episódios do desenho de Yu-Gi-Oh é possível ver essas tábuas com os monstros, inclusive a invocação dos monstros aprisionados.10
Algumas cartas de Yu-Gi-Oh levam títulos como Soul exchange [Troca de alma], Ultimate offering [Oferta máxima], Summoned skull [Caveira invocada], Saint dragon [Dragão santo], The God of Osiris [O Deus de Osíris] e Sorcerer of the doomed [Feiticeiro dos condenados]. Essa última carta dá o seguinte aviso: “Esse feiticeiro é escravo das artes das trevas e mestre dos encantamentos para extinguir vidas”. Das cem Cartas-monstros e Cartas-mágicas de Yu-Gi-Oh, vendidas por um site brasileiro, há títulos como Rei Caveira, Witch of the Black Forest [Bruxa da floresta negra], Magician of faith [Mágico da fé], Mask of darkness [Máscara da escuridão], Mystical space typhoon [Tifão espacial místico], Monster reborn [Monstro renascido], Dark hole [Buraco negro], Skull lair [Covil da caveira], Ominous fortunetelling [Adivinhação sinistra], Mystic clown [Palhaço místico], Winged dragon [Dragão de asas], Feral Imp [Demônio selvagem], De-Spell [Removedor de feitiços], Book of secret arts [Livro das artes secretas], Enchanted javelin [Lança encantada].11 Além disso, um dos jogos de Yu-Gi-Oh tem como título Cartas “Bíblia de mil olhos”.
O site oficial do Yu-Gi-Oh informa sobre seu jogo para crianças: “Duelo de Monstros é um jogo de batalha de cartas em que jogadores colocam diferentes criaturas místicas umas contra as outras em duelos mágicos selvagens! Acompanhado de monstros terríveis e poderosas cartas de encantamento, Yugi e seus amigos estão totalmente obcecados pelo jogo”. Mais obcecadas ainda estão as crianças que jogam Yu-Gi-Oh. A fascinação por questões de bruxaria não tem apanhado crianças somente por meio da literatura “infantil”, como Harry Potter, mas também por meio de desenhos e games. Não há dúvida de que em todas estas questões há muito mais envolvido do que só fantasia. Desenhos, revistas, games e brinquedos para crianças que têm tema ocultista são um canal e elo entre influências espirituais indesejadas e vítimas inocentes. Com isso, as crianças são prejudicadas espiritualmente, estejam percebendo ou não os seus pais.
Psicoterapia por meio dos RPGs
O modo como os jogos de interpretação de personagens envolvem o jogador é parecido com as sessões de psicoterapia. A maioria dos conselheiros e psicólogos usa a interpretação de personagens para modificar certos tipos de condutas e idéias na vida das pessoas. Por exemplo, no caso de um viciado em drogas (de uma perspectiva puramente psicológica), o conselheiro o faria viver um cenário imaginário em que um amigo lhe ofereceria drogas. O viciado interpretaria a cena várias vezes e de diversas maneiras até chegar ao ponto em que ele adquirisse experiência suficiente para resistir. Na interpretação de um personagem, a pessoa o representa tanto que passa a assumir seu comportamento. Nos RPGs não é diferente. A interpretação de um personagem virtual pode e tem levado a modificação de comportamento na vida de muitos jovens.12
O perigo dos entretenimentos violentos
Muitos estudos em anos recentes provam que imagens de violência nos games e na televisão estão causando um aumento na violência até mesmo entre crianças.13
Games que contêm temas violentos tendem a tornar os jogadores insensíveis para com a questão da violência e para com as vítimas de atos violentos. Dois estudos publicados em 23 de abril de 2000 provam claramente que os games violentos realmente afetam de modo negativo a conduta de quem os joga. Um dos estudos provou que games com violência explícita produzem um aumento imediato em atitudes e idéias agressivas. Outro estudo constatou que games violentos não só provocam um aumento nas atitudes agressivas como também produzem impacto de longo prazo que afetam, na vida real, as atitudes e relacionamentos dos jogadores.
Professores de psicologia das Universidades de Missouri e Columbia e da Faculdade Lenoir-Rhyne conduziram o estudo em 227 estudantes universitários voluntários que estavam começando cursos de psicologia. Os psicólogos Craig Anderson e Karen Dill constataram que games violentos de computador afetam o jogador, pois este se identifica com o personagem que pratica a agressão. “Uma coisa é você assistir a um filme de um homem que mata todos os seus inimigos, outra é você mesmo assumir a identidade desse homem num game onde você usa a arma e se envolve emocionalmente no ‘prazer’ de matar os outros personagens com as próprias mãos”. Esse tipo de jogo tem as seguintes conseqüências na vida do jogador:
1. Ajuda-o a adquirir atitudes favoráveis ao uso da violência.
2. Ajuda-o a presumir que os outros também têm atitudes semelhantes de agressividade.
3. Ajuda-o a acreditar que as soluções violentas são eficazes e adequadas para resolver os problemas da vida.
4. Ajuda-o a ver as atitudes agressivas para com os outros, tais como brigar e atirar, como atitudes necessárias e adequadas para lidar com os outros.14
Os filmes violentos e imorais da televisão têm um impacto importante na vida dos jovens, porém, os jogos em que eles interpretam um personagem que usa armas e violência os treinam para adquirir características de comportamento do personagem que eles adotaram. Embora nem todo jovem se torne assassino como conseqüência dessa influência negativa, é inegável o fato de que os RPGs podem modificar as atitudes.
Um dos RPGs que conheci era uma corrida de moto em que era preciso chutar, dar socos e usar uma corrente o tempo todo contra os outros competidores. À primeira vista, parecia só diversão, mas os personagens que eu e os outros jogadores tínhamos de assumir eram motoqueiros que, na vida real, se entregavam à anarquia, bebedeira, prostituição e brigas. Se na vida real o cristão e qualquer outra pessoa decente procura não se aproximar de nada que tenha ligação com esses comportamentos, por que deveríamos abrir uma exceção na “diversão”? Se na vida real não podemos chutar e dar socos em outros competidores esportivos, por que deveríamos nos acostumar com essas agressões num entretenimento? Aliás, se soubéssemos que um evento em que queremos entrar é aberto a agressões, é claro que evitaríamos participar. Chutes e socos são atos ilegais em atividades esportivas como corrida e outras competições.
Aproveitando bem o nosso tempo
Contudo, mesmo que os RPGs não tivessem nenhum conteúdo satânico, imoral ou violento, ainda assim precisamos parar para perguntar: “Será que preciso gastar horas num jogo?”. Afinal, a Palavra de Deus esclarece que não devemos evitar somente o que é obviamente mal. Precisamos evitar tudo o que ocupa desnecessariamente muito de nosso tempo: “Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm” (Ef 5.16 - BLH). “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (1Co 6.12 - NVI).
Confesso que alguns jogos de computador são tão excitantes que é difícil jogar apenas uma hora. O poder viciador de um RPG aprisiona os jogadores e alegra e enriquece seus fabricantes! Ainda que venham a criar RPGs evangélicos, isso não quer dizer que passar muito tempo jogando é a mesma coisa que passar muito tempo lendo a Bíblia. Será que convém investir muito do nosso tempo em algo que não é errado, mas que não é tão importante quanto passar tempo com Jesus na Palavra de Deus? Além disso, há sempre a necessidade de se cultivar maior tempo de comunhão com a família ou permanecer mais tempo diante de Deus em oração e adoração. É claro que o mesmo princípio também se aplica a outros tipos de entretenimento, além dos RPGs. Seria desigual e injusto passarmos só meia hora por dia meditando na Palavra de Deus enquanto permitimos que programas de TV, ainda que não sejam indecentes, se apoderem de horas de nosso precioso tempo.
Contaminação espiritual
Certa vez, joguei um RPG de computador na casa de amigos evangélicos e, ao prestar atenção, percebi que a cada nível que o jogador passava aparecia, num piscar de olho, um símbolo como o pentagrama e a cruz de cabeça para baixo. Esses símbolos vinham de maneira tão rápida e sorrateira que mal dava para ver, tornando bastante suspeito os motivos de sua colocação e propósito. Ninguém os usaria sem um objetivo em mente. Se o poder da magia é real e forte, quem foi usado para colocá-los estava, conscientemente ou não, dando espaço para influências demoníacas na mente e vida dos jogadores incautos. “Porque não ignoramos os seus ardis” (2Co 2.11 - RC).
O mundo espiritual é complexo e há perigos que não são imaginação. A Palavra de Deus ensina que o risco de contaminação espiritual existe e precisamos evitar até mesmo mencionar nomes de demônios (Cf. Êx 23.13). Quando alguém permite em seu lar um objeto consagrado a qualquer entidade espiritual que não seja o único Deus verdadeiro, ele pode desnecessariamente sofrer sérias conseqüências. “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada.”(Dt 7.26 - RA)
A contaminação espiritual pode ocorrer através dos olhos. “Não porei coisa má diante dos meus olhos; aborreço as ações daqueles que se desviam; nada se me pegará” (Sl 101.3 – RC; grifo do autor). Neste Salmo, o rei Davi mostra que ele tinha todo o cuidado para não trazer para seu lar nenhum tipo de objeto espiritualmente suspeito, a fim de que ele e outros em sua família não contaminassem a alma através dos olhos. Neste caso, pode-se entender contaminação como manter diante de nós um objeto que nos expõe, por vontade própria ou não, a influências espirituais indesejadas. Portanto, podemos ver que Davi jamais pensaria em distrair os olhos e a mente vendo ações violentas, satânicas, imorais ou impróprias dentro de seu próprio lar. É claro que este princípio bíblico não é útil somente no caso dos RPGs, mas em todas as formas de entretenimento, inclusive TV, revistas etc.
Jesus ensina que os olhos são a porta para a alma. Se alguém ocupa os olhos com coisas que são da luz, a luz encherá a sua vida. Por outro lado, se ele deixar que seus olhos se distraiam com coisas da escuridão, sua alma não deixará de ser afetada. Jesus diz: “Os olhos são como uma luz para o corpo: Quando os olhos seus são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Portanto, tenha cuidado para que a luz que está em você não seja escuridão”(Lc 11.34,35 - BLH).
É por isso que o salmista orava ao Senhor: “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade” (Sl 119.37a - RC). Vaidade aqui significa coisas sem valor para Deus. Então, nossa responsabilidade é ter cuidado, para que a luz que há em nós e no nosso lar não vire escuridão. Afinal, vale a pena contaminar nossas vidas e lares por causa de um entretenimento? Um jogo ou programa inadequado de TV merece esse preço?
Precisamos ser cuidadosos o suficiente para evitar todo tipo de entretenimento suspeito. Na dúvida, é melhor evitar do que se prejudicar. “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Ts 5.22 - RC).
Tomando o devido cuidado
Colossenses 2.8 revela que se deixarmos que o modo de pensar do mundo nos entretenha continuamente, corremos o sério risco de nos enfraquecer em nossa fé em Cristo. Aplicando às nossas vidas os princípios da Palavra de Deus, não teremos dificuldade de reconhecer um entretenimento inconveniente.
Quando um game é impróprio? Quando incentiva o jogador a agir de um modo não necessariamente ocultista, mas sem ética e moral, como chutar e bater nos outros e tirar as roupas de personagens femininos. Quando incentiva o jogador a cometer atos que, na vida real, são ilegais, como vandalismo, assédio sexual, roubo, destruição de propriedade, mutilação ou assassinatos, a fim de ganhar pontos para avançar.
Os pais precisam ficar sempre alertas para reconhecer e entender o que pode estar influenciando seus filhos. Como poderão ajudar os filhos para que não se prejudiquem com games impróprios?
O quadro abaixo ilustra algumas formas de orientar aos pais que se preocupam e que atentam à educação de seus filhos, alguns conselhos que devem ser seguidos a fim de contribuir com a educação, de acordo com o que está disposto na Palavra de Deus.
1. Orando por eles.
2. Incentivando-os a passar mais tempo lendo a Palavra de Deus, considerando sempre que um dos maiores incentivos é o seu próprio exemplo.
3. Estabelecendo limites adequados para os tipos de entretenimento que podem ser permitidos no lar.
4. Assistindo aos programas de TV e jogando games junto com seus filhos. Fique por dentro do que eles estão vendo, ouvindo e usando. Nessas situações, peça a sabedoria de Deus para transmitir valores morais a eles.
5. Evitando games e programas de TV que tenham conteúdo de violência e atos e insinuações indecentes.
6. Dando atenção a eles. Seu filho provavelmente tem alguns jogos favoritos. Jogue com ele e converse sobre os personagens e como eles lidam com os problemas. Ajude-o a entender como a vida realmente funciona e ensine-o a olhar para Jesus e os personagens justos da Bíblia como modelo de pessoas que sabem enfrentar problemas e batalhas.
7. Limitando o tempo que seu filho passa no computador. Ainda que um game que seu filho jogue não seja violento, passar muito tempo jogando vai aos poucos isolá-lo de um contato saudável com a família, trazendo conseqüência e prejuízos sérios para os relacionamentos.
Envolvendo-se na vida de seu filho e incentivando-o a cultivar atividades que o ajudarão espiritual, emocional e fisicamente.
Notas:
1 Elisângela Marques. Extraído do site www.jj.com.br/jj2/agito/agito25102002-01.html2 www.family.org/pplace/pi/films/a0014049.html3 Pat Pulling, The Devil’s Web (Huntington House: Lafayette, Louisiana, 1989), p. 179.4 Idem.5 www.chick.com/articles/frpg.asp6 Dicionário Aurélio, Babylon Dictionary, Webster’s Ninth New Collegiate Dictionary e Encarta Pocket Dictionary.7 www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=330328 www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_8.htmlhttp://www.villagestreetwear.com/yugthouscar.html.http://www.angelfire.com/anime5/otakuparadise/yugioh.html9 www.cuttingedge.org/articles/bc001.html10 www.yugihocards.hpg.ig.com.br/entretenimento/18/index_int_7.html11 www.mercadolivre.com.br/jm/item?site=MLB&id=1005820212 www.chick.com/articles/frpg.asp13 Os estudos foram realizados por importantes entidades como a Associação Médica Americana, a Academia Americana de Pediatria, a Academia Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil e a Associação Americana de Psicologia. www.almenconi.com/topics/games/vent24.html14 http://www.almenconi.com/topics/games/vent20.html
Domingo, 3 de Agosto de 2008
BÍBLIA DE ESTUDO BATALHA ESPIRITUAL E VITÓRIA FINANCEIRA SOB UMA PERSPECTIVA PENTECOSTAL E ORTODOXA

Domingo, 27 de Julho de 2008
Modismos e Heresias Ameaçam Igrejas Brasileiras
Não é nenhuma novidade que apareçam divulgadores de heresias no seio da igreja, mas nos últimos tempos a igreja brasileira tem sofrido a influencia do grupo musical gospel Diante do Trono, da Igreja Batista da Lagoinha de Belo Horizonte – MG. Este grupo é o que mais vende CDs evangélicos no Brasil e tem influenciado fortemente a juventude evangélica brasileira, tendo fama de “ungidos”. A Igreja Batista da Lagoinha tem se tornado refêrencia a tal ponto de haver caravanas para ir assistir seus cultos e conhecer a igreja. Só que, tal igreja tem disseminado um festival de doutrinas anti-biblicas . A IBL partilha dos ideais do MIR ( Ministério Internacional de Restauração). Esse ministério tem sido o principal responsável pela disseminação do G12 em terras brasileiras e é presidido por seu fundador René Terra Nova, que afirma ser “Apostolo”. Umas das principais aliadas de Terra Nova é Valnice Milhomens do Ministério Palavra da Fé, uma pregadora da teologia da prosperidade, famosa por pregar heresias. Entre as falsas doutrinas que o MIR e demais adeptos de sua visão tem pregado, estão doutrinas que assemelham à doutrinas: católico romanas, judaicas e mormonitas. A IBL já adotou, não só o G12 , mas também a onda de “restauração do apostolado” ungindo Marcio Valadão, seu pastor presidente, “Apostolo”, além de ter cedido seu templo para a consagração de René Terranova “Apostolo” do Brasil e da América Latina, culto este que teve a presença da “Apostola” Valnice Milhomens, já citada e do “Apostolo” Mike Shea, conhecido por ministrar louvor de costas, características esta da igreja ortodoxa antioquina.
Vamos analisar algumas doutrinas e práticas propagadas por esses movimentos:
Teologia da Prosperidade
Essa é uma das doutrinas principais pregada por todos esses movimentos. Trata-se de uma substituição do Evangelho da Graça, pelo “evangelho” da ganância. Oral Roberts, um dos principais pregadores dessa heresia, chegou a escrever um livro intitulado How i learned Jesus Was Not Poor (“Como aprendi que Jesus Não foi Pobre”) É comum ouvimos da boca dos pregadores da prosperidade coisas do tipo: “ Você é filho do Rei, não tem por que levar uma vida derrotada.” A principio uma frase dessas pode até pode parecer ortodoxa. Mas, o que muitos talvez não saibam, é que para esses pregadores, “vida derrotada”=ser pobre, ter dificuldades financeiras, ficar doente etc.T.L Osborn, ensina em seu livro Curai Enfermos e Expulsai Demônios , que Paulo jamais esteve doente contradizendo o seguinte texto:
” E vós sabeis que vos preguei o evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física. E, posto que a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto; antes, me recebestes como anjo de Deus, como o próprio Cristo Jesus”.(Gal.4.13,14). É interessante saber que Osborn no começo de seu ministério se apoiou em líderes heréticos como William Marrion Branham.
T. L. Osborn, no folheto intitulado Um Homem Chamado William Branham, escreveu o seguinte: "Esta geração está incumbida: uma geração na qual Deus tem caminhado em carne humana na forma de um Profeta. Deus tem visitado seu povo. Porque Um grande Profeta Tem-se Levantado entre Nós"Osborn trata a pessoa de Branham como se fosse o próprio Deus. Em outro lugar no mesmo folheto, diz:
"Deus tem enviado o irmão Branham no século 20 e tem feito a mesma coisa. Deus em carne, novamente passando por nossos caminhos, e muitos não o conheceram. Eles tampouco o teriam conhecido se tivessem vivido no tempo em que Deus cruzou seus caminhos no corpo chamado Jesus, o Cristo."
A teologia da prosperidade une o fútil ao desagradável, ou seja, é uma mistura de ganância e
comodismo. Os adeptos da teologia da prosperidade acham que nós temos direito de
reivindicarmos o que quisermos de Deus, esquecendo da soberania divina. Cito abaixo alguns
textos bíblicos, que refutam esse evangelho falso, que promete ao homem uma vida de
prosperidade material, atiçando-lhe a ganância.
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam;(Mat.6.19,20)
é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,
altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.
Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.(1Tim.6.4-11) Alguns dias atrás, recebi um e-mail, que continha um material da pesquisadora de religiões Mary Schultz mostrando como terminaram alguns dos grandes pregadores da prosperidade e da saúde perfeita. observem:
1. E. W. Kennyon faleceu vitima de um tumor maligno.2. John Wimber e seu filho Chris morreram de câncer.3. A . A. Allen morreu de alcoolismo.4. John Lake morreu de um colapso.5. Gordon Lindsey morreu do coração.6. O cunhado de Kenneth Haigin morreu de câncer. 7. O mesmo aconteceu à sua irmã8. Sua esposa foi operada e o próprio Haigin usou óculos até morrer.9. Kathryn Khulmann morreu do coração.10. Daisy Osborne morreu de câncer, jurando que havia sido curada.11. Jamie Buckingham morreu de câncer.12. Fred Price conseguiu uma quimioterapia para a sua esposa.13. John Osteen procurou ajuda médica para curar o câncer da esposa.14. A esposa de Charles Capps fez tratamento médico de câncer e também Joyce Meyer.15. Mack Timberlake está se tratando de um câncer na garganta.16. R. W. Shambach fez quatro pontes safenas.17. O Profeta Keith Greyton morreu de AIDS.Isso é uma prova convincente não são bem assim como pregam entusiasticamente esses “profetas” do materialismo. Por ai percebe-se que não vivem o que pregam!
De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.
Restauração da igreja primitiva com apóstolos e profetas
Ha mais de duzentos anos o mormonismo vem pregando uma “restauração” da igreja primitiva composta por Profetas, Apóstolos etc. Nesses últimos tempos uma doutrina parecida tem sido divulgada no Brasil por igrejas evangélicas em especial as adeptas do G12. Vale lembrar, que há séculos a Igreja Romana prega a doutrina da sucessão apostólica, tendo o Papa como sucessor de Pedro. O texto base de tais igrejas, normalmente é Ef.4.11, tirado de seu contexto. Jesus escolheu doze apóstolos, dos quais Judas Iscariotes se suicidou, ficando 11. Depois Matias foi acolhido apóstolo para ser junto com os onze testemunha da ressurreição do Senhor (At.1.21-26), posteriormente Paulo, foi chamado pelo próprio Senhor para ser apóstolo e mesmo assim se considerava um abortivo, como nascido fora de tempo por ter sido o ultimo a ver o Senhor (1 Cor.15.7-9). Se a instituição de apóstolos na igreja fosse algo necessário até a vinda do Senhor, Paulo não teria razão para fazer tal afirmação. Depois que morreu o ultimo apóstolo, nunca mais ninguém na igreja primitiva foi reconhecido ou ordenado Apóstolo. O dom de profecia é para a exortação edificação e consolação, não para dirigir a vida de ninguém ou para transmitir ordenanças a igreja, e muito menos para dar “autoridade” sobre quem quer que seja (cf.1Cor.14.3).
Confissão de Pecados aos Lideres
Tiago 5:16 “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”
Esse texto tem sido usado para tentar provar que, temos que confessar nossos pecados para sermos de alguma forma, libertos. Certa vez ouvi um dos integrantes de uma banda gospel, vinculada a uma comunidade que pratica o G12, dizer que quem não confessar seus pecados aos seus pastores ou lideres, para que eles liberassem a “benção do perdão” , sofreriam ações diabólicas. Isso parece a doutrina católico romana da confissão auricular. O Texto Bíblico acima refere-se ao ensino de Jesus, sobre perdoar o irmão que pecar contra nós. Tiago está exortando a igreja à reconciliação e ao perdão mutuo. Veja, que antes dele falar em cura, ele fala em oração...”orai uns pelos outros para serem curados” é a ação divina em resposta a oração que cura e restaura, física e espiritualmente e não a confissão auricular. Somente a Deus devemos confessar nossos pecados.
Praticas Judaizantes
Valnice Milhomens, em entrevista à revista Vinde declarou:
"Meu contato com Israel me mostrou várias coisas, como os dias proféticos, as alianças: seis' dias trabalharás e ao sétimo descansarás. Êxodo 31 declara que o sábado é o sinal de uma aliança perpétua e da volta de Cristo."
A Sra.Milhomens, contradiz frontalmente o ensino neotestamentario do fim da Lei mosaica em Cristo Jesus ( Rom.14.5, Col 2.16, Ef.2.15, Gal.3.23-25). Da mesma forma a circuncisão era uma aliança perpetua e nem por isso ela a instituiu em sua igreja ( Gen.17 10-14). Esta Sra, já chegou declarar que Jesus vai vir em um Sábado de 2007, sendo que o próprio Senhor Jesus, declarou que o dia e a hora de sua vinda ninguém sabe. (Mat 24:36,43,50. 25:13)
MIR
As festas bíblicas são ordens sagradas do Senhor. Elas não são apenas judaicas; são, antes de mais nada, do Senhor, declaradas como estatuto eterno (Lv. 23:1-44). www.mir.org.br
O Encontro de Levitas é um Encontro voltado para o resgate do Ministério Levítico dentro da Visão Celular no Governo dos 12. Esse encontro traz princípios e conceitos sobre os levitas, todo o histórico desde o seus surgimento até os nossos dias. www.mir.org.br
Com respeito a celebrar a festa dos tabernáculos veremos como era observada:
“ Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias.
Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.
Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis.
São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio,” (Lev.23.34-37)
Resta saber se eles realmente observam a Festa dos Tabernáculos como está prescrito na Lei. Se eles não observam dessa forma, não estão observando o preceito. Se observam, estão anulando o sacrifício de Cristo, oferecendo holocaustos e sacrifícios. Isso mostra o grau de apostasia em que o MIR está envolvido O Apostolo Paulo deixa bem claro que não precisamos observar os dias santos e cerimônias judaicas ( Col.2.16, Gal. 4.9-11).
Levitas? Que absurdo! Não existe mais ministério levitico nos dias atuais. O ministério levitico como o próprio nome já diz se refere aos integrantes da tribo de Levi. Portanto é heresia grosseira querer instituir esse ministério na igreja. O Novo Testamento ensina que o ministério levítico cumpriu sua função e foi substituído pelo ministério de Cristo. (Heb 7:5-28)
Atos ProféticosMais um modismo! Esses atos proféticos estão baseados na crença de que o cristão faz ou diz, tem repercussão no mundo espiritual. Alguns chegam a blasfemar ensinado que assim como Deus, pela sua palavra falada, trouxe todas a coisas a existência, da mesma maneira, nós como sua imagem, podemos trazer coisas a existência pelo poder da palavra falada. Esse ensino é uma blasfêmia idolátrica, que procura assemelhar o homem a Deus. Esses atos proféticos normalmente tem como objetivo, “conquistar” cidades ou nações para o Reino de Deus. A palavra de Deus nos ensina a ganhar almas para o Reino de Deus através da pregação do evangelho de Jesus Cristo, e não através de “declarações de posse” ou de “orações reivindicatórias.” Líderes de diversas comunidades ligadas ao G12 e ao apostolado contemporâneo, estão planejando uma série de “atos proféticos” para a redenção do Brasil até 2007, o ano anunciado por Valnice Milhomens para o retorno de Cristo. O primeiro desses atos foi feito na Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte e o ultimo está marcado para ser em Porto Alegre. Sinomar Ferreira falando sobre esses atos proféticos declarou: “Os atos proféticos são extremamente importantes,
por que aquilo que é feito aqui na terra tem repercussão no céu” Isso mostra o caráter herético de tais atos, pois insinua que podemos manipular o mundo espiritual. Crença parecida com as dos Bruxos da Nova Era que acreditam poder manipular as forças da natureza através de palavras mágicas e encantamentos. [Vide o livro "A Sedução do Cristianismo" de Dave Hunt]
Que Pastores, lideres e membros de Igrejas, estejam vigilantes, para que ventos de doutrinas não invadam suas comunidades eclesiais, causando divisão e confusão em seu meio. Fica aqui um alerta: Antes de convidar alguém para pregar em suas igrejas, acampamentos, retiros etc. Procure se informar bem, sobre a linha doutrinária seguida por essa pessoa, para evitar futuros problemas.
Domingo, 13 de Julho de 2008
MENSAGENS SUBLIMINARES PARTE( 1 )
Estudo sobre o uso de mensagens subliminares nos filmes da Disney, na TV, nos Games “infantis” e em alguns vídeos
A primeira vista, vemos dois mercadores e um escravo, porém se olharmos a imagem distantemente, percebemos o Rosto de um Idoso. o queixo é o nariz e o chapéu continua sendo o chapéu. (se isso te ajudar: é uma idosa do estilo do desenho do pica-pau).
Ou se você preferir algo mais atual, há um comercial de um produto para se saber se está ou não gravida, nele a primeira vista parece uma mulher grávida, mas depois de uma pequena modificação, é uma mulher normal.
Daí descobri o nome da técnica e que deixou fácil a pesquisa sobre o assunto.Perceba que o rosto da mulher é de uma caveira, acredita-se que a Disney pratica mágia negra para conseguir a fama que tem, e em troca disso uma das coisas necessárias é que se idolatre o mau, mostrar que você gosta dele.


Observe a "folhinha que a sereia tem na mão" !
Parece um pênis a que está caindo da mão, mas a forma que ela está segurando a outra, é com o dedo do meio, levantado.
Aladin:-
Também pode-se dizer, que esse desenho é um ótimo desenho para incentivar crianças ao homosexualismo, já que o vilão Scar, andava rebolando, Pumba e Timão, viviam sozinhos na floresta e não queria que Simba fosse embora com Nala.

Sábado, 5 de Julho de 2008
Benny Hinn é um profeta de Deus?
Não há no mundo todo um conferencista (conferencista?) tão famoso quanto Benny Hinn. É ele um profeta de Deus, um pregador da Palavra? Ou um falso profeta, um animador e manipulador de auditórios? Suas pregações costumam ter conteúdo evangelístico?
As argumentações “bíblicas” para se defender o “cair no Espírito” são as seguintes, resumidamente: “Em Gênesis 2.21, Deus fez Adão dormir. Por que ele não faria, hoje, o crente dormir, ao ser cheio do poder? Da mesma forma, Abraão ouviu Deus falar quando estava em profundo sono (Gn 15.12). Finalmente, Daniel, Saulo e João caíram pelo poder do Senhor (Dn 10.8,9; At 9.4-8; Ap 1.17)”.No primeiro exemplo, Deus fez Adão dormir para formar a mulher (Gn 2.22). No caso de Abraão, o sono não foi proveniente de Deus. Ele estava cansado, depois de ficar em pé aguardando uma resposta do Senhor, que aconteceu por meio de uma tocha de fogo (Gn 15.13-21). Nenhum dos episódios, pois, fornece base para o “cair no Espírito”. Aliás, há também exemplos negativos, como o do dorminhoco Êutico (At 20.9), que inclusive estava em um culto...As quedas de Daniel, Saulo e João também não proporcionam bons argumentos aos defensores da “nova unção”. Daniel contemplou uma grande visão, depois de jejuar durante três semanas (Dn 10.1-3). Paulo viu uma forte luz, que cegou os seus olhos (At 9.8,9). E João viu Jesus em sua glória (Ap 1.10-18). Nessas circunstâncias, seria impossível permanecer de pé. Observe que, em todos esses casos, nenhum servo de Deus foi lançado ao chão, mas caíram por terem perdido as forças ante a presença real do Senhor.Em contraposição, quem gosta de lançar as pessoas ao chão é o Diabo (Mc 9.17-27; Lc 4.35). Jesus e seus apóstolos nunca impuseram as mãos sobre pessoas para levá-las ao chão.
BENNY HINN IMITA A CRISTO?
Na verdade, tanto o “cair no Espírito” quanto a “unção do riso” são práticas importadas dos EUA, especialmente trazidas por Benny Hinn, recordista em vendagem de livros, que já esteve no Brasil algumas vezes, “ministrando milagres” através de sopros e golpes de paletó. Hinn, pastor do Centro Cristão de Orlando, na Flórida (EUA), leva inúmeras pessoas a caírem ao chão supostamente pelo poder de Deus.Benny Hinn derruba muitas pessoas. Há vídeos no YouTube em que vemos até filas de pessoas para receberem o golpe de seu "paletó mágico". Mas, se de fato a unção de Deus está sobre sua vida, por que ele não levanta pelo menos uns 10% de paralíticos, em relação ao grande número de pessoas que ele derruba?
Quando andou na Terra, o Senhor Jesus levantou vários paralíticos e não derrubou a ninguém. Hinn derruba milhares e não levanta nenhum paralítico... Por quê?
O Senhor Jesus nunca fez propaganda dos milagres que realizava e glorificava o Pai em tudo. No caso de Hinn, todos os holofotes estão voltados para ele. Como diria um famoso jogador de futebol, ele é "o cara".
Curiosamente, os pregadores brasileiros que têm o senhor Benny Hinn como modelo são imodestos, vestem-se como astros, derrubam pessoas e são capazes de pregar (pregar?) uma hora sem citar o nome de nosso Senhor Jesus Cristo!
Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus, um profeta do Altíssimo, especialmente ungido para os últimos dias. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas que devem ser levadas em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Hinn:
A) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p.166).
B) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p.373).
C) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p.119).
D) Asseverou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p.128).
E) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p.373).
F) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p.56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”. Não somos nós que devemos implorar pela presença do Espírito?
G) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (citado em Cristianismo em Crise, p.375).
“Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...)“Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”
I) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p.375).
J) Defendendo a teologia da prosperidade, pela qual afirma que a pobreza é uma maldição, disse que Jó era carnal e mau (idem, p.103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1.8).
L) Defensor também da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p.295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).
Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia atentamente Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.
Domingo, 22 de Junho de 2008
Os sinais da vinda de Jesus se multiplicam. Estamos enxergando-os?

As paradas do movimento gay reúnem mais adeptos e simpatizantes a cada ano. Embora a maioria dos brasileiros se mostre contrária ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é provável que a pressão internacional, com tempo, force o reconhecimento legal, como acontece em número cada vez maior de países.
A prostituição infantil no Brasil, na Tailândia, e outros países é uma desgraça maior que a perversidade de Sodoma.
Aumentam as notícias de pedofilia praticada por religiosos, médicos, professores, diretores de creches e orfanatos.
A construção desordenada de motéis nas saídas de nossas cidades é outra prova evidente do nível de iniqüidade, o que vai trazer o juízo de Deus sobre a nossa nação.
Allan McLeod
http://www.hebrom.org/
OS FATOS SOBRE O MOVIMENTO DA FÉ
Quais os ensinos fundamentais do Movimento da Fé?
O Movimento da "Fé" acredita que a mente e a língua humanas contêm uma habilidade ou poder sobrenatural. Quando alguém fala, expressando a sua fé em leis supostamente divinas, seus pensamentos e expressão verbal positivos produzem uma "força" supostamente divina que irá curar, proporcionar riqueza, trazer sucesso e, de outras maneiras, influenciar o ambiente. Kenneth Copeland ensina que "a força poderosa do mundo espiritual, o qual cria as circunstâncias que nos rodeiam, é controlada pelas palavras pronunciadas pela boca humana. Essa força vem de nosso interior".[1] Portanto, "não há nada nesta terra tão grande ou poderoso... que não possa ser controlado pela língua... É até possível controlar Satanás, aprendendo a controlar a própria língua".[2]
Segundo os pregadores da "Fé", Deus responde automaticamente e realiza o que ordenamos quando confessamos nossas necessidades e desejos pela fé, de maneira positiva.[3]
Por isso os cristãos devem supostamente aprender a operar seu homem interior ou "homem espiritual" no poder do mundo espiritual, mediante leis sobrenaturais, leis que irão funcionar para qualquer indivíduo, quer crente ou incrédulo.[4]
Segundo observa Charles Capps: "As palavras são a coisa mais poderosa do Universo"; "Isso não é teoria, é fato. É uma lei espiritual"; e: "Esses princípios de fé são baseados em leis espirituais. Eles funcionam para quem quer que aplique essas leis. Você os faz funcionar pelas palavras da sua boca".[5] A não ser que os cristãos obedeçam a essas leis e as apliquem com sucesso, o próprio Deus fica prejudicado em Sua possibilidade de agir na vida deles. Por quê? Porque tanto Deus como os cristãos são limitados por essas leis. Fred K. C. Price e outros ensinam que da mesma forma que o poder de Deus tem origem na fé que Ele exerce nas palavras que profere, o mesmo se aplica aos cristãos.[6] Por exemplo, "Deus criou o universo pelos métodos que você acabou de colocar em prática pelas palavras de sua boca. Deus liberou a Sua fé em palavras".[7]
Isso significa que tanto o homem quanto Deus são limitados em sua capacidade de agir sobrenaturalmente, a não ser que as fórmulas de fé adequadas sejam ditas, permitindo que o seu poder opere.[8] Só quando homens e mulheres imitam a Deus e Suas leis, eles podem realizar milagres.
Por exemplo, "Deus criou o universo dizendo que este viesse a exisitr. Ele deu a você essa mesma habilidade na forma de palavras."[9] Deus é, portanto, um Deus de "palavra de fé", que criou o homem à Sua imagem e lhe deu o potencial de usar o poder que Ele manifestou na criação.[10] "O homem é então um espírito, perfeitamente capaz de operar no mesmo nível de fé que Deus."[11] Como resultado, "você tem o poder de Deus à sua disposição".[12] Tudo isso explica porque a maioria dos pregadores da Fé pensa que o homem é um deus literal – nas palavras de Copeland, um ser "da classe de Deus".[13] Ao imitar o uso das leis cósmicas por Deus, o homem pode realizar atos sobrenaturais como os dEle.
Mas os pregadores da Fé também afirmam haver perigo em tudo isso. Essas leis cósmicas operam indiscriminadamente. Se os cristãos não tiverem cuidado, Satanás pode enganá-los porque tem igualmente condições de operar, usando as línguas de homens da classe de Deus.[14] Por exemplo, a "confissão negativa" – qualquer coisa dita que negue os princípios do Movimento da Fé – permite que Satanás entre na vida dos cristãos e os engane.
Em qualquer caso, até a missão do próprio Cristo é adequada à filosofia da Fé. Por que Jesus veio? Segundo o Movimento da Fé, uma razão da vinda de Jesus foi transformar-nos em "Cristãos da Fé" fortes, que pudessem fazer as coisas que Ele fez – e coisas maiores ainda. Jesus veio a este mundo por causa do poder da palavra proferida por Deus e por causa da fé que Deus tem na Sua fé.[15] De fato, Jesus foi a síntese do verdadeiro homem de "Fé". Ele sabia como usar perfeitamente as leis espirituais do Universo[16] e, portanto, tinha imensos poderes e fazia milagres incríveis. Assim sendo, Jesus foi um exemplo do Homem Bem-Sucedido. Robert Tilton ensina: "Jesus veio para livrar a humanidade do fracasso e nos levar ao sucesso".[17] E: "Deus criou o homem para ter sucesso, mas ele falhou... Deus enviou então Jesus para resgatar-nos do fracasso e restaurar-nos à posição de sucesso... (Por causa do nosso fracasso) Deus preparou um novo plano. Esse plano foi enviar Jesus. Mediante Jesus recebemos força e poder para sermos bem-sucedidos..."[18]
No livro Commanding Power (Poder Que Comanda), Kenneth Hagin Jr. ensina que a expiação de Cristo trouxe aos cristãos o "poder de comandar" ou a habilidade de ordenar que as coisas que nos rodeiam se conformem aos nossos desejos. "Nosso problema é que oramos e confessamos muito, mas não mandamos. É gostoso mandar!... Jesus já pagou o preço para fazermos isso..."[19]
Além disso, na cruz e no inferno, Jesus não só derrotou Satanás e sofreu o castigo pelo pecado, como também levou sobre Si a maldição da lei (Gl 3.12), pagando o preço pelas nossas fraquezas, pobreza e doença, a fim de que cristão nenhum tenha de experimentá-las.[20]
Isso significa que, para o Movimento da Fé, Jesus não é simplesmente nosso Salvador do pecado. Ele é o Redentor da nossa Fé, o exemplo perfeito dos "princípios da Fé" em ação. Como "pequenos cristos" e "pequenos deuses", devemos ser imitadores dEle.
Qual a relação entre os ensinos do Movimento da Fé e a teologia das seitas?
A maioria dos pregadores da Fé afirmou publicamente que não ensina a "Ciência Cristã", "Poder da Mente" ou o "Novo Pensamento".[21] Isso parece indicar que até os próprios pregadores da Fé reconhecem suas similaridades com sistemas heréticos ou, pelo menos, têm conhecimento das acusações feitas por outros.
Não obstante, apesar dos desmentidos, em muitos pontos seus ensinamentos são semelhantes ou quase idênticos aos encontrados nas religiões do "Poder da Mente".[22] Os conceitos de confissão positiva, prosperidade e sucesso, saúde divina, manipulação da criação, negativa sensorial, e rejeição implícita da medicina científica podem ser todos encontrados nas teologias do "Poder da Mente" dos séculos dezenove e vinte, tais como a "Unity School of Christianity" ("Escola Unitária do Cristianismo"), "New Thought" ("Novo Pensamento"), e "Science of Mind" ("Poder da Mente"). [Esses três grupos, juntamente com o Movimento da Fé, também ensinam que a "confissão negativa" pode produzir doenças, tragédia e até a morte.]
De fato, alguns ensinos e práticas contidos no Movimento da Fé também são encontrados em outras religiões e seitas não-bíblicas. Por exemplo, o conceito dos crentes serem "deuses" ou terem poderes divinos é encontrado no mormonismo e no "armstronguismo" (Igreja de Deus Universal – N. R.). A prática de "decretar" a existência de coisas pode ser vista em alguns grupos ocultistas e orientais, tais como a Igreja Universal e Triunfante, e o budismo Nichiren Shoshu.
Talvez seja por isso que o historiador carismático D. R. McConnel documenta tão prontamente a origem pagã do Movimento da Fé através de E. W. Kenyon:
[O Pai moderno do Movimento da Fé, Kenneth] Hagin plagiou E. W. Kenyon, em palavras e conteúdo, na maior parte da sua teologia. Todos os pregadores da Fé, inclusive Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, quer admitam ou não, são filhos e netos espirituais de E. W. Kenyon. Foi Kenyon, e não Hagin, que formulou as principais doutrinas do moderno Movimento da Fé... Os alicerces da teologia de Kenyon foram formados nas seitas metafísicas, especialmente no "Novo Pensamento" (New Thought) e na "Ciência Cristã"... Kenyon tentou forjar uma síntese dos pensamentos metafísico e evangélico... O resultado na teologia da Fé é uma estranha mistura de fundamentalismo bíblico e metafísica do Novo Pensamento.[23]
Por exemplo, considere como as influências das seitas no Movimento da Fé se entrelaçaram na doutrina da cura:
A teologia da cura do Movimento da Fé não está baseada na capacidade de detectar sintomas, mas em negá-los. Os sintomas físicos não são reais. Mas eles irão tornar-se reais se o crente reconhecer a sua existência e deixar de aplicar os princípios da cura espiritual. Só quem não sabe crer em Deus para a cura espiritual irá recorrer à medicina científica. A visão da "Fé" quanto à medicina científica é pagã... e é a mesma visão pregada pelo fundador da metafísica do século dezenove, P. P. Quimby.[24]
Conclusão
Em seu confronto com a Igreja de Roma, Martim Lutero confessou que, a não ser que fosse "convencido pelos testemunhos das Sagradas Escrituras ou razão evidente", ele estava "obrigado pela Escritura" a manter os princípios da Reforma. Não era "seguro nem correto" agir contra a sua consciência nesse aspecto. Para Lutero, a Escritura estava acima de toda experiência e acima de todas as afirmações extra-bíblicas de revelação divina – e, por causa dessa sua posição, a igreja tem uma dívida incomensurável para com ele. Do mesmo modo, ao examinar o Movimento da Fé, só as Escrituras devem ser o nosso padrão – e não a experiência ou novas alegações de revelação divina. (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)
...os pregadores da Fé têm sido hábeis em disfarçar-se de carismáticos... [mas] tanto "as raízes como os frutos" da teologia da Fé são decididamente metafísicos... – Hank Hanegraaff - Presidente do Instituto Cristão de Pesquisas nos EUA e autor do livro Cristianismo em Crise (citação do Prefácio de "A Different Gospel", edição atualizada, de D. R. McConnell).
Graças a Deus por mais este trabalho que vem fortalecer a refutação à Teologia da Saúde e da Prosperidade em solo brasileiro. Este livro revela muitas declarações absurdas de vários pregadores da Confissão Positiva nos EUA, mostrando o caráter herético dessa corrente doutrinária. É, sem dúvida, um forte alerta aos crentes no Brasil, para que não venham a seguir o exemplo de tais líderes na outra América.– Pr. Paulo Romeiro - Presidente do AGIR e autor dos livros SuperCrentes e Evangélicos em Crise.
Notas
Kenneth Copeland, The Laws of Prosperity, 1989, 83.
Copeland, The Power of the Tongue, 1991, 29, 20, 30.
Copeland, The Power, 3, 8, 23; The Image of God in You, 1990, 4-12; You’re Right Standing With God, 1991, 13; The Laws of Prosperity, 83.
E. g., Copeland, The Power, 6, 24; The Image of God, 2; Prosperity: The Choice is Yours, 1990, 4-5, 30.
Charles Capps, God’s Creative Power Will Work for You, 1976, 1-2.
Copeland, The Power, 4, 7, 23-24; Prosperity: The Choice, 18; The Laws of Prosperity, 84; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 101.
Capps, God’s Creative Power, 25; cf. Fred K.C. Price, How Faith Works, 99; cf. Price, "The Power of Positive Confession", fita cassete Nº 46 (1988), Krenshaw Christian Center, Los Angeles, CA.
Copeland, The Power, 8, 15; The Outpouring of the Spirit: The Result of Prayer, 1991, 19; Our Covenant with God, 1991, 32.
Capps, God’s Creative Power, última capa.
Ibid., 3.
Ibid., 1.
Copeland, The Power, 15.
Copeland, The Power, 8.
Ibid., 8, 21.
Ibid., 10; Copeland, Our Covenant with God, 21, 27.
Copeland, The Power, 16.
Robert Tilton, God’s Laws of Success, 1985, 27.
Ibid., 113.
Kenneth Hagin Jr., Commanding Power, 1984, 12-13.
Copeland, The Power, 10; A Covenant of Blood, 1987; Our Covenant, 28, 33, 37.
E. g., Tilton, Metamorphosis of the Mind, 1987, 18; Savelle, God’s Provision, 19; Osteen, The Confessions of a Baptist Preacher, 1983, 11.
E. g., Savelle, God’s Provision for Healing, 19, 22; Capps, God’s Creative Power, 14-17; Angels, 1984, 84, 127, How to Have Faith in Your Faith, 1986, 129. Changing the Seen, 8-12, passim; Osteen, The Confession, 27-29; K. Hagin, Jr., Commanding Power, Words, 1991, The Key to the Supernatural, 1986, passim; Robert Tilton, Acknowledging Good Things, 7, 55, 65, 89-90, Charting Your Course, 30, 77-78, 81-82, 85, 92-100, God’s Laws, 5, 10, 23, passim. Em comparação, Riches Within Your Reach: The Law of Higher Potential (1976) de Robert Collier, escritor do Novo Pensamento, em muitos pontos não se distingue dos ensinamentos da "Fé".
McConnell, A Different Gospel, 184-186.
Ibid., 154-155.
Domingo, 18 de Maio de 2008
Hallween

Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao"senhor da morte" em 31 de outubro. Isso acontecia na cerimônia "Samhain" durante o festival de inverno, na qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Essa prática ancestral foi sofrendo alterações com o passar do tempo. A Igreja Católica posteriormente tentou cristianizar o "Samhain ", declarando o1º de novembro como o Dia de Todos os Santos e o 2 de novembro com o Dia de Finados, sendo que em ambas as datas os mortos eram lembrados.
Nos Estados Unidos essa festa é muito comum e tem forte apelo comercial, sendo também tema de vários filmes de horror. A imagem de crianças vestidas com fantasias "engraçadinhas" de bruxas, fantasmas e duendes, pedindo por doces e dizendo "gostosuras ou travessuras". Há algum tempo, o Brasil tem se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte de sua cultura e tem celebrado essa festa em escolas, clubes e até em shopping centers.
Diante dessa realidade, devemos nos questionar: Halloween está relacionado às práticas ocultistas modernas?
Mesmo que hoje em dia Halloween seja comemorado de uma maneira inocente por muitos jovens, ele é levado a sério pela maioria das bruxas, membros do movimento neo-pagão e ocultistas em geral. Antes de continuarmos, devemos destacar que a associação histórica e contemporânea do Halloween com o ocultismo causaram uma espécie de "efeito híbrido" na maior parte da sociedade, de modo que a comemoração do Halloween não é, necessariamente, uma prática totalmente inocente. Ao ler vários relatos sobre o Halloween, pode-se ficar impressionado com o grande número de práticas de superstições e de adivinhação envolvidas com ele. Algumas das superstições e todas as práticas estão relacionadas com o ocultismo.
É preocupante o quanto as superstições podem controlar ou dirigir a vida de uma pessoa de maneiras terríveis. Mais ainda, as verdadeiras práticas de adivinhação sempre trazem conseqüências. Na verdade, desde as décadas finais do século dezenove, o Halloween tem sido lembrado como um período "para se usar amuletos, lançar maldições e se fazer adivinhações"[1]. Como já dissemos, isso está relacionado aos antigos druidas, pois o "Samhain" marcava o início de ano novo, o que resultou num interesse em adivinhações e previsões sobre o que o próximo ano traria.
No Halloween se cria (e ainda á assim em certos lugares) que seguir um ritual em particular pode fazer com que a imagem do seu fu



